domingo, 5 de maio de 2013

GRANDEX 13 - EXERCÍCIO DE PROTEÇÃO CIVIL (M982 - 127PM/2013)

Um Fiat G.91 simulou a  aeronave despenhada aqui em chamas
A cadeira ejetável, paraquedas e piloto com "perda de consciência" no Parque da Cerca na Marinha Grande

 No regresso de mais uma missão de treino, já na final à aproximação da pista de aterragem, uma aeronave militar a jato atravessa um bando de pássaros em voo, protagonizando o que se conhece como bird strike. As consequências não se fazem esperar, tornando-se a situação especialmente grave com a perda de motor, ao sobrevoar ambiente urbano. O piloto ainda tenta minimizar as possíveis consequências, orientando a aeronave para uma zona com menor densidade habitacional antes de se ejetar, mas o despenhamento é inevitável. 

Os primeiros veículos dos Bombeiros chegam ao local do "acidente"
A extinção do incêndio da aeronave pelos OPSAS da BA5
Ainda o combate ao incêndio
Os OPSAS da BA5 cujas faces raramente vemos devido aos equipamentos usados

A situação treinada na Marinha Grande na manhã de sábado 4 de maio, foi felizmente fictícia, mas as unidades de Proteção Civil devem estar treinadas, para fazer face a um perigo que é real. Isso mesmo está definido na legislação desde 14 de dezembro de 2011 no Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, do qual decorre a obrigatoriedade de exercitar os Planos de Emergência.
Assim, e além do treino da situação de queda da aeronave, as entidades envolvidas, foram solicitadas a treinar em conjunto, num ambiente o mais realista possível, todas as situações que possam daí decorrer, nomeadamente feridos em terra, acidentes rodoviários, pessoas encarceradas, pessoas em estado de choque, desaparecidos, etc.

Desencarceramento e evacuação de feridos em acidentes rodoviários causados pelo despenhamento
O Posto Médico Avamçado do INEM montado no local em poucos minutos

Além dos meios civis, pertencentes a diversas corporações de Bombeiros da zona, INEM, Cruz Vermelha, PSP e ANPC de Leiria, estiveram presentes meios e elementos da Base Aérea 5 - Monte Real - nomeadamente os OPSAS (Operadores de Sistemas de Assistência e Socorros) que extinguiram o incêndio na aeronave acidentada e realizaram ações de descontaminação de hidrazina, o piloto "ejetado", o Oficial de Segurança em Voo da Esquadra 301 e elementos da Polícia Aérea.

A polícia Aérea da BA5 efetuou a segurança do perímetro do acidente

Do treino realizado, foram feitas avaliações do desempenho dos vários intervenientes, para poder tirar ilações e eventualmente corrigir o que possa ter corrido menos bem.
De um modo geral, o exercício foi muito bem visto pela população local, que se manteve em número considerável pelas imediações, a observar o decorrer das atividades.
Pode afirmar-se que, independentemente das avaliações de pormenor, o exercício se saldou como uma enorme mais-valia para o treino das unidades participantes, que todos desejam ainda assim, nunca sejam chamadas a por em prática numa situação real.


Sequência de socorro ao piloto ejetado:




O Oficial de Segurança em Voo da Esq.301


Agradecimentos ao Paulo Moreno pelas imagens cedidas









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