terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

COMBATE AÉREO NA AMÉRICA DO SUL - HÁ 19 ANOS (M1421 - 41PM/2014)

Mirage F1JA da FA Equatoriana     Foto: Lou Hernandez/USAF via Wikipedia

Ontem 10 de fevereiro, o Equador comemora o que alega serem as suas vitórias ar-ar no conflito entre o Equador e Peru, durante a guerra de Cenepa, durante a qual teve lugar o primeiro combate aéreo entre países da América do Sul, com caças a jato. 
Num episódio não muito conhecido da história da aviação militar, a Força Aérea Equatoriana derrubou um A-37  da Força Aérea Peruana com um Kfir C2 e dois Su-22, através de uma parelha de Mirage F1.

Segundo a versão equatoriana, pelas 12:45 do dia 10 de fevereiro de 1995, saíram quatro caças da base aérea de Taura (2 Mirage F1JA e 2 Kfir C2), após terem sido detetadas 5 aeronaves na direção da zona de conflito na região do rio Cenepa.

Pelas 12:57 os Mirage F1 n/c FAE807 pilotado pelo Maj. Raul Banderas e o asa com n/c FAE806 pilotado pelo Cap. Carlos Uzcateguí, detetaram nos seus radares e avistaram a 6 milhas dos Su-22 pilotados pelo Cmdt. Victor Maldonado e o Maj. Enrique Caballero. 
Às 12:58 o Maj. Banderas disparou um míssil Matra Magic II que atingiu um dos Su-22, enquanto o Cap. Uzcateguí imitou o líder, com igual sucesso. Ambos pilotos dispararam segundo míssil, confirmando as vitórias. 
Os pilotos peruanos conseguiram ejetar-se, tendo o Maj. Caballero falecido em consequência da ação. O Cmdt. Maldonado ainda sobreviveria alguns dias na selva, mas acabaria também por perecer.
Os Mirage regressaram então à base de origem, não sem antes efetuar algumas manobras evasivas, em virtude de receberem avisos de estarem a ser iluminados por radares inimigos.

IAI Kfir C2 da FA Equatoriana

Mais tares durante o mesmo dia, dois Kfir n/c FAE905 e FAE 909 pilotados pelos Cap. Maurício Mata e Guido Mya, intercetaram dois A-37 peruanos. O Cap. Mata logrou derrubar um dos aviões peruanos com um míssil Shafrir II, tendo os tripulantes (Cmdt Hilario Valladares e Gregorio Mendiola logrado ejetar-se com sucesso, tendo sido posteriormente regatados.
O segundo A-37 conseguiu escapar-se, voando em picada em direção ao solo, para esgueirando-se a rasar as copas das árvores.

Segundo a versão peruana, os Sukhoi foram derrubados por artilharia anti-aérea, versão corroborada por um comunicado oficial das Forças Armadas Equatorianas publicado a 11 de fevereiro de 1995.


Fonte: Wikipedia e outras
Edição: Pássaro de Ferro

1 Voaram em formação:

Jorge disse...

Esse fato do suposto combate aérea é um completo engano por parte da Força Aérea do Equador. Inicialmente acreditei que esse combate aconteceu, mas depois lendo os depoimentos e as provas apresentadas por Equador se comprovou que nunca o MirageF1 equatoriano nunca encontrou o SU22 peruano.
A imagem do SU22 peruano não condiz com o efeito de receber 2 misseis magic2 que o piloto do MirageF1 diz ter disparado. O SU22 está inteiro.
Ainda, o piloto do MirageF1 equatoriano diz que sempre sentiu que seu avião estava sendo iluminado pelo Mirage2000 peruano que fazia escolta ao SU22. A distancia máxima que deveu estar esse Mirage2000 seria 15km pela configuração da fronteira do Peru e Equador. É uma distancia suficiente para que o Mirage2000 derrube o MirageF1, aliás que o Mirage2000 é um avião muito mais moderno e o piloto equatoriano diz que o avião peruano estava na sua cauda!!. Nenhum piloto daria sua cauda para o avião inimigo.

A versão peruana é muito mais consistente. Os SU22 foram abatidos pela artilharia equatoriana. Os SU22 estavam fazendo perigosas missões CAS a baixa cota se expondo para o fogo equatoriano desde terra.

Isso explicaria o fato de que o avião peruano foi achado muito longe da área de conflito. Recebeu disparos desde terra, seu motor ficou atingido e comprometido voando até onde o piloto conseguiu.

O piloto equatoriano diz que deu em cheio dois magic2 sobre os SU22. Meu irmão, se isso for verdade o avião peruano tivesse caído no ato, sem chance.

Aliás, Equador para demonstrar que de fato derrubaram aos SU22 peruanos, mostraram as imagens do HUD de um F15 querendo enganar todo mundo dizendo que era o HUD do Mirage F1.

O que aconteceu, de fato, é que os MirageF1 equatorianos fugiram quando foram identificados pelo Mirage200 peruano (que fazia de escolta aos SU22), a sorte dos pilotos equatorianos era que os aviões peruanos estavam proibidos pelo seu presidente de cruzar a fronteira para continuar a perseguição sobre os pilotos equatorianos.

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