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terça-feira, 11 de outubro de 2022

P-3 DA FAP EM VIGILÂNCIA DE PESCAS NOS AÇORES - com vídeo [M2350 - 66/2022]

P-3C CUP+ dos "Lobos"           Foto: FAP

Um P-3C CUP+ da Esquadra 601 da Força Aérea Portuguesa (FAP) realizou ontem, 10 de outubro de 2022, uma missão de patrulhamento marítimo especialmente direcionada à vigilância de pescas no mar dos Açores.

A operação foi realizada em coordenação com o Governo Regional dos Açores, nomeadamente com a Secretaria Regional do Mar e das Pescas, segundo informou a FAP em comunicado de imprensa.

O voo, com a duração de aproximadamente 10 horas, incidiu sobre algumas das zonas de pesca mais sensíveis da região, tais como o campo hidrotermal LUSO; o banco de pesca CONDOR; a Baixa do Ferreiro; a Baixa do Ambrósio; o Ilhéu da Praia; o Ilhéu de Baixo, na Ilha Graciosa; a área marinha da Ribeira Quente, na Ilha de São Miguel; a Baixa da Maia; a Baixa da Pedrinha e o Ilhéu da Vila, na Ilha de Santa Maria.

A Esquadra 601 (Lobos) está equipada com cinco aeronaves P-3C CUP+ Orion e tem como missão a execução de operações aéreas multidomínio, com especial incidência no patrulhamento marítimo, nomeadamente a Luta Anti-Submarina (ASW), Luta Anti-Superfície (ASuW), e Busca e Salvamento (SAR). A capacidade dos seus sensores, aliada ao sistema tático de missão integrado, permitem a realização de várias outras missões de vigilância, inclusivamente terrestre, ou o seu direcionamento para uso civil, como no caso dos incêndios ou da atividade pesqueira.

Os Lobos têm atualmente outra aeronave destacada em Sigonella, Itália, no âmbito das operações IRINI e Sea Guardian no Mediterrâneo. 



quarta-feira, 23 de setembro de 2020

P-3 DA FAP EM MISSÃO NO MEDITERRÂNEO [M2179 – 97/2020]




O P-3C CUP+ da FAP em acção em Málaga

 A Esquadra 601 - Lobos da Força Aérea Portuguesa tem um P-3C CUP+ e respectiva tripulação e pessoal de apoio, destacados em Málaga desde o dia 8 de setembro, em apoio à Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira – FRONTEX, para vigilância das fronteiras marítimas do sul de Espanha. 

Até ao dia de hoje, foram já realizadas mais de 43 horas de voo, tendo detectado 34 embarcações (19 relacionadas com o tráfico de estupefacientes e 15 relacionadas com a migração irregular).


Embarcação com migrantes ilegais         Foto: Esq 601 via EMGFA


A Agência FRONTEX, em conjunto com as autoridades espanholas, desenvolve esta operação conjunta, designada “INDALO 2020”, com a finalidade de combater o tráfico de estupefacientes, controlo da migração irregular, poluição marítima, pesca ilegal e salvaguarda da vida humana no mar através das missões de busca e salvamento.




O destacamento português é constituído pela respetiva tripulação da aeronave, equipa de manutenção e elementos de apoio à missão, com um efetivo de 30 militares, que se encontram a operar a partir de Málaga, até 5 de novembro de 2020.




Portugal empenha ainda um oficial de ligação em Madrid, no “International Coordination Center”, da agência FRONTEX.

O Pássaro de Ferro agradece a cedência das fotos ao spotter Carlos Gonzalez, que pode ser seguido através da sua conta Instagram 



quarta-feira, 7 de março de 2018

ANGOLA COMPRA C295 (M1957 - 17/2018)

Airbus Military C295M

Segundo notícia hoje veiculada pela agência Lusa, o Estado Angolano irá adquirir três aviões C295 à Airbus Defence and Space, por um valor a rondar os 160M EUR., destinados à Marinha de Guerra.

A agência Lusa cita um despacho datado de 2 de Março do corrente, assinado pelo presidente angolano João Lourenço, a autorizar a empresa pública Simportex a representar aquele país africano junto da Airbus.

Os aviões destinar-se-ão a "assegurar as missões de observação e vigilância" do espaço marítimo angolano e "garantir a soberania nacional".

O referido documento, justifica o negócio com a implementação do "Projecto Kalunga, que visa, entre outros, dotar a Marinha de Guerra Angolana com os meios necessários para a protecção do espaço marítimo e da zona económica exclusiva em particular".

O financiamento será realizado com o BBVA, estando o Ministério das Finanças autorizado a negociar o contrato, através do mesmo despacho. No total 159,9M EUR, que deverão ser inseridos no Programa de Investimentos Públicos.

Depois de Portugal e Brasil, Angola será assim o terceiro país de língua portuguesa a utilizar o C295 e o segundo país do continente africano, juntando-se à Argélia.






sábado, 4 de julho de 2015

A Esquadra 502 “Elefantes” no 51º Festival Aéreo Internacional de Paris (M1814 - 06RF/2015)


A Força Aérea Portuguesa (FAP) marcou presença no 51º Festival Aéreo Internacional de Paris, que teve lugar entre os dias 15 e 21 de Junho, em Le Bourget, com um destacamento de seis elementos e uma aeronave C-295M (nº16710) da Esquadra 502 “Elefantes”.
A FAP não é alheia a marcar presença neste festival aéreo, nomeadamente com aeronaves deste tipo de missão. Recorde-se, a título de exemplo, a presença da então novíssima aeronave C-212-300MP (nº17201), da Esquadra 401 “Cientistas”, em 1995, a convite da Construcciones Aeronauticas S.A.
Mais recentemente, em 2014, a Esquadra 502 deslocou-se ao Sudeste Asiático a convite da Airbus para igual apresentação.
Esta versão do C-295M, resulta da experiência anterior da FAP no desempenho da sua missão, nomeadamente com o CASA C-212 Aviocar, na versão de vigilância marítima, sendo certo que todas as valências das missões atribuídas ou versões anteriores ainda não existem nas capacidades da FAP (ex.: a fotografia aérea).  Foi exactamente esta polivalência de missões num mesmo meio aéreo que o fabricante Airbus pretendeu mostrar aos seus clientes em Le Bourget. Com efeito, o C-295M da FAP presente em Paris, tinha instaladas as consolas de vigilância marítima, um conjunto de cadeiras e macas para ilustrar as versões de transporte de passageiros (civil e militar, de doentes ou feridos), e por fim, a palete de busca e salvamento, com as cadeiras dos observadores e o lançador de marcas (fumos ou flares) bem como as balsas de salvamento na rampa.


O aparelho apresentado em Paris é um de cinco que tem instalados um conjunto de sensores fixos que lhes permitem executar as missões de vigilância marítima (ex. de actividades ilegais sejam elas a imigração, tráfico de droga, bem como o controlo das pescas, a monitização da poluição, entre outros), no caso concreto, estes aparelhos tem instalados os SLAR (Side Looking Infrared Radar) da Ericsson, herdados dos Aviocar, o radar ELTA EL/M-2022A(V)3, os electro-ópticos FLIR Star Saphire HD, e comunicações por satélite SAT-2100 da Rockwell Collins, este último sistema permite o envio e recepção de dados referentes à missão em tempo real. Todos estes sistemas são interligados por um conjunto de computadores, conjunto designado por FITS (Fully Integrated Tactical System), e operados através de duas consolas, idênticas, em que um dos tripulantes tem a função de Coordenador Táctico (TACCO) e o outroa função de Operador de Sensores (SENSOR).
Existem três destes sistemas para as cinco aeronaves, e que são as plataformas aéreas com que Portugal, através da FAP, tem vindo a ser chamada a desempenhar, desde 2011, missões no âmbito do FRONTEX, tendo já operado em toda a vasta área de cobertura desta operação, desde as Colunas de Hércules até ás ilhas Gregas. Estando em curso a preparação para diversas missões no mesmo âmbito até ao final do corrente ano.


A título de curiosidade, refira-se que passaram pela aeronave da FAP, delegações oficiais de diversos países (alguns exemplos): Angola, Argentina, Benin, Brasil, Camarões, Canadá, Chile, Espanha, Finlândia, Grécia, Índia, Indonésia, Irlanda, Mali, Nações Unidas, Polónia, Sérvia, Suiça e... Portugal!
A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, em visita a Le Bourget para assinatura de contrato com a Turbomeca referente à manutenção dos motores da frota EH-101, visitou os nossos patrícios no dia 17 de Junho. Também Paulo Portas, Vice-Primeiro Ministro e antigo Ministro da Defesa, visitou Le Bourget a 15 de Junho, mas não se deslocou à exposição estática da Airbus.
A partir de 19 de Junho, o Salão abriu portas ao público em geral, e quase toda a exposição estática da Airbus foi reformulada, sendo nessa altura o C-295M colocado na retaguarda da exposição, o que, em boa verdade, não fez esmorecer os “Elefantes” dado que os visitantes passaram a ser, na sua maioria, todos aqueles aqueles que levam o nome de Portugal lá fora, os emigrantes.




Curiosidade já referida pelo Pássaro Ferro, na sua página de Facebook, o C-295M da FAP esteve em exposição durante o Salão a escassos metros do local onde, em 1927, aterrou Charles Lindbegh, depois do seu voo transatlântico!

Rui “A-7” Ferreira
Entusiasta de Aviação

Agradecimentos: o meu agradecimento ao pessoal da Esquadra 502 “Elefantes”, destacado em Le Bourget,, ao Sr. Kieran Daly, da Airbus Defence and Space e ao Pássaro de Ferro pela credenciação.


sábado, 29 de novembro de 2014

ESQUADRA DE DRONES NA FAP DENTRO DE 2 ANOS (M1736 - 326PM/2014)

Foto: Força Aérea Portuguesa

A Força Aérea Portuguesa (FAP) está a trabalhar no desenvolvimento de um novo veículo aéreo não tripulado com um peso de 500 a 600 quilos. A FAP quer criar uma nova esquadra de drones para patrulha e monitorização do espaço marítimo.

Hoje, a FAP usa aviões tripulados para as diferentes missões de patrulhamento e monitorização da Zona Económica Exclusiva ou da Extensão da Plataforma Continental – dentro de dois anos, a mesma FAP poderá vir a usar também veículos aéreos não tripulados para cobrir a extensa área marítima portuguesa. «Ainda não sabemos quantos veículos aéreos não tripulados vai ter a nova esquadra. Através de vários testes, vamos tentar perceber quantos veículos serão necessários para garantir a monitorização do espaço marítimo», refere José Morgado, diretor do Centro de Investigação da Academia da Força Aérea, à margem do 8º Congresso do Comité Português da Organização Internacional da Ciências da Rádio.

Nos planos da Academia da Força Aérea figura o desenvolvimento de drones com pesos entre 500 e 600 kg e uma autonomia energética para 24 horas de voo. Os veículos estarão aptos a executar autonomamente missões predefinidas, mas não deverão estar equipados com armas. 

«Estes veículos servem apenas para monitorização do espaço marítimo, e vão ser usados como complemento às aeronaves tripuladas e não como substitutos», responde José Morgado, recordando que os veículos não tripulados podem executar missões de monitorização com custos inferiores aos das aeronaves tripuladas.

Nos tempos mais próximos, a Academia da Força Aérea deverá começar a testar modelos entre os 150 e os 200 kg para, gradualmente, ganhar competências para o desenvolvimento de drones que terão dimensões recordistas face aos modelos que a FAP (até à data a Academia da Força Aérea não tinha ido além dos 150 kg).

Com o desenvolvimento de modelos de maiores dimensões, a FAP pode garantir maior autonomia de voo e passa a poder usar sensores de maiores dimensões – entre eles, o radar, que poderá revelar-se especialmente útil para a monitorização de grandes áreas, como aquelas que constituem o espaço marítimo nacional. A FAP vai desenhar o novo drone, mas o fabrico deverá ser entregue a parceiros comerciais e industriais que vão ser selecionados nos tempos mais próximos.

Em março e 2015, a dois anos de estrear o drone de 600 quilos, a FAP vai dar a conhecer o UAS30 (nas fotos inseridas nesta página), um drone de 25 quilos que descola com o apoio de uma catapulta e aterra com o apoio de uma rede. O projeto arranco há cerca de ano e meio, com um desafio lançado pela EDP, que pretendia testar o uso de drones de pequenas dimensões para a inspeção de linhas elétricas.

O UAS30 foi desenvolvido em parceria com o CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel, em Matosinhos) para dar resposta ao desafio da EDP e também para dar resposta a muitas outras áreas que poderão tirar partido do uso de drones. «Pode ser para patrulhar determinadas áreas, para missões da Marinha ou prevenção de fogos. A partir de março contamos ter o UAS30 operacional e com uma missão específica já atribuída», explica José Morgado.

O UAS30 já foi testado em missões com velocidade de 50 km/h. Para alcançar esta velocidade, propositadamente baixa para garantir a captação de imagens nas melhores condições, os investigadores da Academia da Força Aérea recorreram a asas de maiores dimensões. José Morgado lembra que também é possível incorporar asas de menores dimensões para missões em que é necessária maior velocidade.

O UAS30 não será um exclusivo da FAP. O novo drone também será comercializado para entidades e empresas que pretendam tirar partido do uso de drones.

Fonte:Exame Informática


sábado, 2 de agosto de 2014

URUGUAI COMPRA AVIOCAR PORTUGUESES (M1666 - 217PM/2014)

C212-300MP Aviocar usado na FAP entre 1993 e 2011

A Força Aérea Uruguaia (FAU) confirmou oficialmente no seu sítio de internet, a aquisição de dois Airbus (Ex-CASA) C212-300MP anteriormente usados pela Força Aérea Portuguesa com as matrículas 17201 e 02. Os valores envolvidos não forma divulgados, mas que segundo fontes não oficiais se sabe não deve ultrapassar os 500.000 EUR, por ambos os aparelhos. 

As negociações decorriam já desde 2013, tendo o acordo sido alcançado finalmente no dia 25 de julho em Lisboa, em reunião entre o comandante do Comando Aéreo Logístico da FAU, Brig. Gen. Alberto Zanelli e altos dirigentes do Ministério da Defesa português, em que foi assinada uma carta de intenção para a transferência das aeronaves.

No mesmo acordo ficou também definido um pacote de sobressalentes e a colocação das aeronaves em condições de efetuarem o voo ferry para o Uruguai, que se realizará no início de 2015. 
Já o equipamento de vigilância eletrónica usado por estes aparelhos não deverá fazer parte da venda, uma vez que por exemplo os radares de varrimento lateral Ericsson foram retirados para aplicação nos C295, que agora desempenham na FAP as funções de controlo de pescas e poluição marítima.

Deverão agora rumar ao Uruguai, onde se juntarão a dois C212-200MP e outros dois C212-200 que usam já as cores do país sul-americano na Esquadra Aérea nº3.


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