sábado, 20 de dezembro de 2008

DE NOITE, NO CÉU DO OESTE


Quando na segunda metade da década de 90 fui viver para Caldas da Rainha, o prédio onde vivia era o mais alto de um bairro de casas baixas e um ou dois prédios de 2 ou 3 pisos. O meu quarto de estudante estava virado a Norte, no alto do seu 4º andar, com vistas largas, desde a Foz do Arelho até S. Martinho do Porto.
Muitas vezes, sobretudo no Inverno, os céus daquela zona eram rasgados por F-16 da 201, em plena noite.
Mesmo rapando um frio descomunal, agarrava num par de binóculos, seguia as manobras dos aviões, (desde que não houvesse nuvens, claro...) sobretudo quando faziam "dog fight" e deliciava-me ouvindo o forte troar dos motores, o rasto do afterburner (quando nalgumas manobras era usado), as luzes de navegação do avião, sobretudo o "farolim" da cauda - o que mais se notava no breu nocturno - e o traçado detectável das manobras aéreas.
Eram 10 minutos ou mais de pura abstração do real. Limitava-me a assistir, quase em êxtase, ao que estava a ver e sentia-me obviamente previligiado por poder assistir "de bancada" a semelhante espectáculo.

0 Voaram em formação:

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...>