segunda-feira, 15 de julho de 2013

CUSTOS COM TYPHOON DISPARAM NA ALEMANHA (M1076 - 199PM/2013)

Eurofighter EF-2000 Typhoon da Luftwaffe

O Departamento de Defesa alemão está a lutar com grandes dificuldades financeiras e qualitativas no programa Typhoon. O departamento já gastará mais de 14.500 M EUR, até ao final deste ano, segundo os cálculos do jornal "Spiegel". 
Tinham sido aprovados pelo parlamento alemão 14.700 M EUR para a aquisição de um total de 180 aeronaves  mas no entanto, apenas 108 aeronaves serão entregues. No total, as Forças Armadas alemãs tinham previsto o pagamento de € 16.800 M EUR até 2018. Esse valor contudo, deverá ser ultrapassado em 1000 M EUR. Aparentemente a questão deverá ser deixada de fora de discussão durante o período de campanha eleitoral, apesar dos previsíveis custos adicionais para o programa. O Ministério da Defesa não comentou o tema.

Além disso, os problemas de qualidade são muito mais graves do que até agora revelado, segundo dados extraídos de documentos internos do Gabinete de Compras Militares em Koblenz, a que o Spiegel teve acesso. A má gestão foi tão longe que as Forças Armadas alemãs tinham previsto que a laboração na fábrica da EuroFighter na Alta Baviera, estaria acabada em 30 de Setembro 2008, prazo obviamente já largamente ultrapassado.
Numa carta de março de 2009 para o chefe da EADS Militar Air Systems,  Bernhard Gerwert, o Gabinete de Koblenz alerta para "erros significativos e deficiências no sistema de gestão da qualidade". De acordo com outros documentos internos foram identificados "35 defeitos no processo de produção durante a inspeção final ficaram determinados e documentados". De acordo com os documentos, a que o Spiegel teve acesso, o trabalho realizado nos Typhoon apenas teve aprovação em abril de 2011, algo que a EADS e as Forças Armadas alemãs negaram. Apesar da aprovação, as Forças Armadas alemãs têm neste momento um número de caças ao serviço da Força Aérea, que estarão no limiar da legalidade.

Num quase-acidente a 31 de março de 2006, um Typhoon baseado em Jever ficou com o trem de aterragem de nariz partido, devido a um parafuso incorretamente instalado. Num memorando datado de 27 de abril do mesmo ano, a EADS teve de admitir: "Erro de mão-de-obra", Classificação: Desatenção negligente". Em 2007, um Typhoon teve que efetuar uma manobra de emergência na base aérea de Neuburg, devido a um erro de software enquanto realizava uma manobra de elevado ângulo de ataque. O piloto foi no entanto capaz de readquirir o controlo do aparelho.

A EADS no entanto, nega que quaisquer defeitos de qualidade tinham sido detetados nos seus produtos.

Entretanto, estas notícias, se ainda não tiveram desenvolvimentos na Alemanha, chegaram já a consequências no Canadá, uma vez que aquele país está à procura de um substituto para os seus CF-18. O Typhoon estava na linha de possíveis candidatos, juntamente com o francês Rafale e os norte-americanos F/A-18E/F Super Hornet e F-35. O incremento dos custos do caça do consórcio europeu, terá feito com que a opção Typhoon seja escamoteada pelo governo do Canadá, por ultrapassar o orçamento previsto para a substituição da frota CF-18.

Também de Espanha têm chegado regularmente notícias que dão conta de uma baixa taxa de prontidão da frota Typhoon, tanto por razões técnicas como financeiras, a ponto de ser cogitada a hipótese de alienação de várias unidades, sendo o Peru um dos candidatos comentados para a compra.

Fonte: Spiegel e outras
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


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