segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CRUZEX 2013 (M1251 - 327PM/2013)


Embraer AMX (A-1)
Noventa e seis aeronaves, mais de dois mil militares de nove países. É este o cartão de visita da CRUZEX Flight 2013, o maior exercício de guerra aérea da América Latina, programado para acontecer de 4 a 15 de novembro no Nordeste brasileiro. As Bases Aéreas de Natal (RN) e do Recife (PE) vão receber aviões e helicópteros para missões que envolvem desde o combate aéreo entre caças até o salto de paraquedistas de forças especiais, uma das novidades deste ano. 

Paraquedistas alemães
Pela primeira vez, o exercício realizado desde 2002 vai focar unicamente a atividade aérea e contará com a participação recorde de nove países. Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, vão levar para o Nordeste caças supersônicos como os F-16, F-5 e F-2000, aeronaves de grande porte, a exemplo do C-130 Hércules e do KC-767, além de helicópteros, entre eles o AH-2 Sabre, um dos estreantes desta edição.


A-29 Super Tucano do Equador

Reabastecimento em voo de A-37 colombianos    Foto: FAC

Mais que uma mostra da perícia de pilotos e tecnologia das aeronaves, a CRUZEX é um grande treinamento sobre como atuar em coligação, a situação cada vez mais vista nos conflitos modernos em que diversos países atuam juntos em um Teatro de Operações. A consequência mais visível é o predomínio da língua inglesa em praticamente tudo, mas também na forma de planear e executar as missões. Um dos desafios é atuar com dezenas de aeronaves ao mesmo tempo, nos chamados “pacotes” de missão. Um piloto também precisa estar familiarizado com missões de reabastecimento em voo com aviões-tanque de outros países. E quem está no comando precisa ter total domínio da situação para evitar o “fogo amigo”.
É o que explica o Exercise Director, Brigadeiro Mário Jordão, da Força Aérea Brasileira. Ele conta que, seja em uma missão de Air Superiority, quando caças podem atingir velocidades supersônicas em combates que se desenrolam em centenas de quilômetros do espaço aéreo, até um Combat Search and Rescue (C-SAR), situação em que helicópteros voam baixo para resgatar um piloto amigo em território hostil, o padrão adotado durante a CRUZEX é o da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a NATO. 

F-16 chilenos
Dois dos participantes deste ano são da Organização, o Canadá e os Estados Unidos, e têm a experiência real de conflitos como as guerras no Afeganistão e no Iraque. Mas isso não quer dizer que a CRUZEX seja só uma aula desses países para os representantes da América do Sul. "Se por um lado eles [os sul-americanos] não têm a experiência, eles têm um valor que é primordial nessa parte de interação, que são as ideias. As pessoas são capazes em todas as áreas do planeta. Muitas vezes a melhor ideia vem da pessoa que você menos espera", explica o diretor do exercício.
Apesar da decolagem de dezenas de aeronaves juntas roubar a cena, o Brigadeiro Jordão lembra que a interação entre os países é o mais importante. "Você tem um momento de uma ou duas horas na missão e as outras 22 horas do dia para conversar, para trocar informação. E é nessa hora que a gente aprende. Além disso, teremos ciclos de conversas e aulas setorizadas, para cada tipo de atividade. Com isso, a Força Aérea Brasileira agrega bastante. E não só a brasileira, porque os outros países também estão interessados no que nós estamos a realizar", diz.

F-16 venezuelanos

Acertou ou não?!

Para a CRUZEX Flight 2013, uma das novidades é um pequeno aparelho que pode ser levado até no bolso dos pilotos. Com o uso de GPS, pela primeira vez haverá o que a direção do exercício chama de "shot validation". Como em um exercício o lançamento dos mísseis só ocorre de forma simulada, no passado era difícil ter a certeza de "quem acertou quem". Muitas vezes o resultado era definido “no grito”. "A Força Aérea já passou da fase 'cachecol no pescoço', de Barão Vermelho", nas palavras do Brigadeiro. Agora será possível baixar todos os dados obtidos pelas aeronaves para saber, detalhadamente, o que aconteceu lá em cima. De acordo com o Brigadeiro Jordão, mais que motivar os pilotos, o shot validation é bastante útil para os debriefings, pois o nível da aprendizagem aumenta.
F-16 da USAF aterra em Natal

No Recife, controladores de tráfego aéreo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) vão monitorizar os movimentos das aeronaves e ali, ao vivo, poderão validar os disparos virtuais. Em seguida, já no solo, os pilotos que participaram de uma mesma missão vão se reunir para uma segunda validação. Em uma sala reservada, serão discutidos todos os combates e como aconteceu cada uma das “vitórias”. “Será talvez um dos momentos mais interessantes dessa CRUZEX”, diz o Brigadeiro Jordão. Segundo ele, é neste momento que os pilotos poderão aprender muito, entender quais são suas vulnerabilidades e pontos fortes.

Lista de aeronaves participantes:
Brasil:
14 F-5M Freddom Fighter
7 AMX (A-1)
3 AMX-R  (RA-1)
4 Mirage-2000C
5 A-29 Super Tucano
2 ERJ-145 AW&C (E-99)
4 UH-60L
4 Mi-35M (AH-2)
1 UH-1H
1 AS-332 Super Puma (H-34)
2 C-130
1 KC-130
2 C-235
1 C-295

Canada:
1 CC-130J Hercules

Chile:
6 F-16 Fighting Falcon
1 KC-135

Colombia:
6 A-37 DragonFly
1 K-767

Ecuador:
3 A-29 Super Tucano
Estados Unidos:
6 F-16 Fighting Falcon
1 C-130H
1 KC-135

Uruguay
3 IA-58 Pucara
3 A-37 Dragon Fly

Venezuela
5 F-16 Fighting Falcon
1 C-130HV

Fonte: Força Aérea Brasileira e outras
Adaptação: Pássaro de Ferro

1 Voaram em formação:

Unknown disse...

Em relação aos F-5 Brasileiros o seu nome está errado eles são F-5EM/FM Tiger 2 podendo ser considerados Tiger 3, o M é o equivalente aos nossos F-16 MLU uma vez que o brasil melhorou substancialmente a sua frota de F-5, julgo que no passado terão existido F-5A/B Freedom Fihgter no Brasil mas terão sido desmantelados há muito o F-5M aqui mencionado remonta aos F-5B Espanhois modernizados e utilizados como treinadores de combate aéreo, http://en.wikipedia.org/wiki/Northrop_F-5

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