quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

REABASTECIMENTO AÉREO SOBRE O MALI (M856 -37PM/2012)


Um Rafale ainda armado vem reabastecer ao C-135   Foto:EMA
Os Mirage 2000D seguem o exemplo    Foto:EMA
Tal como é sabido, as forças amadas francesas são as únicas em ações de combate no Mali. E se os caças  têm normalmente mais protagonismo pelo envolvimento direto, na sua retaguarda estão os aviões de reabastecimento, que lhes permitem manter-se no ar pelo tempo suficiente para cumprirem com eficácia a missão.

O início de mais uma missão a partir do Chade   Foto:EMA
A rolagem para a descolagem    Foto:EMA
Após a decisão do Presidente da República francesa em intervir na situação do Mali, ex-colónia gaulesa, um poderoso dispositivo militar foi colocado em marcha, entre os quais o Grupo de Reabastecimento em Voo (GRV), baseado em Istres, projetado para N'Djamena (Chade) nas primeiras horas da operação. Um C-135 costuma estar permanentemente destacado em Kossei (N'Djamena), mas nas primeiras horas de 9 de janeiro um segundo chegaria a acompanhar os três Mirage 2000D, previstos para assegurar as missões de ataque a partir de N'Djamena. 

Os C-135 destacados na base de Kossei no Chade      Foto:EMA
Até ao fim da primeira semana de intervenção no Mali, cinco C-135 estariam estacionados em Kossei, juntamente com nove equipas, que noite e dia asseguraram o apoio às missões de combate pelos Mirage 200D, Mirage F1 CR e Rafale.
Um caça dispõe normalmente de uma autonomia de voo de apenas duas horas. Graças aos reabastecedores, quais " estações de serviço voadoras", essa autonomia pode ser extendida até ao limite físico dos pilotos dos caças, aumentando consideravelmente a presença dos caças sobre as zonas de combate.

A atarefada cabine de controlo de reabastecimento num C-135   Foto:EMA
Os Boeing C-135 têm uma capacidade de transporte de 90 toneladas de combustível, transferindo cerca de 25 dessas toneladas para os caças que reabastecem. As altas temperaturas de África impõem restrições consideráveis ao peso máximo na descolagem.
Apesar dos C-135 franceses possuirem lança de reabastecimento, os caças gauleses utilizam todos o sistema de mangueira a partir das asas, que permite inclusive o reabastecimento de duas aeronaves de cada vez, ou até três caso seja instalado um sistema de mangueira adaptado na lança.
Além das missões de reabastecimento, os C-135 efetuam ainda transporte estratégico de carga e passageiros e evacuações sanitárias, se necessário.
Com o estalar do conflito no Mali, o GRV respondeu imediatamente às solicitações que lhe foram feitas num espaço de tempo extremamente curto, para cumprir as missões que lhe estão confiadas.

Neste C-135 pode observar-se o adaptador de mangueira para a lança de reabastecimento   Foto:EMA
As equipas de manutenção trabalharam dia e noite para manter operacionais os  C-135 destacados  Foto:EMA


Fonte: EMA
Adaptação: Pássaro de Ferro



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