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segunda-feira, 9 de junho de 2014

ALERTA SOBRE WASHINGTON (M1614 - 186PM/2014)

F-16 da base aérea de Andrews

Um avião ligeiro (vulgo "avioneta") violou a zona de exclusão aérea sobre a capital dos EUA e foi intercetada por uma parelha de F-16 de alerta (QRA), que o obrigou a aterrar no aeroporto de Mount Airy, na Carolina do Norte. O Capitólio foi evacuado como medida de precaução.

As pessoas que se encontravam nesse momento no Tribunal Supremo, biblioteca do Congresso e edifícios adjacentes, também foram evacuadas. A evacuação começou às 13:30 locais de sábado 7 de junho, mas não afetou a Casa Branca.

"Entrou uma avioneta no nosso espaço aéreo" declarou o porta-voz da polícia do Capitólio, Shennell Antrobus. "Estabelecemos contacto com a aeronave, de modo que vamos poder continuar a trabalhar normalmente, vamos voltar a entrar no edifício" proferiu Antrobus, cerca de meia-hora depois do incidente. O responsável pela segurança do Senado escreveu no Twitter, que algumas ruas à volta do Capitólio haviam sido encerradas, devido à atividade policial.

Depois dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, a zona proibida ao voo para aeronaves privadas e comerciais foi ampliada. Desde então, esta zoan já foi violada repetidas vezes, principalmente por pilotos pouco experientes, ou que não realizaram as devidas atualizações das cartas aéreas.


Fonte: RT
Tradução: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

SALVEM O JAVALI AFRICANO (M1291 - 360PM/2013)

  A-10C Thunderbol II mais conhecido por Warthog            Foto: Jim Haseltine

O título poderia muito bem ser o mote duma campanha ecológica, mas o Javali em causa, tal como o Pássaro em que escrevemos, é de "ferro".
Trata-se do mítico A-10 Thunderbolt II, "Warthog" para os amigos, portanto "javali africano". E os amigos são muitos e têm-se mostrado por estes dias em que está ameaçado de extinção, tal como o Pássaro de Ferro tem dado conta, devido aos cortes orçamentais na Defesa dos EUA.
Mesmo apesar do clima de "intimidação" devido às recomendações da Força Aérea dos EUA (USAF) para que os militares no ativo não comparecessem em manifestações, ou de outro modo se manifestassem a favor da continuidade do Warthog em serviço operacional, as presenças de numerosos pilotos ou militares de algum modo ligados ao avião têm-se feito sentir.

       O javali africano pintado no nariz dos A-10 fazem honra à alcunha do avião         Foto: Jim Haseltine

Fora de serviço, com roupas civis, no passado dia 22 de novembro compareceram ao seminário em Washington a favor do A-10, uma das iniciativas com mais visibilidade e simbolismo por se realizar na capital. 
A falar pelos seus camaradas no ativo, esteve o TenCor (Ref) Bill Smith, que voou o A-10 no Iraque, Balcãs e Afeganistão e apresentou os pontos fortes da aeronave. Presentes também Pierre Sprey, antigo oficial do Pentágono, responsável pela criação do A-10 e vários outros analistas, civis e militares, pró e contra a extinção do Warthog.
A assistir ao debate, estiveram numerosos assessores de Congressistas, bem como um razoável número de antigos combatentes (terrestres) de guerras desde o Vietname, ao Iraque e Afeganistão, que não se cansaram de sublinhar a importância da missão de Apoio Aéreo Aproximado de que o A-10 é o expoente máximo.

Nas guerras em que tem participado o A-10 ganhou a estima das tropas em terra     Foto: Jim Haseltine

Os argumentos para a retirada do modelo, são, além dos óbvios ganhos orçamentais em operar menos uma frota, os de que aeronaves multi-role como o F-16, F-15E, ou B-1B, podem, com a ajuda do moderno armamento e sensores, desempenhar a mesma missão, sem perda de qualidade. E no futuro o F-35.

lançamento de míssil AGM-65 Maverick        Foto: Jim Haseltine

Por outro lado, no plano político, podem estar os trunfos que permitam os "Javalis" ganhar mais alguns anos de vida, sendo que 20 congressistas e 13 senadores, tanto republicanos como democratas, assinaram uma missiva que se opõe à retirada do A-10.

Largada de bombas de queda retardada           Foto: Jim Haseltine

Entretanto, notícias que dão conta de um contrato existente entre a USAF e o grupo Northrop Grumman, para manutenção e modernização da frota A-10, podem significar que o modelo ainda ficará em serviço por vários anos mais, embora seja uma dedução com pouco grau de fiabilidade.

Para já, a USAF ainda não fez qualquer anúncio oficial definitivo sobre a retirada dos 351 A-10 ainda no ativo. A decisão deverá ser tomada em fevereiro de 2014, quando será discutido o orçamento para o ano fiscal de 2015 nos EUA.

As inúmeras estações para armamento do A-10  bem visíveis na foto       Foto: Jim Haseltine







segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PENTÁGONO PONDERA SUSPENDER PROGRAMA F-35 (M1111 - 230PM/2013)

Lockheed Martin F-35 Lightning II      Foto: Lockheed Martin

Uma fuga de informação de documentos do Pentágono, sugere que a entidade de Defesa norte-americana está a ficar cansada dos onerosos caças F-35 e é considerada mesmo a hipótese de cancelar o programa de 391.200 M USD.

Oficiais do Pentágono deram um briefing na passada quarta-feira (31 de julho), no qual explanaram modos de gerir os cortes de orçamento automáticos no valor de 500.000 M USD previstos para  a próxima década. 
Num slideshow foram apresentadas várias alternativas, em que ficou patente a insatisfação com o caça da Lockheed Martin. Na mesma apresentação, ficaram também patentes as intenções de abandonar o programa para a criação de um novo bombardeiro estratégico de longo alcance, segundo informações que alguns dos participantes prestaram à agência Reuters.

O Secretário da Defesa Chuck Hagel, falou à comunicação social nessa mesma quarta-feira, indicando que o Pentágono poderá ter que decidir entre uma "força muito menor" e um interregno de uma década na modernização de sistemas de armas e tecnologia. Esta declaração está de acordo com a informação retirada do referido briefing, em que era afirmado que a opção por manter forças de grande envergadura, poderia custar o cancelamento do programa de 392.000 M USD da Lockheed Martin (F-35), bem como o desenvolvimento de um novo bombardeiro de longo alcance.

Estas notícias vêm a público pouco tempo depois do Pentágono ter assinado dois novos contratos com a Lockheed Martin, que garantiriam a continuidade da produção e manutenção do F-35, com um decréscimo de cerca de 8% relativamente às primeiras unidades. Os custos de produção desde 2001 contudo, já haviam aumentado em cerca de 68%, pelo que a redução agora conseguida, é ainda irrisória, comparada com o valor inicialmente previsto.

Após a fuga de informação do slideshow, o Pentágono tentou minorar os "estragos", alegando que o cenário então exposto, foi meramente hipotético e de "pior caso", afirmando que "o cancelamento do programa F-35 seria prejudicial para a defesa nacional (dos EUA)".
De referir que independentemente do Pentágono, o Congresso é responsável pelo Departamento de Defesa, tendo supremacia nas decisões de aquisição ou cancelamento de armamento.

Fonte: Defence Talk
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


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