sábado, 27 de dezembro de 2008

DE DIA, NO CÉU DO OESTE

Foto: Luigino Caliaro

Os 10 anos que passei em Caldas da Rainha, no que toca à relação com os aviões foram, de longe, os mais "produtivos".
aqui relatei as inúmeras vezes a que assisti a missões nocturnas nos céus do Oeste; foi a partir de lá que vezes sem conta fui a Monte Real para elaborar primeiro o trabalho sobre a operação do A-7P na FAP, entre 1997 e 1999 e que pode ser visto e lido aqui; foi também a partir de lá que foi escrito e fotografado o trabalho sobre os "10 anos da operação do F-16 em Portugal", elaborado entre 2000 e 2004.
Foi também à varanda do meu quarto de Caldas da Rainha, do alto do seu sobranceiro 4º andar, que assisti pela primeira vez ao lançamento de flare por parte de um F-16.
Lá estava eu, de binóculos em punho, quando de repente, de um dos 3 aviões que andavam "engalfinahdos" num dogfight, sai "uma coisa brilhante" cor de fogo. A primeira reação que tive, para além de um incontido susto, foi a de que algo teria corrido mal e que um piloto se tinha ejectado (atenção que mesmo com binóculos, tudo se passava bem longe, seguramente na zona de S. Martinho do Porto - a umas 6 ou 7 milhas pelo menos...) pelo que todas as hipoteses, em poucos segundos se colocaram no meu assustado espírito.
Depois percebi que não, pois os 3 aviões continuavam a voar normalmente. Equacionei depois que tivessem a fazer largada/disparo de Sidewinder reais, facto que não sendo diário, ocorre pontualmente no treino das esquadras (na altura ainda era apenas a 201 - este episódio terá ocorrido em 98, se não me engano), mas pela trajectória breve e errática do ponto luminoso face a um eventual "alvo", percebi que também não podia ser.
Posto isto e ao fim de 3 ou 4 segundos, lá concluí que deveria ser lançamento de flare, já que, pouco depois de ter chegado a esta conclusão, mais um flare saiu de um dos 3 F-16 que estavam, como já escrevi, embrulhados
Foi mais um pequeno pedaço de tarde com adrenalina e aviões quanto baste.
Ainda que tudo se tenha passado a várias milhas de mim, o tradicional vento Norte encarregava-se de trazer até à cidade, o forte rugido dos P&W F100 e pela aproximação dos binóculos, a emoção de assistir "mais perto" a tudo isto.
Como costumo dizer, gostar de aviões é uma religião!

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