domingo, 14 de novembro de 2010

A-7P - NOTAS PARA A SUA RELEVÂNCIA (M437 - M47AL/2010)




O Pássaro de Ferro apresenta mais algumas fotografias dos A-7P, retiradas de baú e cedidas, uma vez mais, pelo Paulo Moreno e, por seu intermédio, pelo Sr. Adriano Rosa.
Retratam as 3 primeiras, outras tantas descolagens na pista 01 de Monte Real, do 5506, 5526 e 5548.
As restantes, do Paulo Moreno, foram obtidas em 1987 e revelam aspectos do A-7P nas OGMA, vendo-se o 5525 de "oleado" sobre a sua parte frontal e o hangar da manutenção, onde se vê um A-7P numa intervenção em grande escala.



O A-7P representou um enorme salto relativamente a tudo o que a FAP tinha operado até então, no domínio dos jactos de combate. A introdução de radar, de computador de bordo e de uma avançada panóplia de instrumentos de apoio à navegação e à operação do avião por parte do piloto, abriu uma perspectiva de operação até então nunca alcançada em aviões digamos, da mesma vocação - F-86 e G-91.
Os problemas de operação da frota A-7P, extremamente mediatizados e embrulhados no habitual coro de lamurias e criticas em que a nação sempre foi pródiga - alimentadas sempre por um estigma um pouco anti-forças armadas, não se resumiram a falhas mecânicas/técnicas facilmente imputáveis à sua condição de usados ou, como se dizia na altura, entre o desdém e a ignorância, por serem "sucata rejeitada pelos americanos". Os problemas ocorridos tiveram diversas causas, normais uns (tendo em conta a delicadeza de que se reveste a operação de qualquer meio aéreo) e outros eventualmente pela  adaptação ao avião e a tudo o que de inovador ele trouxe, desde a operação propriamente dita a toda a cadeia logística necessária para o sustentar.
Ora, ao fim destes anos todos, já volvidos sobre a retirada dos Corsair II dos céus, todos os pilotos e mecânicos que com ele voaram/trabalharam são unânimes em considerar o A-7P, um dos mais importantes aviões da história da FAP, não só pelo que representou em si, como avião atribuído a duas esquadras de "topo" da FA, mas pelos horizontes de modernidade que rasgou, preparando com enorme eficiência, a introdução da plataforma F-16 na Força Aérea.
Sobre esta matéria em particular, voltaremos em situações futuras, a dedicar mais algumas considerações.

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