Mostrar mensagens com a etiqueta venezuela. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta venezuela. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

TU-160 RUSSOS VOLTAM À VENEZUELA (M2012 - 72/2018)

Foto: AVIAMIL

Foto: AVIAMIL

Aterram hoje no aeroporto internacional Maiquetía, na Venezuela, dois bombardeiros estratégicos Tu-160, da Força Aérea Russa.
Os mesmos foram escoltados por F-16, na chegada àquele país da América do Sul, onde irão realizar exercícios militares com a Força Aérea Bolivariana Venezuelana.

A chegada dos Tu-160 de matrículas RF-94100 e RF-94108 foi precedida por um An-124 de transporte e um Il-62, para apoio logístico aos bombardeiros.

An-124-100 Ruslan de apoio aos bombardeiros na chegada à Venezuela

Pelo caminho, e à passagem ao largo das ilhas britânicas, o alerta da Royal Air Force foi despoletado, com a consequente descolagem de dois caças Typhoon da base de Lossiemouth, e um avião de reabastecimento aéreo Voyager desde Brize Norton. A intercepção contudo, não chegou a ocorrer, com os bombardeiros a passarem em espaço aéreo internacional.



Segundo comunicado do Ministério da Defesa Russo, a rota das aeronaves pelo Mar de Barents, Mar da Noruega, Oceano Atlântico e Mar das Caraíbas, "foi realizado em estrito acordo com as regulamentações internacionais para o uso do espaço aéreo".

Cerimónia de recepção dos Tu-160 em Caracas       Foto: AVIAMIL

Esta deslocação dos Tu-160 não é uma novidade, tendo estado já na Venezuela anteriormente em duas ocasiões, em 2008 e 2013. Desta feita no entanto, parece inscrever-se num período de especial actividade desta frota com capacidade nuclear, e após o anúncio de Donald Trump, de retirar os EUA do Tratado de Armas Nucleares de 1987.

Vídeo da aterragem:





segunda-feira, 24 de novembro de 2014

TU-160 MODERNIZADO JÁ VOA (M1732 - 322PM/2014)

Tupolve Tu-160         Foto: TASS/Dmitry Rogulin

O bombardeiro estratégico russo Tupolev Tu-160 realizou o primeiro voo após ser modernizado, segundo foi revelado pela United Aircaft Corporation (UAC) no sítio de internet da empresa na passada quarta-feira (19/11/2014).

"No dia 16 de novembro de 2014, o bombardeiro Tu-160 realizou o primeiro voo após profunda  modernização geral" pode ler-se no comunicado. O "Cisne Branco" como é conhecido o Tu-160 esteve no ar durante 2 horas e 40 minutos.

Atualmente os Tu-160 estão a realizar a primeira fase de modernizações, que incluem a substituição de praticamente todos aviónicos e equipamentos de radar.

Os bombardeiros estratégicos Tu-160 de asas de goemetria variável, foram concebidos para atingir alvos em áreas geograficamente remotas e atrás das linhas inimigas. O seu raio de ação com carga normal é de 13.200 km e de 10.500km com carga máxima, com uma tripulação de quatro elementos.

Durante o ano passado, este modelo efetuou uma missão de longa distância, desde a região do Volga na Rússia, até  à Venezuela. Descolaram da base de Engels em Saratov, voaram sobre o Mar das Caraibas e o Pacífico oriental ao longo da costa sueste da América do Norte, aterrando no aeroporto Simon Bolivar em Carcas, Venezuela. Voaram um total de 10.000 Km, durante 13 horas. No regresso, desde o aeroporto de Maiquetia até ao aeroporto de Managua na Nicarágua, foram cobertos 2500 km em três horas. Apesar do Ministério da Defesa russo ressalvar que os voos foram realizados de acordo com as leis internacionais de utilização de espaço aéreo, os bombardeiros foram intercetados por Kfir colombianos alegadamente em espaço aéreo daquele país sul-americano, tendo gerado um protesto do Governo local.

Fonte: Agência TASS
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 14 de abril de 2014

AVIÃO BRASILEIRO INTERCETADO E DESTRUIDO NA VENEZUELA (M1527 - 48AL/2014)


 Imagem do avião destruido na Venezuela. Créditos na imagem.

Um avião Learjet 25 procedente do Brasil foi intercetado por aeronaves da Venezuela, na passada sexta-feira, dia 11 de abril e, aparentemente destruído.
A aeronave teria descolado de Breves, no estado do Pará, e chegou à Venezuela pela Guiana. O avião brasileiro estava com o transponder (equipamento que identifica a aeronave) desligado e não tinha plano de voo. O avião, depois de intercetado, chegou a pousar e o piloto e co-piloto conseguiram fugir. A aeronave foi destruída por fogo.
Ainda não se sabe se o fogo foi provocado pelo piloto e co-piloto ou por uma ação dos venezuelanos. A suspeita é de que o avião estava ao serviço de alguma atividade ilícita. O Ministério da Defesa confirmou ao jornal GLOBO a interceção do avião brasileiro na Venezuela.
A Polícia Federal e o Itamaraty estão a diligenciar no sentido de apurar o caso.

Nota Oficial da Força Aérea Brasileira:

O Comando da Aeronáutica (COMAER) foi informado, ontem (10/4), pela Defesa Aérea da Venezuela, de que uma aeronave civil brasileira, modelo Learjet 25, matrícula PT-OHD, teria sido intercetada no espaço aéreo venezuelano, suspeita de envolvimento em atividades ilícitas.
Investigações preliminares feitas pelo COMAER mostram que a aeronave teria descolado do território brasileiro, sem plano de voo aprovado pelos órgãos de controle. O avião teria entrado no espaço aéreo venezuelano com o transponder desligado. O transponder é um dispositivo eletrónico que permite a comunicação da aeronave com radares de solo e com o controle de tráfego aéreo.
A identidade da tripulação e de eventuais passageiros da aeronave, assim como as outras circunstâncias do episódio, estão a ser apuradas pelas autoridades brasileiras.

Brasília, 11 de abril de 2014.

Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic, Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

Fonte: Parceria Cavok-Brasil/Pássaro de Ferro


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

VENEZUELA PROCURA SUBSTITUTO PARA OS F-16 (M1359 - 02AL/2014)


A Força Aérea Venezuelana - Aviación Militar Bolivariana Venezolana - continua a estudar a substituição dos seus caças F-16A/B, (cada vez mais obsoletos e com crescente dificuldades de manutenção devido à falta de peças) segundo informações divulgadas,  uma das possibilidades em equação é a aquisição de caças Rafale, de origem francesa. Diversas fontes apontam que o interesse venezuelano no momento está apontado ao caça francês, talvez mais do que a outro concorrente.
O principal concorrente do Rafale neste negócio vem da Rússia a chama-se Sukhoi Su-35 - conforme aliás já demos aqui nota disso.
Além do Su-35 e do Rafale, a Venezuela também estuda outras opções como o caça chinês J-10, embora a fabricante Chengdu Aircraf Industry Corporation tenha informado que esta aeronave ainda não está disponível para a exportação e, portanto, esta intenção não passe por isso de um rumor.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

COLÔMBIA PROTESTA COM RÚSSIA POR VIOLAÇÃO DE ESPAÇO AÉREO (M1255 - 331PM/2013)


Tupolev Tu-160 em reabastecimento aéreo

O Governo de Bogotá prepara uma nota de protesto para apresentar a Moscovo, devido à violação do espaço aéreo colombiano pelos dois bombardeiros de longo alcance russos Tu-160, que estiveram na Venezuela recentemente, por ocasião da visita do secretário do Conselho de Segurança russo a Caracas. 

O anúncio foi feito pelo próprio Presidente da República Juan Manuel Santos: "Isto merece mais uma vez uma nota diplomática ao Governo russo, e é isso que está a fazer o Ministério dos Negócios Estrangeiros" disse, após uma reunião do Conselho de Segurança do país sul-americano.
Acrescentou ainda que os aviões foram detetados e forçados a deixar o espaço aéreo colombiano, por aviões da Força Aérea Colombiana. Foi revelado que o sistema de defesa aéreo colombiano esteve em alerta no dia 1 de novembro, devido ao sobrevoo dos Tu-160, na rota Venezuela-Nicarágua, portanto no regresso dos bombardeiros à Rússia.
A interceção deu-se a 80 km de Barranquilha e durante cerca de 5 minutos seguiram atrás dos bombardeiros russos, não tendo sido no entanto autorizados a disparar.

Vídeo captado no HUD de um dos Kfir colombianos na interceção  aos Tu-160:



Fonte: El Espectador
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CRUZEX 2013 (M1251 - 327PM/2013)


Embraer AMX (A-1)
Noventa e seis aeronaves, mais de dois mil militares de nove países. É este o cartão de visita da CRUZEX Flight 2013, o maior exercício de guerra aérea da América Latina, programado para acontecer de 4 a 15 de novembro no Nordeste brasileiro. As Bases Aéreas de Natal (RN) e do Recife (PE) vão receber aviões e helicópteros para missões que envolvem desde o combate aéreo entre caças até o salto de paraquedistas de forças especiais, uma das novidades deste ano. 

Paraquedistas alemães
Pela primeira vez, o exercício realizado desde 2002 vai focar unicamente a atividade aérea e contará com a participação recorde de nove países. Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, vão levar para o Nordeste caças supersônicos como os F-16, F-5 e F-2000, aeronaves de grande porte, a exemplo do C-130 Hércules e do KC-767, além de helicópteros, entre eles o AH-2 Sabre, um dos estreantes desta edição.


A-29 Super Tucano do Equador

Reabastecimento em voo de A-37 colombianos    Foto: FAC

Mais que uma mostra da perícia de pilotos e tecnologia das aeronaves, a CRUZEX é um grande treinamento sobre como atuar em coligação, a situação cada vez mais vista nos conflitos modernos em que diversos países atuam juntos em um Teatro de Operações. A consequência mais visível é o predomínio da língua inglesa em praticamente tudo, mas também na forma de planear e executar as missões. Um dos desafios é atuar com dezenas de aeronaves ao mesmo tempo, nos chamados “pacotes” de missão. Um piloto também precisa estar familiarizado com missões de reabastecimento em voo com aviões-tanque de outros países. E quem está no comando precisa ter total domínio da situação para evitar o “fogo amigo”.
É o que explica o Exercise Director, Brigadeiro Mário Jordão, da Força Aérea Brasileira. Ele conta que, seja em uma missão de Air Superiority, quando caças podem atingir velocidades supersônicas em combates que se desenrolam em centenas de quilômetros do espaço aéreo, até um Combat Search and Rescue (C-SAR), situação em que helicópteros voam baixo para resgatar um piloto amigo em território hostil, o padrão adotado durante a CRUZEX é o da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a NATO. 

F-16 chilenos
Dois dos participantes deste ano são da Organização, o Canadá e os Estados Unidos, e têm a experiência real de conflitos como as guerras no Afeganistão e no Iraque. Mas isso não quer dizer que a CRUZEX seja só uma aula desses países para os representantes da América do Sul. "Se por um lado eles [os sul-americanos] não têm a experiência, eles têm um valor que é primordial nessa parte de interação, que são as ideias. As pessoas são capazes em todas as áreas do planeta. Muitas vezes a melhor ideia vem da pessoa que você menos espera", explica o diretor do exercício.
Apesar da decolagem de dezenas de aeronaves juntas roubar a cena, o Brigadeiro Jordão lembra que a interação entre os países é o mais importante. "Você tem um momento de uma ou duas horas na missão e as outras 22 horas do dia para conversar, para trocar informação. E é nessa hora que a gente aprende. Além disso, teremos ciclos de conversas e aulas setorizadas, para cada tipo de atividade. Com isso, a Força Aérea Brasileira agrega bastante. E não só a brasileira, porque os outros países também estão interessados no que nós estamos a realizar", diz.

F-16 venezuelanos

Acertou ou não?!

Para a CRUZEX Flight 2013, uma das novidades é um pequeno aparelho que pode ser levado até no bolso dos pilotos. Com o uso de GPS, pela primeira vez haverá o que a direção do exercício chama de "shot validation". Como em um exercício o lançamento dos mísseis só ocorre de forma simulada, no passado era difícil ter a certeza de "quem acertou quem". Muitas vezes o resultado era definido “no grito”. "A Força Aérea já passou da fase 'cachecol no pescoço', de Barão Vermelho", nas palavras do Brigadeiro. Agora será possível baixar todos os dados obtidos pelas aeronaves para saber, detalhadamente, o que aconteceu lá em cima. De acordo com o Brigadeiro Jordão, mais que motivar os pilotos, o shot validation é bastante útil para os debriefings, pois o nível da aprendizagem aumenta.
F-16 da USAF aterra em Natal

No Recife, controladores de tráfego aéreo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) vão monitorizar os movimentos das aeronaves e ali, ao vivo, poderão validar os disparos virtuais. Em seguida, já no solo, os pilotos que participaram de uma mesma missão vão se reunir para uma segunda validação. Em uma sala reservada, serão discutidos todos os combates e como aconteceu cada uma das “vitórias”. “Será talvez um dos momentos mais interessantes dessa CRUZEX”, diz o Brigadeiro Jordão. Segundo ele, é neste momento que os pilotos poderão aprender muito, entender quais são suas vulnerabilidades e pontos fortes.

Lista de aeronaves participantes:
Brasil:
14 F-5M Freddom Fighter
7 AMX (A-1)
3 AMX-R  (RA-1)
4 Mirage-2000C
5 A-29 Super Tucano
2 ERJ-145 AW&C (E-99)
4 UH-60L
4 Mi-35M (AH-2)
1 UH-1H
1 AS-332 Super Puma (H-34)
2 C-130
1 KC-130
2 C-235
1 C-295

Canada:
1 CC-130J Hercules

Chile:
6 F-16 Fighting Falcon
1 KC-135

Colombia:
6 A-37 DragonFly
1 K-767

Ecuador:
3 A-29 Super Tucano
Estados Unidos:
6 F-16 Fighting Falcon
1 C-130H
1 KC-135

Uruguay
3 IA-58 Pucara
3 A-37 Dragon Fly

Venezuela
5 F-16 Fighting Falcon
1 C-130HV

Fonte: Força Aérea Brasileira e outras
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

BOMBARDEIROS RUSSOS NA VENEZUELA (M1237 - 315PM/2013)

Tupolev Tu-160 da FA Russa

A agência noticiosa Ria Novosti divulgou a notícia revelada pelo Ministério da Defesa russo, dando conta da aterragem de dois bombardeiros russos Tu-160 na Venezuela, hoje 28 de outubro de 2013:
"Os bombardeiros voaram sobre o mar das Caraíbas e o oceano Pacífico oriental, ao largo da costa sudoeste do continente americano e aterraram na República Bolivariana da Venezuela, no aeroporto de Maiquetía" (Caracas), pode ler-se no comunicado.

As aeronaves, dois Tu-160, proporcionam comunicações rádio em áreas remotas entre os pontos de controlo russos que fazem parte do plano de treinos. Os aviões voaram mais de 10.000 km em cerca de 13 horas, acrescenta ainda a agência de notícias.

"Todos os voos dos aviões da Força Aérea (Russa) foram levados a cabo em conformidade com as normas internacionais para utilização do espaço aéreo" sublinhou ainda o serviço de imprensa do Ministério da Defesa de Moscovo.

Esta notícia vem a público, quando F-16 americanos e venezuelanos se preparam para participar no mesmo exercício militar conjunto, o Cruzex 2013. A presença de bombardeiros estratégicos russos na Venezuela, apesar de anunciada como absolutamente normal, não deixa de constituir uma provocação ao país yankee, por parte do regime de Caracas. Não esquecendo a ajuda de Putin, claro.
Para seguir com atenção novos desenvolvimentos.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

F-16 VENEZUELANOS ABATEM AERONAVES NÃO IDENTIFICADAS (M1215 - 297PM/2013)

F-16A Bloco 15 da FA Venezuelana     Foto: Autor desconhecido

A notícia foi divulgada na noite de domingo para segunda-feira, pelo Twiter de Vladimir Padrino, chefe do Coefanb (Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional) venezuelano, e dava conta do alegado abate na zona de Apure, na fronteira com a Colômbia, de duas aeronaves que invadiram o espaço aéreo venezuelano.
A informação foi posteriormente reiterada pelo Ministro do Interior Miguel Rodriguez, também através de uma rede social.

Imagem de uma das aeronaves alegadamente abatidas pelos F-16   Foto: Foto: @vladimirpadrino


Já o presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, referiu durante uma conferência de imprensa, terem as aeronaves primeiro sido avisadas e posteriormente abatidas, mediante a ausência de resposta: "isso representa uma ameaça e demonstra como as nossas Forças Armadas estão preparadas para defender a soberania nacional" completando depois: "não sei quem são os donos dos aviões, mas imagino que fossem crianças de berço que levavam o radio desligado e não responderam."

O episódio ocorreu escassos dias após a entrada em vigor da lei que permite abater aeronaves que usem o território venezuelano para o tráfico de droga e não obedeçam às ordens para aterrar.  
Apesar das fotos reveladas, não houve confirmação concludente do sucedido, pelo que pode ter-se tratado apenas de uma manobra de propaganda em jeito de aviso, tal como pode de facto ter ocorrido, à semelhança do que vem sendo prática nos países vizinhos, com problemas semelhantes no controlo do narcotráfico.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TUCANO PARA A VENEZUELA (M845 -27PM/2012)

Embraer EMB-12 Tucano     Foto:FA Venezuelana

A Força Aérea Venezuelana irá receber 12 aviões de treino e combate Embraer EMB-312 Tucano. Segundo o site Infodefensa, com referência ao governo venezuelano, as aeronaves serão usadas para combater o tráfico de drogas e para manter um espaço aéreo seguro.
Para a compra das 12 aeronaves, serão destinados 6,3M USD do Fundo Nacional Antidrogas. No entanto, de acordo com a publicação, o governo não deixou claro se irá adquirir aviões Super Tucano novos, aeronaves Tucano atualizadas, nem tão-pouco a origem das células.

Das 32 aeronaves EMB-312 Tucano que a Venezuela comprou em 1986, 20 foram destinados ao treino de pilotos e uma dúzia para operações especiais. De acordo com o site infodefensa noentanto, estão atualmente operacionais apenas sete aeronaves EMB-312 Tucano, todas no treino de pilotos da Força Aérea Venezuelana, tendo as aeronaves destinadas a operações especiais sido substituídas bem cedo pelos OV-10 Bronco.

Já em meados da década de 2000, a Venezuela planeava comprar novas aeronaves para substituir os  Tucanos  pela nova geração de treino e combate EMB-314 Super Tucano. No entanto, devido ao embargo dos Estados Unidos, que produzem alguns componentes da aeronave brasileira, a venda não foi realizada. Como resultado, a Venezuela viu-se obrigada a procura uma alternativa, no caso o  Hongdu JL-8 (Karakorum-8) da China.

Os aviões turboélices EMB-312 Tucano foram fabricados pela empresa brasileira Embraer entre 1980 a 1996 e sob licença no Reino Unido. Estão ao serviço em 14 países, incluindo o Brasil, Argentina, França, Reino Unido e Egito. O EMB-312 é capaz de velocidades de até 539 km/h e cobrir mais de 1.900 km. Pode ser armado com metralhadoras de diferentes calibres, bem como foguetes e bombas com peso de até 1 tonelada,  instaladas em quatro pontos fixos sob as asas.

Sugestão: cavok.com.br
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

VENEZUELA ADMITE ADQUIRIR CAÇAS SU-35 À RÚSSIA (M757 - 46AL/2012)

SU-35. A foto revela, olhando a abertura dos bocais de exaustão, os diferentes regimes nos dois motores 117S e de como aliados à vetorização, lhe imprimem uma manobrabilidade ímpar!

Desde que Chávez assumiu o poder na Venezuela, encetou uma aproximação à Rússia, muito por via do crescente afastamento que, entretanto, perpetrou relativamente aos Estados Unidos. A partir daí, a Rússia passou a ser um dos principais fornecedores de armas para a Venezuela.
Assim, recentemente, Hugo Chávez contactou o governo russo com vista a tornar sólida a possibilidade de o seu país adquirir caças SU-35.
Para Chávez, é a defesa, a segurança e o desenvolvimento do Estado, que devem ser os principais problemas para o governo dar atenção, de modo a continuar a garantir a independência nacional, relativamente às ameaças externas, quase todas corporizadas, à luz da sua "veia discursiva", justamente pelos EUA.
O Su-35, surge assim como uma espécie de "arma de arremesso" para manter "em sentido" a administração Obama. A diplomacia tem destes "esquemas" que fizeram e fazem história. Estão, aliás, nos básicos manuais.
Estes caças russos estão equipados com dois motores AL-117S com vetorização de impulso, combinam alta manobrabilidade e a capacidade de envolver efetivamente no combate ar-ar, vários alvos em simultâneo, usando mísseis guiados e não guiados e diversos sistemas de armas.
A Venezuela dispõe de uma frota de caças que inclui os F-16A, de origem Norte-Americana, mas é de prever que a sua sustentabilidade esteja, a prazo, afetada. Não só por serem de um modelo já com uma considerável idade - facto que os torna evidentemente pouco mais que obsoletos - mas porque as cadeias logísticas que os possam manter operacionais na arma aérea venezuelana, sejam afetadas pelas clivagens entretanto cavadas entre os dois países,
A vinda do SU-35 seria, por isso, de uma enorme importância para o regime de Chávez, seja do ponto de vista estritamente militar, como no plano diplomático e de relação de poderes e até de forças naquela zona.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

RÚSSIA CONSOLIDA MERCADO DE HELICÓPTEROS NA AMÉRICA LATINA (M684 - 72PM/2012)


Um Mil Mi-17-2 em uso na Venezuela em funções de busca e salvamento            Foto: Russian Helicopters

A Rússia planeia inaugurar ainda durante 2012, o primeiro centro de manutenção destinado aos helicópteros registados na Venezuela. A intenção é a de ampliar posteriormente a capacidade do mesmo para garantir o ciclo de vida de todos os helicópteros de fabrico russo de toda a América Latina.
Segundo o perito militar Igor Korotchenko, a escolha da Venezuela não foi casual: "Muitos helicópteros russos foram fornecidos à América Latina. A Venezuela foi escolhida por ser o maior comprador de equipamentos militares russos. Isto é vantajoso para a Rússia, porque tendo um centro seguro de serviços, será minimizado o tempo para restauração do potencial de voo dos helicópteros. A Rússia, desse modo, revela-se como fornecedor seguro. Isto irá contribuir para o aumento da parcela de fornecimento de helicópteros russos no mercado local."

  Este  Kamov Ka-32A em uso no Brasil poderá vir a beneficiar do novo centro de manutenção   Foto: Russian Helicopters

A criação deste centro de manutenção na Venezuela está contudo longe de agradar a todos, se tivermos em atenção que a maioria dos países ocidentais não nutre especial simpatia pelo governo venezuelano. O Ministério do Exterior russo lembrou por isso que a parceria Moscovo-Caracas em matéria de defesa, é feita estritamente de acordo com as normas internacionais.
Para o perito militar Viktor Baranet "A exportação para a Venezuela está na categoria dos novos mercados para a Rússia. Sendo que aqui se incluem não apenas motivos puramente económicos, mas em certa medida também políticos. Existem boas relações entre a Rússia e a Venezuela. E a própria Venezuela apontou para o mercado russo de armamentos. A Rússia contribuiu para isso. Há alguns anos foi destinado à Venezuela um crédito para a compra de armamentos russos no valor de dois mil milhões de dólares. E o total da capacidade do mercado venezuelano já atinge cinco mil milhões."
Estimando a receita anual  russa com a venda de armamentos em dez mil milhões, teoricamente a Venezuela garante metade dessas vendas. Esta dinâmica trará naturalmente centros de manutenção para os equipamentos, estando o primeiro dos quais a ser criado atualmente.


Fonte: Rádio Voz da Rússia adaptação Pássaro de Ferro     

quinta-feira, 8 de março de 2012

SU-35 OU COMO FLANKEAR A MURALHA DA CHINA (M614-22PM/2012)


Apesar da excelente reputação o Su-35 Flanker E está atualmente em uso apenas na Rússia Foto: Sukhoi Company

A Rússia e a China estão perto de assinar um contrato de 4000M USD para a entrega de 48 unidades de Sukhoi Su-35 Flanker E para a Força Aérea Chinesa, foi revelado esta terça-feira por fontes militares em Moscovo. Os pormenores estão praticamente todos acertados, sendo o único obstáculo ainda pendente para um acordo total, a exigência de Moscovo de que Pequim garanta a proteção dos direitos de propriedade intelectual das aeronaves e se comprometa a não produzir Su-35 sem o devido licenciamento.

O Su-35 é um caça de alta performance e longo raio de ação                   Foto: Sukhoi Company

A Rússia pretende assim, não só assegurar a continuidade dos seus aviões de caça no mercado chinês, como também prevenir a produção de cópias pela indústria chinesa, com subsequente venda a terceiros a preços que inviabilizem a concorrência. A China tem um longo registo de produção de aeronaves baseadas em modelos russos e mais recentemente também de outras proveniências, nomeadamente o Chengdu J-10 (baseado no cancelado Lavi israelita) o Shenyang J-11 (cópia do Su-30 russo, de que falámos anteriormente no PF), o Chengdu FC-1 (motores russos e diversa tecnologia do Mig-29) ou ainda o  J-15 que é uma variante chinesa do Sukhoi T-10K-3, protótipo de um caça naval adquirido pela China à Ucrânia.

O Su-35, motorizado por dois turboreatores 117S com  vetorização, combina a alta manobrabilidade com a capacidade de enfrentar múltiplas ameaças através de armas guiadas pelo avião ou de orientação própria. É uma aeronave classificada como sendo de Geração 4++ usando tecnologia de 5ª Geração.

Os motores vetorizados do Su-35 são uma das chaves para a manobrabilidade do modelo      Foto: Sukhoi Company

A Rússia foi já a concurso com o Su-35 em várias praças, entre as quais Coreia do Sul, Índia, Brasil, Malásia e Argélia tendo sido desqualificado ou vencido pela concorrência. A compra de Su-35 esteve para ser concretizada pela Líbia, mas a guerra civil no país inviabilizaria o negócio. A Austrália, tradicionalmente próxima dos produtos Norte-Americanos, terá chegado a ponderar a aquisição de Su-35, devido aos problemas com o programa F-35 em que está envolvida, não se sabendo ao certo até que ponto não terá tudo passado de especulação. A Venezuela que adquiriu recentemente Su-30, tem uma encomenda de 24 Su-35 pendente desde 2008 e será aparentemente o primeiro operador do Su-35 fora da Federação Russa.

Na China o Su-35 irá conhecer novas paisagens                  Foto: Sukhoi Company
 Fonte: RIA

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
>