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Imagens que atestam bem a proximidade a que se colocaram os Su-35 Fotos: US Navy
Segundo a US Navy, a sua aeronave, pertencente à 6ª Frota, voando sobre águas internacionais no Mediterrâneo oriental, foi interceptada "de forma insegura e pouco profissional", tendo-se posicionado simultâneamente os dois Su-35 a curta distância de cada uma das asas do Poseidon, restringindo por isso a sua capacidade para manobrar em segurança. Esta atitude prosseguiu por 64 minutos.
Apesar de não ser possível afirmar que este episódio esteja directamente relacionado com a revelação das imagens mostrando a mobilização dos caças russos para a Líbia, até porque já durante Abril do corrente ocorreram duas outras situações similares (embora de menor duração e não tão agressivas), a verdade é que os P-8A Poseidon da US Navy são os principais suspeitos da captação das referidas fotos, que denunciam um envolvimento directo de meios do Kremlin, no conflito líbio.
Intercepção de 26/05/2020 - imagens US Navy
Entertanto, os russos, não só não negam o incidente, como revelaram imagens captadas a partir de um dos Su-35:
A notícia ontem avançada pelo Pássaro de Ferro, em que os F-16 do Alerta de Reacção Rápida (QRA) da Força Aérea Portuguesa (FAP) teriam sido accionados nas primeiras horas da madrugada de 17 de Novembro de 2016, para interceptar uma aeronave (ou mais) russa, foi hoje confirmada.
Fontes oficiais da FAP confirmaram o accionamento do Alerta no horário descrito, para identificar duas aeronaves vindas de Norte, em direcção ao espaço aéreo de responsabilidade nacional. As aeronaves seriam identificadas como sendo dois Tupolev Tu-95, que percorreram ao largo, toda a costa ocidental portuguesa, até à Ponta de Sagres, tendo invertido a rota nesse ponto, rumo a Norte novamente. Ainda segundo a mesma fonte, não houve violação do espaço aéreo português em qualquer momento, nem qualquer manifestação de hostilidade por parte dos bombardeiros russos. Não houve ainda qualquer contacto rádio entre os caças portugueses e os bombardeiros russos.
Há todavia ainda vários dados confusos, relativamente ao mesmo período, envolvendo aeronaves militares russas e que poderão explicar as notícias contraditórias que têm surgido e que envolveriam ainda outras aeronaves, nomeadamente aviões de reabastecimento e caças de escolta.
No mesmo dia 17 de Novembro de 2016, o Ministério da Defesa Russo divulgou um vídeo de uma missão alegadamente realizada nesse mesmo dia, com o último modelo do quadrimotor a hélice da Tupolev, o Tu-95MS, em que mostra a largada de armamento. Pode ler-se no descritivo, que os mísseis de cruzeiro foram "lançados contra alvos na Síria", "a partir das águas do Mediterrâneo". Pormenoriza ainda que foram "realizados dois reabastecimentos nos mais de 11.000 km" de uma rota que passou pelo "Mar do Norte e Atlântico Oriental", "tendo regressado à base de origem [não especificada] após largada dos mísseis".
Ao minuto 0:12 e 0:18 do vídeo, é possível verificar a escolta de caças Su-35. Não é contudo possível inferir em que parte(s) da missão tal ocorreu (apesar de ser obviamente de dia), admitindo que todas as imagens e dados são referentes à missão da data referida. Certo é que as imagens da largada do míssil foram captadas a partir de um caça. Houve contudo envolvimento de caças Su-33 e Su-30, a operar a partir do porta-aviões Admiral Kuznetsov e da base de Hmeymim na Síria, respectivamente, ainda segundo a descrição do vídeo.
A suportar a versão russa, há relato de que o QRA em Bodo, no Norte da Noruega, terá sido chamado a indentificar oito aeronaves ainda nas últimas horas do dia 16 de Novembro, sendo 3 Tu-95MS, 3 Il-78 (reabastecedores) e duas aeronaves de escolta não especificadas. Além de uma gravação audio alegadamente das comunicações HF russas, não há menção relativamente à origem nem fidedignidade destas informações, que no entanto foram colocadas na internet num espaço temporal compatível com a missão (23:37h de 16/11/2016).
As notícias veiculadas pela imprensa espanhola, das quais demos eco no Pássaro de Ferro, falavam apenas num caça Su-35, acompanhado por um avião de reabastecimento, que teria contornado a Península Ibérica até Rota e regressado para trás, após esse ponto no Sul de Espanha. Não é mais uma vez citada a fonte, nem a sua idoneidade. Esta versão, pelo espaço temporal coincidente e o alegado envolvimento dos F-16 portugueses, é categoricamente negada pela FAP, que efectuou contacto sim, mas com dois Tu-95, que inverteram o curso na zona da Ponta de Sagres.
Seria possível uma segunda formação ter passado mais afastada de Portugal sem ser detectada? Atravessar todo o Mediterrâneo nas mesmas condições (com alguns pontos de estrangulamento, como sejam Gibraltar, Sardenha, Sícilia, Grécia)? Em nenhuma destas regiões há até ao momento relato da passagem das aeronaves russas naquela data.
Contudo, e ao contrário de outras ocasiões, nenhuma das forças aéreas comprovadamente envolvidas emitiu qualquer comunicado acerca dos acontecimentos.
Aguardam-se novos desenvolvimentos, que possam trazer alguma luz, ao que realmente ocorreu na madrugada de 17 de Novembro.
Segundo noticiou a imprensa espanhola, um caça russo Sukhoi Su-35 (modelo por confirmar) efectuou uma incursão possivelmente a partir de Solsty (a Sul de São Petersburgo) até Rota no Sul de Espanha, tendo sido acompanhado sucessivamente pelos alertas aéreos de Noruega, Reino Unido, França, Espanha, Portugal e novamente Espanha (Sul).
Tal como referido, a situação não é virgem nos últimos anos, mesmo numa região tão distante da Rússia, como Portugal. Além dos referidos episódios com os Tu-95 em Outubro de 2014, mais recentemente passaram ao largo de Portugal bombardeiros supersónicos Tu-160, em missão de ataque para a Síria. A novidade desta vez, prende-se com o facto de alegadamente se ter tratado de um caça e não de bombardeiros de longo alcance.
O episódio terá decorrido na noite de 16 para 17 de Novembro passado. Após ser interceptado e acompanhado por F-16 noruegueses, Typhoon britânicos e Rafale franceses, pela 1:23h de quinta-feira, os EF-18 do alerta aéreo espanhol em Saragoça, interceptaram o caça russo, que de deslocava sem transponder activo, sendo por isso uma aeronave não identificada.
Pela zona de Gijón, o caça vindo do Norte voltou a Oeste, para contornar toda a costa setentrional galega, sempre escoltado pelos EF-18. Ao voltar de novo a Sul e atingindo Finisterra, a parelha de F-16 de alerta da Força Aérea Portuguesa, descolada de Monte Real pela 1:10h, rendeu os congéneres espanhóis no espaço de influência lusitano. Após contornar toda a costa ocidental portuguesa, e atingindo a zona do Cabo S. Vicente pelas 2:18h da madrugada, o alegado Su-35 ter-se-á dirigido de novo em direcção a zona espanhola, tendo por isso sido accionado o alerta em Espanha mais uma vez.
Pelas 2:27h os EF-18 espanhóis estabeleceram novamente contacto com o(s) russso(s) na zona do litoral de Huelva, tendo seguido sobre o Golfo de Cádiz. Após ter passado pela base aeronaval de Rota, terá invertido a rota e regressado à sua base de origem.
A acompanhar todo o percurso seguiria ainda um avião reabastecedor, sem o qual seria impossível percorrer toda a distância para um caça.
Este episódio tem, tal como referido, várias nuances relativamente aos anteriores que se sucederam junto do espaço aéreo português, nomeadamente o facto de se tratar de um caça e não bombardeiros de longo alcance e também por se tratar (caso se confirme) de um Su-35, o modelo mais recente no inventário russo.
Outra possibilidade é a de que se trate do "irmão" Su-34, relativamente parecido com o Su-35, mas de ataque ao solo e não um caça de superioridade aérea como o Su-35.
Caças russos Su-35 (esquerda) e Su-34 (direita)
Este tipo de actividade por parte dos russos, com vários episódios que temos relatadono Pássaro de Ferro, tem normalmente como objectivo testar tempos de reacção das defesas da NATO, bem como explorar eventuais pontos fracos em zonas fronteiriças e na coordenação entre as diversas forças aéreas. Poderá ainda servir para aferir o alcance do radar dos diversos caças em uso na NATO. De notar que na rota realizada, foram efectuados contactos com quatro modelos diferentes de caças ocidentais (F-16AM, Typhoon, Rafale e EF-18M).
Já em Abril de 2015 e tirando partido das condições definidas pelo Tratado de Armas Convencionais de Viena, que permite a inspecção de instalações militares dentro nos países signatários do tratado, uma delegação russa solicitou mesmo comparência na base aérea de Lossiemouth, que assegura o alerta aéreo do norte do Reino Unido, tendo "por coincidência" presenciado o lançamento da parelha de alertada RAF, para interceptar... dois bombardeiros russos.
Não há até ao momento confirmação oficial dos acontecimentos. A descolagem da parelha de alerta portuguesa foi comentada nas redes sociais à hora referida de quinta-feira, 17 de Novembro de 2016.
No rescaldo da visita do Ministro da Defesa russo ao Brasil, apenas o contrato previsto para a aquisição de baterias de mísseis antiaéreos Pantsir-S1 e lançadores Igla-S é certo.
Segundo o ministro brasileiro Celso Amorim (Defesa), nada impede contudo a participação
brasileira no projeto do Sukhoi T-50 sugerida pela Rússia, tal como o Pássaro de Ferro noticiou, um caça de 5ª Geração que tem cinco protótipos a voar atualmente e que servirá de base para um modelo a ser produzido em conjunto
com a Índia. Entretanto, o gigante sul-americano poderia receber caças Sukhoi Su-35
para substituir os Mirage 2000 e participar da produção do novo modelo
T-50.
Amorim fez o comentário após a reunião com seu homólogo Sergei Shoigu.
Reafirmou que o processo para comprar caças de geração atual, o F-X2,
segue com três concorrentes: o americano F/A-18, o francês Rafale e o
sueco Gripen NG. Os russos não fizeram ofertas formais do seu modelo atual, que ficou de
fora do F-X2, o Sukhoi Su-35, mas segundo informações obtidas pela Folha de S.Paulo, a Força
Aérea Brasileira (FAB) recebeu uma consulta informal para receber uma espécie de "pacote".
Pela oferta, o Brasil receberia Su-35 para substituir os seus
Mirage 2000 que serão retirados no fim do corrente ano, servindo enquanto o T-50 não atingir capacidade operacional, o que deve ocorrer só após 2016. O novo caça só
deverá ter produção comercial no fim da década.
No encontro com Amorim, Shoigu falou genericamente que poderia fazer
leasing de equipamento militar russo. Isso foi lido com uma senha para a
solução intermediária.
A compra de novos caças para a FAB arrasta-se desde 2001. O F/A-18 tinha superado o
Rafale no favoritismo, mas o escândalo da espionagem americana travou o
negócio politicamente. A ampliação da cooperação com a Rússia ocorre no
momento em que a relação Brasil-EUA está abalada.
O T-50 é o
projeto de caça de 5ª Geração em desenvolvimento, em estado mais avançado no mundo. Só
os EUA têm um avião deste tipo hoje em condições operacionais, o F-22. A denominação é genérica e
indica a adoção de itens como alto índice de informatização e capacidade
de voo furtivo, (stealth) chamado "invisível ao radar". A sua maior vantagem, é a
abertura da Rússia a cooperações -os EUA não vendem o F-22.
Para
que a negociação ande, os russos deverão melhorar seu serviço de pós-venda.
Segundo a Folha apurou, a delegação de Shoigu recebeu reclamações pelas
peças sobressalentes e manutenção dos helicópteros de ataque Mi-35 de fabrico russo em uso na FAB.
O facto de ter sido dado o próximo passo para a compra de
baterias antiaéreas Pantsir-S1, um produto de alta tecnologia, indica
que o Brasil deu um voto de confiança a Moscou.
Amorim ressaltou
que a ideia não é a compra em si, mas a capacitação tecnológica. A
previsão é de que uma empresa brasileira, que poderá ser a Odebrecht
Defesa, venha a produzir a arma. O contrato deverá ser assinado em
meados de 2014. Prevê a compra de três baterias mais duas de lançadores
Igla-S. O negócio está orçado em 2000 M BRL.
Fonte: Folha de S.Paulo via FAB Adaptação: Pássaro de Ferro
Os pilotos do T-50 PAK-FA passarão a dispor de uma quantidade ilimitada de oxigénio
O avançado caça T-50 (PAK-FA) dispõe de um novo sistema de abastecimento de oxigénio para a máscara de respiração do piloto, que gera oxigénio a partir do ar exterior e permitirá prescindir dos reservatórios incorporados no avião.
Segundo Mijaíl Dúdnik, chefe do projeto desenvolvido pela empresa russa Zvezda, especializada em sistemas de sobrevivência aeroespacial, graças a este sistema, a duração dos voos de em altitude, já não dependerá da quantidade de oxigénio armazenado no reservatório do avião.
Além disso, o sistema ainda alivia o peso útil: o peso do novo equipamento ronda os 30 kg, enquanto o sistema tradicional pesa perto de 90 kg.
"Isto é importante sobretudo para os caças de combate, com a sua permanente escassez de espaço e carga útil, em que armazenar oxigénio em grandes quantidades é impossível, bem como nos grandes bombardeiros", acrescentou Dúdnik.
Segundo o engenheiro, o desenvolvimento do sistema começou há cinco anos, estando agora instalado nos quatro protótipos do T-50/PAK-FA.
Segundo Anatoli Kornukov, ex-comandante da Força Aérea Russa, o novo sistema de oxigénio ajudará também a reduzir nas bases, o pessoal que se dedica à manutenção de instalações de oxigénio.
Os novos sistemas de oxígenio desenvolvidos para o PAK-FA serão instalados nos avioes de treino Yak-130 e nos caças-bombardeiros navais MiG-29K/KUB.
Segundo o diário russo 'Izvestia', já foram recebidos pedidos de compra destes sistemas, por parte dos Ministérios da Defensa da Argélia e Malásia, que pretendem dotar os seus caças da família da Su-27/30 com o novo sistema de oxigénio.
Um sistema semelhante de geração de oxigénio, denominado OBOGS, é usado também pelos caças estadounidenses F-22 Raptor e pelos F-18 Super Hornet navais.
Já anteriormente informámos que os T-50 possuirão um novo equipamento anti-G, que permitirá aos pilotos resistir a forças de 9G durante 30 segundos e ejetar-se do avião a uma altitude de 23 kms. O equipo inclui também um novo sistema antigravidade capaz de compensar a pressão sobre os pulmões.
Um novo equipamento de proteção, que compensa as forças G, foi desenvolvido para os pilotos do novíssimo caça de quinta geração T-50. Esse equipamento, desenvolvido por especialistas russos, é ímpar em todo o mundo.
O novo equipamento permitirá aos pilotos realizar manobras continuadas com sobrecargas até 9G. Para compararmos: um passageiro de um avião comercial normal, durante a descolagem, sofre uma sobrecarga de 1,5G, enquanto os cosmonautas na descolagem e aterragem sofrem de 4 a 6G. O conjunto de dois fatos com sistema de compensação de pressão, foi desenvolvido pelos especialistas da empresa de investigação industrial Zvezda (Estrela).
A empresa faz parte dos líderes mundiais no desenvolvimento de sistemas de suporte de vida para pilotos e cosmonautas. Já quando Yuri Gagarin inaugurou os voos espaciais tripulados, foi um fato da Zvezda que o equipou.
O fato de voo anti-G ou de altitude, é escolhido antes do voo dependendo da altitude: até aos 12 mil metros ou até aos 23 mil metros.
Os fatos são fabricados de tecido resistente ao fogo, com câmaras e tubos incorporados. Através deles é injetado o ar que vai preencher o fato. O tecido envolve o corpo do piloto e previne o afluxo de sangue a partir da cabeça, o que é de uma importância crítica, sublinha o piloto de testes emérito da Rússia Magomed Tolboev:
“Trabalhei durante muito tempo com forças G que chegavam às 12 unidades. O único problema é parar o fluxo sanguíneo da cabeça para baixo. Com a pressão demasiado alta, a cabeça fica desconfortável.”
O equipamento é ligado ao aparelho automático de pressão que, nas sobrecargas, não só enche o espaço de ar, mas também abastece de oxigénio a máscara respiratória, refere o chefe do setor de medicina aeroespacial da Zvezda Serguei Filipenkov:
“Em primeiro lugar, ele tem uma estrutura que usa uma maior área de compensação de forças, com uma contrapressão sobre o corpo. Em segundo lugar, este fato tem um tensor especial, que melhora a transmissão dessa contrapressão. Por fim, é utilizada a respiração com pressão elevada, em excesso por comparação com a atmosfera circundante.”
Este segundo pormenor, é na realidade um ponto muito importante, que impede que os alvéolos pulmonares do piloto se colem sob pressões muito baixas ou muito elevadas.
Os mais recentes caças de combate russos, especialmente as gerações 4++ (Su-35, MiG-35), já para não falar na quinta geração, possuem um elevado nível de manobrabilidade. Isso é um fator importante que permite obter a supremacia em combate. Os pilotos de teste experientes, consideram que, no avião T-50, sem uma compensação da pressão, a supermanobrabilidade pode provocar graves lesões ao piloto durante as voltas e rolls. O novo equipamento permitirá aos pilotos realizar manobras com forças de 9G durante até 30 segundos, permitindo assim aumentar a capacidade daquele que atualmente se transformou no elo mais fraco de um caça: o corpo humano.
Mas o nível de forças deverá, provavelmente, continuar a aumentar e isso deve ser tido em consideração, refere Serguei Filipenkov:
“Visto que a supermanobrabilidade prevê manobras durante períodos de tempo curtos (de alguns segundos a várias dezenas de segundos) não haverá necessidade de aumentar o tempo. Será necessário sim aumentar o valor da força, que possa ser compensada com o equipamento anti-G.”
O sistema de compensação de pressão deve funcionar automaticamente. Essa tarefa é da responsabilidade do computador de bordo. O sistema de admissão de ar e o aparelho automático de pressão já foram instalados em três caças-protótipo de quinta geração, enquanto os novos fatos serão em breve entregues aos pilotos de teste.
Estes novos avanços no equipamento de suporte de vida, permitem ampliar também a altitude de ejeção com sucesso, para os 23 km.
Para ver o Su-35 em paisagens mais quentes no futuro? Foto:Sukhoi Company
O namoro entre Rússia e Brasil não é de agora, relativamente a material militar, com contactos ao mais alto nível entre os dois países, de há já algum tempo a esta parte.
Apesar do Sukhoi Su-35 ter sido retirado do concurso FX-2 para a aquisição de um caça avançado para a Força Aérea Brasileira, Sergei Ladygin CEO da Rosoboronexport adiantou em Lima, Peru, onde se deslocou à feira de defesa, que o caça foi oferecido ao Brasil paralelamente ao concurso a decorrer. Recorde-se que ao FX-2 concorrem Dassault Rafale, Boeing F/A-18 Super Hornet e Saab Gripen NG.
Segundo o mesmo gestor, a oferta inclui ainda o sistema de defesa anti-aérea Pantir-S e transferência total da tecnologia do Su-35 para a indústria brasileira: "Estamos preparados para transferir 100% da tecnologia de produção do caça Su-35, incluindo elementos de 5ª Geração".
O Sukhoi Su-35 é considerado uma caça de Geração 4++, incluindo tecnologia já de 5ª Geração. Está equipado com duas turbinas 117S (Saturn AL-41F1A) vetorizadas, combinando elevada manobrabilidade com a capacidade de lidar com múltiplos alvos aéreos simultaneamente, através de mísseis guiados e não guiados pelo próprio avião.
As primeiras unidades entraram ao serviço operacional da Força Aérea Russa no final de 2012.
O sistema de defesa anti-aérea Pantsir-S produzido pela KBP, é um sistema móvel montado em camião, que inclui radar de controlo de fogo e sensor eletro-ótico que comandam dois canhões de 30mm e até 12 mísseis 57E6 guiados por radar de curto alcance, projetados para fazer face a alvos a voar a baixa altitude. Segundo a KBP, o alcance útil do sistema é de 20km (mísseis) e 4 km (canhões) e já foi exportado para Emirados Árabes Unidos, Síria e Argélia.
Segundo Ladygin, a proposta está atualmente a ser examinada pelas autoridades brasileiras.
No seguimento das negociações de que o Pássaro de Ferro deu conta há cerca de uma ano atrás, a Rússia e a China concluíram um acordo para o fornecimento dos caças de Geração 4.5 Sukhoi Su-35.
Os dois países são parceiros de longa data no que toca a material militar, embora o fornecimento de material de topo por parte de Moscovo a Pequim, tenha acontecido apenas a espaços.
O cenário parece estar prestes a mudar.
São conhecidas as colaborações de técnicos russos nos programas mais recentes de desenvolvimento de aeronaves chinesas como o J-10, JF-17, L-15 e até o helicóptero de ataque Z-10. Mesmo o desenvolvimento do J-11 só foi possível graças à obtenção de documentos técnicos russos,que em conjunto com a aquisição do T-10 experimental ucraniano permitiram também o desenvolvimento do J-15 naval.
Ainda assim, a cooperação não é para já suficiente para garantir à China aeronaves de topo, até porque o mundo não pára enquanto Pequim desenvolve projetos próprios, a partir de outros já existentes. É neste contexto que a China pretende adquirir os Su-35. Por outro lado, existia do lado de Moscovo alguma apreensão, dado que foi a partir de 24 Su-30 comprados por Pequim, que foi desenvolvido o caça J-16 (cujas linhas não deixam margem para dúvidas).
As capacidades do Su-35 são apetecíveis Foto:Sukhoi Company
Para já não são conhecidos detalhes do acordo alcançado, mas dada a apetência dos chineses para a cópia não autorizada de material estrangeiro, a ideia de Moscovo seria vender um número mínimo de aeronaves (entre 50 a 100) que garanta uma margem de segurança que não penalize o fabricante caso o cliente copie o modelo como fez no passado, ao mesmo tempo que no contrato ficaria incluída clausula altamente penalizante para Pequim, em caso de cancelamento ou redução do número de aeronaves acordado.
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