terça-feira, 1 de maio de 2007

O MEU "PROBLEMA" COM O NORATLAS

Crédito da imagem: aqui


Tenho uma familiar que foi militar da Força Aérea, no tempo da guerra no ultramar.
Sendo ele sabedor da minha paixão pelos aviões, um dia, na sequência de uma conversa, obviamente sobre aviões, achou por bem contar-me uma história sobre um certo avião da FAP que fez história no ultramar.
Eu era petiz, rapazote para uns 8 ou 9 anos, em pleno final da década de 70 e tudo o que fossem histórias sobre aviões, faziam-me saltar os olhos das órbitas.
Ora, essa história contava que existia um avião grande, que transportava tropas e carga para as operações militares. O desenho do avião era, dizia ele, esquisito, já que das asas saíam umas "coisas" para trás, onde depois havia uma "asa mais pequena".
Não sabendo ele dizer-me o nome real do avião, sabia, como muitos militares da época, que ele tinha uma alcunha... O "Barriga de Ginguba".
Bom, aquilo pouco me dizia. O que eu queria era saber o o nome a "sério" do avião.
Pouco tempo depois, consegui saber que o "Nord Aviation 2501/2502" era o tal "Barriga de Ginguba".
Mas o caricato da história é que, durante algum tempo, eu não consegui reproduzir o "Barriga de Ginguba". Dizia coisas como "Barriga de Chimpalim" ou "Barriga de Chipuma", tanto quanto me lembro.
Só uns anos mais tarde, depois de familiarizar com a terminologia ultramarina/africana e depois de ter lido algumas vezes algo sobre o Noratlas é que, feliz e satisfeito, consegui pronunciar "Barriga de Ginguba".

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