quarta-feira, 9 de abril de 2014

ISRAEL COM B-52? (M1519 - 44AL/2014)

B-52H

Depois de falhadas ou sem efeitos práticos, as negociações com o Irão, os Estados Unidos já pesam em recorrer à pressão militar, como meio para refrear o apetite/ímpeto nuclear iraniano.
O presidente Obama já sinalizou com a promessa de vetar a legislação que ameaça ser mais rígida nas sanções económicas contra o Irão. Isso deixa a pressão militar como a única opção. Mas depois de a administração Obama ter "permitido" a deterioração da situação na Síria e na Ucrania, o Irão, compreensivelmente, não tem porque temer a ameaça de um ação militar dos EUA.
Os EUA já reconheceram a importância da pressão militar israelita contra o programa de armas nucleares do Irão, altamente fortificado e, segundo consta, "enterrado" no subsolo daquele país. Em 2012, o Presidente Obama assinou um acordo com Israel através da entrega de aviões reabastecedores e armamento capaz de penetração no subsolo e bunkers.
Os EUA deverão prosseguir com essa pretensão, fornecendo a Israel a capacidade de alcançar e destruir as instalações nucleares iranianas, supostamente mais profundamente enterradas. Os EUA poderiam fazer isso, então, fornecendo um número adequado de bombas GBU-57, conhecidas como o Massive Ordnance Penetrator ou MOP, e vários bombardeiros B-52.
O Pentágono desenvolveu a bomba MOP especificamente para destruir alvos de grande dureza e resistência. Ela pode penetrar até 200 metros de profundidade antes de detonar, facto que seria mais do que o suficiente para causar danos significativos para o programa nuclear iraniano. Não há limitações legais ou políticas sobre a venda de MOPs para Israel, e o stock operacional destas bombas na Base Aérea de Whiteman, no Missouri, têm o suficiente no seu arsenal para ceder a Israel.
Contudo, Israel não possui uma aeronave para transportar a MOP, o que significa que os EUA seriam obrigados a emprestar/ceder aviões capazes de transportar uma carga tão pesada. Apenas dois tipos de aeronaves podem fazer: o B-52 e o B-2.



Os EUA têm apenas vinte bombardeiros B-2 e o pentágono seguramente não vai permitir a cedência desses aviões. Com os planos para um novo bombardeiro de longo alcance adiados devido aos cortes no orçamento de defesa a situação "obriga" a manter os B-52 no ativo pelo menos por mais 20 anos.
Todavia, há mais de uma dúzia dos relativamente “novos” B-52H - construídos na década de 1960 - que especialistas afirmam poderem ser alguns entregues a Israel. Não há, igualmente, impedimentos legais ou políticos quanto à sua transferência. Bastaria a apenas a introdução de algumas alterações estruturais nesses aviões a ceder, de modo a que pudessem transportar e largar as MOP.
Assim, ao transferir para Israel as MOP e os B-52H, a administração Obama, enviaria um claro sinal de que o seu aliado, que já tem a vontade, agora tem a capacidade de impedir que o Irão se torne possuidor de armamento nuclear.
Obama disse em 2012: “Nós vamos fazer o que for preciso para preservar Israel, porque Israel deve ter sempre a capacidade de se defender, por si só, contra qualquer ameaça.”

Fonte: The Wall Street Journal 
Tradução e adptação: Pássaro de Ferro

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