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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

PROCESSO DE SUBSTITUIÇÃO DOS F-16 AINDA NÃO FOI INICIADO - diz o ministro da Defesa

F-16AM da Força Aérea Portuguesa

O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, reiterou hoje, durante a audição sobre a apreciação na especialidade do Orçamento de Estado para 2026, que o processo formal de substituição da frota de caças F-16 da Força Aérea Portuguesa ainda não foi iniciado.

Em resposta a insistentes questões de um deputado sobre a aquisição de novos aviões de combate, nomeadamente os F-16, o Ministro adotou um tom sóbrio, sublinhando que a decisão final dependerá da avaliação do "melhor equipamento" disponível no "mundo livre", no momento oportuno.

Nuno Melo reconheceu a sua "declaração genérica e convicta" sobre a necessidade de reforçar o pilar europeu de defesa, citando as alterações geoestratégicas dos Estados Unidos no Indo-Pacífico e o apelo a que a União Europeia faça mais pela sua própria defesa: "Temos que produzir mais na Europa e temos que comprar mais na Europa e temos de produzir mais em Portugal e garantir que se compre mais em Portugal, e esta é a teoria geral."

Contudo, Nuno Melo estabeleceu uma clara ressalva: se a União Europeia não dispuser do "melhor equipamento" (...) "obviamente que também consideramos outras possibilidades de um lado e do outro do Atlântico."

Posto isto, o ministro da Defesa recusou endossar o apoio a qualquer modelo específico, seja ele o Gripen, o Rafale ou o F-35, face à ausência de um processo aberto, concluindo a sua clarificação afirmando categoricamente: "Dito isso, nada está excluído, mas nada está decidido."

Nuno Melo defendeu que a existência de "vários concorrentes" no mercado internacional, tanto na Europa como nos EUA, na verdade é "muito boa" porque "significa que o preço baixa e as contrapartidas não são dadas apenas por um [fornecedor]." O processo irá por isso "seguir o seu curso" no devido tempo, para garantir o melhor equipamento para a Força Aérea Portuguesa, ponderando "todas as outras circunstâncias que são atendíveis ao caso."



segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

BALANÇO DO DESTACAMENTO DE F-16 DA FAP NA LITUÂNIA [M2282 - 70/2021]

F-16M com panóplia de armamento na cerimónia de recepção da FND na BA5

Na passada terça-feira 14 de Dezembro, realizou-se a cerimónia de recepção da Força Nacional Destacada (FND) em missão na Lituânia entre entre 1 de Setembro e 30 de Novembro de 2021.

A cerimónia realizada na Base Aérea nº5, em Monte Real, casa das Esquadras 201 e 301 da Força Aérea Portuguesa (FAP) que operam os F-16 destacados, foi presidida pela Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro, e contou com a presença do CEMFA Gen. Joaquim Borrego, do Comandante Aéreo TGen. Eurico Craveiro e do Comandante da BA5 Cor. João Vicente, entre outras individualidades militares.

À direita a Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro

O destacamento na Lituânia, realizado ao abrigo das medidas de tranquilização aumentadas da NATO, para o policiamento das repúblicas bálticas, foi comandado pelo Maj. PILAV Paulo Silva até sensivelmente metade do período, altura em que foi realizada rotação dos 84 elementos que asseguraram a missão, passando depois o comando para o Maj. PILAV Emídio Fernandes até ao final.

Entrega da bandeira da FAP usada pela FND pelo Maj. Fernandes ao Gen. Borrego

Durante os três meses do destacamento, as aeronaves portuguesas alternaram prontidão de alerta de 15 e 180 minutos, com o destacamento dinamarquês em Siauliai. Totalizaram sete missões reais (Alpha scramble) de identificação e intercepção de aeronaves não identificadas e 19 missões de treino (Tango scramble), com 100% de eficácia. 

Além de apoio no policiamento aéreo do Báltico ao destacamento da Real Força Aérea Dinamarquesa em Siauliai, o destacamento da FAP realizou ainda 161 missões de treino conjuntas e combinadas com forças aliadas na região, entre as quais se destacam a participação no exercício Ramstein Alloy, a escolta de bombardeiros estratégicos da USAF B-1B, integração com a força naval SNMG1 (que incluía a fragata da portuguesa NRP Corte-Real), além de exercícios de apoio aéreo próximo com tropas de várias nacionalidades, que serviram para aprimorar a interoperabilidade dentro da NATO e países parceiros.

A nível de manutenção, as aeronaves destacadas (15101, 03, 12 e 42) demonstraram uma disponibilidade de 98,8% durante o período do destacamento, tendo realizado um total de 440 horas de voo.

No seu discurso, o Gen. Joaquim Borrego enalteceu a dedicação, profissionalismo e espírito de missão dos elementos que asseguraram o destacamento, que permite ao país honrar os compromissos internacionais que assumiu e terminar com o sentimento de dever cumprido.

General CEMFA na alocução aos presentes na cerimónia na BA5

De igual modo, a Drª Catarina Sarmento Castro sublinhou o reconhecimento internacional do desempenho da FND e a importância da missão desempenhada com sucesso e em segurança, que demonstra o compromisso nacional com os seus aliados da NATO.


Em 2022 está previsto a FAP realizar novo destacamento de F-16 num país aliado, desta feita na Islândia.


F-16AM Fighting Falcon

Foto de grupo dos presentes na cerimónia na BA5 a 14 de Dezembro de 2021





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

DESPEDIDA DE PINTURA COMEMORATIVA EM F-16 BELGA [M2227 - 15/2021]

Foto: Andrew Timmerman
O F-16AM da Componente Aérea Belga com a matrícula FA-124, que envergou desde 2019 a pintura comemorativa dos 75 anos do Dia D da II Guerra Mundial, realizou hoje o último voo com este esquema, do qual partilhamos aqui hoje as fotos.

Foto: Andrew Timmerman

Foto: Andrew Timmerman

Com efeito, a referida célula, efetuou o voo entre a base de Kleine Brogel e o aeroporto de Charleroi, onde se encontram as instalações da SABCA, onde será submetido a manutenção profundo, e de onde regressará com a pintura standard da frota belga em dois tons de cinza.

Esta mesma aeronave apareceu recentemente em afterburner ao por do sol num curto mas bonito vídeo da Esquadra 349:

O Pássaro de Ferro teve também a felicidade de poder registar para a posteridade esta célula em voo ainda em 2019 e que faz parte da nossa Galeria de fotos:





terça-feira, 29 de setembro de 2020

F-16: DESTACAMENTO NA POLÓNIA EM ALTA ROTAÇÃO [M2185 – 103/2020]

F-16 das Esquadras 201 e 301 da FAP na Polónia     Foto: FAP

O destacamento das Esquadras de F-16 da Força Aérea portuguesa na Polónia continua em alta rotação, multiplicando-se em colaborações com o país anfitrião e aliados.

No passado 25 de setembro quatro F-16AM da FAP juntaram-se ao contratorpedeiro de mísseis guiados da classe Arleigh Burke,  USS Ross no mar Báltico, para simular uma variedade de cenários de defesa aérea. Os exercícios aumentaram a proficiência tática dos observadores durante um exercício de defesa aérea e intercepção. Os caças portugueses estão atualmente destacados em Malbork, Polónia, realizando atividades de treino e exercício com Aliados e parceiros ao abrigo das medidas de tranquilização da NATO.

Foto: FAP

Foto: FAP

Este exercício representa uma oportunidade única de treino com os nossos Aliados da NATO, para aumentar a nossa capacidade combinada”, disse o comandante. John D. John, oficial comandante a bordo do USS Ross. “Construir a nossa interoperabilidade colectiva ajuda a demonstrar o nosso compromisso contínuo com a manutenção da estabilidade no Báltico.”

NRP Corte-Real               Foto: Marinha Portuguesa

Recentemente, o USS Ross conduziu também exercícios de superfície com a fragata da classe Vasco da Gama da Marinha Portuguesa NRP Corte-Real (F 332), que está actualmente em destacamento regular programado, como parte integrante da Força Naval Permanente da NATO 1 (SNMG1), numa série de manobras de proximidade.

USS Ross     Foto: Marinha da Letónia 

O USS Ross é um dos quatro contratorpedeiros da Marinha dos Estados Unidos com base em Rota, Espanha, e atribuído ao Comando da Força-Tarefa 65 em apoio ao sistema integrado de defesa antiaéreo e antimíssil da NATO. 

A 6ª Frota da Marinha dos EUA, com sede em Nápoles, Itália, conduz todo o espectro de operações conjuntas e navais, muitas vezes em conjunto com parceiros aliados e interagências, a fim de promover os interesses de segurança nacional dos EUA e a segurança e estabilidade na Europa e na África.



domingo, 27 de setembro de 2020

BÉLGICA REGRESSA AO COMBATE AO DAESH NO MÉDIO ORIENTE [M2181 – 99/2020]

F-16AM da Componente Aérea Belga no combate ao Daesh em 2015     Foto: Malek Azoug/DefBel

Na sequência do pedido dos EUA, e tal como o Pássaro de Ferro oportunamente informou, a Bélgica irá destacar novamente caças em apoio à Operação Inherent Resolve, de combate ao Daesh no Iraque e nordeste da Síria.

Com efeito, na próxima terça-feira 29 de setembro de 2020, quatro F-16 deixarão a base aérea de Florennes, na Bélgica, com destino ao Médio Oriente, como parte da operação “Inherent Resolve” da força internacional contra o auto-proclamado Estado Islâmico. A Defesa belga segue a decisão do Governo do país, datada de 26 de junho de 2020. 

O compromisso da Bélgica enquadra-se na estrutura da resolução 2249 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 2015, que se refere à ameaça global representada pelo Daesh para paz e segurança internacionais. O Governo belga prevê um empenhamento operacional dos F-16, pelo período de um ano. O custo total da missão ascenderá a 24M EUR, repartidos pelos orçamentos de 2020 e 2021.

Segundo o ministro da Defesa belga Philippe Goffin, os caças irão desempenhar missões "de reconhecimento e segurança, em apoio às forças da aliança, o que também envolve realizar ataques ao solo dirigidos a alvos inimigos", segundo referiu no Conselho de Ministros.

Um destacamento de cerca de 100 militares belgas apoiará as operações dos caças. Todos os membros do destacamento foram já mobilizados para a base de operação nas últimas semanas. Previamente ao destacamento, todos os membros foram colocados em quarentena, de prevenção à Covid-19. A primeira rotação será composta principalmente por pessoal da base aérea de Florennes.

F-16AM num dos abrigos da base de Al Azraq durante o anterior destacamento belga   Foto: DefBel

Trata-se do terceiro destacamento da Componente Aérea Belga em apoio à Operação Inherent Resolve, tendo os anteriores decorrido entre Setembro de 2014 e Juno de 2015 e mais tarde entre Julho de 2016 e Dezembro de 2017. Este novo destacamento é justificado com a necessidade de evitar o ressurgimento do Daesh, face aos renovados ataques registados ultimamente no Iraque e Síria. 

Á partida para mais uma missão da Operação Inherent Resolve em Al Azraq, Jordânia     Foto: DefBel

As aeronaves, os pilotos e o pessoal de apoio irão operar a partir de uma base no Médio Oriente, não revelada no comunicado da Defesa belga. Os destacamento anteriores foram contudo, levados a cabo na base Al Azraq na Jordânia.





sexta-feira, 4 de setembro de 2020

F-16 PORTUGUESES DESTACADOS NA POLÓNIA [M2173 – 91/2020]

Os quatro F-16AM do destacamento português a chegada a Malbork, Polónia       Foto: FAP

Tal como o Pássaro de Ferro informou no início do ano, um destacamento de F-16 estava previsto para a Polónia, ao abrigo das medidas de tranquilização no flanco leste da Aliança (“NATO Assurance Measures 2020”)
Com efeito, quatro aeronaves F-16AM chegaram hoje (4 de Setembro de 2020) à Polónia, completando, com os 70 militares da Força Aérea Portuguesa já no teatro de operações, a Força que irá integrar, durante os próximos dois meses, a missão da NATO.


O contingente português na chegada a Malbork no C-130 da Esquadra 501     Foto: FAP

Os 70 militares, das Esquadras 201  "Falcões" e 301 "Jaguares" da Base Aérea n.º 5 - Monte Real, foram transportados para a Base Aérea de Malbork, no início do mês, através de uma aeronave C-130, da Força Aérea Portuguesa.

VÍDEO: MiG-29 de Malbork escoltam chegada do C-130 com militares portugueses


O dia começou cedo em Monte Real para realizar o voo ferry até Malbork     Foto: FAP

VÍDEO: partida dos F-16 de Monte Real

Os F-16 realizaram uma escala na base belga de Florennes, tendo retomado depois a segunda parte da rota que os havia de levar até Malbork, no norte da Polónia.

No radar virtual ADS-B Exchange foi possível acompanhar a rota de três dos F-16 do destacamento (n/c 15106, 15110 e 15136)          Imagem: ADS-B Exchange

A chegada a Malbork       Imagem: ADS-B Exchange

Esta missão tem como objetivo reforçar o empenhamento no flanco leste da Aliança, através da participação em treinos e exercícios combinados com Forças Aliadas. Pretende-se assim reafirmar o compromisso de defesa coletiva, exercitar a interoperabilidade e dissuadir possíveis ameaças.

O contingente nacional está preparado para efetuar diversas tipologias de missão, com particular relevo para as missões Ar-Ar e Ar-Solo, o que constitui um contributo valioso para o treino das forças e países parceiros da NATO nesta região estratégica.

Este destacamento terá a duração aproximada de dois meses e o comando tático será assegurado pelo Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO, situado em Uedem, na Alemanha. ​




sábado, 25 de janeiro de 2020

VOOU NOVO F-16 MLU DA FAP - 15143 [M2089 – 07/2020]



Ontem, 24 de Janeiro de 2020, voou pela primeira vez o novo F-16AM da Força Aérea Portuguesa, com o número de cauda 15143, a partir das instalações da OGMA, em Alverca, mas com passagem por Monte Real.
O voo de experiência foi captado pelo Virtual Radar Server e partilhado na rede social Twitter pela conta LP_ADSB, com o callsign Risky11:




O  LP_ADSB é um perfil do Twitter criado primordialmente para partilhar os movimentos captados pelos descodificadores de ADS-B "caseiros", com especial atenção aos movimentos militares registados no espaço aéreo português.

Esta tecnologia baseia-se em captar o sinal dos transponders das aeronaves, usando uma placa USB de DVB-T (vulgo TDT) e o software “dump1090”.
Os dados obtidos podem ser: ICAO, Squawk, Alt., QNH, Lat/Lon, temperatura do ar, vento, etc. Estes podem depois ser encaminhados para os sites que conhecemos como o FlightRadar24, FlightAware, PlaneFinder e AirNav RadarBox, ou então, visualizados localmente, usando por exemplo, o “Virtual Radar Server”. Nos transponders mais antigos, que informam apenas a altitude, é feita uma triangulação, entre estações, para supor a posição e velocidade da aeronave (tecnologia MLAT)

Os aviões militares são maioritariamente filtrados nos sites públicos, não sendo normalmente "visíveis". Mesmo nos equipamentos "caseiros", apenas são visíveis os que querem (ou podem) deixar-se ver.



O 15143 da FAP corresponde à célula 82-1004, que  foi adquirida por Portugal, englobada no programa Peace Atlantis II.
Antes de chegar a Portugal em 1999, tinha já estado baseada na Europa, mais concretamente em Torrejón de Ardoz, Espanha, onde esteve ao serviço da 401TFW da USAFE, entre Abril de 1984 e Fevereiro de 1989. Depois disso, passou pela 309TFS (Flórida, EUA) e 170TFS (Illinois, EUA), antes de ser armazenada no AMARG no Arizona, em Dezembro de 1994.

Primeiro toque do 15143 na pista de Monte Real

A aeronave receberá ainda na OGMA em Alverca, a pintura táctica em três tons de cinza, comum ao resto da frota, antes de ser finalmente entregue na Base Aérea nº 5, em Monte Real.
O 15143, destina-se, tal como o 15144 e o 15142 (já entregue em 2019), a mitigar os efeitos na frota da Força Aérea Portuguesa, da venda de 12 F-16 realizada por Portugal à Roménia em 2013.








quarta-feira, 10 de maio de 2017

F-16 DA FAP NO PRIMEIRO REABASTECIMENTO AÉREO AUTOMÁTICO MUNDIAL (M1895 - 32/2017)

O primeiro contacto automático mundial, realizado pelo A310 MRTT da Airbus e um F-16AM da Força Aérea Portuguesa

A Airbus Defence and Space demonstrou com sucesso os primeiros contactos para reabastecimento aéreo automático com o sistema "boom" (lança), tendo sido a primeira vez que tal se realizou a nível mundial.

No voo, realizado a 21 de Março de 2017 sobre a costa portuguesa, um Airbus A310 MRTT que serviu de plataforma de testes para o sistema, realizou seis contactos automáticos com F-16 da Força Aérea Portuguesa, numa demonstração da técnica que a empresa acredita trazer grandes promessas para o melhoramento das operações de reabastecimento aéreo.

O sistema não necessita de equipamento adicional na aeronave receptora e irá reduzir substancialmente o trabalho do operador de "boom", melhorar a segurança e optimizar a taxa de reabastecimentos em condições operacionais, maximizando por isso também a eficiência de combate.
Pode ser introduzido nos A330 MRTT em produção já em 2019.

A aproximação inicial e o acompanhamento do receptor são realizados pelo operador da lança de reabastecimento como até agora. A inovação está na fase de contacto, feita através de técnicas passivas de processamento de imagem, que determinam a posição do receptáculo e quando o sistema automático deve ser activado, direccionando depois a lança através de um sistema de controlo de voo automático.
O sistema mantém contudo a capacidade para ser controlado manualmente, ou ainda um intermédio de manutenção da distância relativa entre as aeronaves.

Durante 1h30min que durou o período de teste do voo, foram realizados seis contactos bem sucedidos, a uma velocidade de 270 nós (500 km/h) e 25.000 pés (7600m). Todas as tripulações reportaram a operação sem qualquer incidente.

David Piatti, operador de "boom" de teste da Airbus, referiu a propósito: "o mais importante foi que o sistema conseguiu rastrear o receptáculo. Foi muito satisfatório porque funcionou perfeitamente e conseguiu realizar os contactos em automático, como planeado. Vai certamente reduzir a carga de trabalho, especialmente em condições meteorológicas difíceis".

O piloto de F-16 português, de callsign "Prime" disse que "a missão de teste decorreu sem incidentes e cumprida sem qualquer contrariedade inesperada - o que é um bom sinal. Desde o momento em que o operador aceitou o contacto, a lança estava imediatamente no local correcto. Relativamente ao contacto em si, foi muito preciso e rápido. Dá para notar a diferença - quanto menos se sente no cockpit, mais exacto está a ser o acompanhamento".

Miguel Gasco, Chefe da Airbus Defence and Space do Space's Incubator Laboratory, que coordenou o desenvolvimento disse ainda: "Isto representa um avanço fundamental nas operações de reabastecimento aéreo com "boom", com a promessa de aumentar a taxa de contactos, reduzindo notavelmente a carga de trabalho e melhorando a segurança. A operação do "boom" automático é um pilar importante do nosso sistema Smart MRTT em desenvolvimento".

A tecnologia de imagem que suporta a técnica do sistema automático de reabastecimento foi usado originalmente pelo departamento espacial da Airbus, para desenvolver soluções de reabastecimento de satélites no espaço, ou para remoção de detritos espaciais, tendo sido depois desenvolvido e  aplicado no sistema de reabastecimento aéreo.

A Airbus tem um protocolo de cooperação com a Força Aérea Portuguesa, para a realização de testes de desenvolvimento e certificação das aeronaves de reabastecimento aéreo que produz.

Vídeo da Airbus sobre o sistema 





quarta-feira, 26 de abril de 2017

BULGÁRIA PREFERE GRIPEN SUECOS A F-16 PORTUGUESES (M1894 - 31/2017)

F-16 vendido por Portugal à Roménia. O negócio com a Bulgária teria contornos semelhantes.


O vice Primeiro-Ministro interino búlgaro Stefan Yanev anunciou hoje 26 de Abril de 2017, o  Gripen e a proposta sueca, como vencedores do concurso para a aquisição de oito caças, destinados a substituir os actuais MiG-29 da Força Aérea Búlgara.

A oferta portuguesa para o fornecimento de F-16 em segunda mão, vindos dos EUA e modernizados em Portugal foi por isso preterida, bem como os Typhoon italianos igualmente usados. A proposta sueca era a única a contemplar aeronaves novas.

"A proposta sueca ficou em primeiro, seguida de Portugal e Itália. (...) É normal começar as conversações com o país classificado em primeiro" disse.

Espera-se que uma comissão de negociações seja formada dentro de uma semana, segundo informou ainda Yanev, sendo do próximo Governo, a empossar na próxima semana, a responsabilidade das conversações com a Suécia.

O negócio está avaliado em cerca de 830M USD, necessitando o acordo final de aprovação parlamentar.




terça-feira, 22 de novembro de 2016

INTERCEPÇÃO DE AERONAVES MILITARES RUSSAS - Actualização 22/11/2016 (M1862 - 42/2016)

Tupolev Tu-95 da Força Aérea Russa

A notícia ontem avançada pelo Pássaro de Ferro, em que os F-16 do Alerta de Reacção Rápida (QRA) da Força Aérea Portuguesa (FAP) teriam sido accionados nas primeiras horas da madrugada de 17 de Novembro de 2016, para interceptar uma aeronave (ou mais) russa, foi hoje confirmada.

Fontes oficiais da FAP confirmaram o accionamento do Alerta no horário descrito, para identificar duas aeronaves vindas de Norte, em direcção ao espaço aéreo de responsabilidade nacional. As aeronaves seriam identificadas como sendo dois Tupolev Tu-95, que percorreram ao largo, toda a costa ocidental portuguesa, até à Ponta de Sagres, tendo invertido a rota nesse ponto, rumo a Norte novamente. Ainda segundo a mesma fonte, não houve violação do espaço aéreo português em qualquer momento, nem qualquer manifestação de hostilidade por parte dos bombardeiros russos. Não houve ainda qualquer contacto rádio entre os caças portugueses e os bombardeiros russos.

Há todavia ainda vários dados confusos, relativamente ao mesmo período, envolvendo aeronaves militares russas e que poderão explicar as notícias contraditórias que têm surgido e que envolveriam ainda outras aeronaves, nomeadamente aviões de reabastecimento e caças de escolta.

No mesmo dia 17 de Novembro de 2016, o Ministério da Defesa Russo divulgou um vídeo de uma missão alegadamente realizada nesse mesmo dia, com o último modelo do quadrimotor a hélice da Tupolev, o Tu-95MS, em que mostra a largada de armamento. Pode ler-se no descritivo, que os mísseis de cruzeiro foram "lançados contra alvos na Síria", "a partir das águas do Mediterrâneo". Pormenoriza ainda que foram "realizados dois reabastecimentos nos mais de 11.000 km" de uma rota que passou pelo "Mar do Norte e Atlântico Oriental", "tendo regressado à base de origem [não especificada] após largada dos mísseis".



Ao minuto 0:12 e 0:18 do vídeo, é possível verificar a escolta de caças Su-35. Não é contudo possível inferir em que parte(s) da missão tal ocorreu (apesar de ser obviamente de dia), admitindo que todas as imagens e dados são referentes à missão da data referida. Certo é que as imagens da largada do míssil foram captadas a partir de um caça. Houve contudo envolvimento de caças Su-33 e Su-30, a operar a partir do porta-aviões Admiral Kuznetsov e da base de Hmeymim na Síria, respectivamente, ainda segundo a descrição do vídeo.

A suportar a versão russa, há relato de que o QRA em Bodo, no Norte da Noruega, terá sido chamado a indentificar oito aeronaves ainda nas últimas horas do dia 16 de Novembro, sendo 3 Tu-95MS, 3 Il-78 (reabastecedores) e duas aeronaves de escolta não especificadas. Além de uma gravação audio alegadamente das comunicações HF russas, não há menção relativamente à origem nem fidedignidade destas informações, que no entanto foram colocadas na internet num espaço temporal compatível com a missão (23:37h de 16/11/2016).

As notícias veiculadas pela imprensa espanhola, das quais demos eco no Pássaro de Ferro, falavam apenas num caça Su-35, acompanhado por um avião de reabastecimento, que teria contornado a Península Ibérica até Rota e regressado para trás, após esse ponto no Sul de Espanha. Não é mais uma vez citada a fonte, nem a sua idoneidade. Esta versão, pelo espaço temporal coincidente e o alegado envolvimento dos F-16 portugueses, é categoricamente negada pela FAP, que efectuou contacto sim, mas com dois Tu-95, que inverteram o curso na zona da Ponta de Sagres.

Seria possível uma segunda formação ter passado mais afastada de Portugal sem ser detectada? Atravessar todo o Mediterrâneo nas mesmas condições (com alguns pontos de estrangulamento, como sejam Gibraltar, Sardenha, Sícilia, Grécia)? Em nenhuma destas regiões há até ao momento relato da passagem das aeronaves russas naquela data.
Contudo, e ao contrário de outras ocasiões, nenhuma das forças aéreas comprovadamente envolvidas emitiu qualquer comunicado acerca dos acontecimentos.

Aguardam-se novos desenvolvimentos, que possam trazer alguma luz, ao que realmente ocorreu na madrugada de 17 de Novembro.








segunda-feira, 21 de novembro de 2016

FORÇA AÉREA VOLTA A INTERCEPTAR AERONAVE RUSSA (M1861 - 41/2016)

Caça F-16AM da Força Aérea Portuguesa em configuração de defesa aérea

Passados cerca de dois anos sobre as intercepções de bombardeiros russos Tu-95 ao largo da costa portuguesa, acontecimentos profusamente comentados na época, novo episódio terá sucedido nas imediações do Espaço Aéreo nacional.

Segundo noticiou a imprensa espanhola, um caça russo Sukhoi Su-35 (modelo por confirmar) efectuou uma incursão possivelmente a partir de Solsty (a Sul de São Petersburgo) até Rota no Sul de Espanha, tendo sido acompanhado sucessivamente pelos alertas aéreos de Noruega, Reino Unido, França, Espanha, Portugal e novamente Espanha (Sul).

Tal como referido, a situação não é virgem nos últimos anos, mesmo numa região tão distante da Rússia, como Portugal. Além dos referidos episódios com os Tu-95 em Outubro de 2014, mais recentemente passaram ao largo de Portugal bombardeiros supersónicos Tu-160, em missão de ataque para a Síria. A novidade desta vez, prende-se com o facto de alegadamente se ter tratado de um caça e não de bombardeiros de longo alcance.

O episódio terá decorrido na noite de 16 para 17 de Novembro passado. Após ser interceptado e acompanhado por F-16 noruegueses, Typhoon britânicos e Rafale franceses, pela 1:23h de quinta-feira, os EF-18 do alerta aéreo espanhol em Saragoça, interceptaram o caça russo, que de deslocava sem transponder activo, sendo por isso uma aeronave não identificada.

Pela zona de Gijón, o caça vindo do Norte voltou a Oeste, para contornar toda a costa setentrional galega, sempre escoltado pelos EF-18. Ao voltar de novo a Sul e atingindo Finisterra, a parelha de F-16 de alerta da Força Aérea Portuguesa, descolada de Monte Real pela 1:10h, rendeu os congéneres espanhóis no espaço de influência lusitano. Após contornar toda a costa ocidental portuguesa, e atingindo a zona do Cabo S. Vicente pelas 2:18h da madrugada, o alegado Su-35 ter-se-á dirigido de novo em direcção a zona espanhola, tendo por isso sido accionado o alerta em Espanha mais uma vez.

Pelas 2:27h os EF-18 espanhóis estabeleceram novamente contacto com o(s) russso(s) na zona do litoral de Huelva, tendo seguido sobre o Golfo de Cádiz. Após ter passado pela base aeronaval de Rota, terá invertido a rota e regressado à sua base de origem.

A acompanhar todo o percurso seguiria ainda um avião reabastecedor, sem o qual seria impossível percorrer toda a distância para um caça.

Este episódio tem, tal como referido, várias nuances relativamente aos anteriores que se sucederam junto do espaço aéreo português, nomeadamente o facto de se tratar de um caça e não bombardeiros de longo alcance e também por se tratar (caso se confirme) de um Su-35, o modelo mais recente no inventário russo.
Outra possibilidade é a de que se trate do "irmão" Su-34, relativamente parecido com o Su-35, mas de ataque ao solo e não um caça de superioridade aérea como o Su-35.

Caças russos Su-35 (esquerda) e Su-34 (direita)
Este tipo de actividade por parte dos russos, com vários episódios que temos relatado no Pássaro de Ferro, tem normalmente como objectivo testar tempos de reacção das defesas da NATO, bem como explorar eventuais pontos fracos em zonas fronteiriças e na coordenação entre as diversas forças aéreas. Poderá ainda servir para aferir o alcance do radar dos diversos caças em uso na NATO. De notar que na rota realizada, foram efectuados contactos com quatro modelos diferentes de caças ocidentais (F-16AM, Typhoon, Rafale e EF-18M).

Já em Abril de 2015 e tirando partido das condições definidas pelo Tratado de Armas Convencionais de Viena, que permite a inspecção de instalações militares dentro nos países signatários do tratado, uma delegação russa solicitou mesmo comparência na base aérea de Lossiemouth, que assegura o alerta aéreo do norte do Reino Unido, tendo "por coincidência" presenciado o lançamento da parelha de alertada RAF, para interceptar... dois bombardeiros russos.

Não há até ao momento confirmação oficial dos acontecimentos. A descolagem da parelha de alerta portuguesa foi comentada nas redes sociais à hora referida de quinta-feira, 17 de Novembro de 2016.

Ler actualização de 22/11/2016

quarta-feira, 9 de julho de 2014

F-16 NORUEGUÊS ESCAPA DE COLISÃO COM CABOS DE ALTA TENSÃO (M1647 - 206PM/2014)

Danos no F-16 que colidiu com linha de alta tensão      Foto: RNoAF


Um F-1AM da FA Norueguesa (RNoAF) numa missão de treino com três outros F-16, colidiu em voo com cabos de alta tensão em Grong, perto de Nord-Trondelag, a 7 de julho de 2014. O piloto logrou ainda assim aterrar o caça, após declarar emergência em voo.

O TenCor. Ivar Moen das FA Norueguesas informou que quando o piloto se apercebeu que havia colidido com cabos elétricos, declarou emergência e aterrou em segurança na base aérea de Oerland, pelas 13:30 horas locais, após o que forma avaliados os danos na aeronave. 
Pela foto divulgada, podem ver-se estragos no bordo de ataque da asas direita do aparelho e no depósito de combustível externo do mesmo lado.

Moen informou ainda que os cabos estavam numa zona de voo a baixa altitude, onde os caças estão autorizados a voar a altitudes tão baixas como 200 pés (60m), acrescentando contudo que uma comissão de inquérito irá avaliar os factos, de modo a tentar evitar situações idênticas no futuro.

As FAs norueguesas têm estado em contacto com as autoridades locais, bem como com a empresa Statnett que gere a rede elétrica, para tentar perceber a totalidade dos danos causados pelo incidente.
De acordo com a porta-voz da Statnett Irene Meldal, a linha em causa conduz 300.000 volts entre Tunnsjodal e Verdal. Pode dizer-se que o piloto teve sorte em embater nos dois cabos do topo, que servem de pára-raios, conduzindo as descargas atmosféricas para o solo. As três linhas inferiores são as que possuem carga permanente e ficaram intocadas, não tendo por isso causado qualquer interrupção no abastecimento elétrico.

Fonte: F-16.net
Tradução: Pássaro de Ferro



domingo, 29 de dezembro de 2013

USAF NO PATRULHAMENTO AÉREO DO BÁLTICO (M1353 - 411PM/2013)

Formação four-ship de F-15C Eagle da USAF   Foto: Christopher Mesnard/USAF

Sucedendo à Componente Aérea Belga, a USAF dará início ao patrulhamento do espaço aéreo dos estados bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia), no dia 1 de janeiro de 2014 e durante os quatro meses seguintes.

Quatro F-15C Eagle substituirão os F-16AM belgas na base aérea de Siauliai na Lituânia na missão de Alerta de Reação Rápida, levada a cabo desde 2004 por vários aliados NATO em esquema de rotatividade, desde que as ex-repúblicas soviéticas aderiram à Aliança Atlântica, visto que os três países não possuem meios próprios para o fazer.

Já 14 países, incluindo Portugal, desempenharam esta missão, normalmente em destacamentos de três a quatro meses, com quatro caças e entre 50 a 100 elementos de apoio.

Os três países bálticos gastam cerca de 4 M EUR por ano com os custos dos serviços prestados.


Fonte: RIA Novosti
Tradução: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

F-16 DOS PAÍSES BAIXOS ACERTA NA TORRE (M1257 - 333PM/2013)


RNLAF F-16AM Fighting Falcon

A Força Aérea dos Países Baixos deu início a um inquérito de investigação após um piloto de  F-16AM acidentalmente ter metralhado a torre de controlo no campo de tiro de Vliehors, na ilha de Vlieland, durante uma missão de treino com munições reais, a 4 de novembro.
Durante o incidente, várias rajadas de tiro do canhão de 20mm da aeronave causaram pequenos danos à torre. Dois controladores que estavam dentro do edifício no momento do ataque não foram feridos.

O piloto era suposto acertar num alvo localizado a cerca de 500 metros (1.640 pés) de distância da torre de controlo. O motivo do erro ocorrido não ficou claro, razão pela qual foi estabelecida uma comissão de inquérito de segurança, para investigar o incidente.

Localizado ao norte dos Países Baixos, o campo de tiro de Vliehors é o único espaço no país em que a Força Aérea pode realizar treino de tiro com fogo real.

O recente incidente não é contudo o primeiro registado no campo de Vliehors. Já em 2001, a tripulação de um Panavia Tornado alemão atingiu a mesma torre de controlo com fogo de canhão, enquanto que em 1992, um piloto de um F-16 dinamarquês disparou um míssil ar-terra que resultou em ferimentos menores num membro da equipa do campo de tiro.

Fonte: Flightglobal
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

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