quinta-feira, 7 de março de 2013

A CHINA REFORÇA POSIÇÃO NO MERCADO MUNDIAL DE ARMAS (M903 - 22AL/2013)

 O chinês J-10 está a assumir-se como uma alternativa mais barata ao F-16.

O mercado internacional de armas tem visto um número crescente de concorrentes de origem chinesa que estão a começar a desafiar a posição dominante no mercado, dos EUA e da Rússia, especialmente nas vendas para o Médio Oriente e alguns países da América Latina. A venda de armas chinesas inclui plataformas para o Exército, Marinha e Força Aérea  e estão lenta mas paulatinamente a tornar-se referências no mercado.
Uma boa relação custo-desempenho é um importante ponto favorável para a marca made-in China no que respeita a equipamentos de defesa. Exemplo claro disso são os Drones, também conhecidos como veículos aéreos não tripulados (UAV). Segundo os especialistas, os Drones chineses são bem conhecidos no que toca a desempenho e versatilidade e tem uma melhor relação custo-eficácia do que os projetos idênticos de países ocidentais.
Nos Estados Unidos, a RAND Corporation publicou um relatório sobre as exportações chinesas de armas, alegando que os caças J-10  são vendidos por menos de 40 milhões de USDollars, considerando, em nítido contraste, que nos EUA, o F-16, um avião de classe semelhante ao J-10, tem um custo de 65 milhões de USDolares.

O FC-1, um avião de treino e ataque ligeiro está também na lista de aquisições de vários países.

A China segue três princípios-base sobre venda de armas: melhorar os sistemas e a capacidade de auto-defesa dos compradores; manter uma política de não-interferência nos assuntos regionais; pautar-se pela não-interferência nos assuntos internos dos países/clientes. 
A gestão destes três princípios vem sustentar a crença na China como sendo uma "potência mundial responsável." 
Apesar da oportunidade de lucrar com a exportação de armas, a China tem sido bastante criteriosa na escolha de parceiros de exportação. A nação mais populosa do mundo cumpre todas as resoluções da ONU sobre as exportações de equipamentos de defesa, e acredita no "combate à violência como forma de dissuasão militar". 

Nota do editor: Esta nota não deixa, como se vê, de revelar um certo ar panfletário-propagandístico, no sentido em que apela para os "valores" que a China, alegadamente perfilhará no trato internacional, mormente naquele que lida com vendas de armamento. Fica sempre a pairar uma suspeição sobre esta situação. O mercado do armamento tem a sua "deontologia" e nenhum dos países líderes neste segmento dará lições de moral e eventual bom trato a nínguem.
Seja como for, encare-se esta postura como uma "estratégia" comercial... tão legítima como outra qualquer. (AL)

Fonte: China.org
Adaptação: Pássaro de Ferro
 

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