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quinta-feira, 19 de junho de 2025

F-16 DE ALERTA DA FAP ACOMPANHAM AVIÃO COM AMEAÇA DE BOMBA

F-16M do Alerta de Reação Rápida com mísseis reais

A Força Aérea Portuguesa (FAP) ativou esta manhã, pelas 9h00, a sua parelha de alerta de F-16M, na sequência de um alerta de potencial ameaça de bomba a bordo de uma aeronave civil que sobrevoava o espaço aéreo nacional. A tripulação do avião civil, confrontada com a gravidade do cenário, expressou inicialmente a intenção de desviar a rota para o Aeroporto de Faro.

Em resposta, foram acionadas duas aeronaves F-16M em prontidão permanente (Alerta de Reação Rápida - QRA), descolando da Base Aérea N.º 5, em Monte Real. A sua missão: assegurar a integridade do espaço aéreo português, acompanhar a aeronave civil e garantir a articulação com as autoridades de tráfego aéreo.

Durante o acompanhamento, a tripulação do voo comercial optou por retomar o itinerário original, prosseguindo até ao destino final fora de território nacional. Com a saída da aeronave da região de informação de voo (FIR) portuguesa, a responsabilidade da operação transitou para as autoridades espanholas. Os F-16M portugueses procederam então ao “handover” da missão, regressando de seguida a Monte Real

A Força Aérea reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a defesa da soberania nacional e a segurança da aviação civil, sublinhando que mantém em permanência uma parelha de alerta com capacidade de resposta imediata, em estreita articulação com as normas e recomendações nacionais e internacionais aplicáveis.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

FAP INTERCEPTOU AERONAVE SUSPEITA DE TRÁFICO DE DROGA [M2372 - 04/2023]

Foto da aeronave suspeita captada a partir do P-3C da FAP

A Força Aérea Portuguesa emitiu uma nota de imprensa acerca da notícia que vem circulando na comunicação social sobre um avião ligeiro que terá sido visto a largar "fardos de haxixe" no dia de ontem, 24 de Janeiro de 2023, perto da A26 em Ferreira do Alentejo. 

Segundo a referida nota, "a Força Aérea detetou através do sistema de defesa aérea e de policiamento aéreo, uma aeronave em aproximação ao espaço aéreo português, sem comunicações e não identificada. Detetada a sul do Algarve e com rumo a norte, a Força Aérea de imediato ativou uma parelha de F-16M. Em simultâneo, e pelo facto da aeronave não identificada voar a baixa velocidade e a baixa altitude, foi também empenhado um avião P-3C CUP+

F-16M de alerta da FAP com mísseis reais         Foto de Arquivo

 Rota do P-3C n/c 14810 mobilizado para a operação de detecção e acompanhamento da aeronave suspeita visualizada no radar virtual ADSB-Exchange

"Através dos sistemas eletrónicos que equipam o avião P-3C CUP+ da Força Aérea, foi possível efetuar o seguimento e a monitorização do voo da aeronave suspeita, o que permitiu informar, em tempo real, a sua localização às autoridades competentes em terra. A aeronave suspeita acabaria por aterrar num local próximo de Ferreira do Alentejo." pode ainda ler-se na mesma nota.

A FAP divulgou igualmente imagens vídeo da intercepção à aeronave suspeita, até à aterragem da mesma, realizadas pelo P-3C da Esquadra 601 mobilizado: 

Imagens: Esq. 601/FAP

Segundo relata o Jornal de Notícias, a aguardar a entrega da droga em terra estavam traficantes numa viatura, que perseguidos pela GNR, saíram da A26 e entraram na EN259, em direção a Grândola, no nó da A2-Grândola Sul, seguindo depois pelo IC1. Acabaram depois por encaminhar-se para Azinheira dos Barros, onde entraram por caminhos de terra batida e abandonaram viatura e droga, fugindo a pé.

Até ao momento os suspeitos ainda não foram detidos.


terça-feira, 19 de maio de 2020

SUPER TUCANO REALIZAM INTERCEPÇÃO NO AMAZONAS [M2138 - 56/2020]

Embraer A-29 Super Tucano  da FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na tarde de segunda-feira 18 de Maio de 2020, um avião de pequeno porte em voo irregular sobre o estado do Amazonas. A acção, planeada previamente com a Polícia Federal,  envolveu duas aeronaves A-29 Super Tucano da FAB, além de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

A aeronave suspeita foi classificada como tráfego aéreo desconhecido e passou pelos procedimentos de averiguação e persuasão, chegando ao tiro de aviso, tudo sob a coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

O avião foi depois escoltado até à aterragem, no Aeroporto de Porto Urucu, em Coari, Amazonas, onde a Polícia Federal assumiu os procedimentos subsequentes.

Esta acção fez parte da Operação Ostium destinada a desencorajar actividades ilícitas transfronteiriças, na qual actuam em conjunto, a FAB e Órgãos de segurança pública brasileira.

Actualização 
Veio a confirmar-se que a aeronave, um Piper Seneca,  era proveniente do Peru, transportando 400 kg de cocaína. O piloto foi detido imediatamente, mas dois traficantes que seguiam também na aeronave conseguiram evadir-se para a mata, estando a ser procurados.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

TU-160 RUSSOS VOLTAM À VENEZUELA (M2012 - 72/2018)

Foto: AVIAMIL

Foto: AVIAMIL

Aterram hoje no aeroporto internacional Maiquetía, na Venezuela, dois bombardeiros estratégicos Tu-160, da Força Aérea Russa.
Os mesmos foram escoltados por F-16, na chegada àquele país da América do Sul, onde irão realizar exercícios militares com a Força Aérea Bolivariana Venezuelana.

A chegada dos Tu-160 de matrículas RF-94100 e RF-94108 foi precedida por um An-124 de transporte e um Il-62, para apoio logístico aos bombardeiros.

An-124-100 Ruslan de apoio aos bombardeiros na chegada à Venezuela

Pelo caminho, e à passagem ao largo das ilhas britânicas, o alerta da Royal Air Force foi despoletado, com a consequente descolagem de dois caças Typhoon da base de Lossiemouth, e um avião de reabastecimento aéreo Voyager desde Brize Norton. A intercepção contudo, não chegou a ocorrer, com os bombardeiros a passarem em espaço aéreo internacional.



Segundo comunicado do Ministério da Defesa Russo, a rota das aeronaves pelo Mar de Barents, Mar da Noruega, Oceano Atlântico e Mar das Caraíbas, "foi realizado em estrito acordo com as regulamentações internacionais para o uso do espaço aéreo".

Cerimónia de recepção dos Tu-160 em Caracas       Foto: AVIAMIL

Esta deslocação dos Tu-160 não é uma novidade, tendo estado já na Venezuela anteriormente em duas ocasiões, em 2008 e 2013. Desta feita no entanto, parece inscrever-se num período de especial actividade desta frota com capacidade nuclear, e após o anúncio de Donald Trump, de retirar os EUA do Tratado de Armas Nucleares de 1987.

Vídeo da aterragem:





segunda-feira, 30 de abril de 2018

F-16 DE ALERTA INTERCEPTAM A400 DA RAF (M1968 - 28/2018)



A parelha de alerta rápido (QRA) de F-16 na Base Aérea nº5, Monte Real, foi accionada no Domingo, 29 de Abril de 2018, pelas 11:15 horas.
Missão: interceptar uma aeronave não identificada, a entrar em espaço aéreo de responsabilidade portuguesa.

Na verdade, desta vez tratou-se apenas de um treino, aproveitando um sobrevoo de um Airbus A400M da Royal Air Force, em rota para Marrocos.




Outras vezes contudo, é mesmo a sério, contando-se uma média superior a 20 situações reais por ano.
As mais mediáticas dos últimos tempos, serão porventura os bombardeiros russos, que por vezes vêm testar a prontidão das defesa aéreas da NATO.
A maioria são contudo aeronaves sem comunicações ou plano de voo, havendo também a assinalar voos relacionados com o tráfico de drogas.

Numa das fotos pode verificar-se que um dos F-16 se trata do 15136, adornado da cauda pelo falcão da Esquadra 201, armado com mísseis AIM-9L Sidewinder reais, tal como a lista amarela indica.

A imagens foram divulgadas pela Esq.XXIV da RAF, à qual pertence o A400 em questão, incluindo mesmo um pequeno vídeo da intercepção:


Fotos e vídeo: RAF XXIV Sqd/Crown

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

EDITORIAL (1712 - 104AL/2014)

Imagem de ontem, alusiva à interceção de aviões Tu-95 russos por F-16 nacionais. Foto: Força Aérea Portuguesa.

Os acontecimentos de ontem no espaço aéreo  sob jurisdição nacional aqui reportados provam, sem mais delongas, a necessidade de termos umas forças armadas operacionais e adequadas aos tempos que se vivem, mesmo que, como é o caso, estejamos integrados numa organização mais ampla - a NATO - cujos vetores de atuação são conhecidos.
Se é certo que nós, Portugal, como outras nações, não temos capacidade de defesa absolutamente autónoma, devemos ter capacidade de defesa em conjunto (participando e contribuindo de forma ativa) e em coordenação com as nações aliadas.
O mundo vive desde 1945 sem uma guerra mundial "tradicional", digamos. Pode especular-se que está em curso um conflito mundial noutros moldes, mas o que é facto é que o conceito geral da guerra, feita com armas, morte e destruição, não desapareceu do léxico dos dias e, face às recentes convulsões em algumas zonas da Europa (antiga Jugoslávia e atualmente na Ucrânia), às tensões "adormecidas" e que qualquer clique inesperado pode despertar e, já agora, à proximidade e avanço de organizações como o "Estado Islâmico", quase que se impõe que estejamos preparados para a guerra, dando corpo, justamente, ao conceito "se queres a paz, prepara-te para aguerra!"
A guerra pode acontecer por "questões territoriais, de dinhero e de fé" (General Loureiro dos Santos). Vistas bem as coisas, este trio de premissas não é despiciendo no atual quadro politico e estratégico global.
Basta estar atento aos jornais e à televisão informativa, e leia-se: a crise financeira global, o controle dos recursos energéticos e outros (gás, petróleo), a água (pouco falada, mas já a pairar...) e o avanço do radicalismo islâmico, radicado nas interpretações fanáticas de alguns preceitos do Alcorão, são marcas e sinais que não se podem nem devem escamotear.
A Rússia pode ter razões para se sentir "acossada" pelas recentes alianças de ex-países de leste e do extinto Pacto de Varsóvia ao ocidente. Estrategicamente, isso é um facto. Basta olhar um mapa e perceber a evidência.

Mapa ilustrativo das movimentações militares russas e da NATO, ontem. 

Mas no meio da complexidade desta nova "equação", com múltiplas variáveis que nem sempre se controlam, a Rússia dispõe de enormes recursos energéticos que são de carácter vital na Europa ocidental (sobretudo o gás) e, portanto, estamos perante um jogo de tabuleiro em que as peças tenderão sempre a equilibrar a contenda, sendo que os jogadores vão testando as capacidades de defesa, acuidade, atenção e ação do adversário.
Não é também de desprezar o seu poderio nuclear e, com ele, a ressurreição do (famoso) "equilíbrio do terror", uma expressão densa mas que assegurou a paz no mundo durante décadas.
Mas convém - tal como diz a expressão brasileira - "não dormir no pedaço!"
A Europa, conquistada uma paz firme, como que adormeceu, desinvestiu na defesa - contando sempre com o peso aliado norte-americano, no caso de algo correr mais. Fez acompanhar essa atitude com uma diplomacia de gelatina, isto é, pouco dada à firmeza e mais dada a ajustes pouco convictos à realidade.
Ora a história é feita de ciclos e, como se vê, há que manter em alerta os sentidos e estabelecer novos equilibrios, sendo que a componente de defesa e armamento (pelo menos "mínimo") dos estados não deve ser abandonada, por muitas que sejam as vozes que clamem em sentido contrário, assentes ou não nos "novos paradigmas da estrutura humana" entretanto conquistados ou dados como conquistados... O mundo (ainda) está longe de ser um local perfeito ou até bem frequentado.
Qualquer dos caminhos que se trilhem, por mais longe que nos levem, tem sempre a meia volta possível, seja ela voluntária... ou não.

Nota: Este texto é uma opinião que apenas vincula o seu autor.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

SOBRE A NOBRE MISSÃO DE BUSCA E SALVAMENTO NA FAP (M1580 - 159PM/2014)

AgustaWestland EH101 Merlin da Esquadra 751 em treino de Busca e Salvamento


“Porra pah!” dizia eu, depois de ler alguns comentários às notícias publicadas online sobre a perda de pilotos comandantes na Força Aérea.
“Que ódio visceral é este, que a malta tem pelos militares?...”
Lá no fundo é kafkiano. E algo típico do português (mea culpa): dizer mal de outras classes, grupos, ajuntamentos, clubes, etc,  muitas vezes sem perceber nada daquilo que se fala. Os militares, os chulos da sociedade. Os médicos, os privilegiados. Os polícias, que passam o dia sem fazer nada. Os professores, que não querem trabalhar... caramba, até outro dia ouvi falar mal dos bombeiros (voluntários) que quase nenhum tostão levam para casa, por troca do risco da própria vida.

E sim. Esta notícia toca-me pessoalmente. Por ter feito parte desse tão honroso bando de malta que é a Esquadra 751. Interrogo-me se a grande fatia da população que chama a esta rapaziada “chulos”, sabe que estes menos de 100 homens e mulheres são responsáveis pela maior área de Busca e Salvamento da Europa. Que passam por ano, meses fora de casa em missão (caramba, cheguei a passar 6 meses fora num ano. Os outros 6 foram de folga? Não, dia normal de trabalho, na unidade base). Que operam uma máquina de extrema complexidade, no seu limite, nas piores condições atmosféricas imagináveis e tudo arriscando o seu “coiro” pessoal. É um tipo de voo onde não existem contemplações: às 350 milhas das Lajes não existem alternantes. Não existe plano B. Não existe apoio. Ou é, ou não é. Ou se tira aquele homem que precisa de ajuda em 15 minutos, ou já não será possível. E isso vem com treino. Esse, que dizem que sai caro.

E é sobre estes Homens (com H grande) que vos cai a raiva em cima? Sobre recuperadores que se penduram em cabos de aço, com vagas de 10 metros, para ir buscar alguém que não conhecem das garras da morte? Sobre o mecânico que fica três madrugadas seguidas a trabalhar porque a máquina tem de estar pronta? Sobre operadores de guincho e pilotos que têm a vida do camarada e amigo nas mãos?
Sobre estes 100 magníficos, que mesmo tendo no civil um ordenado 4 a 6 vezes superior (sim multiplique o seu ordenado por 5 ou 6) ficam muitas vezes para além do dever. Anos e décadas, nas fileiras?
Suspiro.
Para mim foi a maior honra servir ao lado desta gente.

“Porra pah” penso de novo, “não precisam de os elogiar, mas não lhes façam a vida pior do que ela já é”!

Para mim vós não sois grandes Esquadra751. Sois ENORMES.


Texto: Ricardo Nunes

terça-feira, 29 de abril de 2014

TYPHOONS E RAFALES PARA O FLANCO LESTE DA NATO (M1558 -142PM/2014)

Typhoon à partida de Coningsby       Foto: MoD/Crown

Ontem 28 de abril de 2014, foram destacadas forças de Typhoon britânicos para reforçar o patrulhamento da zona báltica, cujos países pertencentes à NATO estão especialmente nervosos com a situação na Ucrânia. A Royal Air Force (RAF) enviou por isso quatro Eurofighter Typhoon, que reforçarão o contingente de MiG-29 polacos previsto para operar nos próximos meses a partir da base de Siauliai na Lituânia.

A chegada a Siauliai          Foto: MoD/Crown
Desde 2004 que a NATO tem em funcionamento um esquema rotativo entre os aliados, para prestar proteção aérea aos três países bálticos anteriormente pertencentes à União Soviética (Estónia, Letónia e Lituânia), atualmente membros da NATO, mas que não possuem meios próprios adequadas para o efeito.
Nesse âmbito, os EUA terminam a 30 de abril quatro meses de alerta aéreo com F-15C, sendo agora substituídos por MiG-29 polacos, tal como escalonado. É no contexto de crise, causada pela anexação da Crimeia por parte da Rússia, que os meios em alerta serão reforçados com Typhoon da RAF, além de F-16 MLU dinamarqueses, já destacados no fim de março.


A RAF tem desde há seis semanas atrás também destacado um avião de alerta aéreo antecipado (AWACS) E-3D, destacado na vigilância de espaço aéreo polaco e romeno, também devido ao escalar da crise entre Ucrânia e Rússia.

Rafale à chegada a Malbrok sem as insígnias de cauda    Foto: EMA

Foi neste âmbito também, que a França fez deslocar ontem quatro Dassault Rafale para a Polónia, com o intuito de aumentar o número de aviões de combate na "frente leste" da NATO.
Os Rafale, provenientes da base aérea de Saint Dizier e doravante destacados em Malbrok no norte da Polónia, não envergam curiosamente as insígnias da unidade na deriva dos aparelhos, tendo sido sugerida a razão para tal, o facto desta unidade ter lutado lado a lado com os soviéticos na II Guerra Mundial.

Chegada dos Rafale a Malbrok:



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FALSO SINAL DE SEQUESTRO LANÇA ALERTA AÉREO NO BRASIL (M1411 - 34PM/2014)

F-5EM da Força Aérea Brasileira

O Comando da Aeronáutica da Força Aérea Brasileira informou que na noite de ontem (2 de fevereiro), o Sistema de Controle do Tráfego Aéreo identificou no radar que o voo 904 da American Airlines acionou o código relativo à interferência ilícita.

A aeronave cumpria a rota Rio de Janeiro – Miami e realizou aterragem em Manaus pelas 0:04 horas locais de segunda-feira 3, conforme orientação do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA). Uma aeronave (F-5EM) de defesa aérea acompanhou o voo até à aterragem em Manaus.

Desde a retirada dos Mirage 2000 a 31 de dezembro de 2013 os F-5EM assumiram a missão de patrulhamento aéreo

A aeronave Boeing 767 da American Airlines foi autorizada a descolar após as medidas de segurança realizadas pelas autoridades policias, que descartaram a ocorrência de interferência ilícita.

“Por razões óbvias, numa situação como esta, não é possível confirmar com o piloto, via rádio, se está tudo bem. O procedimento é acionar um caça para a escolta até ao local de aterragem”, explicou um elemento do Comando da Aeronáutica.

As causas que levaram à emissão do sinal de emergência ainda são desconhecidas, segundo a Força Aérea Brasileira.

O avião da American Airlines – que havia descolado às 22h do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio – aterrou às 9h32 (no horário de Brasília) em Miami.

Em nota, a American Airlines não forneceu detalhes sobre o problema. Informou apenas que “lamenta por qualquer inconveniente e esclarece que a segurança dos passageiros e da tripulação é a prioridade da companhia”.

Fonte:Agência Força Aérea/Folha de S.Paulo
Edição: Pássaro de Ferro

terça-feira, 10 de setembro de 2013

SCRAMBLE DE F-16 NEERLANDESES (M1148 - 249PM/2013)

Parelha de F-16 de alerta da RNLAF       Foto: RNLAF


Dois caças F-16 da Base Aérea de Volkel nos Países Baixos, foram esta tarde chamados a intercetar dois bombardeiros de longo alcance russos TU-95 "Bear" 
As aeronaves russas voaram nas proximidades do espaço aéreo de responsabilidade neerlandesa, sem se identificarem.

O centro militar de combate de controlo de Operações Aéreas (Controles Station Nieuw Milligen - AOCSNM) enviou os caças F-16 para intercetar os Bears. 
Em última análise, não se chegou a realizar uma interceção, uma vez que os russos permaneceram sempre fora da área de responsabilidade neerlandesa. 

Ações deste tipo, por parte de aeronaves russas, têm vindo a intensificar-se um pouco por todas as áreas de influência russas, tal como temos dado conta no Pássaro de Ferro (Báltico, Coreia do Sul, Japão, etc), depois de quase duas décadas de menor atividade, no seguimento da queda do regime soviético.

A  Real Força Aérea Neerlandesa monitoriza o espaço aéreo dos Países Baixos 24 horas por dia, 7 dias por semana e possui aeronaves em alerta nas bases de Volkel e Leeuwarden.

Fonte: RNLAF
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

domingo, 18 de agosto de 2013

TRÊS SCRAMBLES EM DUAS HORAS (M1121 - 238PM/2013)


Parelha de Mirage 2000 de alerta - Permanence Operacionnelle

Enquanto para a maioria dos franceses, o verão é sinónimo de férias e de relaxamento, a Força Aérea Francesa continua a monitorizar e a fornecer serviços públicos para garantir a segurança dos seus cidadãos . Este é o caso do policiamento aéreo. conduzido 24/24horas e 365 dias por ano pelo Centro Nacional de Operações Aéreas  (ACON), localizado na Base Aérea 942 em Lyon-Montverdun.

Assim, no dia 8 de agosto de 2013, os caças de alerta (Permanence Opérationnelle - PO) descolaram três vezes em menos de duas horas para assegurar a identidade ou ajudar em voo aeronaves com falha no contacto radio.

Designado comloss em linguagem técnica, a perda de contacto radio com aeronaves que voam em espaço aéreo francês é bastante comum. A 8 de agosto passado, pouco antes das 11 horas a ACON foi informada por um centro militar de coordenação e controlo (CMCC) de que um avião de passageiros britânico havia perdido contacto rádio. Em poucos minutos um Mirage 2000-5 de alerta em Creil, descola e interceta a aeronave, sob as ordens da Alta Autoridade de Defesa Aérea (HADA). 
Às 11:48 horas é a vez de um Mirage 2000RDI de Orange descolar para intercetar outro avião de linha aérea em comloss entre Espanha e Itália. 
Finalmente às 12:09 horas, o mesmo cenário ocorre, mas com os Rafale de alerta a descolar de Mont de Marsan para intercetar uma aeronave proveniente da Alemanha com destino à Espanha. Pelas 12:30 os Rafale já estavam de regresso à sua base.

Na maioria das vezes o comloss é uma perda de contacto rádio e não uma avaria total, que obrigaria os aviões de alerta a escoltar a aeronave em dificuldades até à pista de aterragem adequada mais próxima. Contudo, a falta de comunicações é também suscetível de poder ocultar um ato ilícito a ocorrer a bordo. É por isso que cada comloss tem que ser tratado com o máximo cuidado. A perda de contacto rádio por alguns minutos, rapidamente mobiliza toda a cadeia de defesa aérea: dos controladores de tráfego aéreo encarregues de monitorizar os céus, à sala de conduta e interceção do ACON, até aos pilotos de alerta, permanentemente de sobreaviso.

Alerta despoletado
Durante 2012, 128 aeronaves sem contacto rádio foram detetadas, das quais 36 foram objeto de interceções. Durante os primeiros seis meses de 2013 foram já registados outros 76 casos, tendo 20 sido alvo de interceções pela Força Aérea Francesa.

Fonte: FA Francesa
Tradução: Pássaro de Ferro


domingo, 2 de dezembro de 2012

F-16 PERSEGUEM AVIÃO SUSPEITO - atualizado 4/12/2012(M782 - PM133/2012)

Parelha de F-16 de alerta descola em Monte Real

 Na madrugada de hoje 2 de dezembro de 2012 cerca das 6:00 horas, a parelha de F-16 de alerta em Monte Real (Quick Reaction Alert - QRA) descolou para intercetar um avião suspeito de transportar droga.
Segundo notícia da RTP, a aeronave não identificada e em silencio rádio, provinha de espaço aéreo espanhol onde estava a ser acompanhada desde a sua entrada proveniente do Norte de África.
Encaminhou-se depois para espaço aéreo nacional, tendo sido identificada no radar dos F-16 e identificada visualmente até desaparecer na zona do Sabugal. Os pilotos de F-16 efetuaram várias passagens no local onde foi perdido o contacto com a aeronave, não voltando a detetá-la depreendendo que esta tenha aterrado algures no campo.
A GNR efetuou buscas nesta zona, não sendo claro se a aeronave terá chegado a aterrar em Portugal, ou em Espanha.
Este tipo de procedimento para o tráfico de droga tem vindo a intensificar-se, principalmente desde que os sistemas de vigilância da costa foram instalados, passando os traficantes a preferir meios aéreos ligeiros a voar a baixa altitude para evitar a deteção radar, aterrando depois em pequenas pistas sem vigilância ou zonas descampadas, onde depois desmontam a aeronave e transportam por terra.
 Além do contacto visual pelos pilotos, a aeronave foi registada pelos sensores óticos dos F-16 (Litening TGP), tendo a informação extraída sido encaminhada às autoridades competentes em terra, nomeadamente Ministério da Administração Interna e Polícia Judiciária.

Já durante o dia 4 de dezembro, o Ministro da Defesa Aguiar-Branco, em declarações à margem da sua participação numa conferência no Instituto da Defesa Nacional, referiu que a aeronave "não constituiu uma ameaça sobre o território português". Adiantou ainda que "a operação tem contornos técnicos que estão a ser apurados, mas a verdade é que, dentro daquilo que era a ameaça que constituiu, foram feitas as operações que tinham que acontecer".
Acrescentou também que não está a ser desenvolvido qualquer inquérito, porque em termos de Força Aérea se verificaram os procedimentos que tinham que ocorrer.
Para terminar frisou que "houve seguramente a manobra de dissuasão suficientemente relevante para que estejamos aqui a falar sobre alguma coisa que em termos de ameaça não se concretizou".









sexta-feira, 27 de março de 2009

ÚLTIMA HORA - F-16 DA FAP FORÇA ATERRAGEM DE AERONAVE CIVIL

F-16 da FAP em QRA (Quick Reaction Alert)

Eurofighter - Espanha


"Na manhã do dia 27 de Março de 2009, o Sistema de Defesa Aérea Espanhol, no âmbito da Defesa Aérea Integrada para a Europa da NATO (NATINADS), alertou a Força Aérea Portuguesa, que teria no seu território uma situação suspeita com uma aeronave ligeira civil. A aeronave suspeita teria vindo do Norte de África e, após ter evoluído em espaço aéreo espanhol, dirigia-se para o espaço aéreo português, estando a ser acompanhada por aviões de combate – Eurofighter – espanhóis.

De imediato a Força Aérea Portuguesa activou as aeronaves de combate F16, que estão de alerta permanente na Base Aérea de Monte Real.

Seguida por radares de defesa aérea portugueses e espanhóis, a aeronave suspeita entrou em espaço aéreo português, onde os Eurofighters espanhóis passaram a operação para os F16 portugueses. A Força Aérea manteve as autoridades policiais informadas do evoluir da missão, a fim de poderem actuar em conformidade no terreno.

A aeronave civil acabou por ser forçada a aterrar no aeródromo da Praia Verde, perto de Monte Gordo, no Sotavento Algarvio, por um F16 português, onde as autoridades policiais tomaram conta da situação."


Press Release 20/09 - Força Aérea Portuguesa


domingo, 9 de dezembro de 2007

OS GUARDAS DO CÉU


F-16 à chegada de uma missão de alerta - (c) A. Luís


Se há missão que considero importante na Força Aérea Portuguesa, o "Quick Reaction Alert - QRA" é sem dúvida uma delas.
Conheço pessoas que questionam e zombam da importância desta missão.
Para lhes explicar a sua real importância, estabeleço a comparação com as patrulhas da polícia, aquelas que, apenas por as vermos, nos transmitem a "sensação" de que há alguém a zelar pela segurança dos espaços públicos das nossas aldeias, vilas ou cidades.
No céu, é a mesma coisa.
A segurança aérea, sobretudo no pós 11 de Setembro é vital para a nossa segurança comum...
Alguns desses cépticos, perante esta evidência, refugiam-se ou no silêncio anuente ou duvidam de novo, alegando que não é por haver patrulhas policiais que o crime desaparece ou a segurança se faz sentir...
Concordo. A omnipresença ainda pertence ao domínio metafisico, mas o facto de sabermos que a guardar os céu está alguém pronto a enfrentar todas as ameaças, já nos faz sentir, nem que seja um pouquinho só, mais seguros...
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Adenda 1: Aqui ao lado, na janela vídeo, podem ver um "teste" de 11 segundos...
Adenda 2: Adicionado o blogue Medic17 - Divagações de um Piloto de Helicópteros, impressivamente escrito na primeira pessoa!

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