quinta-feira, 30 de abril de 2026

LINHA DE MONTAGEM DE SUPER TUCANO EM BEJA MAIS PERTO

Ministro da Defesa Nuno Melo na cerimónia de entrega dos primeiros A-29N Super Tucano  Imagem de arquivo
 

O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, confirmou que o Governo português está a dar “passos largos” para a instalação de uma unidade industrial da Embraer em Beja. O projeto visa a produção completa da aeronave de ataque ligeiro e treino avançado A-29N Super Tucano, consolidando a parceria estratégica com a fabricante brasileira. Em declarações prestadas durante a feira Ovibeja, o governante reiterou a “possibilidade cada vez mais plausível” de a região acolher uma linha de montagem onde as aeronaves seriam produzidas “de A a Z, numa parceria com a Embraer, que de resto já é antiga no que tem que ver com a produção de aeronaves KC-390”.

Quanto ao cronograma e logística, a expectativa do Executivo é a da “concretização do projeto já para o final do ano”, partindo-se de seguida para a realização de obras no edifício já identificado no perímetro da Base Aérea N.º 11. Nuno Melo escusou-se a detalhar especificidades técnicas sobre a localização exata, limitando-se a referir que a unidade ficará junto a instalações outrora pensadas para a produção aeronáutica que nunca se concretizou. O ministro revelou ainda que o investimento será “business oriented”, tratando-se de um projeto sustentável por si mesmo, com necessidade mínima de adaptação infraestrutural e sem dependência de apoios europeus particulares.

A-29N Super Tucano

A iniciativa reforça o cluster aeronáutico português, que já inclui o centro de engenharia da Embraer em Lisboa e a participação na OGMA no cargueiro KC-390, que possui peças de fabrico português. O governante sublinhou o caráter inédito desta operação ao afirmar que Beja “poderá e deverá ser o destino desta empresa que produzirá de A a Z aviões militares em Portugal”, algo de que não se recorda de ter acontecido anteriormente no país.

No plano operacional, o Super Tucano é apontado como uma solução versátil e atual, especialmente relevante face às novas exigências do teatro de guerra moderno. De acordo com o Ministro da Defesa, a aeronave é “cada vez mais desejada em ambientes disputados, inclusivamente com tecnologias incorporadas de combate a drones”, assegurando que a futura unidade industrial terá “encomendas garantidas no momento em que a fábrica seja instalada”.




quinta-feira, 9 de abril de 2026

TECNAM P-MENTOR: O Chipmunk já tem substituto

Tecnam P-Mentor      Ilustração: Tecnam

A Força Aérea Portuguesa (FAP) irá modernizar a sua capacidade de instrução básica através da aquisição de uma nova frota de aeronaves Tecnam P-Mentor. O programa, adjudicado pelo Ministério da Defesa Nacional ao consórcio liderado pelo grupo espanhol World Aviation S.L., prevê a entrega de sete células destinadas a substituir as atuais Aeronaves de Instrução Elementar de Voo, da Academia da Força Aérea Portuguesa, DHC.1 Chipmunk Mk.20. O contrato abrange não apenas o fornecimento das células, mas também a implementação de sistemas de treino sintético e a formação técnica de instrutores de voo da força aérea.

Ao concurso publicado pelo ministério da Defesa em agosto do ano transato recebeu três propostas, das quais saiu vencedora a World Aviation SL. O contrato, no valor de 7,275M EUR foi assinado no dia 23 de março de 2026. O prazo de entrega das aeronaves e dos dois simuladores de voo é de 10 meses, a partir da aprovação do contrato pelo Tribunal de Contas.

Foto: Tecnam

Para assegurar a sustentabilidade logística e a prontidão operacional das aeronaves, o acordo inclui um pacote integrado de apoio logístico com a duração de cinco anos. Este plano garante a cobertura total da manutenção, tanto programada como não programada, assegurando a continuidade do ciclo de formação dos cadetes da Academia da Força Aérea. A World Aviation, que já opera aeronaves Tecnam na sua frota de Organização de Treino Aprovada (ATO) com um registo acumulado de 20.000 horas de voo, assume a responsabilidade técnica pela implementação do programa em território nacional.

Fernando Casado, responsável de formação do World Aviation Group, sublinhou a relevância institucional desta parceria ao afirmar que o grupo se sente profundamente honrado por apoiar a Força Aérea Portuguesa na preparação da próxima geração de pilotos militares. Segundo o responsável, este programa reflete o compromisso da organização com a segurança e a excelência operacional. Por sua vez, Walter Da Costa, Chief Sales Officer da Tecnam, destacou o valor estratégico da escolha, referindo que o P-Mentor foi concebido para revolucionar o treino de voo, oferecendo a plataforma mais moderna, segura e económica do mercado, sendo a sua seleção para formar aviadores militares na Europa uma prova das capacidades da aeronave.


Fotos: Tecnam

O Tecnam P-Mentor é uma aeronave monomotor de asa baixa, bilugar, certificada pela a norma EASA CS-23. O modelo destaca-se por oferecer uma transição tecnológica simplificada para plataformas de maior complexidade, estando equipado com uma suíte de aviónicos Garmin G3X totalmente digital. Possui hélice de passo variável, trem de aterragem fixo e a opção de simulação de trem retrátil para fins de treino, permitindo uma elevada versatilidade na instrução básica e intermédia. Com um consumo de combustível reduzido e baixas emissões sonoras, o P-Mentor apresenta-se uma solução moderna, de elevada eficiência de custos.



terça-feira, 7 de abril de 2026

Marinha Portuguesa: Futuro NRP D. João II já flutua

Foto: Marinha Portuguesa

A Marinha Portuguesa deu hoje um passo decisivo no seu processo de modernização com a cerimónia de flutuação do futuro NRP D. João II, que teve lugar nos estaleiros da DAMEN, em Galați, na Roménia. O evento, realizado hoje, a 7 de abril de 2026, contou com a presença do Superintendente do Material, Vice-almirante Fernando Jorge Pires, acompanhado pelos embaixadores de Portugal e dos Países Baixos, simbolizando a relevância estratégica e diplomática deste projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

Foto: Marinha Portuguesa


Desenvolvido através de uma parceria entre a Armada e o grupo DAMEN, o futuro NRP D. João II introduz um conceito inovador de Plataforma Naval Multifuncional. Ao contrário das unidades de superfície tradicionais, este navio aposta numa arquitetura modular e numa elevada flexibilidade operacional, permitindo a transição entre missões militares, científicas e de monitorização ambiental com rapidez e eficiência.

Foto: Marinha Portuguesa

No plano tecnológico, a unidade destaca-se pela sua capacidade nativa de operar sistemas não tripulados aéreos, de superfície e subaquáticos. Esta integração de drones e veículos autónomos permite ao navio atuar como um centro de comando para a recolha e processamento de dados oceânicos, assegurando uma interoperabilidade sem precedentes com o setor científico e académico. Com uma autonomia projetada para 45 dias de permanência no mar, o navio está capacitado para missões prolongadas de investigação e prospeção do fundo marinho.

Vídeo


A cerimónia de flutuação assinala o fim de uma etapa crítica da construção e o início da fase final de aprontamento. A entrada oficial do NRP D. João II no efetivo dos navios da Marinha está prevista para o primeiro semestre de 2027, momento em que Portugal reforçará significativamente a sua capacidade de vigilância, segurança marítima e afirmação da soberania no domínio das ciências do mar.

Foto: Marinha Portuguesa

Foto: Marinha Portuguesa



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