domingo, 2 de fevereiro de 2014

CHINA CONSTRÓI NOVOS PORTA-AVIÕES (M1408 - 33PM/2014)

Porta-aviões Liaoning da marinha chinesa     Foto: Autor desconhecido

A intervenção de Van Ming, dirigente do partido comunista na província de Liaoning, em que anunciou que em Dalian está a ser construído o segundo porta-aviões, teve grande ressonância internacional.

Por enquanto não se compreende bem o que levou Van Ming a fazer essa declaração, ou se foi ou não coordenada com a direção e as estruturas responsáveis pela proteção dos segredos de Estado. Talvez o dirigente se tenha precipitado, ao tentar sublinhar a realização de um importante projeto nacional pela indústria da sua província.
Hoje, é sabido, com base em fontes abertas, que a China, em 2013, deu início à construção simultânea não de um, mas de dois porta-aviões. O primeiro, de que falou Van Ming, está a ser construído em Dalian e estima-se que possa estar pronto dentro de seis anos. O segundo está a ser construído em Xangai. 
Mas as autoridades desta cidade não fizeram qualquer tipo de declaração sobre o assunto. Pode-se supor que ambos os porta-aviões são construídos segundo um projeto elaborado pelos chineses com base no projeto soviético 1143.5.
Esse projeto serviu de base ao único porta-aviões Admiral Kuznetsov em uso na Marinha Russa e  iniciou-se a construção do Varyag, que foi depois vendido à China e tem atualmente o nome de Liaoning. Um grande volume de documentação sobre o projeto do porta-aviões foi entregue pela parte russa aos chineses nos anos de 1990. 

É provável que os novos porta-aviões sejam uma variante melhorada e aumentada, do Liaoning e utilizem o mesmo sistema de descolagem sem catapulta, com a utilização de um trampolim.
Fotografias publicadas no ano passado mostram que já foram construídas algumas partes do casco do porta-aviões. É impossível esconder da espionagem através de satélite que a construção dos porta-aviões é um facto. Por isso, não faz grande sentido militar ou económico tentar fazer segredo da construção de porta-aviões. 

No entanto, existe um sentido político subjacente ao segredo da construção. A política informativa chinesa em relação a novos sistemas de armamentos parece ser profundamente pensada.
Os projetos complexos de planificação e construção de tecnologia moderna é bastante arriscada. Mesmo nos países desenvolvidos eles são, frequentemente, acompanhados do prolongamento de prazos, de gastos superiores aos inicialmente planeados, de testes falhados e de outros problemas. 
Ao renunciar à divulgação oficial de dados sobre projetos prometedores, é evidente no entanto que a parte chinesa não tenta mantê-lo em segredo. O objetivo parece ser por isso a renúncia à necessidade de anunciar previamente prazos e números que dizem respeito ao projeto, enquanto ainda existir um risco considerável de falha.

Os novos programas são oficialmente revelados numa fase relativamente avançada da sua execução. Os êxitos na sua realização servem para reforçar o sentimento de confiança e de patriotismo em toda a nação, escondendo assim os fracassos precedentes.

Fonte: Voz da Rússia
Edição: Pássaro de Ferro

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