Continuando com as minhas impressões relativamente à aviação militar da ex-União Soviética, trago hoje à colação o Mig-25, mais uma das imagens de marca da poder aéreo de leste, exponenciado no tempo da "Guerra Fria".
Basta olhar uma foto dos seus bocais de exaustão para perceber o real alcance desta afirmação. Os motores Tumansky R-15 eram detentores de potencia suficiente para fazer o Foxbat chegar a Mach 2.8, embora haja nota de alguns Mig-25 terem chegado a atingir Mach 3.2, sendo que num dos casos, este "aperto" aos motores provocou a sua paragem em voo e consequente perda da aeronave.
Este aparelho, à semelhança de muitos outros, alimentaram durante décadas uma putativa superioridade aérea do Leste sobre o Ocidente. Porém, algumas performances "propagandeáveis, como velocidade a altitude do voo, escondiam limitações no uso do armamento, autonomia e aviónicos.
Relativamente ao Mig-25, ele competia numa das sua missões - reconhecimento estratégico - com o SR-71, fosse pela velocidade fosse pelo tecto máximo de serviço.
Na "Guerra Fria", o Mig-25 foi um dos mais fortes ícones desse "estado de paz-armada global" e a fuga do piloto soviético Tenente Vitor Belenko, justamente num Mig-25 para o Japão, foi um dos episódios mais marcantes na vida desta aeronave que se tornou, entre mitos e realidades, numa lenda!
Note-se o tamanho das entradas de ar, directamente proporcional ao diâmetro dos bocais de exaustão do avião, umas e outros imprescindíveis para dar asas à sua lendária performance!...
Nota: A não perder, um magnífico vídeo de propaganda do regime soviético, na janela ao lado..
Crédito das fotos: Serguei Tsvektov (3 fotos), Yevgeni Paschnin, Vala (Airliners.net)
Este avião é um exemplo cristalino de como se pode construir uma aeronave à volta de dois motores.
Basta olhar uma foto dos seus bocais de exaustão para perceber o real alcance desta afirmação. Os motores Tumansky R-15 eram detentores de potencia suficiente para fazer o Foxbat chegar a Mach 2.8, embora haja nota de alguns Mig-25 terem chegado a atingir Mach 3.2, sendo que num dos casos, este "aperto" aos motores provocou a sua paragem em voo e consequente perda da aeronave.
Este aparelho, à semelhança de muitos outros, alimentaram durante décadas uma putativa superioridade aérea do Leste sobre o Ocidente. Porém, algumas performances "propagandeáveis, como velocidade a altitude do voo, escondiam limitações no uso do armamento, autonomia e aviónicos.
Relativamente ao Mig-25, ele competia numa das sua missões - reconhecimento estratégico - com o SR-71, fosse pela velocidade fosse pelo tecto máximo de serviço.
Na "Guerra Fria", o Mig-25 foi um dos mais fortes ícones desse "estado de paz-armada global" e a fuga do piloto soviético Tenente Vitor Belenko, justamente num Mig-25 para o Japão, foi um dos episódios mais marcantes na vida desta aeronave que se tornou, entre mitos e realidades, numa lenda!
Note-se o tamanho das entradas de ar, directamente proporcional ao diâmetro dos bocais de exaustão do avião, umas e outros imprescindíveis para dar asas à sua lendária performance!...
Nota: A não perder, um magnífico vídeo de propaganda do regime soviético, na janela ao lado..
Crédito das fotos: Serguei Tsvektov (3 fotos), Yevgeni Paschnin, Vala (Airliners.net)