sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Beechcraft C-45 nº2516 - A foto que não fiz (M452-8RF/2010)

Reencontrei aqui há tempos uma série de notas pessoais do tempo em que me julgava desenhador e que, em apoio de modelismo, fiz alguns perfis a lápis de alguns aparelhos da nossa Força Aérea Portuguesa (FAP), e que, ora retirados de revistas ora retirados de fotos que eu próprio fiz, constituíam talvez projectos que gostaria de realizar um dia em plástico.

Um desses desenhos, constitui um esquisso de um avião que vi, e por onde aliás passei durante todos os dias pelo período de seis meses, ou seja, o Beechcraft C-45 nº2516, que se encontrava na Ota, no então denominado Centro de Instrução nº2 (CI2), onde teve lugar o período de formação da minha Especialidade na FAP – Operador de Informática.

Agora que me recordo, e puxando com alguma força pelo emaranhado novelo de fios que tenho por baixo do escalpe, nunca cheguei a fazer na Ota qualquer fotografia, contrariamente ao que aconteceu em Tancos e depois em S. Jacinto. Talvez me tenha faltado a coragem ou o descaramento, ou a iniciativa de pedir a quem de direito que me permitissem tal arrojo. Por isso passava todos os dias pelos aviões da área de Material Aéreo, quer os que estavam no exterior (assisti diversas vezes ao "ponto fixo" dos Fiat), quer no interior, sem que mais não fizesse que suspirar.
Curiosamente sucedeu um dia, que assistir a um civil que no taxiway fotografava o C-45, acompanhado de um militar (talvez de braçadeira, portanto alguém de serviço, muito possivelmente o Oficial de Dia). Aquilo ficou-me na retina e na alma gravado, com alguma inveja talvez, ainda que, me confesse não ser invejoso de nada nem ninguém.

Um ano ou dois desta cena, quando eu e o meu chefe do PRDT, com quem fazia encomendas de fotos e slides à MAP - Military Aircraft Photos, em Inglaterra, com alguma regularidade, e sem me ter apercebido, recebi com muito agrado o slide que, com toda a probabilidade era o que esse civil, muito certamente um estrangeiro, fotografou nesse dia que me ficou gravado na memória. Pelo ângulo, pela luz, tudo me fez, e ainda faz, acreditar que era essa a foto que ele tirou e que eu ... nunca consegui.

Anos volvidos voltei a reencontrar este pássaro, já por diversas ocasiões e em diversos estados, pois ele é um dos Pássaros de Ferro da colecção do nosso Museu do Ar.

Acknowledgement - the Author whishes to note that the second photo was published in the Iron Bird with the authorization of the owner of MAP, Mr. Brian Pickering. This image, as well as many others of the Portuguese Military and Civil aviation, can be obtained through their website at: www.mar.co.uk
Photo Neg. Nr. M10104

1 Comentários:

Manuel Vieira disse...

Após formação de MMA, aguardando ida para África, o meu batismo de voo, ocorreu em voos semanais com um Sargento Ajudante Piloto e o Tenente Coronel PILAV, este último segundo comamdantena Ota, que aos fins de semana iam e vinham para a Portela.
Como sendo o único Beechcraft estacionado na Ota, foi neste que voei...
Voos de 10 minutos em média, demorando-se ,ais tempo a aguardar autorização de descolagem na Portela, entre voos comerciais.
Um bem Hajam por estas memorias
Manuel Vieira
1°CabMMA

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