sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PRIMEIRA VENDA DE AVIÕES MILITARES JAPONESES DESDE A II GUERRA MUNDIAL (M1405 - 30PM/2014)

ShinMaywa US-2i           Foto: ShinMaywa Industries

A Índia está prestes a tornar-se o primeiro país a adquirir aviões militares japoneses desde a II Guerra Mundial. 
Índia e Japão estão numa fase muito avançada de entendimento para a realização de um contrato no valor de 1650M USD, para a produção de aviões anfíbios da ShinMaywa Industries, segundo fontes oficiais indianas revelaram na passada terça-feira.

Alguns detalhes estão contudo ainda por acordar e as negociações serão reatadas em março próximo, para discutir a produção conjunta das aeronaves com a Índia, bem como outros assuntos.

Nova Deli pretende adquirir pelo menos 15 aviões, orçados em 110M USD cada. "É um imperativo estratégico para ambas as partes e está já aprovado ao mais alto nível pelos dois governos" informou uma fonte militar indiana.

Por agora, uma versão civil sem equipamentos militares do avião US-2i de busca e salvamento, é o que o Japão oferece à Índia, para poder contornar o auto-imposto embargo de exportação de armamento. O sistema de identificação militar IFF será retirado da aeronave.

Os países estudam a possibilidade da montagem dos aviões na Índia, dando acesso deste país a tecnologia militar japonesa. A intenção é o fornecimento de duas aeronaves prontas pelo Japão, sendo as restantes montadas por uma empresa indiana.

O acordo estabelece as bases para uma cooperação mais abrangente do Japão com a Índia, o maior mercado de armamento dominado pela Rússia há muitos anos, mas atualmente a adquirir também material dos EUA e Israel, para além de Europeu.

Quando o ministro dos Negócios Estrangeiros indianos diz "Nós queremos tecnologia japonesa, nós queremos investimento de capital japonês na Índia" estão claras as intenções de aprofundar ligações entre os dois países, que estão aliás também ambos envolvidos em disputas territoriais com a China.

O primeiro-ministro japonês Shizo Abe por seu lado, tem procurado uma postura mais assertiva do Japão no que respeita a segurança nacional e militar do país, cuja constituição escrita no período pós-guerra, induzida pelas forças ocupacionistas americanas, renuncia à guerra e a um exército ofensivo.

A intenção de Abe de rever o embargo de venda de armas ao exterior, é revigorar com isso empresas da defesa em dificuldades como a Mitsubishi e a Kawasaki.
A Mitsubishi Heavy Industries, por exemplo, está em conversações avançadas para o fornecimento de peças à BAE Systems para o programa F-35, o que a suceder, marca igualmente a primeira participação da indústria japonesa num programa de armamento global.

Fonte:Reuters
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro







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