Mostrar mensagens com a etiqueta porta-avioes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta porta-avioes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de abril de 2020

PORTA-AVIÕES USS THEODORE ROOSEVELT TOMADO PELA COVID-19 [M2113 – 31/2020]

Porta-aviões USS Theodore Roosevelt em Guam        Foto: US Navy/Deleon Guerrero

O comandante do porta-aviões da US Navy USS Theodore Roosevelt solicitou àquele ramo das Forças Armadas dos EUA para intensificar a resposta ao surto de COVID-19 que atingiu o navio, e garantir isolamento individualizado para a tripulação, à medida que os casos a bordo continuam a multiplicar-se, de acordo com um novo relatório divulgado.

Enquanto a maioria da tripulação do Roosevelt permanece em locais exíguos a bordo do porta-aviões, uma pequena percentagem de marinheiros está a ser mudada para locais de quarentena em Guam, onde se encontra atracado, para limitar a propagação do vírus. Os esforços actuais para combater a COVID-19 são no entanto ainda inadequados, de acordo com o comandante do Roosevelt, Capitão-de-mar-e-guerra Brett Crozier.

Crozier argumentou que os locais de quarentena do grupo apenas podem atrasar a disseminação da COVID-19, numa carta enviada no dia 30 de Março, à qual o jornal San Francisco Chronicle teve acesso. Da mesma forma, apontou que os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) e o Centro de Saúde Pública da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais desaconselham a quarentena de grupo e, em vez disso, sugerem quarentena individual.

Capitão-de-mar-e-guerra Brett Crozier na tomada de posse do comando do USS Roosevelt   Foto: US Navy/Sean Lynch

"Os marinheiros não precisam de morrer", escreveu Crozier na carta. "Se não agirmos agora, não conseguiremos cuidar adequadamente do nosso activo mais leal - os nossos marinheiros." Crozier disse que a situação seria diferente em tempo de conflito, porque "em combate, estamos dispostos a assumir certos riscos, que não são aceitáveis ​​em tempos de paz. (...) No entanto, não estamos em guerra e, portanto, não podemos permitir que um único marinheiro pereça como resultado dessa pandemia, desnecessariamente", escreveu Crozier. "Agora é necessária uma acção decisiva para cumprir as orientações do CDC e da Marinha e evitar resultados trágicos."

O USS Theodore Roosevelt é um dos dois porta-aviões da US Navy no Pacífico      Foto: US Navy/Austin Clayton
A Marinha informou pela primeira vez a 24 de Março que três marinheiros a bordo do USS Theodore Roosevelt haviam testado positivo a COVID-19, tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou. Entretanto, no dia 30 de Março era admitido que haveria 40 marinheiros com teste positivo ao vírus da COVID-19, embora esse número pudesse ser muito maior. Segundo um oficial anónimo do Roosevelt, poderia chegar já aos 200 marinheiros infectados.

De acordo com Crozier, há duas opções a seguir: admitir que o navio continuará com casos de COVID-19 e "ir para o combate doentes", ou seguir estritamente as directrizes do CDC para eliminar o surto de COVID-19 do gigantesco navio.

Segundo a proposta de Crozier, aproximadamente 10% da tripulação de Roosevelt permaneceria a bordo para operar o reactor [nuclear] e desinfectar o navio, entre outras tarefas permanentes e essenciais. O resto ficaria isolado, fora do navio.

USS Theodore Roosevelt ao largo de Guam - imagem de arquivo    Foto: US Navy/Kaylianna Genier

Remover a maioria do pessoal de um porta-aviões nuclear dos EUA e isolá-lo por duas semanas pode parecer uma medida extraordinária. (...) É um risco necessário ”, escreveu Crozier. “Manter mais de 4000 homens e mulheres a bordo do Theodore Roosevelt é um risco desnecessário e quebra a fé dos marinheiros, confiados a nossos cuidados.

O Secretário interino da US Navy, Thomas Modley disse que a Marinha "não discorda" de Crozier e observou que a Marinha está a trabalhar para retirar os marinheiros do Roosevelt há dias. Mas o espaço limitado em Guam cria alguns desafios, segundo disse: "O problema é que Guam não tem camas suficientes de momento, pelo que temos que conversar com o Governo local, para ver se podemos conseguir algum espaço de hotel, ou criar algumas instalações do tipo tenda", disse Modly em entrevista à CNN esta terça-feira, 31 de Março.

Da mesma forma, Modly enfatizou o quão detalhado é o processo para garantir que o porta-aviões é desinfectado correctamente: “A chave é garantir que temos um conjunto de tripulantes capazes de gerir todas as funções críticas do navio, garantir que estão saudáveis, colocá-los no navio, desinfectar o navio e retirar todos os outros tripulantes". Disse Modly. “E é esse processo que estamos a realizar. É muito metódico. Estamos a acelerá-lo à medida que avançamos.

Porta-aviões USS Ronald Reagan na baía de Tóquio - imagem de arquivo     Foto: US Navy/Nathan Burke

A Fox News informou na sexta-feira 27 de Março, que o outro porta-aviões da US Navy no Pacífico, o USS Ronald Reagan - actualmente em Tóquio - também registou dois casos de COVID-19, o que dependendo da gravidade do surto neste navio, poderá degenerar numa situação em que os EUA fiquem sem nenhum porta-aviões operacional, numa região do mundo que vem acumulando tensões crescentes, nomeadamente nos mares da China.




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

IRÃO AFUNDA "PORTA-AVIÕES" AMERICANO - com vídeo (M1800 - 35PM/2015)

Imagem retirada da reportagem da TV iraniana 

O impensável aconteceu: o Irão atacou um porta-aviões americano! Ou quase...
Por entre rockets e o barulho ensurdecedor de armas de vários navios de assalto iranianos, uma réplica em madeira do porta-aviões americano USS Nimitz foi destruída, durante exercícios de larga escala realizados pelas forças de Teerão na entrada do Golfo Pérsico.

Com direito a honras de transmissão televisiva, a manobra de propaganda planeada há já bastante tempo, tal como o Pássaro de Ferro havia noticiado, significa decididamente que, a "aliança" de ocasião com os EUA para combater o Estado Islâmico, deve ficar-se só por aí.

Amigos, amigos, porta-aviões à parte...

E o vídeo, sem legendas. Não precisa.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

PORTA-AVIÕES NO CÉU? (M1723 - 315PM/2014)

Ilustração: DARPA

A principio o conceito pode parecer bizarro, mas até nem é novo. Já os dirigíveis USS Los Angeles,  Akron e Macon na década de 30 do século passado transportavam frágeis biplanos Sparrowhawk, que operavam através de uma espécie de trapézio, pendurados na nave. No século XXI,  a proliferação exponencial dos drones (VANTs), voltou a trazer a ideia da utilização de plataformas aéreas como porta-aviões.

De facto, e de acordo com a Agência para Estudo de Projetos Avançados dos EUA (DARPA) o Pentágono estuda atualmente modos de utilizar múltiplos VANTs a partir de aeronaves de maior dimensão, de onde partirão e regressarão, depois de realizada a missão de reconhecimento, vigilância e informação, em áreas remotas de difícil acesso.
O pedido de informação divulgado no fim-de-semana passado procura drones que possam ser utilizados a partir de aeronaves de grandes dimensões como B-52, B-1 ou ate C-130. “A Agência procura uma aeronave que, com modificações mínimas possa lançar e recuperar múltiplos sistemas não tripulados de pequenas dimensões, de uma distancia segura” pode ler-se no pedido de informação.

A aposta dos EUA no uso intensivo de drones em missões de recolha de informação, está por isso bem visível, ao tentar ultrapassar as limitações dos atuais sistemas em utilização. A vigilância de grupos terroristas em África e Médio Oriente são algumas das prioridades do pais.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

USS AMERICA: UM NAVIO COM CRISE DE IDENTIDADE (M1720 - 312PM/2014)

O USS America durante a viagem inaugural     Foto: Ryan Riley/US Navy

No passado mês de outubro, a US Navy preparou uma cerimonia com pompa e circunstância em São Francisco para apresentar o USS America (LHA-6), o quarto navio batizado com esse nome e o primeiro de uma nova classe de navios de assalto anfíbio, que no caso acaba por se assemelhar mais a um porta-aviões.
E apesar da viagem inaugural desde o Luisiana até San Diego ter corrido bem, a classe America continua a ser um programa controverso da Defesa dos EUA, ou não estivesse diretamente ligado a outros dois dos programas mais controversos de todos os tempos: o V-22 Osprey e o F-35 Lightning II.

A classe America, apesar de baseada no último navio da classe Wasp, o USS Makin Island (LHD-8), embora deslocando ligeiramente mais peso, é substancialmente diferente dele, tal como da maior parte dos navios de ataque anfíbio de convés largo das ultimas décadas. 
Enquanto os mais recentes navios do tipo, como a classe Wasp e Tarawa têm tanto de docas flutuantes como de porta-aviões, estando construídos em redor de um hangar massivo que dá acesso também à doca interior, a partir de onde todos os equipamentos, desde pequenas embarcações aos hovercrafts gigantes, operam. A novel classe America foi projectada sem esta característica marcante, estando mais focada nas operações aéreas, especificamente com o F-35B Lightning II e o MV-22B Osprey.

Os especialista têm por isso argumentado, que esta reorientação faz da classe America mais um porta-aviões do que um navio multifunções. Não há dúvida que a ausência da doca central retira muito da capacidade multifunções das classes anteriores, mas a verdade é que o mundo também mudou. Em vez de ser um “canivete suíço” nas operações expedicionárias, o USS America parece centrar as suas funções em lançar ataques dentro de território hostil, através das capacidades verticais dos MV-22 e dos F-35B.  

MV-22 Osprey aterram no USS America       Foto: Huey D. Younger Jr./US Navy

Apesar da classe Wasp poder operar estas duas aeronaves, na classe America a capacidade de ataque anfíbio foi abandonada em detrimento de poder carregar mais aeronaves, munições e combustível. No entanto, esta capacidade parece estar comprometida por um erro de conceção de base que impede a dissipação do calor causado pelas aeronaves, o que poderá ter interferência na taxa de operações que terá capacidade de suportar. O que pode tornar-se inaceitável, dado que o navio ficou diminuído nas suas funções anfíbias, para potenciar as operações aéreas, que por sua vez estão limitadas por um projeto deficiente.
Ao que se sabe o próximo navio da classe America, o USS Tripoli terá já um convés modificado, capaz de tirar partido das capacidades aéreas aumentadas a que se propõe o conceito. O que ironicamente irá comprovar que o USS America é um projeto de mais de 4000M USD, contraditório com os seus próprios objectivos e limitado desde o dia em que foi comissionado.

Velado no meio de todas estas contradições, pode também estar o objetivo  da US Navy passar a utilizar porta-aviões de tamanho médio, quando os super dispendiosos super porta-aviões não sejam absolutamente necessários. Uma possibilidade que só agora se torna de facto efetiva com a operação do mais de uma vintena de F-35, uma aeronave que também ultrapassou as limitações do Harrier.

Será sinal de que a falada redução no número de grupos de porta-aviões nucleares da US Navy pode ser mesmo para seguir em frente? 
Sinais dos tempos.

Fonte: Foxtrot Alpha
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


terça-feira, 23 de setembro de 2014

EUA EXPANDEM ATAQUES AO EI À SÍRIA (M1682- 226PM/2014)

F/A-18 descolam do porta-aviões USS George Bush para ataques ao EI     Foto: Robert Burck/US Navy


Os EUA e vários aliados no Médio Oriente atacaram alvos do Estado Islâmico na Síria esta terça-feira, com vagas de aviões tripulados  e não tripulados e mísseis de cruzeiro Tomahawk, numa operação que marca uma nova fase de agressividade no conflito.
Barack Obama disse que os ataques aéreos foram agora alargados para o Síria de modo a que os terroristas "não tenham nenhum lugar seguro". Em breves declarações no exterior da Casa Branca,  reforçou que "esta não é uma batalha da América isolada" e prometeu intensificar a guerra contra "estes terroristas" em concertação com os aliados dos EUA. "Não estamos sozinhos nestas ações. Levámos a cabo os ataques desta noite em conjunto com os nosso parceiros na região: Arábia Saudita, Emirados, Jordânia, Bahrein e Catar. Temos muito prazer em contar com estes aliados e mais de 40 nações ofereceram-se para ajudar", disse.

"O esforço geral levará algum tempo" continuou. "Haverá desafios pela frente. Mas faremos o que for necessário para combater este grupo terrorista". Após estas declarações embarcou no helicóptero presidencial "Marine One, para a primeira etapa da viagem até Nova Iorque, onde irá estar presente na Assembleia das Nações Unidas, em que disse ir encontra-se com o primeiro-ministro iraquiano e outros países amigos e aliados na luta contra o Estado Islâmico.

Fontes oficiais do Pentágono informaram que os ataques em três vagas foram bem sucedidos e entre os alvos estavam um grupo que estava em fase final de perpetrar um ataque terrorista na Europa ou EUA.
O Ten.Gen William Mayville Jr., chefe de operações do Estado Maior General, disse aos repórteres que a campanha aérea está na sua fase inicial e espera-se que a luta vá durar "anos".

Apesar de não terem sido divulgadas especificamente as aeronaves envolvidas, é sabido que caças F-22 Raptor tomaram parte, o que terá constituído o batismo de fogo do único caça de 5ª Geração totalmente operacional no mundo.








domingo, 27 de abril de 2014

IRÃO VAI USAR RÉPLICA DE PORTA-AVIÕES PARA EXERCÍCIOS (M1556 - 141PM/2014)

O verdadeiro USS Nimitz     Foto: Aiyana Paschal/US Navy

No seguimento da descoberta de que uma réplica do porta-aviões americano USS Nimitz está em construção no Irão, e de toda a especulação gerada acerca do intuito de tal obra, eis que finalmente um jornal iraniano divulga os planos existentes no país para usar o referido modelo em exercícios militares futuros.

O jornal The Sunday cita o Almirante Ali Fadavi, chefe da Marinha dos Revolutionay Guards iranianos, dizendo que "(as forças iranianas) devem usar o porta-aviões para treino de tiro, após estar terminado", acrescentando ainda que "devemos aprender as fraquezas e pontos fortes do nosso inimigo".

Esta é a primeira reação de fontes oficiais iranianas às notícias que surgiram em março passado, dando conta da construção da réplica do Nimitz num porto de Bandar Abbas. Fontes oficiais não comentaram então a notícia, tendo a TV do Estado persa avançado o uso num filme como a razão de ser para o bizarro "navio".

Fonte: Navy Times
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


sábado, 22 de março de 2014

PORTA-AVIÕES IRANIANO?! (M1485 - 100PM/2013)

Imagem satélite do "porta-aviões" iraniano em cosntrução     Foto: Digital Globe

O Irão está a construir uma cópia do porta-aviões americano USS Nimitz (CVN-68), segundo relata o canal de televisão CNN.

Os serviços de informação dos EUA conseguiram tirar fotos do navio a partir de satélite, que revelam que o pretenso navio possui apenas 2/3 do tamanho real e tem já aviões a bordo ainda em doca seca, o que seria totalmente despropositado num porta-aviões real.

Washington acredita por isso que o objetivo será construir um modelo em tamanho (quase) natural e explodi-lo, transmitindo isso num canal de televisão nacional para fins de propaganda, à semelhança de ações idênticas  no passado.

Uma das mais famosas manobras de propaganda dos últimos tempos, foi quando regime de Teerão divulgou com pompa e circunstância a apresentação do primeiro caça furtivo fabricado no país, que contudo se verificou  não passar de um embuste.

Fonte: Voz da Rússia
Adaptação : Pássaro de Ferro

domingo, 2 de fevereiro de 2014

CHINA CONSTRÓI NOVOS PORTA-AVIÕES (M1408 - 33PM/2014)

Porta-aviões Liaoning da marinha chinesa     Foto: Autor desconhecido

A intervenção de Van Ming, dirigente do partido comunista na província de Liaoning, em que anunciou que em Dalian está a ser construído o segundo porta-aviões, teve grande ressonância internacional.

Por enquanto não se compreende bem o que levou Van Ming a fazer essa declaração, ou se foi ou não coordenada com a direção e as estruturas responsáveis pela proteção dos segredos de Estado. Talvez o dirigente se tenha precipitado, ao tentar sublinhar a realização de um importante projeto nacional pela indústria da sua província.
Hoje, é sabido, com base em fontes abertas, que a China, em 2013, deu início à construção simultânea não de um, mas de dois porta-aviões. O primeiro, de que falou Van Ming, está a ser construído em Dalian e estima-se que possa estar pronto dentro de seis anos. O segundo está a ser construído em Xangai. 
Mas as autoridades desta cidade não fizeram qualquer tipo de declaração sobre o assunto. Pode-se supor que ambos os porta-aviões são construídos segundo um projeto elaborado pelos chineses com base no projeto soviético 1143.5.
Esse projeto serviu de base ao único porta-aviões Admiral Kuznetsov em uso na Marinha Russa e  iniciou-se a construção do Varyag, que foi depois vendido à China e tem atualmente o nome de Liaoning. Um grande volume de documentação sobre o projeto do porta-aviões foi entregue pela parte russa aos chineses nos anos de 1990. 

É provável que os novos porta-aviões sejam uma variante melhorada e aumentada, do Liaoning e utilizem o mesmo sistema de descolagem sem catapulta, com a utilização de um trampolim.
Fotografias publicadas no ano passado mostram que já foram construídas algumas partes do casco do porta-aviões. É impossível esconder da espionagem através de satélite que a construção dos porta-aviões é um facto. Por isso, não faz grande sentido militar ou económico tentar fazer segredo da construção de porta-aviões. 

No entanto, existe um sentido político subjacente ao segredo da construção. A política informativa chinesa em relação a novos sistemas de armamentos parece ser profundamente pensada.
Os projetos complexos de planificação e construção de tecnologia moderna é bastante arriscada. Mesmo nos países desenvolvidos eles são, frequentemente, acompanhados do prolongamento de prazos, de gastos superiores aos inicialmente planeados, de testes falhados e de outros problemas. 
Ao renunciar à divulgação oficial de dados sobre projetos prometedores, é evidente no entanto que a parte chinesa não tenta mantê-lo em segredo. O objetivo parece ser por isso a renúncia à necessidade de anunciar previamente prazos e números que dizem respeito ao projeto, enquanto ainda existir um risco considerável de falha.

Os novos programas são oficialmente revelados numa fase relativamente avançada da sua execução. Os êxitos na sua realização servem para reforçar o sentimento de confiança e de patriotismo em toda a nação, escondendo assim os fracassos precedentes.

Fonte: Voz da Rússia
Edição: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

INCIDENTE ENTRE NAVIOS DE GUERRA AMERICANOS E CHINESES (M1331 - 392PM/2013)

Ainda não totalmente operacional, o porta-aviões chinês Liaoning já causa incidentes

Um navio de guerra chinês esteve perigosamente perto de um outro americano, durante um tenso incidente no Sul do Mar da China, no início do mês de dezembro.
O USS Cowpens, um cruzador  de mísseis de cruzeiro, foi forçado a manobrar para evitar a colisão com um navio chinês que se atravessou na sua rota e parou.
O navio pertencente ao grupo do porta-aviões chinês Liaoning  chegou a estar a menos de 500 m do cruzador americano.
Segundo fontes não reveladas da US Navy, o incidente aconteceu em águas internacionais, a 5 de dezembro.

A situação acabaria por ser resolvida através de comunicação direta entre a ponte de comando de ambos os navios de guerra.

Esta zona do globo tem estado especialmente tensa, desde que a China declarou as ilhas Diaoyu pertencendo à sua Zona Económica Exclusiva, com uma zona de Defesa Aérea associada, entretanto violada pelos EUA, que não reconhecem a soberania reclamada por Pequim.

O incidente foi já confirmado também pelo lado chinês e a imprensa chinesa relatou o sucedido, acusando o navio americano de  perseguir o grupo do Liaoning. Já o Ministério da Defesa chinês tentou acalmar as águas, tirando dramatismo ao incidente e referindo a propósito que "ambas as partes desejam reforçar a comunicação e manter uma estreita coordenação, envidando esforços para conservar a paz e a estabilidade regionais."





quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FRANÇA VAI FICAR SEM PORTA-AVIÕES (M1307 - 374PM/2013)

Porta-aviões Charles De Gaulle


A França vai ficar sem o seu único porta-aviões (Charles de Gaulle) a partir de setembro de 2016 e durante 18 meses.
O navio será enviado para uma reforma geral, que deverá estar concluída em fevereiro de 2018. A manutenção geral do porta-aviões francês já estava prevista há algum tempo, tendo a última ocorrido em 2008-2009.
O Ministério da Defesa francês pretende gastar com a reparação e modernização do porta-aviões cerca de 1300 M EUR. As reformas incluem a recarga dos reatores nucleares do Charles de Gaulle.

Tal como o Pássaro de Ferro comentou ainda recentemente num artigo sobre os porta-aviões do Reino Unido, para uma Marinha, ter apenas um porta-aviões não garante capacidade constante de projeção de força, em ocasiões como a agora noticiada.

A França teve planos para a construção de um segundo porta-aviões para complementar o Charles De Gaule, mas de propulsão convencional e similar aos da classe britânica Queen Elizabeth. Essa intenção está contudo parada desde 2008, quando o então presidente Nicolas Sarkozy suspendeu o processo.

Fonte: A Voz da Rússia
Adaptação : Pássaro de Ferro

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ANGOLA COMPRA PORTA-AVIÕES PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS - atualizado (M1301 - 368PM/2013)

Porta-aviões Príncipe das Astúrias   Foto: Jack Bahm/DoD

Tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou, o porta-aviões espanhol Príncipe das Astúrias, desativado há quase um ano, efetuou o que seria previsivelmente a sua última viagem de Cadiz para Ferrol, para ser desmantelado.

Segundo notícia veiculada pelo site El Confidencial Digital, espanhol, o navio será agora vendido a Angola, num negócio que incluirá também quatro navios-patrulha, também retirados de serviço da Armada espanhola (Ízaro, Chilreu, Diana e Pizarro).
Ainda segundo a mesma publicação, os trabalhos de recuperação e adaptação, necessários para colocar o vaso de guerra novamente operacional, serão realizados nos estaleiros de Ferrol.

Apesar de vários países terem demonstrado interesse no porta-aviões, alegadamente seria Angola, o último a inquirir o Governo espanhol e a fechar o negócio. Os primeiros contactos terão ocorrido durante  o verão, e o interesse formalizado com a visita de uma delegação da Marinha angolana aos estaleiros de Ferrol, para verificação do estado do navio e facilidades dos estaleiros, que permitirão devolver ao porta-aviões o estatuto operacional.

O Príncipe das Astúrias foi por isso salvo in extremis, já que os trabalhos de desmantelamento estavam previstos começar no mês de dezembro de 2013.

À parte da visita da delegação angolana a Ferrol, a notícia ainda não foi confirmada por fontes oficiais.

Atualização (janeiro de 2014)

Tal como referido, a partir de fontes oficiais espanholas, apenas a visita da delegação angolana  Príncipe das Astúrias foi confirmada, sendo os contactos mantidos classificados como "muito preliminares" e não existir qualquer acordo para a sua venda, nem com Angola, nem com qualquer outro país que havia inquirido sobre as condições do navio.

O porta-aviões foi oficialmente desativado a 13 de dezembro de 2013, tal como previsto, não tendo contudo sido iniciados os trabalhos de desmantelamento.
O navio tem entretanto estado atracado em Ferrol, Galiza, de modo a permitir que se concretize alguma das ofertas confirmadas pelo Ministério da Defesa espanhol, que não revela contudo a procedência de tais ofertas.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

REINO UNIDO NECESSITA DE DOIS PORTA-AVIÕES (M1293 - 362PM/2013)

Ilustração do Prince of Wales e Queen Elizabeth          Imagem: Royal Navy

A proposição é válida se a Coroa britânica pretender continuar a ser uma potência global, segundo declaram os especialistas.
A discussão à volta do tema teve início, quando uma proposta de Governo para vender um dos dois porta-aviões da classe Queen Elizabeth de 65.000 ton, em construção, foi divulgada.

Segundo Tobias Ellwood parlamentar britânico, citado pelo jornal Telegraph, vender um dos porta-aviões é que será um mau uso de dinheiro público, conforme explica:

"O Reino Unido ou necessita de ter porta-aviões, ou não necessita. Se necessita, então duas unidades no mínimo são requeridas, de modo a ter sempre pelo menos um disponível. (...) Operar dois porta-aviões cimentará a Grã-Bretanha como uma força global, com poder militar de primeiro nível" disse.

Ilustração de um F-35B a aterrar no Queen Elizabeth     Imagem: Royal Navy

Um exemplo do que a falta de porta-aviões pode causar, é por exemplo a recente campanha na Líbia (2011), em que os aviões de ataque britânicos Tornado e Typhoon foram obrigados a realizar missões de 3000 milhas (cerca de 4500 km) de ida e volta. Mesmo depois de baseados em Itália, as missões eram ainda assim quatro vezes mais dispendiosas, do que se fossem lançadas a partir de um porta-aviões no Mediterrâneo. 
O porta-aviões, é pelas suas características de mobilidade, flexibilidade e independência, um dos primeiros meios a ser deslocado para qualquer foco de instabilidade no globo.

Operar um único porta-aviões, significa que só se poderá dispor desse meio durante cerca de 200 dias por ano, devido aos necessários trabalhos de manutenção. 

Segundo o Secretário da Defesa Philip Hammond, uma decisão definitiva só será tomada em 2015, quando for revista a estratégia de defesa e segurança do país.

O HMS Queen Elizabeth em construção em Rosyth   Foto: Royal Navy




terça-feira, 24 de setembro de 2013

CHINA TERMINA COM SUCESSO TESTES DO J-15 EM PORTA-AVIÕES (M1176 - 269PM/2013)





Os caças J-15 da Marinha Chinesa, terminaram com sucesso a 15 de setembro, os testes de descolagem e aterragem com peso máximo, no seu primeiro porta-aviões "Lianoning", segundo anunciou o órgão oficial do Ministério da Defesa.


O J-15 completou pela primeira vez aterragens e descolagens em ambiente marítimo, com diferentes configurações de armamento e sob condições meteorológicas complexas, conseguindo intervalos muito curtos entre aterragens e descolagens e taxas de frequência elevadas.
"Até ao momento, os equipamentos a bordo do Liaoning estão em boas condições, as condições técnicas a bordo do navio estão estáveis e a compatibilidade entre o porta-aviões e os caças navais foi plenamente verificada", pode ainda ler-se no comunicado divulgado.



Vídeo:




Fonte: China Military
Fotos: China Defense
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro




terça-feira, 20 de agosto de 2013

US NAVY APENAS COM 8 PORTA-AVIÕES? (M1123 - 240PM/2013)

Quatro porta-aviões nucleares da US Navy em Norfolk, Virginia   Foto: Ryan Courtade/US Navy
À primeira vista a declaração é chocante. "Reduzir o número de grupos de porta-aviões de onze para oito ou nove, reduzir os efetivos dos Fuzileiros navais de 182.000 para 150.000 ou 175.000."
Mas as palavras proferidas pelo Secretário da Defesa dos EUA Chuck Hagel a 31 de julho passado, trouxeram à luz do dia algumas das discussões de bastidores, que se vêm desenrolando no Pentágono há já alguns meses. Oficiais Superiores do Departamento de Defesa continuam a sublinhar que as decisões ainda não foram tomadas, mas a natureza "tudo está em cima da mesa" das discussões, começa a ficar cada vez mais clara.
Ou não estará? Para além desta declarações, raramente detalhes concretos têm sido revelados, deixando azo à especulação dos efeitos imediatos e a longo termo, dos cortes no orçamento dos EUA.
Quanto aos cortes na Marinha, estes podem não se restringir aos Grupos de porta-aviões, mas estender-se também às alas aéreas embarcadas, incluindo umas sete esquadras de aeronaves, um cruzador, três ou quatro contratorpedeiros e tripulação. Ganhos substanciais poderão ser conseguidos cortando cerca de 10.000 salários, com a eliminação de cada grupo de porta-aviões.
Reduzindo as alas aéreas pode-se facilitar a aquisição de novos porta-aviões, a manutenção e recapitalização. As frotas de antigos F/A-18 Hornet, maioritariamente de modelo C, pode ser faseadamente reformada, deixando uma frota totalmente de modelos E e F, que já de si pode ser menor do que a existente hoje em dia. A retirada de helicópteros SH-60 mais antigos pode também ser acelerada.
Diminuir a frota de porta-aviões pode ser conseguido de vários modos. Dois ou três navios podem simplesmente ser decomissionados - provavelmente os mais antigos que não sofreram atualizações profundas (os mais antigos da classe Nimitz estarão neste cenário salvos - Nimitz, Eisenhower, Carl Vinson e Roosevelt todos tiveram os reatores nucleares reabastecidos). O Abraham Lincoln iniciou recentemente uma revisão profunda nos estaleiros de Newport News, pelo que deverá estar também fora de questão, uma vez que os trabalhos de três anos estão já maioritariamente pagos. Sendo o Ronald Reagan e George Bush os mais recentes da frota, os candidatos mais prováveis serão por isso o George Washington, com revisão agendada para 2015 e os John Stennis e Harry Truman.

A alternativa de alongar o atual calendário de construção de novos porta-aviões de cinco anos, poderia na verdade aumentar custos em vez de os diminuir, além de causar a falência de alguns fornecedores, atualmente no limite da viabilidade económica.

Desmantelar porta-aviões nucleares tem contudo também custos elevados, estimados em cerca de 1100 M USD por unidade. Mesmo parar os porta-aviões inativos tem custos grandes. Os reatores nucleares não podem ser recolocados a funcionar, depois de parados por muito tempo, devido a alterações nos seus componentes metálicos. Não podem por isso ser completamente selados, tendo que ser mantidos em funcionamento mínimo, numa base naval ativa. A Marinha dos EUA já tem um número significativo de porta-aviões convencionais estacionados nestas condições e os nucleares previsivelmente ficariam ainda mais tempo, antes de serem efetivamente abatidos ao serviço.

A decisão final será assim forçosamente complexa e em nada provavelmente consensual.

Fonte: Defense News
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

 


quarta-feira, 24 de julho de 2013

O RENASCER DA MARINHA RUSSA (M1092 - 212PM/2013)

Porta-aviões Admiral Kuznetsov    Foto:huanqiu.com

Porta-aviões é indispensável

Continua o desenvolvimento de um novo porta-aviões atômico para a Marinha da Rússia. Estes serviços são efetuados por vários gabinetes de projeção e entidades do Complexo Defensivo Industrial em São Petersburgo. “Os relatórios sobre os resultados dos trabalhos de desenvolvimento do futuro porta-aviões são enviados regularmente ao Ministério da Defesa da Federação Russa e ao comando principal da Marinha da Rússia”, disse passados alguns dias após a reunião com o presidente o comandante-chefe da Força Naval, almirante Viktor Chirkov:“Não precisamos de um porta-aviões de ontem ou de hoje, mas sim de um navio realmente prometedor, capaz de cumprir missões em cooperação com vasos de superfície, submarinos e o agrupamento orbital de aparelhos espaciais. O porta-aviões deve dispor das mais amplas possibilidades de efetuar ações militares em situações de qualquer grau de complexidade e em qualquer teatro marítimo e oceânico de ações militares”.

A “epopeia de porta-aviões” da Marinha da Rússia continua há quase dez anos – a necessidade de desenvolver um novo porta-aviões começou a ser discutida ainda na primeira metade dos anos 2000. Hoje, há vários fatores que permitem falar sobre o início da construção destes navios, dentro de uma perspetiva real nos próximos dez anos. Trata-se em primeiro lugar de uma clara compreensão de que a Marinha precisa do seu próprio apoio aéreo. Esta ideia tornou-se ainda mais forte, levando em consideração a experiência de conflitos armados dos anos 1990-2000 com a participação das forças navais de diferentes países. A aviação, inclusive naval, desempenhou um dos principais papéis nesses conflitos. A Marinha da Rússia necessita de apoio aéreo no quadro dos mais diversos cenários – de um possível conflito com forças NATO, a operações expedicionárias independentes, ou conjuntas, em regiões distantes.
O Ministério da Defesa russo começou a realizar os planos de construção de aviões STOVL. A construção e exploração de dois (possivelmente quatro) navios de assalto anfíbios da classe Mistral, o primeiro dos quais entrará será lançado dentro dos próximos dois anos, dará aos marinheiros russos a necessária experiência de operar um porta-helicópteros contemporâneo, em combinação com a experiência da exploração do porta-aviões Admiral Kuznetsov.
A elaboração de um novo projeto de porta-aviões em conjunto com o desenvolvimento de novos aviões navais, de que se falou também pela direção da Marinha, permitirá à Rússia obter o novo navio no momento em que a Força Naval já terá a experiência suficiente de explorar tais navios e uma reserva de quadros para formar tripulações.

As perspetivas mais próximas

Mas o novo porta-aviões é uma perspetiva bastante afastada. Mesmo se a construção do navio começar em 2015, é pouco provável que o navio entre seja lançado antes de 2022-2023. Neste período, a Marinha deverá resolver várias tarefas urgentes. Deverá ser criada uma nova infraestrutura: os respetivos serviços estão a ser efetuados em todas as bases navais russas em diferentes vetores – da renovação de rebocadores e de outras embarcações auxiliares, à construção de novos cais, armazéns e centros de preparação.
Trata-se também da substituição de navios de superfície e de submarinos de construção soviética, por unidades combativas de nova geração. Nos próximos dez anos, uma grande parte de navios e  submarinos será retirada do arsenal da Marinha, por ter expirado seu prazo do serviço e por isso a construção de novas unidades ganha hoje especial importância. Atualmente, os ritmos de construção crescem gradualmente e podemos esperar que, em resultado da reparação geral e da modernização prevista de navios e de submarinos mais “novos” de construção soviética, a Marinha possa escapar a uma queda drástica da quantidade, que a privaria de possibilidades de cumprir missões combativas.
Até ao fim da década em curso, a Força Naval deverá receber um total de aproximadamente 30 unidades combativas da classe corveta/fragata, não menos de 15 pequenos navios de artilharia/mísseis e mais de 20 submarinos versáteis – atómicos e a diesel. 
Dentro do próximo par de anos, deverá começar também a construção de um contratorpedeiro de nova geração. Serão reforçadas ainda a aviação costeira e a defesa costeira naval. Esta renovação criará uma base, na qual será possível desenvolver uma frota oceânica equilibrada e estável, que incluirá sem dúvida porta-aviões.


Fonte: Voz da Rússia
Adaptação: Pássaro de Ferro


O FUTURO DOS PORTA-AVIÕES RUSSOS (M1091 - 211PM/2013)

Complexo de treino de aviação naval NITKA     Foto: wikipedia

Tiveram início na cidade de Eisk, na costa do mar de Azov, os voos experimentais de aviões embarcados russos a partir do Complexo de Testes e Treino Aeronáutico (NITKA, na sigla russa).

Esse complexo, construído na Rússia em substituição de uma infraestrutura semelhante que existe na Crimeia, e que depois da queda da URSS ficou a pertencer à Ucrânia, permite desenvolver a longo prazo a aviação embarcada russa.

A informação sobre a construção do complexo de Eisk apareceu em 2011.

A construção do NITKA em Eisk testemunha a importância atribuída pelo comando militar russo à aviação embarcada. Isso também permite supor a intenção do Ministério da Defesa russo em retomar a construção de navios porta-aviões: construir este tipo de infraestrutura apenas para o Admiral Kuznetsov, cujo tempo de vida útil irá terminar na próxima década, seria exagerado.

A construção do complexo ainda não está terminada, e há uma série de sistemas muito importantes, incluindo o bloco dos sistemas de travagem, que ainda não está montada. Em 2015, quando o complexo for totalmente entregue para exploração, ele irá reproduzir a 100% o equipamento do convés de voo de um porta-aviões, permitindo treinar os pilotos para voarem a partir de navios. Hoje, esses complexos existem nos EUA e estão a ser construídas estruturas idênticas na China e na Índia.

Além da preparação dos pilotos da aviação embarcada, em Eisk também deverão ser treinados pilotos de helicópteros navais. O comando da Marinha de Guerra está a preparar a construção de uma plataforma de helicópteros no mar, onde poderá ser treinada a aterragem em condições de oscilação.

Em perspetiva, o NITKA poderá receber equipamento adicional conforme a decisão a ser tomada relativamente ao projeto do futuro porta-aviões. Tal como o complexo ucraniano, ele poderá receber um sistema de catapultagem a vapor ou eletromagnético. No NITKA poderão ser treinados métodos e equipamentos para aterragem “às cegas” no convés de noite e com mau tempo. Estes sistemas já são utilizados nos EUA e estão a ser desenvolvidos na Rússia.

Assim, as notícias sobre o desenvolvimento desse complexo podem indicar quais serão as perspetivas de desenvolvimento da aviação embarcada russa. O NITKA deverá vir a ser uma instalação informativa muito apreciada.

A Ucrânia esteve muito tempo à espera de assinar contratos de arrendamento a longo prazo do seu simulador a outros países, como a Índia e a China. Essas esperanças foram mal sucedidas. A China está a construir dois centros de treino para formar especialistas em aviação de convés: em Wuhan, para os técnicos da esquadra embarcada, e na ilha de Huludao, no mar Amarelo, para os pilotos. Os caças chineses J-15, criados com base no Su-33 soviético, já realizaram voos a partir do novo aeródromo. Assim, a China já não precisa do complexo ucraniano.

 A segunda esperança era a Índia, mas no inverno de 2012 surgiram notícias acerca da construção neste país do seu próprio complexo de formação de pilotos de aviação embarcada, com o apoio de especialistas do gabinete de projetos russo Nevsky, o principal projetista dos porta-aviões russos. A construção da infraestrutura indiana torna inútil o complexo na Crimeia: os países que usam navios porta-aviões da “escola soviética” estão a obter as suas próprias infraestruturas para o treinamento de pilotos e especialistas.

Fonte: Voz da Rússia
Adaptação: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 18 de julho de 2013

PRIMEIRO A-4M DA MARINHA BRASILEIRA JÁ VOA (M1082 - 204PM/2013)

A-4 Skyhawk da Marinha Brasileira     Foto: Marinha Brasileira

Voou hoje pela primeira vez aquele que é o protótipo do modelo A-4M a utilizar pela Marinha Brasileira.
A aeronave n/s 1011 efetuou o voo aparentemente sem problemas, a partir do aeródromo de Gavião-Peixoto, no estado de São Paulo, onde a Embraer possui as instalações em que se realizam os trabalhos de modernização.
Este protótipo servirá agora como plataforma para certificação dos equipamentos e modificações introduzidas.

O contrato com a Embraer, assinado em 2009, prevê a modernização de um total de doze células A-4 (nove monolugares designados AF-1 e três bilugares AF-1A), no valor de 106 M USD, estimando-se a extensão da vida útil dos aparelhos até 2025.
Nas modificações introduzidas, está  maioritariamente o cockpit, com a instalação de modernos aviónicos e mostradores multifunções. O radar será também substituído pelo moderno e mais potente
 IAI ELTA EL/M-2032 de fabrico israelita.
As comunicações foram também alvo de revisão, passando a permitir a transmissão de dados segura através de encriptação e o sistema datalink. Estas modificações vieram também trazer uma uniformização com as restantes aeronaves modernas ou modernizadas em uso militar no Brasil.
Reativamente a armemento, o A-4M estará agora habilitado a trasnportar armamento ar-ar fora do alcance visual, bem como mísseis de curto alcance de 5ª geração e mira montada no capacete.
Novos armamentos ar-superfície são agora também passíveis de ser incorporados no arsenal à disposição da Marinha Brasileira.


Fonte:  Contato Radar e ECSB Defesa



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TREINO NO MAR (M865 - 45PM/2012)

T-45C Goshawk do VT-7 a bordo do USS George Bush     Foto:Tony Curtis/US Navy

O porta-aviões norte-americano USS George Bush, encontra-se presentemente em missão de treino de tripulações no Atlântico. 
Se das missões operacionais, estamos mais ou menos habituados a ver imagens, com aeronaves de combate, fotos dos T-45 Goshawk em que treinam os aviadores navais em porta-aviões, já são mais raras, razão pela qual hoje aqui lhes dedicamos espaço no Pássaro de Ferro.
Enjoy!

Foto:Brian Castillo/US Navy
Foto:Brian Castillo/US Navy
Foto:Carrel Regis/US Navy

Ao contrário dos caças, o treino com aeronaves de asas rotativas não é feito em aeronaves específicas para o efeito. Um MH-53 Sea Dragon do esquadrão anti-minas HM-14, efetua também qualificação de tripulações.


Foto:Kevin Steinberg/US Navy
 Um "híbrido" MV-22 Osprey do esquadrão de teste e avaliação VMX-22 utiliza também o convés do USS George Bush durante o destacamento de qualificação de tripulações.

Foto:Timothy Walter/US Navy
Nestes destacamentos, não só os pilotos, mas também os técnicos recebem formação, neste caso, prestação de primeiros socorros e evacuação de feridos.

Foto:Tony Curtis/US Navy
Foto:Anthony Presley/US Navy
Foto:Carrel Regis/US Navy
A rampa de lançamento, perdão, catapulta   Foto:Tony Curtis/US Navy



ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
>