domingo, 20 de abril de 2008

VOAR BAIXO

F-16BM a rasar as árvores no AM1 - Foto: Marcos Figueiredo

Desde os 3 anos de idade, altura em que a paixão pelos aviões me tomou irremediavelmente de assalto, me interrogo acerca da sensação que deverá ser voar baixo, pouco acima do solo, das árvores, das casas e das coisas.
Das vezes que voei, filo sempre lá por cima, a trinta e tal mil pés, fechado em aviões de carreira, nem sempre perto de janelas que me facultassem o céu aos olhos.
Em conversas com pilotos da Força Aérea, dos A-7P e agora dos F-16, a pergunta surge sempre incontornável: Qual é a sensação de voar baixo?
Retenho a resposta de um piloto da Esquadra 201 - Falcões, cravada nos seus olhos. Disse-me ele que, num Nato Air Meet, na Turquia, teve a mais poderosa sensação de voar baixo, " no puro voo militar", em que o mundo parece dominado pela eficácia da máquina e que a adrenalina de manter a lucidez a 500 nós e poucos metros acima do solo, responde por inteiro à pergunta.
Vi-me, de repente, perante as palavras do "Hodja", dentro daquele F-16, rasando o solo, desfrutando da sensação de voar baixo.
Olhando os olhos arregalados e brilhantes daquele piloto percebi, finalmente, o que se sente quando o mundo passa tão rápido sob os nossos pés!

2 Comentários:

Pedro disse...

Onde foi tirada a fotografia Brutal deste C-130 no cabeçalho do blog?

Parabéns pelo Post, pela intensidade.

António Luís disse...

Esta foto é do Miguel Nóbrega, do Madeira Spotter's e foi obtida no Aeroporto Internacional da Madeira!

Cumprimentos e obrigado pelo elogio ao texto!

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