domingo, 20 de julho de 2008

O PILOTO DE F-16

15:50h - (entrada no avião)

16:10h - (saída do shelter)

16:15h (verificações junto à pista)

16:17h - (saída para a descolagem às 16:20h e aterragem às 17:45h)

Saída para missão nocturna (22:15h)

Descanso dos guerreiros (23:55h)


Numa recente visita efectuada às Esquadras 201 e 301 da BA5 – Monte Real e por entre a emoção da proximidade das máquinas, sobrou para a tona da análise, o problema (grave) da falta de pilotos.
Os motivos para essa falta, não são extrapoláveis apenas pelo sensacionalismo da “fuga para a TAP”, tão do apetite da informação que pouco informa.
Esse problema existe, é real e exige de todos os lados, bom senso e soluções que conjuguem os interesses da FAP, do piloto e da aviação civil. A sua gravidade, fará, estou em crer, que os envolvidos estabeleçam novas realidades por forma a resolver o problema.
Mas ser piloto de F-16, não é apenas voar a máquina e saber tirar dela todo o seu (enorme) potencial.
Nesta visita, em que estive 10 horas na Base, percebi que ser piloto de caça, ser como li um dia “O Homem do Monolugar”, é uma espécie de “relação conjugal entre o avião e o piloto”. Basta perceber o que é o QRA, basta perceber e ver as horas de preparação e avaliação das missões, pré e pós voo, basta olhar os pilotos nas verificações da aeronave antes de nela entrar, onde por várias vezes se pode ver o piloto a passar a mão pelo nariz do avião, como quem faz uma carícia a uma pessoa, a um cão ou gato, por exemplo. É uma relação de confiança, forte, abraçada pelo poder de voar de todas as maneiras, rápido, lento, alto, baixo…
São homens que gostam do que fazem, que dedicam horas a fio ao avião, longe de suas casas, da família e muitas vezes do seu país…
E se hoje os pilotos de F-16 são poucos, é um facto, esta escassez não decorre apenas da fuga já aludida para os melhores salários da aviação civil. Ser piloto de F-16 é de uma exigência quase total, não se compadece com os apelos exteriores, com o consumismo, com todas as “regalias” que uma vida exterior à instituição militar oferece.
O piloto do F-16 é parte do avião e, como já um dia escrevi, no caso do QRA, dorme junto a ele e quando não dorme, fica com ele até tarde, tal como uma missão que acompanhei na visita, em que o piloto abandonou a aeronave às 23:55h…Quase no dia seguinte.
E nem todos os que sonham/desejam voar o F-16 se dispõem a isso!...

1 Voaram em formação:

amg disse...

Uma explicação possível para a falta de pilotos está neste link:
http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/43811.html

cumptos
amg

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