quarta-feira, 27 de junho de 2007

THUNDERJET - ALÉM DA CÚPULA DO TROVÃO



Foto: Arquivo histórico da FAP

Apercebi-me recentemente que as minhas primeiras memórias relacionadas com a FAP estão ambas ligadas com V.N de Poiares. Conforme tive já oportunidade de contar no Pássaro de Vidro, a primeira foi com os Alouette. A segunda, apesar de não ter chegado a ver nenhum avião, passou-se na Serra de Carvalho, também no concelho de Poiares.

Assim, e também nos primeiros anos da década de 80, uma entediante churrascada de família transformou-se imediatamente em algo entusiasmante, a partir do momento em que me disseram que o local do almoço, seria na mesma serra onde se tinha dado um acidente com aviões da Força Aérea.

Pese embora o lado macabro do assunto, a possibilidade de encontrar peças ou qualquer vestígio de um avião militar, era atractiva.

Apesar da expectativa criada até à chegada ao local, as muitas buscas efectuadas nos pinhais circundantes revelar-se-iam totalmente infrutíferas e o saldo no final do dia francamente negativo. Nódoas negras, arranhões, e nem uma peça para amostra.

Quase três décadas tinham passado desde esse fatídico dia, em que o nevoeiro e a ausência de um radar ar-terra causaram o embate no solo de oito de um total de doze F-84G Thunderjet, que voavam em formação a 1 de Julho de 1955 nas comemorações do dia da FAP.

À parte da cruz e da lápide que tristemente assinalam o local, já ninguém poderia adivinhar que tinha sido aquele o palco do maior acidente aéreo de todos os tempos da Força Aérea Portuguesa. Como em quase tudo, o tempo encarregara-se de desvanecer qualquer rasto dos acontecimentos.

E apesar de nessa tenra idade de 7 ou 8 anos, me ter confrontado com o espectro dos riscos que inevitavelmente acarreta a aeronáutica e de o dia não ter sido propriamente bem sucedido, a desilusão não foi marcante.

Pelo contrário.

O “bichinho” dos aviões já se tinha instalado.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Rafale

É um livro à volta do Rafale e do contexto político sobre a sua origem e sobre a sua história. Portanto, para quem quiser conhecer a história por trás do avião.

Mirage F1

Até há pouco tempo não havia muita literatura sobre este avião. Faltava mesmo uma obra de fundo sobre o Mirage F1. Estes dois livros do Fréderic Lert, são duas opções interessantes para quem quer ter duas obras simples e resumidas sobre este aparelho. Ou seja, não são livros aprofundados, mas sim livros que pretendem fazer uma apresentação sumária do avião com boas ilustrações e com os dados essenciais. O 1º volume retrata os Mirage F1C e B que estiveram ao serviço da força aérea francesa.



O 2º volume aborda os F1 de exportação e também a versão de reconhecimento deste caça francês. É óbvio que para leituras mais profundas quem tiver interesse tem uma outra obra mais desenvolvida sobre este aparelho, também dividida em dois volumes. Esta sim, uma obra de referência que fazia falta há muito tempo. Só que é preciso levar também em linha de conta o preço deste tipo de literatura. É que as obras de referência não são baratas, enquanto que no caso dos dois volumes aqui ilustrados, conseguimos por um preço acessível ter uma obra que mostra o essencial sobre este avião. Portanto, para o leitor que não é muito exigente e quer gastar pouco dinheiro, aqui está uma boa sugestão




terça-feira, 19 de junho de 2007

MEMÓRIA DA GUERRA

Estive há dias a rever um trabalho de um amigo americano. Uma coisa técnica sobre o uso de mísseis terra-ar na Guiné, na fase final da guerra colonial. E enquanto revia aquilo a ver se tudo batia certo, viajava no tempo e lembrava-me de todo aquele período colonial e de todos aqueles que passaram por lá. E lembrava-me de tanta gente nova que caiu na Guiné e que lá ficou. Ou dos que voltaram estropiados. Ou dos que ainda sonham com aquilo. Os que não conseguem dormir sem sonhar com a guerra. E de toda aquela geração nascida nos anos 40 e mesmo 50, que passou por lá e que ficou marcada para toda a vida. Que o Estado mandou para a guerra sem apelo, nem agravo. E lembrei-me do medo e da incerteza desta gente naquele tempo. Do medo de lá ficar. De nunca mais voltar. Não era fácil. Nunca foi fácil. E lembrei-me também da sorte que as gerações mais novas tiveram de nunca passar por lá. E da falta de memória. Porque hoje, já ninguém se lembra. A não ser quem lá esteve.

domingo, 17 de junho de 2007

A ESTÉTICA APLICADA AO VIPER 15117

F-16A 15117 fotografado em Maio de 2005 - (c) A. Luís

F-16A 15117 fotografado em Maio de 2006 - (c) A. Luís

Actualmente, na era do F-16, nós, os aficionados pela causa do ar e cultores do Viper, confrontados com a perspectiva de os observar, interrogamo-nos sobre como se apresentam os nossos olhos os aviões.
O F-16 tem, relativamente ao anterior inquilino de Monte Real, a vantagem de se poder apresentar de diversas formas, qualquer delas reveladoras de "um avião diferente".
Nas imagens apensas, surge o 15117 em configuração "limpa" ou, como também se diz, "interno" e numa outra com wing galons de 370.
Também já o encontrei com centre line.
Sendo a minha formação académica na área das artes, é sempre interessante verificar como os elementos menores, conjugados com a forma principal, a condicionam tão marcadamente, fazendo quase crer que se tratam de objectos diferentes quando, na verdade, são o mesmo.
A estética é uma noção presente em tudo o que nos rodeia e é, sempre, demasiado subjectiva, para ser estancada entre determinados parâmetros, pese embora eles existam em teoria.
Neste caso dos aviões e perante a forma como cada um os admira, não se pode falar de estética, mas de estéticas.
Só por isso, como objecto de arte, o avião é sempre belo, (e repare-se que existe o feio belo) apresente-se ele como se apresentar!
O F-16, sendo efectivamente um avião belo (diria mesmo um belo avião belo) evidentemente, não foge a essa regra. Confirma-a!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

ESCLARECIMENTO

Cumpre-me, como autor e responsável por este blog, esclerecer este texto, escrito por mim há dias.
Não questiono, de forma alguma, a seriedade da Força Aérea Portuguesa, institução que respeito e admiro, por todas as razões, desde menino de tenra idade.
Manifestei nesse texto, apenas, a minha pouca simpatia pelo folclore que as televisões e a SIC no caso fazem a este tipo de iniciativas.
Admito, contudo, algum exagero nas palavras, que me apresso a retratar!
De resto, mesmo coberto por esta opinião, (obviamente criticável), respeito 100% a ideia de colocar um comum mortal a voar numa máquina como o F-16!
O máximo que poderei sentir é uma enorme inveja de não ser eu a voar nas asas do Falcão!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

OS HUEY QUE AFINAL NÃO ERAM






No passado dia 2, tive oportunidade de presenciar uma exibição aeronaval em Gijon, Espanha.
Uma das aeronaves participantes era o Agusta Bell 212, irmão mais novo do UH-1 Huey, celebrizado em centenas de filmes sobre o Vietname.

E se não tivermos em conta que um tem dois motores enquanto o outro apenas possuía um, até nos podemos imaginar nesses cenários dos confins asiáticos por onde passaram largos anos.

Ainda assim posso garantir que o som é perfeitamente igual ao que temos nos ouvidos de todos esses filmes que vimos.

Melhor até, porque com duas turbinas é estereo.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

NOTAS SOLTAS SOBRE AVIAÇÃO (Actualizado)


Ontem, pela primeira vez, tive oportunidade de ver um EH-101 Merlin da FAP em pleno voo, aqui pela zona de Coimbra, já a tarde fazia as suas vénias de despedida.
Para um aficionado, é mais uma data para registar.

O 55º aniversário da FAP, a celebrar em Beja a 29 de Junho, vai contar, ao que parece, com um Spotter's day. Digamos que, com um boa maquia de anos de atraso, finalmente se trata o entusiasmo desta gente com o "respeito" que, por exemplo, os aficionados dos rally's e companhia mereceram desde sempre.
Para os entusiastas, sugere-se que se inscrevam para beneficiar de "tratamento priviligiado".
Para não variar, a organização da coisa está (e bem) entregue ao (super) Rui A-7 5513" Ferreira!
Já agora, a propósito deste aniversário, terá lugar nesta data o "mediático voo em F-16" de um espectador da SIC, na sequência de um outro voo realizado por uma qualquer beldade, feminina e sorridente, da estação de Carnaxide, num daqueles programas de "VIP's e utilidades do género" que, normalmente, desprezo com um prazer de cerejas.
Lá haverá "alguém" com a "sorte do costume"...
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Adicionado mais um "Outro pássaro" na lista ao lado. Trata-se de um blog de Pedro Monteiro, em inglês, mas com muita e variada informação para os interessados.
Desde já lhe desejo boa sorte e longa actividade!

sábado, 2 de junho de 2007

A-7P NA NORUEGA

Crédito da Imagem: Peter Steehouwer

Convido todos os A-7Ólicos (e não só) a ver este vídeo de 1.17 minutos.
Trata-se de uma exibição de performance protagonizada por uma parelha de A-7P, em Gardermoen, na Noruega, , algures em 1994.
Perdoem-me o eventual exagero, mas um arrepio de emoção tomou-me de assalto quando o descobri e vi...

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