quarta-feira, 12 de junho de 2013
às
22:30

22:30

António Luís
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F-35B - Foto: Maj. Karen Roganov
Em
22 de maio passado, na base Aérea de Eglin, na Flórida - EUA, foi
celebrado o primeiro aniversário de operações do F-35B no 501 USNavy Fighter Attack Training Squadron no treino de pilotos e pessoal de manutenção para esta aeronave de 5ª geração.
"Espera-se
que o F-35 possa servir por meio século e estamos, portanto, perante os
primeiros passos de uma nova era", afirmou o Tenente Coronel David
Berke, comandante da esquadra.
Até ao dia 22 de maio passado, a unidade voou 833 missões de formação
e registrou mais de 1.100 horas de vôo com uma taxa de execução de 40 a 50
saídas por semana, tendo
sido efetuado treino de todo um envelope de situações, desde
reabastecimento aéreo, operação com altas temperaturas, missões com
vários tipos de aviões, armamento, etc., de modo a criar algumas rotinas nos procedimentos que depois agilizem a operação destas novas aeronaves.
O
F-35B tem a capacidade de aterrar verticalmente que recentemente foi
também treinada, uma vez que o avião poderá fazer este tipo de
aterragens em condições adversas.
Brevemente,
a 501 vai acolher mais um piloto britânico, juntando-se a dois já
presentes, bem como 14 militares ligados á área da manutenção da
aeronave.
Fonte: USAF
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro
terça-feira, 27 de março de 2012
às
19:49

19:49

António Luís
1 comment
Fotos: Lockheed Martin
O programa F-35 completou recentemente nova etapa, com a execução bem sucedida do primeiro reabastecimento aéreo noturno, conforme as (belas) imagens documentam. Os sucessos que a Lockheed Martin vem anunciando, não invalidam contudo, que o programa esteja ainda sob algumas reticências, avanços e recuos, sobretudo por parte de alguns países, factos de que o Pássaro de Ferro já deu nota em anteriores edições e dará hoje uma vez mais.
Assim, o governo australiano está a atrasar a sua encomenda dos aviões F-35, juntando-se a uma
lista crescente de países que estão ligados ao programa, mas
que agora estão a refrear um pouco o seu "entusiasmo", digamos, muito por causa da crise económica global.
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| As bandeiras das nações participantes do projecto JSF, visíveis na fuselagem Foto: Lockheed Martin |
Segundo o jornal australiano The
Canberra Times, o vice-presidente da Lockheed Martin, Tom Burbage disse a uma comissão parlamentar de defesa australiana que o
adiamento de encomendas de aviões por parte dos EUA e outros países "foi o
maior contribuinte para o aumento no custo unitário do F-35.''
Por seu turno, no Canadá, o governo conservador hesitou recentemente no seu apoio ao programa F-35, contrariamente ao que fez durante dois anos. Em
14 de Março passado, o Ministro Adjunto da Defesa do Canadá, Julian Fantino disse que o
governo não descarta a possibilidade de se afastar do programa.
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| Testes com armamento interno num protótipo F-35B Foto: Lockheed Martin |
Fantino revelou
também que funcionários do Departamento de Defesa tem vindo a
considerar "todos os tipos de contingências" no caso do F-35 não estar
pronto para substituir a frota já algo envelhecida dos aviões CF-18. E reconheceu que o governo do Canadá não sabe quanto vai custar cada F-35 .No
entanto, e por sua vez, o Ministro da Defesa do Canadá, Peter MacKay, disse ao jornal Toronto Sun que "é ainda seguro dizer que a plataforma F-35 é a aeronave
certa para o Canadá. Para
todos os efeitos, é a única aeronave stealth de quinta geração que corresponde às necessidades do Canadá:"
Ainda no que toca a esta problemática, segundo
a agência Reuters, o governo dos Estados Unidos decidiu adiar a sua encomenda de F-35, com o objetivo de economizar 15.100M USD até ao ano fiscal de 2017 e permitir, também,
mais tempo para testes e desenvolvimento da aeronave.
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| Modelo F-35B de descolagem curta e aterragem vertical (STOVL) Foto: Lockheed Martin |
De acordo com um memorando conhecido em Outubro de 2011, um alto
funcionário do Pentágono encarregue de acompanhar os testes de equipamentos e sua avaliação, expressa sérias reservas sobre como iniciar o programa de treino de pilotos no F-35, adiantando que o avião precisou de mais 10 meses
de testes. Também no mês passado, a Itália anunciou planos de reduzir a sua encomenda de 131 para 90 aviões F-35.
Recentemente também a Grã-Bretanha levantou algumas dúvidas, na escolha do modelo para operar nos seus porta-aviões atualmente em construção. A escolha tinha recaído num modelo mais barato (F-35C de descolagem e aterragem convencional) que exigiria no entanto um porta-aviões mais caro, com catapultas e pista de aterragem com cabos de travagem. A escolha foi feita por se acreditar ser o acréscimo de custo nos porta-aviões, inferior aos custos associados ao modelo STOVL, (F-35B) necessário para operar em porta-aviões de menores dimensões. Esta escolha (F-35C) permitiria ainda uma interoperabilidade com os porta-aviões americanos e francês, todos convencionais. A dúvida instalou-se quando os acréscimos de custo na construção dos porta-aviões classe Queen Elizabeth dispararam, levando a crer que comprar o modelo F-35B STOVL mais caro, ficaria ainda assim mais barato que os custos acrescidos nos porta-aviões. No entanto, os Estados Unidos através da US Navy, rebateram recentemente essa ideia, referindo que os custos com os porta-aviões convencionais ficarão "em metade do que o Ministério da Defesa britânico julga". Esta tomada de posição da US Navy destina-se principalmente a salvaguardar o esquadrão de caças que terá a operar num dos porta-aviões britânicos (HMS Prince of Wales) e, embora não admitido oficialmente, às dúvidas de viabilidade técnica que o modelo F-35B continua a levantar, mesmo para os americanos.
Todas estas "peripécias" ensombram, em certa medida, o programa JSF/Lightning II, colocando ainda no plano das incógnitas a data em que estes aparelhos, finalmente, começarão a tomar o seu lugar nas forças aéreas dos países que nele apostaram.
Seja como for, o programa continua a avançar, embora seja como se diz nos países anglófonos, com "baby steps..."
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| As variantes do F-35 Lightning II |
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
às
04:35

04:35

Paulo Mata
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| A descolagem do primeiro F-35B operacional em Fort Worth Foto: Lockheed Martin |
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| O VM-01 ou 168057 (BF-6) em voo ferry até à Base Aérea de Eglin Foto: USAF/Joely Santiago |
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| A chegada a Eglin Foto: Lockheed Martin/Angel delCueto |
Na 33rd Fighter Wing na Base Aérea de Eglin, o Marine Fighter Attack Training Squadron 501 (VMFAT-501) é agora o lar de dois novos F-35B Lightning II entregues pela Lockheed Martin a 11 de Janeiro, para que pilotos e mecânicos em conjunto com uma equipa de outros profissionais se preparem para destacamento algures no globo quando necessário.
As aeronaves designadas BF-6 e BF-8 voaram separadamente, chegando a Eglin respetivamente às 15:13 e 16:39, após um voo de aproximadamente 90 minutos, desde as instalações da Lockheed Martin em Fort Worth no Texas. O Maj Joseph Bachmann, o primeiro piloto de F-35 da 33rd Fighter Wing, efetuou o voo ferry do primeiro dos dois F-35B assignados para já aos "Warlords", sendo escoltado por dois F-18 da 2nd Marines Wing na sua chegada. O Ten Cor Matt Taylor pilotou o segundo F-35B.
Com esta última adição à frota, a 33rd FW possui agora um total de oito JSF, tendo a variante da USAF (F-35A) chegado durante o verão de 2011. Três versões distintas do F-35 (A, B e C) irão substituir o A-10 e F-16 na USAF, F/A-18 na US Navy e F/A-18 e AV-8B nos US Marines, além de uma grande variedade de outros caças nas forças aéreas de pelo menos nove outros países, entre os quais se encontra agora o Japão, que em Dezembro de 2011 escolheu também o JSF.
"A capacidade STOVL (Short Take-Off and Vertical Landing) do F-35B permite levar tecnologia de quinta geração à Task Force dos Fuzileiros sempre que necessário" disse o TenCor James Wellons comandante do VMFAT-501. " A nossa missão é conduzir as operações com o F-35B em coordenação com os outros membros do consórcio presentes também na Base Aérea de Eglin, de modo a atingir os objetivos do nosso plano anual de treino de pilotos.
O F-35 Lighting II é uma aeronave de quinta geração, combinando tecnologia furtiva aos radares (stealth), com a velocidade e agilidade de um caça, informação de sensores totalmente integrada, operações em rede e sustentação avançada.
O VMFAT-501 receberá em Eglin mais cinco unidades F-35B durante 2012.
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