terça-feira, 11 de março de 2008

Voar num Starfighter

É um facto pouco conhecido, mas a partir de 1958 e durante pouco tempo, a USAF certificava como astronautas todos os pilotos militares que voassem acima dos 21 mil metros de altitude. Ora, nessa altura o único avião capaz de atingir tal barreira era o F-104 Starfighter. O tecto de serviço deste avião andava nos 16 500 metros, mas bem explorado era capaz de subir mais e suspeita-se que alguns pilotos de Starfighter tentaram ganhar asas de astronauta.

Mas o Starfighter teve um exemplar de testes o NF-104A, que em 15 de Novembro de 1963, pilotado pelo major Robert Smith, conseguiu atingir um recorde mundial de altitude ao atingir os 34 167 metros. Nesse mesmo ano, em Dezembro, o coronel Charles Yeager tentou levar um destes aviões até aos 42 mil metros de altitude, mas falhou a experiência e teve que se ejectar do avião.

Mas não deixa de ser espantoso, que numa época em que mal tinham começado as primeiras missões Mercúrio, um avião ultrapassasse a barreira dos 30 mil metros, onde o céu já é negro. O Starfighter tinha essa aura mítica de chegar onde mais nenhum chegava.

Portugal esteve muito perto de ter o Starfighter, não só antes da guerra de África como mesmo depois. No final dos anos 50, teve hipótese de aderir ao programa europeu do Starfighter, mas com o começo da guerra colonial tudo isso acabou. Depois do 25 de Abril falou-se na possibilidade de Portugal receber alguns F-104G alemães, mas o que acabamos por receber dos nossos amigos alemães foram Fiats G.91R/3 com fartura.

No começo, o Starfighter teve alguma má fama na Europa, devido a uma percentagem elevada de acidentes principalmente na Alemanha. Mas sabe-se que a inexperiência dos pilotos e a falta de equipas de manutenção qualificadas estiveram na origem de muitos desses acidentes. Apesar de tudo, o F-104 esteve mais de 20 anos ao serviço das forças da NATO e tornou-se um avião inesquecível por isso.

1 Comentários:

Pedro disse...

O F-104 é e foi de facto uma máquina fantástica que desafiava limites de velocidade e altitude mas também um avião que não perdoava alguns erros, principalmente quando a capacidade de sustentação reduzida exigia velocidades altíssimas nas aproximações e dessa forma ficou conhecido na gíria como o "Widow Maker". apesar de tudo gostaria de ter visto na FAP esse Rocket com asinhas. parabéns mais uma vez pelo Blog. Pedro

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