sexta-feira, 28 de março de 2014

NOS CÉUS DO TEXAS (M1501 - 113PM/2014)

Foto: Steve Douglass
Tanto quanto é sabido, este tipo de coisa só aconteceu uma vez desde 1956. Foi quando revistas britânicas começaram a relatar testemunhas oculares e mostrar fotos granuladas do Lockheed U-2, então a operar a partir de Lakenheath (Reino Unido), para os primeiros voos sobre a União Soviética. 
Programas secretos desde então, têm vindo a ser revelados de todos os modos. Por exemplo o A-12 Blackbird foi admitido mediante pressão, mas já do RQ-170 Sentinel não havia sequer uma foto até ter sido avistado em Kandahar em 2007/2009.

Tendo isto em mente, vamos olhar para as fotos de Steve Douglass e Dean Muskett, de uma aeronave vista sobre Amarillo, Texas, EUA, a 10 de março de 2014:

Foto: Dean Muskett
As fotos dizem-nos mais aquilo que não é, do que aquilo que realmente é. O tamanho é difícil de determinar com precisão, apesar de se poderem fazer aproximações: pela existência de rasto (contrails) pode aferir-se uma altitude mínima, o que denuncia uma silhueta maior que de um X-47B. 
A forma assemelha-se aos sistemas não tripulados de Blended Wing Body da Boeing ou Swift Killer Bee/Northrop Grumman Bat. Mas é contudo diferente de tudo o que se sabe já ter voado, faltando ainda o formato de assinatura dos projetos da Northrop.

A aeronave aqui vista ia acompanhada por duas outras. Isso e o facto de Steve Douglass terem captado comunicações rádio aparentemente relacionadas, sugerem que o aparelho é tripulado. Além disso é pouco provável que três grandes aparelhos não tripulados fossem deslocados para algum lado em formação. O risco de colisão no ar estaria presente e nada de positivo aportaria ao programa.

A necessidade de existirem vários programas secretos não é apenas lógica, é mesmo uma necessidade: porque se não existirem, será necessário explicar para que existe a Área 51 há tantos anos.

Uma forma de especular é olhar para as falhas nas frotas da USAF. Um exemplo óbvio é o ataque de precisão com aviões furtivos. O B-2 e o F-22 podem largar bombas de precisão guiadas por GPS até coordenadas geradas ou atualizadas por radar, mas não é  a mesma coisa que o sistema eletro-otico de designação e guiamento por laser, que aparentemente se perdeu com a retirada do F-117 há seis anos atrás. É uma tecnologia que oferece verificação dos estragos efetuados, além de uma maior precisão de ataque. 
A USAF também já falou de "ataque eletrónico penetrante de substituição", como modo de preparar outros tipos de ataque, falando do mesmo modo que falavam de sistemas de penetração para informação, reconhecimento e vigilância, quando o RQ-180 estava a ser desenvolvido para essa missão.

Fonte: Aviation Week
Tradução. Pássaro de Ferro




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