quarta-feira, 16 de abril de 2014

NAVE ESPACIAL, MISSÃO ESPECIAL (M1537 - 125PM/2014)

Boeing X-37B      Foto: USAF

A nave espacial da Força Aérea dos EUA (USAF) está em órbita há quase 500 dias - um recorde de longevidade no espaço. Mas depois de quase um ano e meio de missão, o Pentágono não revela qualquer pormenor sobre o que o X-37B anda a fazer, nem quando regressará.

A USAF lançou a nave não tripulada X-37B no topo de um foguetão Atlas-5 em dezembro de 2012. Desde então deu a volta à Terra milhares de vezes, sobrevoando locais interessantes como a Coreia do Norte e o Irão.

Similar ao Space Shuttle em aparência, o pequeno X-37B tem contudo cerca de um quarto do tamanho dos antigos vaivém espaciais. Pode no entanto, e tal como já comprovado pela terceira vez, ficar em órbita muito mais tempo, principalmente devido a não ter restrições impostas pelo fator humano. A sua primeira missão no espaço durou 225 dias, a segunda 469 e a terceira vai já nos 491.
O que faz ao certo em órbita é desconhecido, tendo o porão de carga do aparelho o tamanho de uma pequena carrinha pickup.

Eventualmente - para já ninguém diz quando - a nave planará de regresso à Terra, de modo similar ao que o Space Shuttle fazia, aterrando numa pista da USAF na Califórnia.

X-37B após aterragem   Foto: USAF

O X-37B começou como um projeto da NASA para a construção de uma pequena nave espacial não tripulada. A NASA entregou o projeto à Defense Advanced Research Projects Agency em 2004, mas após problemas orçamentais, o programa foi transferido para  USAF, que o continua a gerir. O Gabinete Phantom Works da Boeing construiu dois X-37B.

Dada a ausência de informação oficial, os rumores abundam. Um dos mais interessantes é o que afirma que o X-37B tem a capacidade "escutar" outros satélites em órbita. A ideia é apelativa, mas os EUA têm já outros satélites de menor dimensão e mais difíceis de detetar para essas funções. Outro rumor é o de que se destina a interferir com satélites de outros países.
Outro ainda mais interessante, alega que o X-37B é uma espécie de bombardeiro orbital, capaz de atingir alvos no solo.

Para Brian Weedan, antigo oficial do Comando Espacial da USAF, o X-37B não é mais do que um banco de ensaios para desenvolvimento de novas tecnologias: "A atual missão tem tido a mesma órbita praticamente desde o lançamento, manobrando ocasionalmente apenas para manter essa órbita. Isso é consistente com missões de deteção/ISR (Intelligence, Surveillance, Reconnaissance) remoto."

O X-37B estará provavelmente a testar tecnologias  a usar em futuros satélites espiões. Novas câmeras, novos radares e sensores a testar no espaço, para melhorar depois na Terra. Um satélite espião é uma tecnologia extremamente cara para depender de tecnologia não testada.

Isso não significa contudo que o X-37B não esteja a espiar outros países. A sua rota leva-o a sobrevoar países como Coreia do Norte, Irão, Paquistão, Afeganistão e China. Os testes podem muito bem estar a ser realizados sobre alvos reais, desde silos de mísseis na Coeria do Norte, aos estaleiros onde estão a ser construídos os novos porta-aviões chineses.

Embora seja apenas mais uma suposição, o tempo que o X-37B está em órbita leva a crer que esses sensores estão já a funcionar aparentemente muito bem.





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