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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

NATO TIGER MEET 2025 - DIA DE PORTAS ABERTAS - [M2647 - 70/2025 ]

Na última edição do NTM realizada em território nacional, a Esquadra 301- Jaguares apresentou a aeronave 15116 com um vistoso esquema "Jaguar", uma magnífica pintura alusiva da qual restam apenas, presentemente, os drop tanqs.
Será que a edição deste ano vai revelar um nova pintura "Tiger"?

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Como é público, vai realizar-se na Base Aérea nº11, em Beja, a 61ª edição do exercício multinacional "NATO Tiger Meet", um encontro de esquadras sob símbolos felinos, com o "Trofeu Silver Tiger" em disputa entre todas e normalmente atribuído à esquadra que demonstra, durante o exercício - em diversos parâmetros - mais e melhor "espírito Tiger"!

Este exercício militar terá lugar entre os dias 21 de setembro e 3 de outubro e terá como anfitriã, a Esquadra 301 - Jaguares, da Força Aérea Portuguesa, equipada com caças F-16M.
O exercício contará, ainda, na sua vertente "pública", com dois dias dedicados aos Spotters - a 24 de setembro e 1 de outubro - e, para além destes dois momentos, ocorrerá um outro, denominado "Dia de Portas Abertas", em que é possível entrar na base e assistir, in loco, às movimentações operacionais das diferentes esquadras participantes. Esse dia será a 27 de setembro, sábado.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

TLP 2025-1 - COM PARTICIPAÇÃO DE F-16 PORTUGUESES [M2586 - 10/2025 ]

"O Curso de Voo TLP 2025-1 teve início na quinta-feira, 23 de janeiro, e terminou na última sexta-feira, 14 de fevereiro, com um novo horário no qual foram acrescentados mais 2 dias de atividade académica ao contrário dos cursos das últimas edições.

O número estimado de participantes do curso gira em torno de 650, dos quais 36 se formaram, incluindo 24 tripulantes, 6 oficiais de inteligência e 6 controladores de tráfego aéreo tático (GCI).

Os voos ocorreram durante a semana de segunda a sexta-feira à tarde, com início na última segunda-feira, 3 de fevereiro, sendo os dias anteriores dedicados à parte académica do curso e missões no simulador MACE.

As nações da Blue Air participantes neste curso de voo contribuíram com 22 aeronaves, entre as quais pudemos destacar o Eurofighter da Aeronáutica Militare, o EF-18 do Exército do Ar e do  Espaço, o Rafale da Armée de l'Air, o F-16 da Força Aérea Grega, o F-18C da Suíça e o F-16 da Força Aérea Portuguesa, sendo esta a sua primeira participação num curso de voo TLP como novo país membro. Do Programa. Quanto à participação do lado adversário (Red Air), contou com um total de 12 aeronaves, sendo as nações participantes a França com aeronaves Rafale, a Espanha com Eurofighter e F-18A, a Suíça com F-18C, e a Grécia e Portugal com F-16.





Para apoiar o curso de voo, estiveram presentes os aviões de controlo aéreo franceses AWACS (E-3F), que desta vez operaram a partir de Albacete, bem como os meios de Comando e Controle (C2) do Exército do Ar e do Espaço Espanhol (EA) durante as missões TLP.

Também digno de nota é a participação da aeronave não tripulada MQ-9 Predator B (NR-05) da EA, bem como de uma aeronave italiana de reconhecimento e inteligência EM 350 (SPIDR), que participou pela primeira vez em missões de voo TLP.

Como ameaça antiaérea, houve a participação de sistemas reais de defesa aérea do Exército e da EA, incluindo os sistemas NASAMS, MALLINA e MISTRAL, bem como a participação do sistema francês de simulação de ameaças ARPEGE, que foi implantado em diversos pontos da área de operações.

Quanto à intervenção de outros meios aéreos, pudemos registar um helicóptero NH 90 espanhol no terreno de La Mancha em missões de resgate aéreo de combate (CSAR) como a BLUE AIR, juntamente com as respectivas equipas de extração, e também dois helicópteros americanos MH-60 do lado RED AIR.

Desta vez contou-se com a colaboração de um avião de transporte tático francês A-400, bem como de um helicóptero do Serviço de Resgate Aéreo (SAR), que estiveram disponíveis na Base Aérea de San Javier durante todo o período de voo das missões programadas do TLP.

Por fim, as instalações do TLP continuaram normalmente utilizando o simulador de voo MACE, que permite aos pilotos treinar não só no ambiente virtual, mas também interagir com aeronaves em missões reais através de protocolos de comunicação avançados (Link 16)."


Texto: Alejandro De Prado Garcia
Fotografia: Créditos nas imagens


quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

F-16 NACIONAIS PARTEM PARA DESTACAMENTO NA ISLÂNDIA [M2285 - 2/2022]

Imagem de arquivo.

Quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa (15101, 15106, 15107 e 15112) descolaram da Base Aérea de Monte Real, rumo à Base Aérea de Keflavique, na Islândia, onde efetuarão patrulhamento até finais de março, no âmbito da política da NATO de manter caças naquela ilha para patrulhamento e defesa do espaço aéreo naquela zona. Recorde-se que a Islândia não possui defesa aérea própria.
Este destacamento assume especial importância numa altura em que a tensão entre a NATO e a Rússia aumenta, na proporção das movimentações que se verificam na zona da fronteira russa com a Ucrânia.
A missão portuguesa é composta, igualmente, por 85 militares que apoiarão o destacamento e, simultaneamente com as missões de patrulhamento e defesa, treinarão destacamento, presença e operação em zonas/bases exteriores.



terça-feira, 27 de novembro de 2018

F-16 NO AM3 - PORTO SANTO (M2010 - 70/2018)

Descolagem do 15108

Na passada 2ª feira, dia 19 de novembro, quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa aterraram no Aeródromo de Manobra nº3, no Porto Santo.
Sempre que estas aeronaves se deslocam à Região Autónoma da Madeira (RAM), salta logo pertinente a questão: para quando um destacamento permanente de alerta destes aparelhos naquela zona?
E a questão ganha corpo ainda mais consistente quando se percebe que o radar do Pico do Arieiro - na Ilha da Madeira -  já é uma realidade.

Os 4 caças a sobrevoar a Madeira. (Foto: Força Aérea Portuguesa)

Enquanto estas questões não são respondidas com "propriedade e sobriedade" até, resta praticamente a necessidade de fazer o registo das raras ocasiões em que aeronaves de combate se deslocam ao AM3.


Descolagem do 15112 e 15120

É que em tempos recuados, algures durante a primeira "Guerra do Golfo", em 1991, estiveram estacionados no Porto Santo, "para qualquer eventualidade", alguns A-7P Corsair II, na altura a ponta da lança da arma aérea nacional. Os registos dessa presença e passagem são raros e sonegam-se a uma certa escrita da História.
Para combater a raridade destes eventos, fica o registo simples dos quatro aparelhos que estiveram na RAM por algumas horas.

Descolagem do 15131

Fotos cedidas por Artur Neves a quem o Pássaro de Ferro agradece.

terça-feira, 6 de março de 2018

AS BROCHURAS [I] - (M1954 - 14/2018)


Há umas décadas, umas três, mais coisa menos coisa, quando a Internet era uma espécie de quimera ou, quando muito, não passava de assunto sussurrado dirigido a "uma rede secreta desenvolvida pelos americanos para as suas forças armadas", possuir uma brochura sobre aviões era algo demasiado precioso para sequer pensar em outra coisa.
Não me lembro bem as circunstâncias em que esta brochura me chegou às mãos, mas sei que trinta e tal anos depois, ela continua nas minhas mãos, num estado de conservação que, não sendo o melhor, ainda não a compromete.
A imagem ilustra a primeira de várias páginas dedicadas às aeronaves que - na altura - estavam baseadas na Base Aérea nº6, no Montijo., no caso, a lendária 301 - Jaguares, equipada na altura com os vetustos e veneráveis Fiat G-91 R3.
É, portanto, uma brochura, com boas fotografias, agrafadas ao centro. Fotografias as cores que fizeram as minhas delícias durante uma série de anos.
No presente, dada a banalização no acesso a tudo e a mais alguma coisa e à sua respetiva democratização, com tudo o que de bom e mau o conceito ou conceitos acarretam, estas brochuras parecem obra do século passado - e em bom rigor, são... -, onde tudo era mais lento, onde as coisas aconteciam mais devagar, quando olhávamos mais e melhor para elas, porque era difícil lá chegar e o olhar era direto, sem intermediários. Atacava os sentidos!
Agora passamos os olhos, não raras vezes através de um dispositivo que apontamos para tudo o que mexe e não mexe, que guardamos num virtual zelo de bytes e para onde, manifestamente, parecemos não olhar com olhos de ver.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

DIA DE BASE AÉREA ABERTA [BA5-MONTE REAL] (M1857 - 37/2016) [Parte I]

Decorreu no passado domingo mais um evento integrado nas comemorações dos 64 anos da Força Aérea Portuguesa.
A Base Aérea nº5, em Monte Real, esteve aberta e nela entraram cerca de 16 mil pessoas para assistir ao vivo, a cores e in loco às manobras aéreas previstas para aquele dia - operações/missões de treino operacional das Esquadras 201 Falcões e 301 - Jaguares,bem como a atividade dos F-16 (quase) romenos e o destacamento de F-16 da Bélgica, estes regulares visitantes em Monte Real.
Esta primeira edição no Pássaro de Ferro retrata a atividade dos F-16 nacionais, os da Força Aérea Portuguesa, bem como do C295 - nos batismos de voo - e a passagem de um P-3C da Esquadra 601 - Lobos.
A Pássaro de Ferro agradece ao Paulo Fernandes a disponibilidade para a cobertura fotográfica deste dia e eventos associados, como sempre com um trabalho de excelente nível.














Edição e texto: Pássaro de Ferro
Fotografia: Paulo Fernandes

sábado, 2 de abril de 2016

CRÓNICA ALPHA JET (M1834 - 14/2016)


Desde cedo - mesmo antes dos alemães "cederem" a meia centena de aeronaves Alpha Jet à Força Aérea Portuguesa, algures em 1993 - que estes pequenos grandes aviões me agradam. Apesar de pequenos e ligeiros, satisfazem bem o olhar com as suas formas bem torneadas, absolutamente premiadas pelo cada vez mais raro estatuto da asa alta.
Digamos que estão ali mo limiar de uma combinação estética de absoluto olho cheio, e que só peca, por assim dizer, pelos bocais de exaustão que, de tão humildes na sua dimensão, acabam por deitar por terra maiores arrojos de "agressividade" que eventualmente se espera dos jatos e tendo em conta que uma das suas vertentes existenciais é o ataque ligeiro, para além do voo de instrução de combate.


Mas isso é um detalhe, apenas, acoplado na generosa beleza simples do Alpha Jet.
Há praticamente 23 anos que estão ao serviço da nossa arma aérea, inicialmente operados em duas esquadras, a 103 - Caracóis e a 301- Jaguares
      esta última que desde 2005 passou a operar o F-16MLU
e desde então e até ao presente apenas na Esquadra 103 - Caracóis, com base na tranquila planície alentejana, na Base Aérea nº11, em Beja.


Foram recebidos com as cores alemãs que foram gradualmente substituídas
e bem
pelo esquema verde-castanho "wrap around"
      que entretanto se tornou coisa rara
e, alguns anos mais tarde, aquando do regresso dos "Asas de Portugal", alguns aparelhos foram pintados com um vistoso 


      e inicialmente algo polémico
esquema de cores que os marcou de forma indelével e aos céus que os tiveram nos seus braços, um pouco por toda a Europa.
Com efeito, a parelha "Asas de Portugal" fez renascer um certo espírito artístico que, sustentado pelo elegante desenho do Alpha Jet, provocou as melhores dores de pescoço que se podem ter, justamente aquelas que resultam de cravar os olhos nos aviões e espraiair o eterno e ancestral sonho do voo pelos ares, sejam eles azuis, cinzentos ou mesclados da cor da imaginação que nos faz levitar.


Segundo consta nos autos já antecipados, estão com a "sentença final" agendada para o ano 2018, quando todo o seu potencial ficar definitivamente esgotado.
Enquanto esse dia - que será seguramente triste - não chega, convém aproveitar as horas que restam a estes pequenos "pardais" celestes para os eternizar em belas imagens, com estas que aqui se deixam.


Texto: ©AL/Pássaro de Ferro
Fotografia: 1ª Nuno Correia. Restantes: Floriano Morgado

domingo, 13 de julho de 2014

20 ANOS F-16 EM PORTUGAL - II (M1652 - 83AL/2014)


O ponto alto das comemorações dos 20 anos do Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon  em Portugal e na Força Aérea Portuguesa (FAP) está acontecer, neste momento, na Base Aérea de onde operam, em Monte Real.
A FAP dispõe, presentemente, de 39 caças F-16, 33 monolugares e 6 bilugares, da versão MLU - MidLife Update, sendo que desses 39, 12 estão já "reservados" para a Força Aérea Romena.
Em 2016, a arma aérea nacional disporá, então de 30 caças F-16 - já integrando as 3 novas células que virão dos EUA - por forma a corporizar o contemplado na Lei de Programação Militar que prevê 30 caças F-16 a operar pelas duas esquadras que, presentemente já o fazem, no caso a Esquadra 201 - Falcões e a Esquadra 301 - Jaguares, como já se aludiu, a partir de Base Aérea nº5, em Monte Real.

Todos os aviões neste momento em operação foram modernizados em Portugal, nas OGMA e na própria Base Aérea de Monte Real, factos que permitem um excelente "know how" no que toca à manutenção e operação segura das aeronaves, assim como a sua rentabilização máxima com significativa redução de custos.
O F-16 e a versão MLU presentemente em operação na FAP é um caça multi-função, de excelente capacidade operacional e tática, dotado de enorme potência e capaz de executar um envelope alargado de missões, com particular destaque para a defesa aérea, uma vez que em prontidão permanente - com capacidade de resposta de 15 minutos - está uma parelha de aviões em alerta (QRA - Quick Reaction Alert), pronta para todo o tipo de operação que envolva a defesa do espaço aéreo nacional.

Os F-16 nacionais integram, também, o dispositivo de reação rápida da NATO e a sua operação acontece, frequentemente nesse quadro, seja em território nacional, seja no espaço europeu, do norte da Europa - Islândia, até aos países bálticos e em muitos exercícios militares de importância estratégica para a NATO.
 O Pássaro de Ferro, desde a sua génese, em 2006, tem acompanhado a evolução da operação deste sistema de armas em Portugal, através de inúmeras edições e, conforme se afere pelas ligações anteriores, na imprensa nacional e internacional da especialidade.
Em 2004, os editores deste projeto publicaram um primeiro "resumo" dos 10 anos iniciais do F-16 em Portugal e, mais tarde, em 2010, por ocasião do fim da operação da versão OCU, mais um trabalho/balanço desses anos de "Geração OCU".
Temos também acompanhado o percurso do primeiro F-16 MLU a operar na Força Aérea, o 15133, através de um amplo e em permanente atualização -  "Dossier 15133" - em que de forma paulatina se vão registando factos relativos à operação desta aeronave em particular.


O fotógrafo do Pássaro de Ferro e um dos editores principais do Pássaro de Ferro - Paulo Mata, deu também forte expressão para a história do F-16, ao participar, em co-autoria, na elaboração do livro "F-16, Falcões e Jaguares", o primeiro do género concebido e elaborado em Portugal.
Assim, o Pássaro de Ferro orgulha-se de ter dado um importante contributo para a divulgação e conhecimento das operações com o F-16, seja no nosso país, seja em publicações de projeção internacional, para além de muitas e frequentes edições noticiosas no seu sítio eletrónico.

Parabéns à Força Aérea, às esquadras de voo, à Base Aérea nº 5 e a todos os que contribuiram e contribuem, com o seu esforço, dedicação e conhecimento para esta história de sucesso, que muito nos orgulha!

Pássaro de Ferro


sexta-feira, 21 de março de 2014

20 ANOS DE F-16 EM PORTUGAL (M1484 - 311PM/2013)

Foto: Esq. 201
Foi hoje revelada a pintura destinada a comemorar os 20 anos da frota F-16 Fighting Falcon, ao serviço da Força Aérea Portuguesa.
A aeronave a receber a pintura de um falcão no estabilizador vertical é o n/c 15136, curiosamente o último a receber as cores nacionais, já em 2013.
A pintura foi integralmente realizada à mão, sem o recurso a máscaras e stencelling.

Foto: Esq. 201
Foto: Esq. 201
Foto: Esq. 201



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