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terça-feira, 26 de agosto de 2025

FAP RECEBE TERCEIRO HERCULES MODERNIZADO

C-130H Hercules n/c 16803        Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa recebeu no dia a 14 de agosto, na Base Aérea N.º 6, no Montijo, a terceira aeronave C-130H (n/c 16803) submetida ao processo de modernização, no âmbito do programa de atualização dos aviónicos. 

A intervenção decorreu nas instalações da OGMA , em Alverca, e abrange um total de quatro aeronaves da frota C-130H da FAP. O processo inclui modificações estruturais e uma profunda renovação dos sistemas de navegação, comunicação e gestão de voo, com a integração de equipamentos que transformam o cockpit num ambiente compatível com os padrões mais avançados da aviação militar contemporânea.

Cockpit Flight2 da Collins Aerospace dos C-130H Hercules modernizados

A execução do programa tem contado com a colaboração direta de militares da Esquadra 501 que opera os aparelhos, da Esquadra de Manutenção C-130H, da Gestão do Sistema de Armas C-130H e da Autoridade Aeronáutica Nacional, assegurando a articulação técnica e operacional necessária à sua implementação.

Esta modernização insere-se no quadro do programa europeu SESAR – Single European Sky ATM Research –, que visa a adaptação das aeronaves às exigências atuais do espaço aéreo europeu. Entre os objetivos estão o reforço da segurança na circulação aérea, o aumento da capacidade de tráfego, a otimização das rotas de voo e a redução do impacto ambiental das operações.

Cofinanciado por fundos europeus, o projeto permite à Força Aérea manter a capacidade de resposta em missões nacionais e internacionais. 

Os C-130H desempenham funções críticas de transporte aéreo em operações militares e civis, bem como em ações de patrulhamento marítimo e de busca e salvamento. Recordamos ainda que o ministro da Defesa Nuno Melo anunciou recentemente a aquisição de dois sistemas de combate a incêndios MAFFS II, para utilização pela frota C-130.

Falta agora apenas assim, a modernização do 16805, para completar as modernizações da totalidade da frota C-130 da Esquadra 501.


sábado, 24 de janeiro de 2015

AFINAL KC-390... AINDA PODE SER (M1776 - 17PM/2015)

KC-390 na apresentação pública da aeronave   Foto: Embraer

Apesar da notícia divulgada pelo Expresso na passada quinta-feira 22 de janeiro, que dava conta da desistência da aquisição de cinco ou seis unidades do avião de carga da Embraer,  KC-390, a possibilidade destes aviões brasileiros virem a equipar futuramente a Força Aérea Portuguesa ainda continua de pé.

A notícia do Expresso ter-se-á baseado na ausência de respostas do ministro da Defesa Aguiar-Branco, quando questionado sobre o assunto no parlamento, aquando da discussão da Lei de Programação Militar. O facto de estarem consignadas igualmente verbas para a modernização dos atuais C-130, que supostamente os KC-390 deverão substituir (tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou), levou à conclusão precipitada, de que o avião de que Aguiar-Branco presenciou a apresentação pública em outubro passado e que conta com participação da indústria nacional, estaria fora de cena.

Tal como noticiámos, as verbas consignadas à modernização do C-130, destinam-se a garantir a sua operacionalidade nas áreas em que estão limitados ou manifestamente desatualizados, e que causam restrições à sua utilização principalmente no espaço aéreo europeu. Quando questionado sobre a desitência ou não do KC-390, fonte do Ministério da Defesa confirmou o início do processo negocial com a Embraer, através de um documento assiando pelo ex-diretor-geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa, Gen. Gravilha Chambel, datado de 29 de dezembro de 2014. 

Neste documento são solicitadas informações ao fabricante brasileiro no sentido de garantir que o avião em causa possui "todas as características e capacidades necessárias" para substituir os C-130 Hercules na FAP. A mesma fonte adiantou ainda que "a substituição das aeronaves C-130 consta da nova LPM, aprovada na Assembleia da República " na quinta-feira passada.

O objetivo continua a ser "fornecimento de cinco a seis aeronaves KC-390 novas de fábrica", certificadas "pelas autoridades competentes, com alcance intercontinental, capazes de executar operações estratégicas e táticas, civis e militares, sem limitações. A proposta deverá contemplar uma descrição exaustiva da aeronave, assim como o plano de entrega com base numa data de referência correspondente à celebração de um contrato", refere o request for proposal (pedido de proposta), apresentado pelo ministério liderado por Aguiar-Branco.

É solicitado ainda à Embraer que apresente "uma lista de opções dos diversos tipos de sistemas e custos associados" e também "uma proposta para a opção de aquisição/disponibilidade sem restrições de utilização de um simulador em território nacional" para um eventual centro de simuladores em Alverca "para apoio internacional".



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CONSELHO DE MINISTROS APROVA PROPOSTA DE LEI DE PROGRAMAÇÃO MILITAR (M1754 - 341PM/2014)


C-130 Hercules

Em Conselho de Ministros realizado ontem 23 de novembro foi aprovada a  proposta de Lei de Programação Militar (LPM), para os próximos três quadriénios, que inclui diversas decisões relativamente à aviação militar e civil:

Assim e relativamente a diversos equipamentos da Marinha a adquirir e renovar, está também incluída a remotorização dos helicópteros Lynx Mk.95 da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha.

Já relativamente ao reequipamento da Força Aérea, foram atribuídas verbas para a substituição da frota C-130 Hercules, bem como para a regeneração do potencial de voo das aeronaves atuais, permitindo que sejam usadas até à substituição, segundo foi adiantado por fonte oficial do Ministério da Defesa.  
Ainda relativamente à Força Aérea, está contemplada a atualização do software operacional da frota F-16. 

O Conselho de Ministros aprovou igualmente, a adaptação do Instituto Nacional de Aviação Civil, I.P., (INAC, I.P.), ao regime estabelecido na lei-quadro das entidades reguladoras, passando agora a designar-se como Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC). A ANAC vê, como regulador, alargados os seus poderes normativos, bem como reforçados os poderes de supervisão e inspeção. Os estatutos do novo regulador reforçam ainda a autonomia, a flexibilidade de gestão e as responsabilidades da entidade regulador para a aviação civil, simplificando os processos de decisão, desburocratizando os procedimentos, designadamente no domínio financeiro e quanto à contratação externa de quadros especializados.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

MINISTRO DA DEFESA QUER KC-390 NA FAP (M1708- 305PM/2014)

Imagem: Embraer


Ministro da Defesa revelou que será preparado um caderno com os requirimentos da Força Aérea Portuguesa para seis aviões mas ainda não há preço.
O Governo português mantém uma "intenção séria" de comprar o cargueiro militar da Embraer, o KC-390, que ontem foi apresentado e que conta com a participação de várias empresas portuguesas na sua fabricação.

"Na carta de intenções temos referidos seis aeronaves. Agora estamos no processo de formação da vontade. Está a ser apresentado um caderno de requerimentos da Força Aérea Portuguesa e essa proposta será analisada por parte da Embraer. Aí poderemos fazer uma avaliação mais definitiva, mas a intenção é séria", disse ao Diário Económico o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, à margem da cerimónia de ‘roll out' do KC-390. O governante reafirmou que o objectivo é tomar uma decisão até ao final do ano, altura em que a nova lei de programação militar será apresentada.

"Portugal participa neste projecto de forma séria e honesta. A sua participação na área industrial está ser cumprida da forma como estava programado e a intenção de compra também dentro do que foi programado", frisando que todas as empresas portuguesas cumpriram os calendários de entrega.

Questionado sobre se já há algum preço de tabela para o aparelho, que fará os primeiros voos de teste no final do ano e começará a ser comercializado no final de 2016, o ministro afirmou apenas que "na definição dos requisitos e na oferta tem de ser fixado um preço. Depois de termos a proposta e o preço estaremos em condições de decidir". Também Jackson Schneider, presidente da Embraer e Defesa, escusou-se a falar de preço, referindo apenas que o avião será "muito competitivo". "O preço dependerá do que cada cliente quiser que o avião inclua." O gestor precisou ainda que "este é um projecto conjunto com as indústrias de Defesa da Argentina, Portugal e República Checa", destacando ainda as cartas de intenções destes três países para a compra do avião.

Fonte: Diário Económico

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FORÇA AÉREA ROMENA EM MONTE REAL (M1696- 297PM/2014)

A chegada do C-130 romeno a Monte Real        Foto: FAR

A "aeronave multi-funções da Força Aérea Romena" (FAR) e o complexo processo de criação de capacidade operacional aérea, incluído no "Conceito de conseguir capacidade de defesa aérea gradual", continua em ritmo acelerado, iniciando a formação em Portugal, com o pessoal que vai operar a aeronave F-16A/B MLU. 
Este programa é um elemento essencial para a transformação e modernização das aeronaves da FAR, com a introdução do F-16, que é acompanhado pela implementação de uma nova filosofia de funcionamento, treino e apoio logístico para as aeronaves de combate multi-função. 

Preparar a missão preliminar em Portugal foi extremamente complexo, tendo os funcionários passado por um programa de treino, para os muitos elementos novos na FAR. 
Foi especialmente importante para os pilotos que frequentam o curso fisiológico inicial da formação, o treino e testes de centrifugação a 9G e o curso de sobrevivência na água. 
Depois de concluída a fase de treino inicial, o primeiro grupo de 23 pilotos, engenheiros, técnicos e planificadores de missão embarcaram a 30 de setembro de 2014, em aeronaves C-130 Hércules da FAR, tendo aterrado pelas  07:00 na Base Aérea nº5 em Monte Real, Portugal. 

Este primeiro destacamento em Portugal para formação, inclui o grupo principal da equipa, que irá garantir a operação de aeronaves F-16 A / B MLU, que chegarão a Roménia em 2016. Mais pessoal da FAR será destacado em Monte Real em várias séries, a realizar vários cursos de formação disponíveis até 2017. No final deste período, os pilotos terão qualificação "Combat Ready", sendo capazes de executar toda a gama de missões de defesa aérea e ataque a alvos terrestres e marítimos, dentro das capacidades das aeronaves F-16 MLU. 

Elementos romenos à chegada à BA5 recebidos pelo o TCor Gaiolas  o oficial português responsável pelo programa   Foto:FAR

A Força Aérea Portuguesa preparou a chegada do referido destacamento romeno, fornecendo os programas, instalações e recursos de treino, alojamento e alimentação, transportes e comunicações, instalações e meios de lazer, atividades culturais e desportivas. Enquanto isso, cinco elementos da BA5 estiveram ocupados com outros temas, a serem realizados no âmbito do contrato de compra F-16 A/B MLU, afim de respeitar os prazos estabelecidos, conseguindo mesmo cumpri-los  com antecedência. 

O briefing do Cor Alberto Francisco ao pessoal romeno       Foto:FAR

Segundo o Coronel Francisco Alberto, Comandante da BA5 afirmou em maio passado, toda a Base está determinada em garantir a implementação do processo de formação, em estrita conformidade com as disposições contratuais. A formação do pessoal romeno acontecerá  nas melhores condições e mais elevados standards de qualidade. 
O esforço exigido ao pessoal da base de Monte Real é considerável, uma vez que durante setembro-dezembro de 2014, a unidade suporta também um destacamento em Siauliai, na Lituânia,  composto por 70 militares e seis aeronaves F-16A MLU, para garantir que o Programa de Policiamento Aéreo Báltico. 

A secção de motores na BA5           Foto: FAR

O programa de formação em Portugal da equipa romena começou com gestão de tempo de instalação, seguido por cursos teóricos de formação inicial. Depois da parte teórica até aos primeiros dias de novembro, começará a fase de treino prático, que inclui treino de pessoal técnico e de tripulações de voo. Passarão pelo programa da "Treino de Qualificação Inicial - IQT", em que serão familiarizados com as características de voo do F-16 e serão executados os primeiros vôos solo. 
Depois de familiarizados com a aeronave, os pilotos romenos irão passar pelo "Treino de Qualificação Inicial de Missão  - IMQT", onde serão treinados em execução de missões de defesa aérea e ataque a alvos de superfície, com todos os tipos de sistemas e armas que entrarão na Força Aérea Romena. Posteriormente, dependendo do nível de experiência e qualificações atingidas, os pilotos serão treinados como líderes de parelha, instrutores de voo e pilotos para a execução de voos de experiência. 
Até ao final da formação em Portugal estarão treinados nove pilotos e 75 técnicos.

Fonte: Cer Senin

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MINISTRO DA DEFESA BRASILEIRO: F-X2 É PARA CONTINUAR (M1292 - 361PM/2013)




Em entrevista  ao jornal Folha de S. Paulo, o Ministro da Defesa brasileiro Celso Amorim respondeu a todas as perguntas incómodas e temas quentes da atualidade militar do país e da aviação em particular, como o programa de aquisição do novo caça para a FAB F-X2, a retirada dos Mirage 2000, o fim de vida dos Hercules e outras hipóteses ventiladas na comunicação social brasileira.

O Pássaro de Ferro transcreve seguidamente os excertos relacionados com a aviação:


"O que está faltando para ser encerrado o programa da compra dos caças? O chamado F-X2?
Eu estou muito confiante de que vai ter um bom andamento, mas quanto menos eu falar dele melhor.

Pelo que entendi o sr. já disse até que o Brasil poderia negociar uma parceira de construção de caças de quinta geração com a Rússia, me corrija se eu estiver errado. A Rússia que está desenvolvendo esses modelos de quinta geração. Houve alguma evolução aí nessa área?

Olha, isso é uma possibilidade para o futuro. Volto a insistir, nós não podemos ter todos os ovos em uma única cesta. Nós não sabemos o que é o futuro do mundo. Nós gostamos de pensar que o mundo é uma coisa certinha, de que todo mundo vai se comportar sempre de uma mesma maneira, mas não é assim. Veja bem, eu sou de uma geração que viu a Guerra Fria. A Guerra Fria acabou, não existe mais bipolaridade, existe multipluralidade de informação, o mundo mudou muito e eu não sei nesse mundo novo, cheio de incertezas, o que vai acontecer. Então eu tenho que ter uma diversificação. Eu acho que isso é essencial para a segurança do Brasil. Então, sobre esse aspecto é que, digamos, nós estamos abertos a uma cooperação para um caça de quinta geração com qualidades que o de quarta e meia, com dizem, não terá, com a Rússia e com, eventualmente, outros. Não é só com a Rússia. A Rússia sugeriu essa hipótese também. É uma hipótese que nós temos que considerar. De qualquer maneira isso é uma coisa que ainda terá que ser para o futuro porque de imediato nós temos que preencher a necessidade que existe hoje. Essa necessidade de hoje nós vamos ter que preencher ainda com os caças de quarta geração. Eles dizem quarta e meia porque eles já estão um pouco melhorado. E é isso que nós estamos tratando de fazer.

Ainda que seja para o futuro, o caça de quinta geração, uma coisa está entrelaçada com a outra. Se fosse possível esse acordo com a Rússia, os caças de quinta geração, o desenvolvimento deles
Hoje o Brasil é um Bric, né? O Brasil participa de vários O Brasil tem essa vantagem, o Brasil não é de nenhuma aliança militar, nem com os Brics, obviamente, nem com nenhuma outra. Então o Brasil tem a liberdade de ter um avião com um, de ter um sistema antiaéreo com outro, de procurar fazer um submarino com terceiro e com isso ele vai aprendendo mais. Porque se você tem só uma único fornecedor, você fica na mão dele, em todos os sentidos, económico e tecnológico.

Tem uma especulação aí no mercado sobre o seguinte, por que eu perguntei do caça de quinta geração dos especialistas: uma solução intermediária acertando, eventualmente, para o futuro sobre essa parceria de caças com a Rússia, o Brasil poderia, eventualmente fazer leasing de caças russos

Não está em consideração.

Não?
Não está em consideração.

Não há essa hipótese?

Não há essa hipótese, tanto quanto eu saiba. 

Parece que o ministro [da defesa da Rússia] Sergei Shoigu... 
Eles gostariam que a gente fizesse um leasing, mas isso não nos dá nada porque nós queremos ter...Veja bem...

Seria cancelado o F-X2, é isso?
É óbvio que nós não faremos isso. O F-X2 vai se realizar.

Vai ser comprado, não vai ter essa história de leasing então?
Não.

Qual é o cronograma do F-X2? Porque isso já tem mais de uma década, bem mais de uma década já. Qual é a sua expectativa realista, vamos dizer assim?
A minha expectativa realista, eu sou sempre muito otimista, porque eu acho que otimismo faz parte da descrição do homem público, porque senão ele tem outros objetivos. Eu como não tenho nenhum outro, sou otimista. Portanto, a minha expectativa é para que algo muito breve ocorra.

O sr. acha que dentro do governo da presidente Dilma Rousseff que termina em dezembro do ano que vem, no mandato atual da presidente Dilma, o Brasil vai ter concluído esse programa de compra dos caças?
Olha, veja bem. Entre uma decisão final para comprar determinado caça e a chegada dele no Brasil levará algum tempo. Eu creio que a decisão final será tomada bem antes disso.

A presidente tem falado para o sr. que vai tomar essa decisão?
Minhas conversas com a presidenta são, do meu ponto de vista, totalmente privadas. Se ela quiser conversar a esse respeito ela pode, eu não.

Em que medida esse episódio aí da espionagem, da NSA, acabou afastando um pouco a possibilidade da Boeing vencer essa concorrência dos caças?

Eu devo dizer o seguinte: tanto quanto eu sei, a decisão sobre esse tema será técnica. Técnica levando em conta os elementos de performance, transferência de tecnologia, inclusive acesso a código fonte, e preço. Três elementos. Ficaram três países na concorrência. Caças de três países, eu quero dizer. Quanto a isso não há recuo mais, são esses três mesmo.

Ou há ainda possibilidade de haver até revisão disso?
Você sabe que eu filosoficamente não gosto de falar em coisas absolutas, mas eu não vejo nenhuma possibilidade de revisão disso. Não vejo, não está no horizonte, não está nas considerações.
(...)

O sr. falou dos Hercules que estão chegando aí ao final do ciclo de vida útil deles. Os caças Mirage também, parece que no final de ano terão que ser aposentados, é isso? Haverá um buraco aí entre a aposentadoria dos caças e a chegada dos novos, o que vai se fazer nesse hiato?

Há duas coisas que eu tenho que lhe dizer. Primeiro, os nossos caças mais antigos foram todos modernizados, que é claro que não é a mesma coisa, mas eles têm, digamos, uma aviónica moderna, uma capacidade de tiro modernizada, então nós não vamos ficar desprotegidos. A segunda coisa que eu quero dizer é que eu não sei qual caça que vai ser escolhido, mas qualquer um deles, todos eles ofereceram soluções intermediárias também enquanto não ficar pronto o primeiro caça que for encomendado. Então nós estaremos --claro que não tão bem protegidos como gostaríamos--, mas não vamos ficar pior do que estávamos com o Mirage, que aliás já se tornou caríssimo, cuja manutenção se tornou muito cara.

Ou seja, o fornecedor desses caças vai oferecer uma solução de transição aí para que o país não fique sem esse equipamento no período em que os novos não chegam?
Isso, seguramente. Os novos, em relação aos quais a ideia é progressivamente produzi-los no Brasil, numa proporção crescente. É preciso também que isso fique... é muito importante. É muito diferente dos caças do passado, que vinham prontos."


Entrevista completa da Folha de S.Paulo em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2013/11/1377119-leia-a-transcricao-da-entrevista-de-celso-amorim-a-folha-e-ao-uol.shtml

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

AFEGANISTÃO VAI RECEBER C-130 HERCULES (M1166 - 262PM/2013)

C-130H da USAF no Afeganistão    Foto: Raymond Geofrey/USAF

Após mais de um ano a usar apenas helicópteros para efetuar missões de transporte de carga, a Força Aérea Afegã irá receber os primeiros C-130H no início do próximo mês.

A Força Aérea dos EUA (USAF) tem programado ceder aos afegãos um total de quatro das famosas aeronaves de transporte da Lockheed. Duas serão entregues a 10 de outubro, segundo anunciou o Air Trainning Command da NATO, nesta quarta-feira.

Os militares americanos desfizeram-se de toda a frota de 16 aviões de carga C-27A de fabrico italiano, depois de problemas de manutenção terem parado todas as aeronaves. Os EUA gastaram cerca de 600 M USD no programa C-27A, mas o fabricante não foi capaz de manter o contrato de manutenção. Muitos dos C-27A estão agora estacionados, ociosos no aeroporto de Cabul. Os bimotores C-27 haviam substituído os Antonov An-32 de transporte tático, usados ateriormente com sucesso pelos afegãos. Os EUA prometeram, por isso entregar pelo menos quatro dos quadrimotores C-130, de maiores dimensões, para servir os afegãos.

Enquanto isso, a embrionária FA Afegã, vem usando os helicópteros Mil Mi-17 de fabrico russo, para transportar a maioria dos mantimentos e soldados feridos, de e para as bases militares espalhadas por todo o país. Aeronaves menores de asas fixa, como o turbo-hélice Cessna C-208, vêm também sendo usadas nalguns aeroportos.

Devido ao terreno montanhosos e redes rodoviárias pobres, uma frota de transportadores táticos - tanto helicópteros como asa fixa - é vista como crucial para manter os postos militares isolados, sem a ameaça do perigo de emboscadas por parte dos Talibã. Apesar do entusiasmo revelado pelo Ministério da Defesa afegão em receber os C-130, vozes críticas têm apontado a aeronave americana como mais cara de manter e operar do que os C-27 - que provou ser pouco mais do que um brinquedo para os afegãos. Por exemplo: um C-130 custa quase quatro vezes mais a operar do que um An-32, de acordo com as autoridades militares afegãs.

Agora que o esforço das forças internacionais vem diminuindo no apoio ao exército afegão, a FA Afegã terá que começar a ocupar as missões anteriormente realizadas pelos Aliados. Tripulações vêm sendo treinadas e estão a voar cada vez mais missões operacionais, mas não se espera que a FA Afegã seja totalmente independente até vários anos depois das forças NATO saírem do terreno, no final de 2014.
Tr~es novos Mi-17 foram entregues em Cabul no início de setembro corrente e uma vintena de A-29 Super Tucano de apoio aéreo próximo serão entregues durante 2014 pela USAF, mas só deverão tornar-se plenamente operacionais em 2018. Os aviões brasileiros servirão para substituir a pequena e envelhecida frota de helicópteros Mi-35, em uso atualmente pelos afegãos.

Fonte: Military.com
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

REAL THAW 2013/SPOTTERS DAY - 5 (M886 - 17AL/2013)

Desceu já o pano sobre a quinta edição do Real Thaw 2013.
Ainda assim, o Pássaro de Ferro apresenta mais imagens, desta feita obtidas numa das "frentes de batalha" deste exercício - Seia.
Fotografias da autoria do Spotter Ivo Pereira e que serão divididas, em duas ou três edições.
Para já, fica a primeira.



 Tripla sequência para o C-130, com a Serra do Açor em pano de fundo.






Uma aterragem de assalto realizada pelo C-130 no Aeródromo de Seia e respetiva saída, minutos depois...



  O EH101 Merlin na pista de Seia e lá atrás, um Alouette III, com meio século, a guardar a área.

Lá mais em cima, os A-10... Muito provavelmente pela última vez nos céus lusitanos...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SOBRE A MODERNIZAÇÃO DA FROTA C-130 - Opinião (M768 - 51AL/2012)

Recentemente, a frota C-130 foi pintada de tom cinza, um padrão que se está a generalizar nos países NATO, mas as aeronaves, apesar do seu "novo" aspeto, carecem com urgência do novos e mais modernos sistemas de comunicações e navegação, conducentes à sua equiparação com os atuais padrões na aviação e também à melhoria da sua segurança e fiabilidade. (Foto de arquivo: 2007)

Segundo esta notícia, a modernização da frota de transporte C-130 da FAP vai, finalmente ocorrer.
Os C-130 Hércules são, na Força Aérea Portuguesa, muito provavelmente, a frota de aviões que para os governos se reveste de maior importância, sobretudo no plano dos negócios estrangeiros e nas políticas de cooperação internacional, transporte de cidadãos de e para as mais remotas e por vezes perigosas regiões do mundo, ajuda humanitária de diversa ordem, etc. Poderíamos elencar aqui, a título de exemplo, missões em palcos de conflitos/tensões ou onde ocorreram catástrofes (algumas com elevado grau de risco físico para a aeronave e seus homens ) como os Balcãs, Afeganistão, Iraque, Irão, Líbia, Chade, Zaire, Congo, Ruanda, Moçambique ou deslocações tão longínquas como a Timor-Leste, ou também apoio aos destacamentos dos F-16 em diversos locais, como aconteceu nos Estados Unidos no Red Flag 2000 (e onde os Bisontes já haviam estado no final da década de oitenta num "Volant Rodeo" que acabariam por conquistar); há alguns anos nos países bálticos e há cerca de dois meses, na Islândia.
São os Hércules que estão sempre  na linha da frente para, em pouco tempo, dar cumprimento às determinações da diplomacia e, portanto, é de extrema importância que a renovação da frota se faça, por forma a garantir a operacionalidade e segurança das tripulações e das aeronaves que, por vezes e em diversas situações, tem já revelado o "peso" da sua idade e dos muitos milhares de horas de operação, repito, em praticamente todo o mundo.
Vistas bem as coisas, os C-130 são uma projeção do empenho dos governos nas ações de política externa, sendo por isso evidente que nenhuma crise financeira por mais aguda que seja deverá obstar a que uma atualização/modernização da frota se faça. Trata-se, também, da própria "imagem" do governo que está em causa e, no caso, em "modernização".
Aliás, quase como nenhuma outra aeronave da Força Aérea Portuguesa, os C-130 são, também, representantes e embaixadores de toda uma nação, onde quer que haja um português, onde quer que seja necessário.

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