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quinta-feira, 12 de junho de 2025

F-16 PORTUGUESES EM MISSÃO DE TREINO MULTIDOMÍNIO DA NATO

F-35 neerlandês junta-se a F-16 português e A330 MRTT de reabastecimento francês sobre a Polónia para a missão F2T2    Foto: FAP
 

No dia 5 de junho de 2025, forças de sete nações da NATO conduziram um exercício liderado pela Aliança do tipo Find, Fix, Track, and Target (F2T2), na Polónia, reforçando a integração, interoperabilidade e eficácia de combate entre aliados.

As missões F2T2 exigem coordenação precisa entre todos os domínios de combate — ar, terra, mar, ciberespaço e espaço — para garantir uma execução bem-sucedida. Durante a missão, o Sistema Aerotransportado de Alerta e Controlo da NATO (AWACS) assegurou o comando e controlo aéreo, facilitando a coordenação multidomínio para localizar alvos simulados e transmitir rapidamente as suas posições a meios aéreos e terrestres com capacidade de ataque.

A realização bem-sucedida destas missões simultâneas sublinhou o papel decisivo do poder aéreo na defesa coletiva da NATO. "Executar missões F2T2 garante que as forças da NATO permanecem prontas para responder a qualquer ameaça potencial à Aliança. Os exercícios de integração multidomínio oferecem oportunidades valiosas para reforçar a prontidão e aprimorar a proficiência tática das nossas forças", afirmou o Marechal do Ar Johnny Stringer, Comandante Adjunto do Comando Aéreo Aliado.

Caças F-35        Foto: Armée de l'Air

A missão integrou sem falhas aeronaves de 4ª e 5ª gerações, incluindo caças F-16 portugueses destacados na missão de Policiamento Aéreo da NATO na Estónia, juntamente com F-35 neerlandeses e noruegueses. As aeronaves foram apoiadas e reabastecidas por um avião francês A330 MRTT, aumentando a flexibilidade operacional e permitindo maior duração da missão.

Enquanto decorria a missão F2T2 na Polónia, uma segunda operação de dissuasão teve lugar simultaneamente mais a sul, na Roménia. Caças Typhoon italianos, F-16 gregos e turcos, e meios terrestres franceses e romenos participaram numa missão conjunta de fogos integrados, demonstrando a capacidade da NATO para executar operações coordenadas e multidomínio.

A conclusão bem-sucedida de duas missões simultâneas e altamente complexas em países distintos da NATO destaca a agilidade e a força das forças aliadas. Estes exercícios constituem oportunidades de treino cruciais, promovendo a interoperabilidade, bem como a confiança e o espírito de camaradagem entre aliados.

"O êxito destas missões simultâneas reforça o papel decisivo do poder aéreo na defesa coletiva da NATO. As Forças Aéreas Aliadas continuam a demonstrar agilidade, alcance e precisão sem paralelo. Estas missões não só reforçam a nossa interoperabilidade, como também transmitem uma mensagem clara de unidade e determinação coletiva", acrescentou o Marechal do Ar Stringer.

A capacidade da NATO de gerar efeitos precisos, integrados e multidomínio sublinha a sua prontidão e competência para proteger território e populações, salvaguardar o espaço aéreo aliado e dissuadir potenciais agressões — garantindo a continuidade da segurança e estabilidade da Aliança.

Estes exercícios conjuntos têm uma função que transcende o treino operacional — consolidam confiança mútua, partilha de procedimentos táticos e uma cultura de interoperabilidade essencial à dissuasão eficaz. A NATO mostra-se, assim, pronta a enfrentar qualquer desafio à integridade do seu território, com agilidade, precisão e alcance. 

Fonte: NATO



sexta-feira, 14 de março de 2025

POLÓNIA PISCA O OLHO AO KC-390 [M2596 - 20/2025 ]

Linha de produção do KC-390 Millennium
 

E a Embraer pisca o olho à Polónia. E na verdade, tudo parece indicar que o romance irá terminar em casamento, depois do CEO da Embraer ter visitado a Polónia, com o intuito de tornar aquele país num "centro de excelência da companhia na Europa".

Ambição não falta à Embraer, que estima que projetos potenciais com parceiros locais, possam gerar até 3.000M USD e 5 mil empregos no país, ao longo de 10 anos, dentro da aviação militar e comercial.

“A Embraer faz parte do ecossistema de aviação da Polónia há mais de 25 anos. Com o forte crescimento global da companhia, estamos comprometidos em expandir o nosso engajamento industrial em conjunto com parceiros polacos, incluindo atividades de produção, montagem final, manutenção e reparação. Para possibilitar esse crescimento, a Embraer planeja apoiar o desenvolvimento das capacidades e competências que impulsionarão o setor aeroespacial polaco, para o seu próximo estágio de sucesso,” afirmou Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer, durante a visita ao Instituto de Aviação Łukasiewicz (iLOT).

Num movimento estratégico de longo prazo, a Embraer procura parceiros para fabricar peças e para uma potencial linha de produção final para a aeronave militar multimissão KC-390 Millennium, que continua a conquistar pedidos internacionais, incluindo países da Europa e da NATO. E afinal de contas, 42% da cadeia de componentes do KC-390 já tem origem na UE. Só a produção desta aeronave e o ecossistema de pós-venda associado (incluindo manutenção e treino) poderão resultar na criação de cerca de 1000M USD e 600 empregos. 

A Embraer está por isso a oferecer também à Polónia, para substituição da sua frota C-130E/H Hercules, a sua aeronave de transporte militar KC-390 Millennium, que já foi adquirida, ou está em fase de aquisição na Europa, por Áustria, Chéquia, Eslováquia, Hungria, Países Baixos, Portugal e Suécia.

"A Polónia é uma nação líder da NATO e, ao oferecermos o KC-390 Millennium, temos a oportunidade de nos engajarmos com a bem estabelecida e especializada comunidade industrial e de defesa do país. Esta é uma oportunidade para a Polónia se tornar uma participante central do ecossistema europeu do KC-390, com acesso a um excelente pacote industrial, de treino e suporte. A Polónia é mais que um cliente potencial para nós: é uma sólida parceira operacional e industrial de longo prazo, com a localização perfeita para a linha de produção que queremos desenvolver na Europa", disse Frederico Lemos, CCO da Embraer Defesa & Segurança.

Segundo a imprensa local, a Polónia estará interessada em adquirir entre 5 a 10 aviões KC-390, para equipar a sua Força Aérea.



quinta-feira, 18 de maio de 2023

F-16 PORTUGUESES TREINAM COM F-22 NO BÁLTICO [M2407 - 39/2023]

O Estado-maior General das Forças Armadas (EMGFA) Portuguesas revelou fotos do treino combinado com caças stealth F-22 da USAF (EUA).

Na notícia divulgada pode ler-se "O treino conjunto entre os F-16 portugueses e F-22 americanos permitiu testar a integração e a interoperabilidade entre diferentes sistemas de armas que contribuem a segurança do flanco Leste da Aliança Atlântica."

Recordamos que a Força Aérea Portuguesa tem actualmente um destacamento de quatro F-16AM na base aérea de Siauliai na Lituânia, no âmbito do Policiamento Aéreo do Báltico da NATO, entre 1 de Abril e 31 de Julho de 2023.

Já os F-22 Raptor da USAF, estão destacados na Polónia desde 12 de Abril transacto.

Além de assegurar o Alerta de Reacção Rápida no espaço aéreo das Repúblicas Bálticas, os destacamentos nacionais aproveitam normalmente a oportunidade integrar exercícios na região ou realizar treino com aliados, tal como no caso em apreço.


Fotos via EMGFA

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

PORTUGAL SEM DISPONIBILIDADE PARA FORNECER F-16 À UCRÂNIA [M2376 - 08/2023]

Caças F-16 MLU da Força Aérea Portuguesa

Portugal não tem disponibilidade para poder fornecer caças F-16 á Ucrânia. A afirmação é do primeiro-ministro António Costa, à chegada ao Conselho Europeu em Bruxelas, para uma reunião de líderes da União Europeia na manhã de hoje, onde estaria presente também o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

“Não é uma questão de 'linha vermelha'. No nosso caso nós temos um programa de empenho dos nossos caças F-16 em vários programas da NATO. Vamos agora estar numa missão de polícia aérea nos próximos meses na Lituânia. Temos, por outro lado, um acordo de cooperação com a Roménia relativamente aos caças F-16. Portanto aí é uma área onde não temos disponibilidade, visto que os meios que temos estão todos alocados a missões que não podemos prescindir” disse aos jornalistas.

Zelensky tem reiterado os pedidos para o fornecimento de armas à Ucrânia, incluindo aviões de caça, que permitam fazer frente ao invasor russo. É neste contexto que o F-16 tem sido ventilado como uma das principais, senão a principal, possibilidade, devido a vários factores como sejam o número de células existentes (é o caça mais numeroso da actualidade), a existência de cadeia logística para o fornecimento de peças em quantidade e celeridade, e a facilidade de formação de pilotos e mecânicos, além de ser também o preferido dos próprios pilotos ucranianos.

Países Baixos e Polónia, também utilizadores de F-16, já demonstraram disponibilidade para discutir o assunto. Segundo afirmou António Costa, Portugal não tem a mesma facilidade.

Costa confirmou contudo, o envio de três tanques Leopard para a Ucrânia durante o mês de Março. Não é conhecido ainda assim, como está o processo de envio de helicópteros Kamov Ka-32 utilizados no combate a incêndios, mas imobilizados desde 2018, que o executivo português prometeu enviar à Ucrânia no passado mês de Outubro de 2022, mas que não se concretizou até ao momento.

A Força Aérea Portuguesa possui presentemente uma frota de 25 caças F-16 MLU, tendo já alienado 17 à Roménia, através do programa a que se referia António Costa.



sábado, 28 de janeiro de 2023

UM CORSAIR II PORTUGUÊS NA POLÓNIA - [M2373 - 05/2023]

Numa visita recente à Polónia, o nosso colaborador Pedro "Pugachev" Monteiro partilhou com o Pássaro de Ferro algumas imagens sempre interessantes e originais. Não é todos os dias que vemos um velho conhecido da Força Aérea Portuguesa coberto de neve, em terras tão longínquas.


As imagens seguintes, foram obtidas igualmente pelo mesmo autor, mas em 2019, no final do verão, nas quais podemos ver o estado geral do avião. Notar a ausência das estações 1 e 8 e os depósitos (drop) nos dois esquemas utilizados operacionalmente. Este avião não chegou a ser rematriculado, uma vez que foi retirado do serviço operacional, antes dessa alteração, ocorrida em 1993/94.


O LTV A-7P Corsair II s/n 5502 tem a sua história resumida neste dossier, que pode e deve ser consultado aqui.

O Pedro "Pugachev" Monteiro Oliveira é um entusiasta pela aviação em geral, mas com particular ênfase na militar. Tem um canal no Youtube, (clicar nesta ligação), com excelentes imagens alusivas à aviação militar, captadas em diversos eventos e geografias e que convidamos vivamente a subscrever!

O Pássaro de Ferro agradece-lhe, evidentemente, a cedência destas imagens.

terça-feira, 8 de março de 2022

POLÓNIA COLOCA FROTA DE MIG-29 À DISPOSIÇÃO DOS EUA [M2301 - 18/2022]

 

MiG-29 "Fulcrum" da Força Aérea Polaca         Imagem de arquivo

O Governo da República da Polónia anunciou em comunicado oficial colocar à disposição dos EUA a sua frota de caças MiG-29:

"As autoridades da República da Polônia, após consultas entre o Presidente e o Governo, estão prontas para enviar – imediatamente e gratuitamente – todos os seus caças MiG-29 para a Base Aérea de Ramstein [NR: base da USAFE na Alemanha] e colocá-los à disposição do Governo dos Estados Unidos da América. 

Ao mesmo tempo, a Polónia solicita aos Estados Unidos que nos forneçam aeronaves usadas com capacidades operacionais correspondentes. A Polónia está pronta para estabelecer imediatamente as condições de compra dos aviões. 

O governo polaco também solicita que outros aliados da NATO – que possuam caças MiG-29 – ajam na mesma linha."

Segundo o mesmo comunicado, a decisão do executivo polaco vem no seguimento dos comentários realizados pelo Secretário de Estado dos EUA, sobre o fornecimento de aviões à Ucrânia.



sexta-feira, 30 de outubro de 2020

DESTACAMENTO DE F-16 DA FAP NA POLÓNIA REGRESSA A CASA [M2196 - 114/2020]


Regressa a "casa" em Monte Real, após sensivelmente dois meses de destacamento em Malbork, Polónia, o destacamento das Esquadras 201 e 301 da Força Aérea Portuguesa.

Cinco F-16 (n/c 15106, 09, 10, 36 e 43) e um contingente de cerca de 70 militares, com rotação de pessoal sensivelmente a meio do período, estiveram na Polónia, ao abrigo das Medidas de Tranquilização da NATO, tendo tido oportunidade de participar em múltiplos exercícios com várias forças NATO, além da Força Aérea local.

O F-16 com número de cauda 15136 já ontem foi captado no software de radar virtual ADSB Exchange a caminho de Portugal. 


O grosso do destacamento contudo, que inclui um C-130H Hercules da Esquadra 501, para transporte do pessoal, apenas hoje rumaram ao sudoeste da Europa.



Imagens: Moment.photo e Gawronsky via 22. Baza Lotnictwa Taktycznego 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

F-16: DESTACAMENTO NA POLÓNIA EM ALTA ROTAÇÃO [M2185 – 103/2020]

F-16 das Esquadras 201 e 301 da FAP na Polónia     Foto: FAP

O destacamento das Esquadras de F-16 da Força Aérea portuguesa na Polónia continua em alta rotação, multiplicando-se em colaborações com o país anfitrião e aliados.

No passado 25 de setembro quatro F-16AM da FAP juntaram-se ao contratorpedeiro de mísseis guiados da classe Arleigh Burke,  USS Ross no mar Báltico, para simular uma variedade de cenários de defesa aérea. Os exercícios aumentaram a proficiência tática dos observadores durante um exercício de defesa aérea e intercepção. Os caças portugueses estão atualmente destacados em Malbork, Polónia, realizando atividades de treino e exercício com Aliados e parceiros ao abrigo das medidas de tranquilização da NATO.

Foto: FAP

Foto: FAP

“Este exercício representa uma oportunidade única de treino com os nossos Aliados da NATO, para aumentar a nossa capacidade combinada”, disse o comandante. John D. John, oficial comandante a bordo do USS Ross. “Construir a nossa interoperabilidade colectiva ajuda a demonstrar o nosso compromisso contínuo com a manutenção da estabilidade no Báltico.”

NRP Corte-Real               Foto: Marinha Portuguesa

Recentemente, o USS Ross conduziu também exercícios de superfície com a fragata da classe Vasco da Gama da Marinha Portuguesa NRP Corte-Real (F 332), que está actualmente em destacamento regular programado, como parte integrante da Força Naval Permanente da NATO 1 (SNMG1), numa série de manobras de proximidade.

USS Ross     Foto: Marinha da Letónia 

O USS Ross é um dos quatro contratorpedeiros da Marinha dos Estados Unidos com base em Rota, Espanha, e atribuído ao Comando da Força-Tarefa 65 em apoio ao sistema integrado de defesa antiaéreo e antimíssil da NATO. 

A 6ª Frota da Marinha dos EUA, com sede em Nápoles, Itália, conduz todo o espectro de operações conjuntas e navais, muitas vezes em conjunto com parceiros aliados e interagências, a fim de promover os interesses de segurança nacional dos EUA e a segurança e estabilidade na Europa e na África.



terça-feira, 22 de setembro de 2020

F-16 PORTUGUESES NO EXERCÍCIO RAMSTEIN ALLOY 20-3 [M2178 – 96/2020]

F-16 portugueses e polacos e Typhoon italianos durante o exercício Ramstein Alloy 20-3      Foto: FAP


Os Eurofighter Typhoons italianos descolaram de Šiauliai, na Lituânia e juntaram-se aos F-16 portugueses e polacos, que voaram a partir da Polónia, para realizar exercícios de combate aéreo numa área de treino especialmente reservada, ontem 21 de Setembro.

Foto: FAP

Enquanto isso, um avião de transporte M-28 da Estónia descolou de Ämari, na Estónia, para simular uma aeronave com perda de comunicações no espaço aéreo finlandês, onde foi interceptado por F-18 desse mesmo país, sendo escoltado e "entregue" aos Typhoon alemães - que asseguram actualmente o policiamento aéreo também a partir de Ämari. O M-28 prosseguiu então para simular uma aterragem de emergência, tendo sido accionada a resposta nacional a emergências. Um grupo de meios de comunicação da Estónia esteve a bordo do M-28, tendo testemunhado os procedimentos simulados.

Intercepção ao M-28 estónio              Foto: Luftwaffe

Simulação de aterragem de emergência em Amari             Foto: FA Estónia

Uma avião-tanque KDC-10 da Real Força Aérea dos Países Baixos forneceu reabastecimento aéreo aos caças polacos, finlandeses e suecos, que estiveram envolvidos no treino de combate ar-ar, bem como aos Typhoon alemães que realizaram  missões de apoio aéreo próximo para os Controladores Aéreos Tácticos na Estónia.


F-18 finlandeses e Typhoon alemães       Foto: Luftwaffe


Esses cenários de treino complexos proporcionam uma prática importante para todos os Aliados e Parceiros regionais. As situações simuladas podem acontecer a qualquer momento e é importante que todos os participantes sejam coordenados na maneira como aplicam táticas, técnicas e procedimentos além das fronteiras nacionais.


Vídeo da "entrega" do M-28 pelos F-18 finlandeses aos Typhoon alemães

“O treino regular e a cooperação com os nossos Aliados e Parceiros regionais são essenciais para garantir que temos uma força eficaz instalada para proteger a região do Báltico ”, disse o Sub-chefe de Operações do Comando Aéreo Aliado, Brigadeiro General da Força Aérea dos Estados Unidos, Andrew Hansen. “Estou confiante de que este será mais um evento de treino prático de sucesso aqui nos Estados Bálticos”, acrescentou.

Enquanto todos os participantes estiveram altamente empenhados no treino, os Typhoon da Força Aérea Alemã foram ainda accionados pelo Centro de Operações Aéreas Combinadas de Uedem para lançar uma missão real de policiamento aéreo da NATO, interceptando e acompanhando uma formação de aeronaves militares russas, voando sobre águas internacionais na costa dos Aliados Bálticos.

F-16C Bloco 52 da FA Polaca na sua base em Poznan-Krzesiny     Fotos: FA Polaca


O primeiro dia de exercício Ramstein Alloy ofereceu a todos os participantes um treino valioso para aumentar o nível de profissionalismo e cooperação. O segundo dia contará com uma aeronave do Sistema de Controle e Alerta Aéreo (AWACS) da NATO à lista de intervenientes. A aeronave AWACS está programada para controlar manobras de vários caças e para realizar um sobrevoo de Talin à tarde, a caminho de "casa", na Alemanha.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

POLÓNIA COM O F-35 - [M2095 – 13/2020]

Delegação polaca na assinatura do contrato em Deblin, EUA

Foi hoje assinada a LOA - Leter of Offer and Acceptance para a aquisição do sistema de armas Lockheed Martin F-35A Lightning II.
A Polónia será, assim, o 14º país do mundo e o 10 º da NATO a operar este caça de 5ª geração.

Mockup de um F-35 com as insígnias polacas.

Numa primeira fase serão adquiridas 32 unidades cujas entregas começarão em 2024, sendo que se espera que uma esquadra destas aeronaves esteja operacional em 2026. Até 2030 a Polónia espera ter uma segunda esquadra de F-35.

O contrato ora assinado inclui:
-entrega de 32 aeronaves F-35A e 33 motores F-135 entre 2024-2030 com equipamento de tarefas, equipamento de assistência em terra e equipamento de pilotos
-entrega de elementos do sistema de treino às bases aéreas da Polónia, incluindo oito simuladores de missão completos
-fornecimento de suporte técnico e logístico como parte do sistema Global Support Solution (GSS), que garantirá o nível de operação necessário das aeronaves F-35A nas Forças Armadas Polacas até 2030
-entrega do sistema de TI ALlS - Sistema de Informações Logísticas Automáticas, necessário para gerir a operação de aeronaves F-35A,
-treino de pessoal técnico e de voo, ou seja, 24 pilotos e aproximadamente 100 técnicos.



terça-feira, 15 de abril de 2014

POLÓNIA E EUA REFORÇAM TREINO CONJUNTO ATRAVÉS DAS ESQUADRAS DE F-16 (M1531 - 51AL/2014)


 F-16C norte-americano, operando a partir da Base Aérea polaca de Lask. Foto: Katrina Cheesman

A Polónia continua a fortalecer as suas relações militares com os EUA, consubstanciando a cooperação entre as duas forças aéreas, através da integração das suas capacidades em missões de treino conjunto, antecipando procedimentos em hipotéticos teatros de intervenção/conflito.
A partir do momento em que a arma aérea polaca passou a operar o F-16, nos últimos dez anos, tem-se sucedido exercícios conjuntos de treino, com esquadras americanas que operam o Viper da Lockheed Martin.



 Preparação para saída de um F-16 da Polónia. Foto: Ryan Conroy

Atualmente, mais de duas centenas de homens e 12 caças F-16C atribuídos ao 31st Fighter Wing, habitualmente estacionados na Base Aérea de Aviano, na Itália, têm vindo a realizar treino conjunto como parte de um destacamento que se efetua fora da habitual base de operações, desta feita na Base Aérea de Lask, na Polónia, onde operam os F-16 polacos.

F-16D da Polónia partindo para uma missão. Foto: Ryan Conroy

Esta cooperação próxima, para além de rotineira, digamos, assumiu maior importância e peso dissuasor, a partir do momento em que a situação na Crimeia/Ucrânia se agravou, sendo a presença norte-americana em território polaco uma forma de "marcação de território e peso" no intrincado mosaico a leste.

Fonte: USAFE
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

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