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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ESCÓCIA TEM PLANOS PARA FORÇA AÉREA INDEPENDENTE (M1303 - 370PM/2013)

Eurofighter Typhoon: para ver com cores escocesas?

Tal como é do conhecimento público, a Escócia tem intenção de referendar a independência do território do Reino Unido.
E uma prova de que os locais estão a levar o assunto a sério, são por exemplo os planos para a criação de forças armadas autónomas, segundo revelado no "White Paper" publicado pelo Partido Nacional Escocês (SNP).
Relativamente à Força Aérea, o referido documento prevê 16 aeronaves de defesa aérea, seis de transportes tático, além de aeronaves de asas rotativas e de patrulhamento marítimo, mantendo a capacidade de contribuir com "excelentes capacidades convencionais" para a NATO. 
A suportar os referidos meios técnicos, uma força de 2000 militares e 300 reservistas. As aeronaves seriam "pelo menos 12 Typhoon, baseados em Lossiemouth, uma esquadra de transporte tático, incluindo seis C-130J Super Hercules e uma esquadra de helicópteros"

De acordo com o mesmo documento, elementos chave para a futura Força Aérea Escocesa, deverão partir de meios a negociar, atualmente pertencentes ao Reino Unido, principalmente a capacidade de patrulhar o espaço aéreo escocês, de acordo com os padrões NATO. O White Paper, estabelece ainda o período de cinco anos após independência, para efetuar a transição. A importância da continuidade na NATO, fica várias vezes patente no documento.

Já para o patrulhamento marítimo, delapidado na Escócia pela Royal Air Force em 2010, ao cancelar os Nimrod MRA4, o SNP sugere quatro aeronaves, tendo como base as forças de países com características semelhantes. Já o treino de pessoal de terra e tripulações para a nova Força Aérea, não está considerado ser realizado por meios próprios, sendo a realizar através de "acordos conjuntos com aliados".

O total de gastos com Defesa e Segurança está previsto situar-se nas 2500 M GBP (cerca de 3000 M EUR) por ano, abaixo das 3300 M GBP com que a Escócia contribui atualmente para os gastos militares do Reino Unido, segundo informações do SNP.




sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O NIMROD

Nimrod MRA4 - Crédito da foto

O Hawker Siddley Nimrod é mais um dos meus ícones favoritos no domínio da aviação militar.
Desde sempre que, sobre ele, nutri um interesse mais ou menos irracional, sustentado, sobretudo, na sua aparência algo bizarra.
Comecei por perceber que ele era um sucedâneo do velhinho e pioneiro "Havilland Comet", adaptado à luta anti-submarina e patrulha marítima geral.
Este avião, para não variar, assume, em termos estéticos, a linha de muitos aparelhos da sua geração, alguns deles já aqui abordados, nomeadamente o Handley Page Victor. Não se pode dizer, efectivamente, que seja um avião apelativo à estética.
Aliás, os Britânicos, vistas bem as coisas, darão primazia ao conteúdo em detrimento da aparência, análise feita à luz das evidências, com pontuais e famosas excepções, reflectidas, entre outros no Spitfire.
Mas, estéticas à parte, abordemos então um pouco as potencialidades destes aparelhos.
O Nimrod fez o seu primeiro voo em 1967 e entrou ao serviço efectivo em 1969.

Nimrod AEW - Crédito da foto

Foram construídos cerca de 50 aparelhos, que percorreram várias versões, como o MR1, R1, MR2, AEW3, MRA4, desde o reconhecimento marítimo, reconhecimento e Alerta Antecipado (AEW) - Airborne Early Warning - (papel entretanto assumido pelos E-3 Sentry da RAF).
Presentemente, a RAF opera apenas as versões R1 e MR2.

Nimrod MR2 - Crédito da foto

Estes aparelhos transportam na sua panóplia o AGM-84 Harpoon, míssil típico da luta anti-submarina, para além de sonares, sono-bóias e o AIM-9 Sidewinder para auto defesa.
Alguns tiveram, em tempos, capacidade para transportar armas nucleares, situação que baralhava um pouco a sua natureza, dado assumir, nessa altura,uma missão de "quase bombardeiro".
Estão equipados com 4 motores Turbofan Rolls-Royce Spey, voam a velocidades que variam entre os 750 km/h - velocidade de cruzeiro, e os925 km/h de velocidade máxima, operando num tecto de serviço máximo a rondar os 13 mil metros (42 a 44 mil pés).

Nimrod R1 - Crédito da foto

Em conclusão, o Nimrod é um avião que resiste ainda ao tempo e segue na sua missão ombreando com aparelhos de mais recente geração, provando assim a sua utilidade e eficiência para a execução da sua missão.

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