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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

TU-160 RUSSOS VOLTAM À VENEZUELA (M2012 - 72/2018)

Foto: AVIAMIL

Foto: AVIAMIL

Aterram hoje no aeroporto internacional Maiquetía, na Venezuela, dois bombardeiros estratégicos Tu-160, da Força Aérea Russa.
Os mesmos foram escoltados por F-16, na chegada àquele país da América do Sul, onde irão realizar exercícios militares com a Força Aérea Bolivariana Venezuelana.

A chegada dos Tu-160 de matrículas RF-94100 e RF-94108 foi precedida por um An-124 de transporte e um Il-62, para apoio logístico aos bombardeiros.

An-124-100 Ruslan de apoio aos bombardeiros na chegada à Venezuela

Pelo caminho, e à passagem ao largo das ilhas britânicas, o alerta da Royal Air Force foi despoletado, com a consequente descolagem de dois caças Typhoon da base de Lossiemouth, e um avião de reabastecimento aéreo Voyager desde Brize Norton. A intercepção contudo, não chegou a ocorrer, com os bombardeiros a passarem em espaço aéreo internacional.



Segundo comunicado do Ministério da Defesa Russo, a rota das aeronaves pelo Mar de Barents, Mar da Noruega, Oceano Atlântico e Mar das Caraíbas, "foi realizado em estrito acordo com as regulamentações internacionais para o uso do espaço aéreo".

Cerimónia de recepção dos Tu-160 em Caracas       Foto: AVIAMIL

Esta deslocação dos Tu-160 não é uma novidade, tendo estado já na Venezuela anteriormente em duas ocasiões, em 2008 e 2013. Desta feita no entanto, parece inscrever-se num período de especial actividade desta frota com capacidade nuclear, e após o anúncio de Donald Trump, de retirar os EUA do Tratado de Armas Nucleares de 1987.

Vídeo da aterragem:





quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

BOMBARDEIROS RUSSOS À VISTA (outra vez) (M1871 - 08/2017)


Mirage 2000-5F da Esquadrilha das Cegonhas e os "Blackjack" russos

O Armée de L'Air (ForçAérea Francesa), divulgou já imagens de dois bombardeiros russos Tupolev Tu-160, interceptados esta tarde no Golfo da Biscaia.

Antes ainda foram seguidos pelas parelhas de alerta da Royal Air Force em Lossiemouth e Coningsby (Typhoon FGR4), quando contornavam o norte da Escócia e costa ocidental da Irlanda. 



Imagens da intercepção pela RAF


Os bombardeiros estratégicos supersónicos da Força Aérea Russa, conhecidos no Ocidente como "Blackjack", inverteram a rota já no Golfo de Biscaia, acompanhados por uma parelha de alerta francesa, constituída por dois Mirage 2000 da famosa "Esquadrilha das Cegonhas". 

Um avião tanque KC-135 francês esteve também afecto à operação de intercepção e acompanhamento, de modo a prestar apoio aos dois caças, na eventualidade dos bombardeiros se demorarem tempo superior à autonomia dos Mirage. O mesmo havia já sucedido no Reino Unido, no caso um A330 Voyager da RAF, que descolou de Brize Norton para apoio aos Typhoon.






Ao contrario do ultimo episódio semelhante, desta vez não chegaram ao espaço de jurisdição portuguesa. À hora que escrevemos esta noticia (16h30min), estão descritos como regressando ao Norte.

Os dois bombardeiros possuíam número de cauda RF-94100 e RF-94108 e mantiveram-se sempre em espaço aéreo internacional.


Grafismo: Daily Mail






terça-feira, 22 de novembro de 2016

INTERCEPÇÃO DE AERONAVES MILITARES RUSSAS - Actualização 22/11/2016 (M1862 - 42/2016)

Tupolev Tu-95 da Força Aérea Russa

A notícia ontem avançada pelo Pássaro de Ferro, em que os F-16 do Alerta de Reacção Rápida (QRA) da Força Aérea Portuguesa (FAP) teriam sido accionados nas primeiras horas da madrugada de 17 de Novembro de 2016, para interceptar uma aeronave (ou mais) russa, foi hoje confirmada.

Fontes oficiais da FAP confirmaram o accionamento do Alerta no horário descrito, para identificar duas aeronaves vindas de Norte, em direcção ao espaço aéreo de responsabilidade nacional. As aeronaves seriam identificadas como sendo dois Tupolev Tu-95, que percorreram ao largo, toda a costa ocidental portuguesa, até à Ponta de Sagres, tendo invertido a rota nesse ponto, rumo a Norte novamente. Ainda segundo a mesma fonte, não houve violação do espaço aéreo português em qualquer momento, nem qualquer manifestação de hostilidade por parte dos bombardeiros russos. Não houve ainda qualquer contacto rádio entre os caças portugueses e os bombardeiros russos.

Há todavia ainda vários dados confusos, relativamente ao mesmo período, envolvendo aeronaves militares russas e que poderão explicar as notícias contraditórias que têm surgido e que envolveriam ainda outras aeronaves, nomeadamente aviões de reabastecimento e caças de escolta.

No mesmo dia 17 de Novembro de 2016, o Ministério da Defesa Russo divulgou um vídeo de uma missão alegadamente realizada nesse mesmo dia, com o último modelo do quadrimotor a hélice da Tupolev, o Tu-95MS, em que mostra a largada de armamento. Pode ler-se no descritivo, que os mísseis de cruzeiro foram "lançados contra alvos na Síria", "a partir das águas do Mediterrâneo". Pormenoriza ainda que foram "realizados dois reabastecimentos nos mais de 11.000 km" de uma rota que passou pelo "Mar do Norte e Atlântico Oriental", "tendo regressado à base de origem [não especificada] após largada dos mísseis".



Ao minuto 0:12 e 0:18 do vídeo, é possível verificar a escolta de caças Su-35. Não é contudo possível inferir em que parte(s) da missão tal ocorreu (apesar de ser obviamente de dia), admitindo que todas as imagens e dados são referentes à missão da data referida. Certo é que as imagens da largada do míssil foram captadas a partir de um caça. Houve contudo envolvimento de caças Su-33 e Su-30, a operar a partir do porta-aviões Admiral Kuznetsov e da base de Hmeymim na Síria, respectivamente, ainda segundo a descrição do vídeo.

A suportar a versão russa, há relato de que o QRA em Bodo, no Norte da Noruega, terá sido chamado a indentificar oito aeronaves ainda nas últimas horas do dia 16 de Novembro, sendo 3 Tu-95MS, 3 Il-78 (reabastecedores) e duas aeronaves de escolta não especificadas. Além de uma gravação audio alegadamente das comunicações HF russas, não há menção relativamente à origem nem fidedignidade destas informações, que no entanto foram colocadas na internet num espaço temporal compatível com a missão (23:37h de 16/11/2016).

As notícias veiculadas pela imprensa espanhola, das quais demos eco no Pássaro de Ferro, falavam apenas num caça Su-35, acompanhado por um avião de reabastecimento, que teria contornado a Península Ibérica até Rota e regressado para trás, após esse ponto no Sul de Espanha. Não é mais uma vez citada a fonte, nem a sua idoneidade. Esta versão, pelo espaço temporal coincidente e o alegado envolvimento dos F-16 portugueses, é categoricamente negada pela FAP, que efectuou contacto sim, mas com dois Tu-95, que inverteram o curso na zona da Ponta de Sagres.

Seria possível uma segunda formação ter passado mais afastada de Portugal sem ser detectada? Atravessar todo o Mediterrâneo nas mesmas condições (com alguns pontos de estrangulamento, como sejam Gibraltar, Sardenha, Sícilia, Grécia)? Em nenhuma destas regiões há até ao momento relato da passagem das aeronaves russas naquela data.
Contudo, e ao contrário de outras ocasiões, nenhuma das forças aéreas comprovadamente envolvidas emitiu qualquer comunicado acerca dos acontecimentos.

Aguardam-se novos desenvolvimentos, que possam trazer alguma luz, ao que realmente ocorreu na madrugada de 17 de Novembro.








segunda-feira, 21 de novembro de 2016

FORÇA AÉREA VOLTA A INTERCEPTAR AERONAVE RUSSA (M1861 - 41/2016)

Caça F-16AM da Força Aérea Portuguesa em configuração de defesa aérea

Passados cerca de dois anos sobre as intercepções de bombardeiros russos Tu-95 ao largo da costa portuguesa, acontecimentos profusamente comentados na época, novo episódio terá sucedido nas imediações do Espaço Aéreo nacional.

Segundo noticiou a imprensa espanhola, um caça russo Sukhoi Su-35 (modelo por confirmar) efectuou uma incursão possivelmente a partir de Solsty (a Sul de São Petersburgo) até Rota no Sul de Espanha, tendo sido acompanhado sucessivamente pelos alertas aéreos de Noruega, Reino Unido, França, Espanha, Portugal e novamente Espanha (Sul).

Tal como referido, a situação não é virgem nos últimos anos, mesmo numa região tão distante da Rússia, como Portugal. Além dos referidos episódios com os Tu-95 em Outubro de 2014, mais recentemente passaram ao largo de Portugal bombardeiros supersónicos Tu-160, em missão de ataque para a Síria. A novidade desta vez, prende-se com o facto de alegadamente se ter tratado de um caça e não de bombardeiros de longo alcance.

O episódio terá decorrido na noite de 16 para 17 de Novembro passado. Após ser interceptado e acompanhado por F-16 noruegueses, Typhoon britânicos e Rafale franceses, pela 1:23h de quinta-feira, os EF-18 do alerta aéreo espanhol em Saragoça, interceptaram o caça russo, que de deslocava sem transponder activo, sendo por isso uma aeronave não identificada.

Pela zona de Gijón, o caça vindo do Norte voltou a Oeste, para contornar toda a costa setentrional galega, sempre escoltado pelos EF-18. Ao voltar de novo a Sul e atingindo Finisterra, a parelha de F-16 de alerta da Força Aérea Portuguesa, descolada de Monte Real pela 1:10h, rendeu os congéneres espanhóis no espaço de influência lusitano. Após contornar toda a costa ocidental portuguesa, e atingindo a zona do Cabo S. Vicente pelas 2:18h da madrugada, o alegado Su-35 ter-se-á dirigido de novo em direcção a zona espanhola, tendo por isso sido accionado o alerta em Espanha mais uma vez.

Pelas 2:27h os EF-18 espanhóis estabeleceram novamente contacto com o(s) russso(s) na zona do litoral de Huelva, tendo seguido sobre o Golfo de Cádiz. Após ter passado pela base aeronaval de Rota, terá invertido a rota e regressado à sua base de origem.

A acompanhar todo o percurso seguiria ainda um avião reabastecedor, sem o qual seria impossível percorrer toda a distância para um caça.

Este episódio tem, tal como referido, várias nuances relativamente aos anteriores que se sucederam junto do espaço aéreo português, nomeadamente o facto de se tratar de um caça e não bombardeiros de longo alcance e também por se tratar (caso se confirme) de um Su-35, o modelo mais recente no inventário russo.
Outra possibilidade é a de que se trate do "irmão" Su-34, relativamente parecido com o Su-35, mas de ataque ao solo e não um caça de superioridade aérea como o Su-35.

Caças russos Su-35 (esquerda) e Su-34 (direita)
Este tipo de actividade por parte dos russos, com vários episódios que temos relatado no Pássaro de Ferro, tem normalmente como objectivo testar tempos de reacção das defesas da NATO, bem como explorar eventuais pontos fracos em zonas fronteiriças e na coordenação entre as diversas forças aéreas. Poderá ainda servir para aferir o alcance do radar dos diversos caças em uso na NATO. De notar que na rota realizada, foram efectuados contactos com quatro modelos diferentes de caças ocidentais (F-16AM, Typhoon, Rafale e EF-18M).

Já em Abril de 2015 e tirando partido das condições definidas pelo Tratado de Armas Convencionais de Viena, que permite a inspecção de instalações militares dentro nos países signatários do tratado, uma delegação russa solicitou mesmo comparência na base aérea de Lossiemouth, que assegura o alerta aéreo do norte do Reino Unido, tendo "por coincidência" presenciado o lançamento da parelha de alertada RAF, para interceptar... dois bombardeiros russos.

Não há até ao momento confirmação oficial dos acontecimentos. A descolagem da parelha de alerta portuguesa foi comentada nas redes sociais à hora referida de quinta-feira, 17 de Novembro de 2016.

Ler actualização de 22/11/2016

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

TU-160 MODERNIZADO JÁ VOA (M1732 - 322PM/2014)

Tupolve Tu-160         Foto: TASS/Dmitry Rogulin

O bombardeiro estratégico russo Tupolev Tu-160 realizou o primeiro voo após ser modernizado, segundo foi revelado pela United Aircaft Corporation (UAC) no sítio de internet da empresa na passada quarta-feira (19/11/2014).

"No dia 16 de novembro de 2014, o bombardeiro Tu-160 realizou o primeiro voo após profunda  modernização geral" pode ler-se no comunicado. O "Cisne Branco" como é conhecido o Tu-160 esteve no ar durante 2 horas e 40 minutos.

Atualmente os Tu-160 estão a realizar a primeira fase de modernizações, que incluem a substituição de praticamente todos aviónicos e equipamentos de radar.

Os bombardeiros estratégicos Tu-160 de asas de goemetria variável, foram concebidos para atingir alvos em áreas geograficamente remotas e atrás das linhas inimigas. O seu raio de ação com carga normal é de 13.200 km e de 10.500km com carga máxima, com uma tripulação de quatro elementos.

Durante o ano passado, este modelo efetuou uma missão de longa distância, desde a região do Volga na Rússia, até  à Venezuela. Descolaram da base de Engels em Saratov, voaram sobre o Mar das Caraibas e o Pacífico oriental ao longo da costa sueste da América do Norte, aterrando no aeroporto Simon Bolivar em Carcas, Venezuela. Voaram um total de 10.000 Km, durante 13 horas. No regresso, desde o aeroporto de Maiquetia até ao aeroporto de Managua na Nicarágua, foram cobertos 2500 km em três horas. Apesar do Ministério da Defesa russo ressalvar que os voos foram realizados de acordo com as leis internacionais de utilização de espaço aéreo, os bombardeiros foram intercetados por Kfir colombianos alegadamente em espaço aéreo daquele país sul-americano, tendo gerado um protesto do Governo local.

Fonte: Agência TASS
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

terça-feira, 13 de maio de 2014

"DA PRÓXIMA VEZ VOU DE TU-160" (M1581 - 160PM/2014)

Bombardeiro estratégico Tupolev Tu-160

O aparelho, que transportava o ministro da Cultura russo, Vladimir Medinski e vários deputados, fazia a ligação entre a Moldávia e a Rússia

A Ucrânia proibiu hoje (NR: dia 10) que dois aviões que transportavam membros do governo de Moscovo e deputados russos sobrevoassem o espaço aéreo do país, informam agências de notícias da Rússia.

O aparelho, que transportava o ministro da Cultura russo, Vladimir Medinski e vários deputados, fazia a ligação entre a Moldávia e a Rússia mas foi obrigado a voltar para trás depois de ter tentado cruzar o espaço aéreo ucraniano.

Poucas horas antes, o avião que transportava o vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozin, foi também proibido de sobrevoar a Ucrânia quando fazia a ligação entre a Moldávia e a Rússia.

Rogozin, através das redes sociais na internet informou que tinha chegado a Moscovo tendo difundido uma fotografia em que se pode ver o governante no momento em que desembarcava no aeroporto Domodedovo, na capital russa.

O vice primeiro-ministro escreveu também que além da Ucrânia também foi impedido de utilizar o espaço aéreo da Roménia, devido a “ordens dos Estados Unidos”.

“Da próxima vez vou voar a bordo de um TU-160” escreveu ironicamente o vice-primeiro ministro, referindo-se aos bombardeiros pesados russos.

Por seu lado, o ministro da Cultura escreveu na conta da rede social Twitter que o avião em que viajava foi obrigado a regressar a Chisinau, a capital da Moldávia, depois de caças MiG-29 da Força Aérea ucraniana terem impedido o aparelho de entrar no espaço aéreo da Ucrânia.

“A Ucrânia tinha permitido o voo da delegação russa mas depois mudou de opinião. Obrigaram-nos a regressar. Terá sido um telefonema de Washington?”, escreveu o ministro. 

Fonte: Jornal i


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

COLÔMBIA PROTESTA COM RÚSSIA POR VIOLAÇÃO DE ESPAÇO AÉREO (M1255 - 331PM/2013)


Tupolev Tu-160 em reabastecimento aéreo

O Governo de Bogotá prepara uma nota de protesto para apresentar a Moscovo, devido à violação do espaço aéreo colombiano pelos dois bombardeiros de longo alcance russos Tu-160, que estiveram na Venezuela recentemente, por ocasião da visita do secretário do Conselho de Segurança russo a Caracas. 

O anúncio foi feito pelo próprio Presidente da República Juan Manuel Santos: "Isto merece mais uma vez uma nota diplomática ao Governo russo, e é isso que está a fazer o Ministério dos Negócios Estrangeiros" disse, após uma reunião do Conselho de Segurança do país sul-americano.
Acrescentou ainda que os aviões foram detetados e forçados a deixar o espaço aéreo colombiano, por aviões da Força Aérea Colombiana. Foi revelado que o sistema de defesa aéreo colombiano esteve em alerta no dia 1 de novembro, devido ao sobrevoo dos Tu-160, na rota Venezuela-Nicarágua, portanto no regresso dos bombardeiros à Rússia.
A interceção deu-se a 80 km de Barranquilha e durante cerca de 5 minutos seguiram atrás dos bombardeiros russos, não tendo sido no entanto autorizados a disparar.

Vídeo captado no HUD de um dos Kfir colombianos na interceção  aos Tu-160:



Fonte: El Espectador
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro




segunda-feira, 28 de outubro de 2013

BOMBARDEIROS RUSSOS NA VENEZUELA (M1237 - 315PM/2013)

Tupolev Tu-160 da FA Russa

A agência noticiosa Ria Novosti divulgou a notícia revelada pelo Ministério da Defesa russo, dando conta da aterragem de dois bombardeiros russos Tu-160 na Venezuela, hoje 28 de outubro de 2013:
"Os bombardeiros voaram sobre o mar das Caraíbas e o oceano Pacífico oriental, ao largo da costa sudoeste do continente americano e aterraram na República Bolivariana da Venezuela, no aeroporto de Maiquetía" (Caracas), pode ler-se no comunicado.

As aeronaves, dois Tu-160, proporcionam comunicações rádio em áreas remotas entre os pontos de controlo russos que fazem parte do plano de treinos. Os aviões voaram mais de 10.000 km em cerca de 13 horas, acrescenta ainda a agência de notícias.

"Todos os voos dos aviões da Força Aérea (Russa) foram levados a cabo em conformidade com as normas internacionais para utilização do espaço aéreo" sublinhou ainda o serviço de imprensa do Ministério da Defesa de Moscovo.

Esta notícia vem a público, quando F-16 americanos e venezuelanos se preparam para participar no mesmo exercício militar conjunto, o Cruzex 2013. A presença de bombardeiros estratégicos russos na Venezuela, apesar de anunciada como absolutamente normal, não deixa de constituir uma provocação ao país yankee, por parte do regime de Caracas. Não esquecendo a ajuda de Putin, claro.
Para seguir com atenção novos desenvolvimentos.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

NA ZDOROVIE! (M703 - 83PM/2012)


Zhukovsky no dia do Air Show

Sukhoi Su-27

Ilyushin Il-76

Tupolev Tu-95

Tupolev Tu-160

Mikoyan Gurevich Mig-31

Mikoyan Gurevich Mig-15UTI

A 12 de agosto de 1912 nascia a que viria a ser uma das maiores forças aéreas do mundo. Nesse tempo, a Rússia ainda se chamava Rússia e vivia os últimos tempos dos czares.
A 12 de agosto de 2012 completaram-se 100 anos sobre essa data, dentro dos quais couberam muitas batalhas e quimeras. Revoluções e contra-revoluções. Mudanças de regime e de nome.
À parte disto, a Rússia de hoje continua a ser o maior país do mundo e como 100 anos não são coisa pouca, para comemorar o evento, foi preparado um festival aéreo na capital, à altura do orgulho nacional nos feitos dos seus homens do ar.
O Pássaro de Ferro fez-se ao caminho para registar a efeméride, num ato simultaneamente cultural e de fé. Cultural, porque a terra dos czares que foi durante muitos anos um mundo (quase) proibido, vale a pena visitar de per si, e de fé porque as burocracias que é necessário ultrapassar para lá chegar (quiçá vícios de outros tempos) assim o exigem.

Antonov- An-22

Beriev A-50EI

Tupolev Tu-134

Quanto ao festival propriamente dito, estava programado para começar com vários modelos históricos (russos e não só) até à exibição do Su-35, a iniciar verdadeiramente as "hostilidades", numa demonstração de capacidade e força não traduzível por adjetivos.
Por esta altura, já o imenso aeródromo de Zhukovsky é um mar de gente, estimada em mais de 200.000 espetadores, a tornarem qualquer tentativa de fotografar a exposição estática com dignidade para as aeronaves, meros exercícios de imaginação.
O espetáculo segue com as primeiras patrulhas acrobáticas, intercaladas por passagens de gigantes dos céus em formação ou isolados (Tu-22, Tu-95, Tu-160, An-124, Il-76...) e algumas aves raras (Tu-134, An-22, Il-86, ... ) que foram desfilando pelos céus de Zhukovsky.
Do exterior da fronteira fizeram-se representar as patrulhas italiana (Frecce Tricolori - sem solo), polaca (Iskra), britânica (Red Arrows - em versão reduzida), finlandesa (Midnight Hawks), letónia (Baltic Bees) e uma demo do Rafale francês.

Frecce Tricolori

Frecce Tricolori

Red Arrows

Midnight Hawks

Iskra

A festa no entanto era mesmo da casa e várias passagens em formação dos "cavalos de batalha" russos da atualidade foram o prato forte, com destaque para simulações de dogfights por Mig-29 e Su-27, de belo efeito. Os helicópteros russos presentemente no ativo marcaram também presença, bem como o avião de treino Yak-130 recentemente colocado no mercado.
Quase a terminar, algumas passagens do novel modelo da Sukhoi, que pretende disputar a hegemonia dos céus do F-22 Raptor americano, o protótipo T-50 também conhecido com uma nota de humor como "Raptorov".

T-50 e Mig-29

Russian Knights e Swifts

Os indispensáveis Russian Knights em Su-27, os Swifts em Mig-29 e flares qb, foram encaminhando o evento para o seu epílogo, escrito nos céus por 5 Su-27, 8 Su-25 e 8 Mig-29 a formar um 100, e por fim 9 Su-25 que fecharam o pano com as cores da bandeira russa sobre um espetáculo memorável.
Já de regresso, ainda tivemos oportunidade de efetuar uma pitoresca viagem de táxi, conduzidos por um ex-navegador de Il-76, que nos contou como eram as viagens de transporte de carga para o Afeganistão e alguns países perdidos em África, enquanto passávamos por fantasmas de outras eras, esquecidos um pouco por todos os cantos da base.
O show terminou e para o futuro Putin prometeu investimentos de monta, para devolver a credibilidade e força à arma aérea, que definhava desde o fim da Guerra Fria, à imagem dos aviões-fantasma que vimos.
Os generais russos sorriram e os 100 anos da aviação russa foram sem dúvida um acontecimento para recordar.
Como se diz ao brindar com a bebida favorita do país: "na zdorovie!"*

A formação comemorativa dos 100 anos


Nota: Em breve a segunda parte dedicada aos 100 anos da Força Aérea Russa, em edição exclusivamente fotográfica.

*"à saúde!"  

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