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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PORTA-AVIÕES ADMIRAL KUZNETSOV NO MEDITERRÂNEO (M1413 - 35PM/2014)

A silhueta do Admiral Kuznetsov   Foto: Autor desconhecido



O único porta-aviões da Marinha russa na atualidade Admiral Kuznetsov, assumiu o estatuto de navio-almirante, em destacamento com o seu grupo de combate no Mediterrâneo.

A cerimónia começou com a remoção das cruzes de Santo André, que decorreu sob fortes ventos e chuva copiosa.
Segundo a Marinha russa, o mau tempo não intimidou os marinheiros, que não sabem o que significa mau tempo para voar.

De pilotos e marinheiros proscritos devido à operacionalidade intermitente do navio, a força militar em prontidão permanente, o Kuznetsov sofreu algumas atualizações durante 2012 e 2013, maioritariamente no que respeita a sistemas de comunicações obsoletos, estando inicialmente previstas  ações mais profundas, que entretanto não se verificaram.

O regresso do grupo do Kuznetsov ao Mediterrâneo e à base naval russa em  Tartus, Síria é tido como um sinal de que Moscovo não descura os seus interesses junto do regime de Bashar Al-Assad, aliado longa data.

Segundo a imprensa russa, o porta-aviões carrega 22 caças Su-33 "Flanker D", além de helicópteros.

Vídeo:


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

F-16 TURCOS ABATEM HELICÓPTERO SÍRIO - atualizado (M1155 - 252PM/2013)

F-16C da FA Turca

Segundo comunicado oficial do vice Primeiro-Ministro turco Bulent Arinç, caças F-16 daquele país abateram hoje um helicóptero sírio, que alegadamente violara o espaço aéreo turco: "Hoje às 14:20 um helicóptero Mi-17 pertencente à Síria, violou a fronteira turca na zona de Yayladagi, Guveççi, na província de Hatay, por 2 km", disse Bulent Arinç em Ancara. "Foi avisado repetidamente pelos nossos elementos de defesa. Uma vez que a violação continuou, os nossos aviões abateram o helicóptero às 14:25, com um míssil, causando a sua queda em solo sírio."

Após o abate de um caça turco em junho de 2012, possivelmente por unidades da Defesa Aérea síria, perto do espaço aéreo sírio sobre o Mediterrâneo, o Governo de Ancara avisou a Síria de que não teria contemplações para com violações do seu território por parte de aeronaves sírias e as abateria.
Já em novembro passado, caças de alerta turcos foram acionados, aquando do bombardeamento da cidade fronteiriça de Ras al-Ain por parte do regime sírio e o Ministro da Defesa turco reiterou então a inflexibilidade na decisão de usar a força, se necessário: "a resposta adequada será dada se aviões ou helicópteros sírios violarem as nossas fronteiras".

Destroços do helicóptero abatido    Foto: Reuters/Mahmoud Assano
As consequências deste incidente, serão agora avaliadas, numa altura em que a possibilidade de uma ação internacional em larga escala, parecia desvanecer-se. 
A executivo turco contudo, tem sido um dos maiores críticos do regime de Bashar al-Assad e dos maiores impulsionadores de uma intervenção militar, acumulando alguma frustração com a indecisão dos seus aliados ocidentais.

A Turquia tem uma fronteira de cerca de 900 km com a Síria e abriga cerca de um quarto, dos 2 milhões de refugiados estimados, da guerra civil síria.

Entretanto, o Estado Maior General das FAs Turcas, atualizou as informações disponíveis com  o radar tracking da aeronaves envolvidas e sequência cronológica dos acontecimentos:


1. Mi-17 sírio é detetado como possível intruso e é imediatamente seguido pelo Centro Conjunto de Operações Aéreas (CAOC/BIKIM) em Diyarbakir, ás 13:41 locais, quando se encontrava a 26 milhas náuticas (NM) da fronteira.
2. O CAOC emite repetidos avisos ao helicóptero, até este se encontrar a 5 NM da fronteira
3. O helicóptero entra em espaço aéreo turco às 14:25 perto do posto da polícia de Guvecci em Yayladag, na província de Hatay, a 14.200 pés de altitude, penetrando cerca de 2 km no território turco
4. Dois F-16C que se encontravam em Patrulha Aérea de Combate (CAP) nas imediações foram destacados para intercetar o helicóptero
5. O helicóptero foi abatido às 14:27 e despenhou-se a 1 km da fronteira, dentro de território sírio

Bulent Arinç adiantou ainda que a Turquia irá fornecer um relatório completo do sucedido ao Conselho de Segurança da ONU e à NATO.


Fonte: Today's Zaman e Aviationist
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



sexta-feira, 21 de junho de 2013

YAK-130 PARA A SÍRIA (M1048 - 175/PM2013)

Yakovlev Yak-130 em Le Bourget, Paris, 2013

Um lote de aviões de treino e combate Yak-130 foi fabricado e está pronto para ser enviado para a Síria, assim que for tomada a respetiva decisão política, disse na quinta-feira no salão de Le Bourget, uma fonte da delegação russa, no âmbito de um contrato assinado entre os dois países.

 "Os aviões de treino e combate Yak-130 estão estacionados nas instalações do fabricante, esperando por uma decisão política", particularizou ainda a mesma fonte. "Por enquanto são apenas planadores, ou seja, aviões sem motores e equipamentos de aviação (aviónicos), mas no caso da tomada de uma decisão positiva, os técnicos colocarão os motores e aviónica nos "planadores", e os aviãões serão entregues ao cliente em muito pouco tempo.


Fonte:Voz da Rússia
Adaptação: Pássaro de Ferro


segunda-feira, 3 de junho de 2013

SÍRIA IRÁ RECEBER MIG-29M DA RÚSSIA (M1024 - 162PM/2013)



Moscovo mantém atualmente conversações sobre o prazo e volume de entregas à Síria, de caças multifuncionais MiG-29M/M2 no âmbito do contrato assinado em 2007, informou uma fonte nas estruturas relacionadas com a exportação de armas russas.
"É provável que a entrega seja realizada em dois lotes de seis caças. Em seguida, poderá ser assinado um novo contrato para o fornecimento de 12 aeronaves adicionais", disse a fonte.
Se todas as questões técnicas e financeiras forem resolvidas nas negociações, a primeira entrega poderá ser efetuada ainda este ano.

De recordar, que como consequência do levantamento do embargo de venda de armas por parte da União Europeia, a Rússia forneceu já durante o mês de maio de 2013, mísseis anti-aéreos S-300 ao regime de Damasco. O fornecimento de material bélico por parte do mais antigo e seguro aliado de Bashar Assad, parece ser por isso para continuar.

Fonte: Voz da Rússia
Adaptação: Pássaro de Ferro




segunda-feira, 13 de maio de 2013

F-16 TURCO DESPENHA-SE NA FRONTEIRA SÍRIA - atualizado (M992 - 134PM/2013)

F-16C Fighting Falcon da FA Turca

Fonte oficiais turcas confirmaram a queda de uma aeronave F-16 da sua Força Aérea perto da região fronteiriça com a Síria, hoje 13 de maio de 2013. 
Apesar dos destroços terem já sido localizados, o piloto que comunicou via radio a sua ejeção, não tinha sido ainda encontrado, às 18:28 de hoje.
Tudo aponta para que se tenha tratado de falha mecânica do aparelho quando sobrevoava a cordilheira de Nur, apesar de numa primeira fase, devido à proximidade com a Síria, se terem levantado outro tipo de suspeitas.
De recordar que em junho de 2012, um F-4 Phantom II turco foi abatido, também em região fronteiriça com a Síria, tendo despoletado uma série de incidentes e retaliações entre os dois países.
Apesar do ambiente continuar tenso na região, com a Turquia a dar abrigo a forças rebeldes sírias, e atentados à bomba na  Turquia alegadamente perpetrados por grupos com ligação à Síria, a hipótese de se tratar de novo abate de um caça turco pelos sírios, parece estar arredada.

Atualização 13/10/2013 às 23:30: Segundo notícias recentes ainda não confirmadas oficialmente, o piloto envolvido no acidente não terá infelizmente sobrevivido à ejeção.

Fonte: Al Arabiya
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


segunda-feira, 6 de maio de 2013

OS RAIDES ISRAELITAS NA SÍRIA (M983 - 128PM/2013)


F-16 I Sufa israelita   Foto: IAF

Apesar de terem passado já alguns dias desde as primeiras informações de que aeronaves israelitas terão perpetrado ataques contra instalações sírias, dados concretos são ainda difusos.
Durante o dia de hoje, observadores internacionais alegam terem perecido 42 soldados sírios, em consequência dos ataques, com cerca de uma centena de de possíveis óbitos ainda por confirmar.
Os raides ocorreram durante a passada sexta-feira e no domingo de manhã, visando um armazém de armamento nos arredores de Damasco e/ou uma coluna de veículos transportando mísseis iranianos Fateh-110, alegadamente para uso por parte do Hezbollah, no Líbano, contra alvos em Israel.

Segundo algumas fontes, o uso de equipamento de guerra eletrónica terá permitido à Força Aérea Israelita efetuar os bombardeamentos, sem qualquer interferência das forças sírias.  Outras fontes contudo, alegam que as aeronaves israelitas não terão chegado a sobrevoar espaço aéreo sírio, tendo desferido os ataques a partir do Líbano, justificando assim a passividade das defesas sírias, que não esboçaram qualquer tipo de reação. Esta segunda versão é  perfeitamente verosímil, considerando o uso por parte da aviação da Estrela de David, de mísseis ar-solo do tipo Rafel Popeye ou Spice fabricados localmente, dado o raio de ação atribuído a estas armas, bem como o poder explosivo.

Apesar de numa primeira fase não ter havido confirmação dos ataques por parte de fontes oficiais israelitas, segundo informações mais recentes de fontes não-oficiais, estes terão sido aprovados numa reunião de segurança, presidida pelo Primeiro Ministro Netanyahu. Apesar de não confirmarem que o alvo seriam armas químicas, que vêm sendo faladas como estando a ser usadas na guerra civil síria, os alvos visados nos raides israelitas, foram descritos por oficiais deste país, como sendo "capazes de mudar o rumo dos acontecimentos".

Pelo resto do mundo, Rússia  e China expressaram alarme pelas repercussões que os ataques israelitas podem ter no equilíbrio delicado da região. Já dos EUA, que oficialmente alegam não ter sido informados previamente por Israel da iminência dos ataques, o executivo de Obama reafirma a intenção de não enviar tropas americanas para o conflito.



domingo, 14 de outubro de 2012

AVIÕES TURCOS PROIBIDOS DE SOBREVOAR SÍRIA (M729 - 95PM/2012)


Alguns destinos das companhias turcas ficarão agora mais longe

No seguimento de vários incidentes entre Síria e Turquia, que já passaram pelo abate de um caça turco e escaramuças de atrilharia na fronteira, após a apreensão para inspeção da carga de um avião comercial da Syrina Air em Ancara na noite de 10 para 11 de outubro de 2012 , as autoridades sírias optaram pelo encerramento do seu espaço aéreo aos voos turcos.
Ancara já respondeu "na mesma moeda" proibindo de igual modo os voos de aeronaves sírias de atravessarem território turco.

O mesmo se aplica aos voos sírios                                                 Foto: Trainier

No Airbus A320 proveninete de Moscovo e que alegadamente transportava material bélico, foi divulgado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Russo seguir material eletrónico para radares, não necessariamente militares. Serguei Lavrov sustentou ainda, que nenhuma convenção internacional proíbe a comercialização deste material. 
O facto das autoridades turcas não terem até ao momento apresentado publicamente a alegada carga militar, tem vindo a reforçar as posições síria e russa,  tendo Bashar Al-Assad acusado a Turquia de praticar "pirataria aérea".
Para acompanhar em próximos capítulos.




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

AVIÃO COMERCIAL SÍRIO FORÇADO A ATERRAR NA TURQUIA (M725 - 92PM/2012)

F-16 turcos forçaram a aterragem do A320 sírio

A tensão segue elevada na frente turca, com um último incidente a ter lugar ontem 10 de outubro de 2012, quando caças turcos intercetaram e forçaram a aterragem de um avião comercial sírio, em rota de Moscovo para Damasco.
Ancara garante ter agido ao abrigo do Direito Internacional, após ter recebido informações que o avião, um Airbus A320, transportaria carga militar, tendo a interceção ocorrido em espaço aéreo turco.

Após cerca de nove horas de paragem no aeroporto de Esenboga em Ancara para inspeção da carga, tripulação e passageiros foram autorizados a seguir viagem, tendo-se queixado no entanto de que as autoridades turcas tentaram forçar pilotos a declarar o incidente como um aterragem de emergência.

O Airbus A320 da Syrian em Ancara  é submetido a inspeções de carga

Da Rússia, maior (e eventualmente único) aliado do regime sírio, chegaram já protestos através do Ministro dos Negócios Estrangeiros, devido ao facto de seguirem 17 cidadãos russos a bordo do avião. A agência russa para a exportação de armas garantiu também não terem seguido quaisquer tipo de armas ou sistemas militares a bordo. Em Ancara todavia, ficou carga confiscada, que alegadamente deveria ter sido declarada e não o foi, prosseguindo  as investigações após a partida do A320.

Este episódio vem adensar a tensão naquela região do globo, uma semana depois de terem ocorrido bombardeamentos de artilharia de superfície na fronteira entre Turquia e Síria, tendo o Secretário Geral da NATO garantido a solidariedade da Aliança, caso haja escalada do conflito. A própria Turquia reforçou já o contingente de F-16 na base aérea de Diyarbakir a 100 km da fronteira, com 25 unidades adicionais.

Durante o dia de ontem ainda antes deste incidente, o Pentágono confirmou o envio de tropas norte-americanas para  a fronteira entre a Síria e a Jordânia, de modo a prevenir um alastramento do conflito a países limítrofes, como é o caso da Jordânia.



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