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terça-feira, 19 de maio de 2026

F-16 ROMENOS ABATEM DRONE SOBRE A ESTÓNIA - atualizado 13h40 19/05/2026



Um caça F-16M Força Aérea Romena, atualmente atribuído à missão Baltic Air Policing da NATO, abateu um drone presumivelmente ucraniano no espaço aéreo da Estónia. O incidente, foi já confirmado oficialmente pelo Ministro da Defesa estónio, Hanno Pevkur.


Segundo a agência Reuters, a instabilidade operacional estendeu-se à vizinha Letónia, onde o exército emitiu um alerta de intrusão aérea e ordenou que os residentes próximos da fronteira russa permanecessem no interior de edifícios, e acionando de imediato os caças da NATO em missão de alerta. 


Estes desvios de rota por parte de aeronaves não tripuladas vêm afetando o flanco leste da Aliança, com incursões registadas na Finlândia, Letónia, Lituânia e Estónia desde o passado mês de março, gerando inclusivamente uma crise política que levou à demissão em bloco do governo letão na semana passada.

Face ao agravamento da situação, o Presidente Volodymyr Zelenskiy tinha anunciado o envio de especialistas militares ucranianos para a Letónia com o objetivo de apoiar a defesa do espaço aéreo local.

 A fricção na região é ilustrada também pelo recente incidente de 15 de maio na Finlândia, onde as forças de defesa locais acionaram caças de alerta e suspenderam o tráfego no Aeroporto de Helsínquia durante três horas devido a suspeitas de atividade de drones, embora nenhum aparelho tenha sido efetivamente intercetado nessa ocasião.

Lembramos que a Força Aérea Portuguesa tem atualmente destacados quatro caças F-16M das Esquadras 201 e 301, em Amari, na Estónia, complementando no Policiamento Aéreo do Báltico os F-16 romenos e Rafale franceses em Siauliai, na Lituânia., Não há contudo, qualquer indício de que tenham estado envolvidos nesta operação em particular.

Até ao momento, o comando da NATO não emitiu qualquer comentário oficial sobre a interceção.

Atualização 13h40, 19 de maio 2026

A Força Aérea Romena publicou entretanto na rede social Facebook, uma descrição da operação d einterceção, que a seguir tarnscrevemos:

"(...) Hoje por volta das 11:00 horas, duas aeronaves F-16 do Destacamento Carpathian Vipers foram levadas para o ar pelo Centro Combinado de Operações Aéreas (CAOC) Uedem, para um alerta da Polícia Aérea no espaço aéreo da sua área de responsabilidade.
Os pilotos identificaram o alvo e passaram por todos os procedimentos de identificação, aprovação de empenhamento e atenuação de riscos, após o que lançaram um míssil ar-ar, abatendo um drone.
O destacamento Carpathian Vipers, composto por cerca de 100 soldados com seis caças F-16 Fighting Falcon, está destacado para a Lituânia na Base Aérea de Šiauliai, e fornecerá o Serviço de Polícia Aérea Melhorado de abril a julho de 2026.
A Força Aérea Romena está na sua quarta missão na Lituânia, onde garante a proteção da integridade do espaço aéreo dos Estados Bálticos e da NATO."







terça-feira, 7 de abril de 2026

Marinha Portuguesa: Futuro NRP D. João II já flutua

Foto: Marinha Portuguesa

A Marinha Portuguesa deu hoje um passo decisivo no seu processo de modernização com a cerimónia de flutuação do futuro NRP D. João II, que teve lugar nos estaleiros da DAMEN, em Galați, na Roménia. O evento, realizado hoje, a 7 de abril de 2026, contou com a presença do Superintendente do Material, Vice-almirante Fernando Jorge Pires, acompanhado pelos embaixadores de Portugal e dos Países Baixos, simbolizando a relevância estratégica e diplomática deste projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

Foto: Marinha Portuguesa


Desenvolvido através de uma parceria entre a Armada e o grupo DAMEN, o futuro NRP D. João II introduz um conceito inovador de Plataforma Naval Multifuncional. Ao contrário das unidades de superfície tradicionais, este navio aposta numa arquitetura modular e numa elevada flexibilidade operacional, permitindo a transição entre missões militares, científicas e de monitorização ambiental com rapidez e eficiência.

Foto: Marinha Portuguesa

No plano tecnológico, a unidade destaca-se pela sua capacidade nativa de operar sistemas não tripulados aéreos, de superfície e subaquáticos. Esta integração de drones e veículos autónomos permite ao navio atuar como um centro de comando para a recolha e processamento de dados oceânicos, assegurando uma interoperabilidade sem precedentes com o setor científico e académico. Com uma autonomia projetada para 45 dias de permanência no mar, o navio está capacitado para missões prolongadas de investigação e prospeção do fundo marinho.

Vídeo


A cerimónia de flutuação assinala o fim de uma etapa crítica da construção e o início da fase final de aprontamento. A entrada oficial do NRP D. João II no efetivo dos navios da Marinha está prevista para o primeiro semestre de 2027, momento em que Portugal reforçará significativamente a sua capacidade de vigilância, segurança marítima e afirmação da soberania no domínio das ciências do mar.

Foto: Marinha Portuguesa

Foto: Marinha Portuguesa



quarta-feira, 15 de novembro de 2023

CENTRO EUROPEU DE TREINO PARA F-16 INAUGURADO NA ROMÉNIA [M2447 – 79/2023]

Três dos cinco F-16 neerlandeses destinados ao EFTC na Base Aérea 86 em Fetești, Roménia   Foto: Embaixa EUA em Bucareste

O Ministro da Defesa Nacional, Angel Tîlvăr, e o seu homólogo do Reino dos Países Baixos, Kajsa Ollongren, inauguraram na segunda-feira, 13 de novembro, o Centro Europeu de Treino para F-16 (EFTC) na Romênia, que operará na 86 Base Aérea em Fetești, divulgou o Ministério da Defesa Romeno em nota de imprensa.

Foto: Embaixa EUA em Bucareste

Na cerimónia de inauguração estiveram presentes os embaixadores da Dinamarca, Estados Unidos, Países Baixos e Ucrânia e representantes do fabricante Lockheed Martin. Participaram ainda o Chefe do Estado-Maior da Defesa, General Daniel Petrescu, o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-General Viorel Pană, chefes de algumas estruturas centrais do Ministério da Defesa [Romeno]. 

O projecto, o primeiro a nível europeu, "representa um marco importante, tanto para a cooperação romeno-neerlandesa como para a tradução prática da solidariedade aliada", refere ainda o comunicado do MD Romeno, que acrescenta também que "irá acelerar a formação de pilotos romenos para a operação das aeronaves F-16 adquiridas pela Roménia à Noruega e que em breve entrarão no equipamento da Força Aérea Romena".

“O Centro Europeu de Treinamento F-16 desempenhará um papel vital na formação de pilotos romenos para operar estas aeronaves de alto desempenho. Através desta ambiciosa iniciativa, pretendemos não só formar um número significativo de pilotos, mas também obter novas qualificações para aqueles que já operam aeronaves F-16 na Roménia”, afirmou a propósito, o  ministro da Defesa romeno.

Ao mesmo tempo, o ministro Tîlvăr destacou que o Centro da Base Aérea 86 visa criar uma resposta adequada, não só para as necessidades atuais e futuras da Força Aérea Romena, mas também para apoiar aliados e parceiros, como a Ucrânia: "Assinei, à margem da Cimeira da NATO em Vilnius, a participação da Roménia no estabelecimento da Coligação Internacional F-16, juntamente com um número significativo de estados. Isto demonstrou o que podemos alcançar juntos em apoio à Ucrânia, proporcionando ao mesmo tempo uma plataforma facilitadora para calibrar os nossos esforços com os dos Aliados e parceiros regionais. Actualmente, estamos a analisar as formas mais eficazes de integrar a formação de pilotos ucranianos no programa o mais rapidamente possível",  disse Tîlvăr, na cerimónia de inauguração .

O responsável romeno destacou a excelente cooperação entre a Roménia, o Reino dos Países Baixos e a empresa Lockheed Martin para tornar realidade um projecto tão complexo no menor tempo possível.

O Ministério da Defesa dos Países Baixos divulgou igualmente as palavras da ministra da Defesa do País, Kajsa Ollongren: “A Roménia poderá, portanto, dar um contributo crucial para a protecção do flanco oriental europeu. O futuro do centro de treino está em mãos capazes.” 


Um dos F-16 da Real Força Aérea dos Países Baixos à partida para a Roménia    Foto: MD Países Baixos

Já no dia 7 de Novembro, o Ministério da Defesa dos Países Baixos havia divulgado a informação de que os cinco primeiros caças F-16, de um total entre 12 a 18 para o EFTC, estavam a caminho da Roménia, salientando contudo, que os caças "continuam a ser propriedade dos Países Baixos". A mesma notícia adiantava ainda que o primeiro curso será para atualização dos instrutores de F-16 contratados, após o que se seguirá o treino para pilotos ucranianos e aliados da NATO. O fabricante, Lockheed Martin, "realizará manutenção em conjunto com a Roménia, de acordo com os requisitos da aviação militar neerlandesa e os regulamentos da aviação europeia". 

Portugal, através da ministra da Defesa, Helena Carreiras, reiterou por diversas vezes o empenhamento do país em contribuir para este centro de treino. Não há contudo, para já, ainda definição sobre em que se traduzirá esse contributo, ou também se os pilotos destinados às esquadras de F-16 da Força Aérea Portuguesa, poderão realizar o curso igualmente neste centro.




quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

PARLAMENTO ROMENO APROVA COMPRA DE MAIS F-16 PORTUGUESES [M2080 – 67/2019]

F-16 do primeiro lote vendido por Portugal à Roménia

A Câmara dos Deputados, órgão de decisão do Parlamento, aprovou esta quarta-feira o Projecto de Lei para a compra a Portugal de mais cinco caças F-16, na mesma configuração das 12 já adquiridas, de modo a finalmente ter uma Esquadra de Voo operacional completa.
A compra das aeronaves havia sido já aprovada no final de Novembro do corrente ano de 2019, pelo Conselho Supremo de Defesa da Roménia, tendo o Governo local ratificado o Projecto de Lei respectivo.

Segundo a imprensa romena, o valor do negócio para a aquisição dos cinco F-16  é de 333,2M EUR  dos quais 154,7M são relativos ao contrato com o Governo da República Portuguesa e 178,5M referentes ao contrato com os EUA.  Os valores finais contudo, só serão conhecidos exactamente após a conclusão das negociações para a finalização do pacote de bens e serviços.
Recordamos que em Agosto passado, o Executivo português aprovou gastos com a alienação das cinco aeronaves no valor de 130M EUR, tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou.

Segundo o chefe de Gabinete do Primeiro Ministro, Ionel Dancă, quatro células de F-16 serão adquiridas em 2020, ficando a última para 2021, estando os valores necessários reservados no projecto de orçamento para o próximo ano.

Os aviões deste segundo lote vendido por Portugal à Roménia, terão - como referido - a mesma configuração dos 12 já entregues em 2016 e 2017, a OFP M5.2. O pacote de bens e serviços prevê no entanto que os 17 F-16MLU (14 monolugares e 3 bilugares) sejam elevados à versão M6.X, podendo incluir a participação da indústria de Defesa romena.

A Força Aérea Portuguesa está previsto ficar com uma frota de 28 F-16MLU - 24 monolugares e 4 bilugares, sendo para tal necessária a modificação na OGMA de três células adicionais para o padrão MLU, entretanto já requisitadas aos EUA.






quinta-feira, 22 de agosto de 2019

VENDA DE F-16 À ROMÉNIA - GOVERNO PORTUGUÊS AUTORIZA GASTOS [M2054 - 41/2019]

F-16 do primeiro lote vendido à Roménia, ainda em Monte Real antes da entrega

Segundo se pode ler no comunicado do Conselho de Ministros português de hoje, 22 de Agosto de 2019, o Governo aprovou uma verba de 130M EUR, para gastos relacionados com a alienação de cinco caças F-16 à Roménia:

"Foi aprovada a resolução que autoriza a realização, pela Força Aérea, da despesa destinada a suportar os encargos decorrentes do contrato a celebrar com a Roménia relativo à alienação de cinco aeronaves F-16.

De forma a não afetar a capacidade operacional da Força Aérea portuguesa, a despesa necessária à concretização da alienação, cujo custo global está estimado em 130 milhões de euros, será integralmente suportada pelas receitas que resultam do contrato a celebrar com a Roménia, o qual permitirá reforçar a cooperação entre os dois países, possibilitando a partilha de custos, a rentabilização das competências técnicas e o incremento da capacidade operacional da Força Aérea Portuguesa."

Estas despesas contemplam, além dos trabalhos para colocar operacionais as cinco aeronaves a alienar, de acordo com os standards previstos em contrato com a Roménia, a transformação de três células F-16 Bloco 15 para o Bloco 20 (MLU) de modo a manter 28 F-16 na frota da Força Aérea Portuguesa.

Os proveitos com a venda (valor final do contrato ainda não foi revelado), serão encaminhados para o programa de manutenção e actualização da totalidade da frota F-16 portuguesa, uma vez que as verbas inscritas na Lei de Programação Militar são insuficientes.

Já as cinco células a vender à Roménia, juntar-se-ão às 12 em actividade no país dos Cárpatos, igualmente provenientes da Força Aérea Portuguesa.




quinta-feira, 5 de outubro de 2017

FALCON DEFENCE 2017 - F-16 PORTUGUESES NA ROMÉNIA (M1922 - 59/2017)

TCor João Rosa (esq) com um piloto da Esq. 301 à chegada à base aérea de Borcea, Roménia 

Caudas de dois F-16MLU portugueses com o romeno n/c 1603 (ex-FAP 15124) em fundo


A Força Aérea Portuguesa tem destacados na Roménia desde o dia 18 de Setembro de 2017, quatro F-16AM (n/c 15104, 15107, 15114, 15141) e um contingente de cerca de 70 militares de apoio às operações na base aérea de Borcea.

Manutenção e aprontamento dos F-16 portugueses para as missões na Roménia

idem

Os Crew Chiefs sempre atentos ao dar a partida aos caças

O destacamento, previsto para durar dois meses, faz parte das medidas de tranquilização da NATO aos aliados do bloco de Leste, implementadas após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.

Durante o destacamento, os pilotos portugueses pertencentes às Esquadras 201 e 301 irão executar missões de treino de suporte às políticas da NATO, que incluem missões conjuntas com a Força Aérea, Exército e Marinha romena, bem como com CF-188 canadianos, igualmente destacados na Roménia. Algumas destas missões terão ainda a participação de um avião de alerta aéreo e controlo (AWACS) E-3A Sentry da NATO.


Os objectivos do exercício passam pela consolidação da interoperabilidade dentro das forças aliadas, com a vantagem de praticar simultaneamente a projecção de forças longe e operação longe da base de origem, como referiu o Tenente-coronel João Rosa, chefe do destacamento lusitano.

TCor João Rosa à direita acompanhado por um dos pilotos da Esquadra 201 - Falcões
Em paralelo com o destacamento dos F-16 portugueses na Roménia, realizou-se a 28 de Setembro, a entrega do último lote de três F-16, de um total de 12 vendidos por Portugal ao mesmo país.  No âmbito do mesmo contrato de venda dos caças, e além de ter treinado pilotos e mecânicos romenos em Monte Real, a Força Aérea Portuguesa irá fornecer até Setembro de 2018 apoio técnico para a instalação e operação deste sistema de armas na Roménia.

Embora não declarado oficialmente, este destacamento aparenta ser um apoio mais à operacionalização completa do sistema de armas F-16, no país dos Cárpatos, opinião aliás partilhada pela imprensa local.

Linha da frente do destacamento nacional na base aérea de Borcea onde operará até meados de Novembro


Fotos: Alf. Pires/Força Aérea Portuguesa


terça-feira, 21 de março de 2017

ROMÉNIA PRETENDE MAIS VINTE F-16 (M1882 - 19/2017)

Piloto e F-16 romenos em Monte Real


Tal como o Pássaro de Ferro tem vindo a dar conta, o "mercado de usados" de F-16 está bastante activo nos dias que correm.

Enquanto a Bulgária pondera a aquisição de oito F-16 a fornecer por Portugal e EUA, a Roménia, através do seu ministro da Defesa, confirmou o interesse em incorporar mais uma vintena de Vipers, na sua Arma Aérea.

Falando ao Parlamento romeno a 13 de Fevereiro passado, Beniamin Les declarou: "é minha intenção finalizar este ano, a decisão de ter mais 20 caças F-16. A Força Aérea Romena tem nove agora e terá doze até ao fim do ano, mas necessitamos mais, para reforçar as capacidades da nossa Força Aérea. Por princípio, a Roménia pretende comprar estes 20 caças aos EUA. Mais pormenores serão anunciados no devido tempo".

aquando da entrega dos primeiros seis F-16 comprados a Portugal, era conhecido o interesse romeno, mas apenas agora ficaram a ser conhecidos mais detalhes. Face a estas declarações, não é ainda claro até que ponto o negócio poderá envolver mais uma vez Portugal, para modernizar as células vindas dos EUA, ou não.

O Ministério da Defesa romeno pretende alcançar a meta de 2% do PIB para gastos de Defesa, após largos anos de orçamentos vacilantes, dada a crescente importância estratégica da região para a NATO.




quarta-feira, 1 de março de 2017

F-16 ROMENOS EXECUTAM PRIMEIRO REABASTECIMENTO AÉREO (M1876 - 13/2017)


Na terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017, a Esquadra 53 que opera os F-16 na Força Aérea Romena, executou pela primeira vez o treino de reabastecimento aéreo, desde que os caças foram recebidos no país dos Cárpatos.

As operações de reabastecimento aéreo foram realizadas com um avião tanque KC-135 Stratotanker pertencente a 100ª ARW da USAFE  (Força Aérea dos Estados Unidos na Europa).



Os reabastecimentos decorreram a altitudes de entre os 7000 e os 10.000 m, tanto de dia como de noite. A autonomia de voo de um F-16 é de cerca de três horas, sendo ampliada em cerca de duas horas através do reabastecimento no ar, um processo que leva apenas alguns minutos.

Os pilotos romenos receberam a qualificação para tais procedimentos, durante o curso de voo em F-16, realizado em Portugal.







Ainda em vídeo:

F-16AM

F-16BM



Fotos: FA Romena

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

F-16 PROCURAM-SE (M1866 - 03/2017)

Um dos F-16 vendidos por Portugal à Roménia

Os últimos meses têm visto um aumento da procura por células F-16, no mercado internacional. E curiosamente as versões mais antigas A/B.

Depois da Roménia ter oficializado o interesse em mais 12 Vipers, no seguimento da aquisição de outros tantos a Portugal, também a Bulgária reiterou em Dezembro, considerar o mesmo tipo de caça para substituir os seus MiG-29.
O interesse Búlgaro é já antigo, tendo o país ainda chegado a manifestar interesse no lote de células portuguesas, que acabariam vendidas à Roménia face ao estado mais adiantado das negociações com Bucareste. Agora, a 9 de Dezembro de 2016,  o Parlamento búlgaro aprovou já uma verba de cerca de 800M USD, destinada à aquisição de 8 caças "novos ou em segunda mão". Portugal e EUA foram inquiridos acerca da disponibilidade para fornecer F-16, passando neste caso o negócio pela modernização em Portugal, de células vindas dos EUA. Segundo garantia do ministro da Defesa português, a actual frota nacional de 30 F-16 é para manter no inventário da FAP.
Mas desta vez, os F-16 contam com concorrência, tendo à Itália sido igualmente solicitada informação acerca do Typhoon e à Suécia do Gripen.


E se o interesse deste dois potenciais compradores não é novo, a novidade é mesmo a Polónia, que a eles se junta no mercado internacional, na busca de células disponíveis de F-16A/B. Segundo notícia veiculada na imprensa daquele país, o Ministério da Defesa estará a ponderar a aquisição de até 96 células, para posterior modernização a nível doméstico.
As razões apontadas para esta escolha são várias, começando pela necessidade de substituição dos vetustos Su-22, mas também os MiG-29 de fabrico russo, entretanto modernizados. Quando a aquisição do F-35 se afigura demasiado cara para o orçamento da Força Aérea local, a modernização de células antigas de F-16 surge como uma opção apetecível. A FA Polaca opera já 48 F-16 modelos C/D recentes e de fábrica, mas estima que os modelos A/B modernizados fiquem por cerca de 30% do valor dos novos. Não é contudo ainda claro o tipo de upgrade pretendido, se similar ao MLU europeu ou a versão V mais avançada.

Na verdade, o elevado preço e incertezas que tem enfrentado o programa F-35, criou um fosso de mercado para os utilizadores que não possam ou não queiram despender verbas tão elevadas, que tem permitido por exemplo, ao acessível caça sueco Gripen estabelecer-se.
E se a Lockheed Martin pretendia numa primeira fase vender o F-35 aos actuais utilizadores de F-16 ou outras frotas da mesma geração, acabaria por desenvolver a versão V,  para F-16 novos ou como upgrade de células antigas.

Coreia do Sul, Taiwan e Singapura, apesar de não estarem a adquirir novas células, estão em fase de modernização das suas frotas de F-16, para um padrão idêntico ao modelo V. Vários outros operadores de F-16 por todo o mundo consideram as mesma possibilidade, em detrimento da aquisição de um novo modelo.

Num âmbito diferente, pelo menos duas companhias privadas que prestam serviços de aviação de combate - vulgo "agressores" - têm sido apontadas como compradoras de células A/B de F-16. A Discovery Air Defence estará na primeira linha para conseguir a autorização de Washington para operar o modelo que, ao contrário dos operadores militares, terá um mínimo de equipamentos electrónicos e armamento de que não necessita, de modo a tirar o máximo proveito das suas reconhecidas capacidades aerodinâmicas.
Este tipo de oferta privada, permite às Forças Aéreas poupar tanto em horas de voo nos seus caças de primeira linha, como no orçamento de Defesa, ao utilizar os serviços externos apenas quando necessário.

O F-16 está por isso ainda para voar, por muitos e muitos anos.



quinta-feira, 5 de março de 2015

F-16 PORTUGUESES DE NOVO NA FRENTE LESTE (M1806 - 37PM/2015)



O Conselho Superior de Defesa Nacional romeno aprovou na passada terça-feira 3 de Março, a presença de quatro F-16 da Força Aérea Portuguesa em território romeno, durante os meses de Maio e/ou Junho do corrente ano de 2015, no âmbito das NATO Assurance Measures.

Desde a ocupação da Crimeia pela Rússia há um ano atrás, que a Aliança Atlântica tem reforçado os meios aéreos por toda a sua fronteira Leste, como forma de mitigar as procupações dos países da antiga esfera soviética, agora membros de pleno direito da NATO.
É o caso da Roménia, situada a escassos 300km da Crimeia, facto lembrado pelo Presidente romeno Klaus Johannis, ao anunciar a intenção de receber os meios aéreos portugueses.

O destacamento será composto por cerca de 150 elementos, em apoio aos quatro caças e significará o primeira vez que tropas lusitana são destacadas no país. Actualmente e no sentido inverso, está contudo a decorrer o processo de formação de pilotos e mecânicos romenos em Portugal, no âmbito da venda de 12 F-16 ex-FAP para a Força Aérea Romena.

Apesar da intenção romena em receber os reforços, e de fonte oficial portuguesa ter confirmado as negociações, não há ainda uma decisão definitiva sobre o assunto, que terá igualmente de ser ratificado pelo Parlamento romeno.

A NATO decidiu ainda instalar centros de comando e controlo na Letónia, Estónia, Lituânia, Polónia, Roménia e Bulgária, como resposta às ameaças colocadas pela Rússia e Estado Islâmico, e servirão para acelerar a chegada de eventuais reforços em caso de emergência.


sábado, 29 de novembro de 2014

PILOTOS ROMENOS JÁ VOAM SOLO EM F-16 EM PORTUGAL (M1737 - 327PM/2014)



Um ano após a assinatura do contrato de aquisição de F-16,a Força Aérea Romena aterrou em Monte Real com o primeiro destacamento de 23 elementos, incluindo pilotos, mecânicos e pessoal logístico, para dar início ao programa de treino em F-16 MLU.


O programa de treino inicial, liderado pelo TenCor Afonso "Jackal" Gaiolas, antigo comandante da Esquadra 301 - Jaguares, e um dos pilotos mais experientes em F-16 em Portugal, consiste em formação teórica e voo em simulador, seguido por missões reais no bilugar F-16BM, que ocorreram pela primeira vez no dia 5 de novembro. O TenCor João Rosa, Comandante da Esquadra 201-Falcões, é o outro piloto-instrutor do programa.


Apesar do tempo chuvoso que se tem feito sentir em Portugal nas últimas semanas ter atrasado algo o progresso do treino, a 22 de novembro os três pilotos romenos já tinham completado o último voo em bilugar e estavam prontos para o voo-solo.



O dia 26 de novembro foi um marco para o programa de treino, quando o TenCor Constantin Andrei se tornou o primeiro piloto romeno a descolar em F-16AM para o seu primeiro voo solo. Apenas um par de horas depois o TenCor Catain Miclos tornou-se o segundo piloto romeno a voar solo o F-16 e já ano dia 27, o Maj Mihaita Marin o terceiro.



Todos estes pilotos eram instrutores em MiG-21 Lancer modernizado com aviónicos similares aos do F-16 MLU, tendo já extensa experiência em programas de treino e táticas NATO, bem como na linguagem utilizada.


Este primeiro grupo de pilotos ficará em Portugal até terminarem o Treino de Qualificação para Missões, regressando depois à Roménia como pilotos-instrutores qualificados para treinar os demais pilotos da futura Esquadra: Até ao fim do programa, um total de nove pilotos romenos serão qualificados em Portugal.


Segundo revelou o TenCor Rosa, os instrutores portugueses estão bastante satisfeitos com os pilotos romenos, acrescentando que os romenos devem sentir-se "orgulhosos e confiantes dos elementos da sua Força Aérea responsáveis pelo programa F-16. Orgulhosos porque estão a realizar um excelente trabalho e confiantes porque o futuro da Força Aérea romena está garantido e em boas mãos".




Fotos: Alex Trandafir



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