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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

SINGAPURA MODERNIZA F-16 (M1383 - 18PM/2014)

F-16C/D da FA de Singapura     Foto: RFA Australiana


Os detalhes fornecidos pela Agência de Cooperação para a Defesa e Segurança (DSCA) sobre o pedido oficial de Singapura para a modernização da sua frota de F-16C/D Bloco 52, permitem trazer mais luz sobre o contrato de quase 2500M USD, deixando no entanto ainda algumas dúvidas.

As modernizações incluídas permitirão levar as 60 células para o standard F-16V, a um custo de 40,5M USD por aeronave, o que significa cerca de 2/3 do preço de F-16E/F Bloco 60 novos.
Os trabalhos e melhoramentos incluem:
-70 radares AESA (não definidos)
-70 capacetes JHMCS
-70 sistemas GPS/Inércia LN-260 
-70 AIFF APX-125
-1 interface AIS para atualizações de software
-1 CPNIs
-Remodelação de infraestruturas
-voos de experiência na nova configuração; voos de entrega; JMPS; computadores modulares  de missão; MFDs, rádios; comunicações seguras; gravadores de vídeo; manutenção de software; manutenção reparação e devolução de peças; equipamento de apoio; sobressalentes, equipamento de testes; equipamento de suporte a motores; publicações e documentação técnica; equipamento de treino e treino de pessoal.

Dentro do mesmo pedido encontra-se ainda um pacote de armamento de teste:
-3 AIM-9X Bloco II Captive Air Training Missiles
-3 TGM-65G Maverick para teste e integraçaão
-4 GBU-50  para teste e integração (de 2000 lb guiadas por laser)
-5 GBU-38 JDAM para teste e integração (de 500 lb guiadas por GPS)
-3 CBU-105 (D-4)/B para teste e integração (anti-carro guiadas por GPS)
-4GBU-49 Paveway para teste e integração (de 500 lb guiadas por GPS/laser)
-2 DSU-38 buscadores de laser para teste e integração
-6 GBU-12 Paveway II unidades de controlo (usadas em bombas  de 500 lb guiadas por laser)

As entidades executantes não são mencionadas, pelo que ainda estarão por escolher por Singapura. Em termos de prioridades, o estado da frota de F-16 e respetivas modernizações, significam que o país não está "com especial urgência" de tomar uma decisão relativamente ao F-35, segundo declarou o ministro da Defesa, apesar da aeronave de 5ª Geração estar em "séria consideração".

Fonte: Defense Industry
Tradução: Pássaro de Ferro
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

BÉLGICA ESCOLHE AIM-9X (M1196 - 286PM/2013)


Lançamento de AIM-9X por um F-16    Foto:Raytheon

A Agência de Cooperação de Segurança e Defesa do EUA anunciou o pedido fromal por parte da Bélgica, para a aquisição de 40 mísseis de largo ângulo de disparo AIM-9X-2 Sidewinder Bloco II, 36 mísseis de treino aéreo CATM-9X-2 Bloco II , 2 unidades de direcionamento CATM-9X-2, 10 unidades táticas de direcionamento AIM-9X-2 Bloco II, 4 mísseis de treino aéreo inertes, contentores, equipamento de teste e manutenção, sobressalentes e peças para reparações, treino e equipamento de pessoal, publicações e informação técnica e apoio do fabricante e Governo dos EUA.
O custo estimado é de 68 M USD.

A Componente Aérea Belga coopera com a Real Força Aérea Neerlandesa, que opera igualmente F-16 MLU em que serão usados os mísseis e tem também uma encomenda de AIM-9X-2 encaminhada. Ainda assim, um futuro contrato, necessitará de algum nível de apoio por parte do fabricante e do Governo americano. 

O pedido agora efetuado, vem aparentemente colocar um ponto final na discussão acerca do míssil ar-ar de curto alcance de nova geração a adquirir pelo país, aliás em situação semelhante à de muitas outras forças aéreas europeias, há já vários anos indecisas na escolha.


AIM-9X  montado num F/A-18     Foto: Raytheon

O AIM-9X Bloco II fabricado pela Raytheon, teria tornado o Top Gun num filme muito curto. É o míssil ar-ar de curto alcance americano mais evoluído, capaz de usar datalink, com manobrabilidade por controlo de vetorização de impulso e um sistema de busca de infra-vermelhos avançado, capaz de atingir alvos atrás da plataforma de lançamento. Além disso e ao contrário das anteriores versões, o AIM-9X pode ser usado contra alvos no solo. 
Até ao momento, apenas aeronaves de fabrico americano podem usar o modelo (F-15, F-16 e F/A-18), o que não tem impedido ainda assim, uma grande quantidade de pedidos de exportação, especialmente vindos do Médio Oriente.

A ser bem sucedido o negócio, a Bélgica tornar-se-á o 16º operador do AIM-9X, já em uso nos EUA, Austrália, Dinamarca, Finlândia, Polónia, Arábia Saudita, Marrocos, Singapura, Coreia do Sul, Suíça e Turquia e com encomendas de mais quatro países.

Os  principais concorrentes do AIM-9X no mercado mundial são o AIM-132 ASRAAM da britânica MBDA, o Python 5 da israelita Rafael, o multinacional IRIS-T e o russo R73/AA-11 Archer.

Fonte: Defense Industry Daily
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

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