sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PAULO DÉRMIO APRESENTA (M422-35PM/2010)

 
Sem querer usurpar o lugar ocupado no Olimpo por esse personagem mítico em que se tornou o Lauro Dérmio e os seus anglicanismo brilhantes (até porque o filme de hoje é francês) vamos passar em revista os "Cavaleiros do Céu".
Longa metragem baseada na série de enorme sucesso que passou em França em finais dos anos 60, que por sua vez deu vida aos personagens da banda desenhada de Uderzo "Tanguy et Laverdure" (também publicada em Portugal), foi uma superprodução para a escala Europeia, que estreou nas salas de cinema em 2005.
Mas com dizia o outro, "let's look at de treila"...

Ora e começa logo aqui. Pelo trailer do filme conseguem adivinhar-se logo os defeitos que se confirmarão ao longo do filme: uma montagem deficiente, que torna confuso o que podia ser simples. Uma banda sonora pretensiosa, por vezes adequada, outras nem por isso. 

Passemos então ao conteúdo: Desempenhos sofríveis por parte dos actores (a TVI não tem o monopólio dos maus actores), uma história que tal como a banda sonora, aqui e acolá poderia ser até credível, mas que está sobre tudo mal contada. Muitas cenas gratuitas que quebram a cadência da história e, cá está, tornam confuso o que podia ser simples (acho que já disse isto hoje!). 
Em resumo, uma montagem deficiente que a adicionar às representações menores, comprometeu irremediavelmente a grandiosidade que o filme podia ter.

Mas nem tudo é mau. Os "Cavaleiros do Céu" tem imagens fenomenais (e é um eufemismo) captadas em voo ou de aviões em voo. Pode mesmo dizer-se que estabeleceu uma nova fasquia para qualquer filme de aviação que venha a posteriori. Como complemento, os efeitos especiais estão também muito perto da perfeição, envergonhando facilmente muita produção de Hollywood. Muitas cenas que se vêem no filme nem diria que foram manipuladas em estúdio, se não tivesse visto o "making of".

Quando o filme foi exibido no cinema, consegui convencer a minha namorada a ir vê-lo comigo. Não consegui no entanto obrigá-la a voltar a vê-lo em DVD. Só então descobri também que a razão porque ela gostava tanto do TopGun era pela história de amor e não pelos aviões. Mas nisso também os Cavaleiros do Céu falharam.

O mote "TopGun à francesa" se bem que assumido, não contribuiu para melhorar o filme, à excepção da meta de conseguir melhores imagens. Ficariam por isso para os Cavaleiros do Céu, ou no francês "les chavalers do cel" (a pronunciar como o Dr. Mário Soares), o Oscar de melhor fotografia (imbatível) e eventualmente de efeitos especiais.

Como frase póstuma, pode dizer-se que os Cavaleiros do Céu passaram ao lado de um grande êxito.
Salvam-se as imagens de voo. E que imagens...

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