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sábado, 16 de março de 2013

SUPER TUCANO FINALMENTE NA USAF(M913 - 76PM/2013)

Embraer A-29 Super Tucano      Foto:Embraer
Segundo notícias de última hora publicadas pelo jornal Folha de São Paulo no Brasil, o consórcio Embraer/Sierra Nevada poderá dar início à produção de vinte A-29 Super Tucano, no seguimento do concurso para a aquisição de uma aeronave de ataque ligeira (LAS) para a Força Aérea dos EUA (USAF).
O consórcio vencedor por duas vezes do referido concurso com o A-29 Super Tucano, contra o AT-6 Texan II da Hawker Beechcraft, viu também por duas vezes o seu concorrente reclamar da decisão do concurso, tendo sucedido oficialmente pela última vez na passada segunda-feira dia 11 de março de 2013, tal como o Pássaro de Ferro noticiou oportunamente.
Ainda segundo as notícias do jornal brasileiro, terá sido a USAF a conseguir reverter a decisão do Gabinete de Controlo de Contabilidade dos EUA, que suspendia o programa, devido à urgência em dar seguimento ao mesmo, já atrasado pelo primeiro cancelamento.


domingo, 10 de março de 2013

SUPER TUCANO NOS EUA - A SAGA CONTINUA (M906 - 70PM/2013)

A-29 Super Tucano  Foto:Embraer
 
Como numa má sequela de um filme Hollywood, o argumento é algo repetitivo. Os intervenientes repetem os mesmos gags e as falas tornam-se previsíveis. É o que está a acontecer com o concurso para a aquisição de uma aeronave de ataque leve (LAS) pela Força Aérea dos EUA (USAF).
Depois de ter perdido por duas vezes o concurso com a aeronave AT-6 Texan II, a Hawker Beechcraft prepara-se para para apresentar novo protesto formal pela decisão do grupo de avaliação do concurso.
Quando há pouco mais de uma semana atrás escrevemos no Pássaro de Ferro "a "novela" para aquisição da LAS parece ter finalmente chegado ao fim", tivemos razão em usar contenção nas palavras e não dar o facto como adquirido definitivamente.
A Hawker Beechcraft justifica fundamentalmente a sua (nova) recalmação, no preço cerca de 40% inferior ao das aeronaves concorrentes (A-29 Super Tucano), que é contudo apenas um dos itens em avaliação pelo grupo de avaliação, grupo este distinto do que efetuou a avaliação do primeiro concurso em 2011.
Nos restantes critérios contudo (capacidade para a missão e histórico de desempenho) o A-29 da Embraer/Sierra Nevada foi considerado superior, tendo sido especialmente valorizado o facto de ser uma aeronave atualmente em uso operacional e já com longo historial de uso em combate, ao contrário do concorrente.
 
O adiamento por tempo indeterminado de uma decisão final, vem agravar ainda mais o atraso na aquisição da LAS para a USAF, que se dizia já em 2011 pecar por tardia.
 
Uma saga para continuar a seguir. Com ceticismo.
 
 
 
Agradecimentos ao Cavok.br.com pela sugestão
Adaptação: Pássaro de Ferro

 

sábado, 3 de março de 2012

E O VENCEDOR É... (M610-20PM/2012)


A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira

O truque não é novo, mas tal como num bom número de ilusionismo, a segunda vez não deixa de causar espanto. Após o anúncio do vencedor do concurso para a aquisição de um caça para funções LAS (Light Air Support) para a USAF em dezembro passado, dá-se (mais uma vez) o golpe de teatro (ou magia) e sob o argumento de "insatisfação com a qualidade da documentação que sustenta a decisão de aceitação da oferta da Embraer", o Secretário da Força Aérea Norte-Americano dá o dito pelo não dito e cancela a compra de 20 aviões Embraer A-29 Super Tucano no valor de USD 355M.

Num processo aparentemente encerrado com a decisão favorável ao avião do consórcio Embraer/Sierra Nevada, já anteriormente a Hawker Beechcraft fabricante do AT-6 Texan II também a concurso, havia protestado alegando irregularidades processuais, apesar da aeronave brasileira ser manifestamente superior tecnicamente.

Após a decisão Norte-Americana, a Embraer emitiu um comunicado lamentando este volte-face, em que reafirma ter entregado toda a documentação requerida pelo concurso.

Na memória recente dos concursos para aquisição de aeronaves da USAF está ainda bem presente a multimilionária renovação da frota de aviões-tanque, ganha pela europeia Airbus, mas entregue à Boeing após alguns truques de prestidigitação do Tio Sam.

Tal como em 2008 com o concurso de tankers para a USAF, 2012 é também ano de eleições nos EUA e o estado económico da nação sabe-se, não é o melhor. A alienação de compras de material militar não é vista com bons olhos por democratas nem republicanos.

A medalha no entanto pode ter o seu reverso na aquisição de caças avançados para a Força Aérea Brasileira, em que está a concurso o F/A-18 Super Hornet de fabrico estadunidense. E no Palácio do Planalto em Brasília, na hora de decidir a quem atribuir os cerca de USD 3000M  respeitantes aos 36 caças a voar com o cocarde brasileiro, a história recente será certamente tida em conta. "Time to payback", ao estilo de Hollywood, mas com sotaque brasileiro.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

EMBRAER A-29 SUPER TUCANO GANHA CONTRATO NOS EUA (M580 - 1PM/2012)

O Embraer EMB-314 Super Tucano ou A-29                                    Foto: Embraer

Operar a partir de pistas mal preparadas é uma das capacidades do A-29 Super Tucano        Foto: Embraer

A Força Aérea dos EUA (USAF) anunciou no passado dia 30 de Dezembro, a seleção do A-29 Super Tucano, produzido pela Embraer (Brasil) para o programa Light Air Support (Apoio Aéreo Leve). Os aparelhos serão fornecidos em parceria com a Sierra Nevada Corporation (SNC) como líder do consórcio e serão utilizados nas funções de Instrução Avançada de Pilotagem, Reconhecimento Aéreo e Apoio Aéreo Aproximado (LAS).

"Esta oportunidade de servir o Governo dos EUA com o melhor produto para as missões LAS, sob a liderança da Sierra Nevada, honra-nos" referiu Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer - Defesa e Segurança. "Estamos empenhados em seguir com a nossa estratégia de investimento nos EUA e em entregar os A-29 Super Tucano dentro do prazo e orçamento".

Tal como revelado pela USAF, o contrato é de valor fixo, no valor de 355 milhões USD, para as aeronaves e apoio logístico associado. Serão fornecidas vinte aeronaves, bem como equipamento de treino para pilotos e suporte para toda a manutenção de aeronaves e equipamento de suporte associado.

O programa LAS

As missões LAS não requerem uma aeronave muito evoluída. Deve combinar a versatilidade, persistência e  resiliência de um caça para as missões de contra-guerrilha, mas a um custo significativamente inferior ao de um caça a jato. A aeronave deve ter capacidades ISR (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance), poder largar um largo leque de munições (incluindo armas inteligentes) e poder operar em terreno extremamente acidentado e condições austeras.

O A-29 Super Tucano

O A-29 Super Tucano foi desenvolvido especificamente para missões de contra-guerrilha e está em uso atualmente em cinco forças aéreas e encomendado por outras mais. Já provou as suas excelentes capacidades em missões LAS, sendo creditado como um dos pilares na vitória do governo colombiano na luta contra as FARC e contra atividades ilegais. Estão mais de 150 unidades em uso operacional em todo o mundo, que voaram já cerca de 130.000 horas, incluindo mais de 18.000 horas em missões de combate sem qualquer perda.


Especificações Técnicas:
Dimensões

Envergadura: 11,14 m
Comprimento: 11,30 m
Altura: 3,97 m

Pesos

Vazio: 3.200 kg
Máximo de descolagem: 5.400 kg
Carga de combate máxima: 1.550 kg (cargas externas/munições)
Tripulação: 1 piloto no monolugar ou 2 (1 piloto + 1 operador de sistemas/aluno) no bilugar

Desempenho

Velocidade máxima nivelada: 590 km/h (limpo)
Velocidade de cruzeiro: 520 km/h
Velocidade de perda: 148 km/h
Alcance (voo ferry): 1.445 km (combustível interno) e 2.855 km (com tanques externos)
Teto de serviço: 10.665 m
Autonomia: 3,4 h (combustível interno) e 8,4 h (com tanques externos)
Raio de combate: 550 km (Hi-Lo-Hi)
Distância de descolagem / aterragem: 900 m / 860 m

Estrutura

Fatores de carga: +7 G / -3,5 G
Pressurização: 5 psi
Vida de fadiga: 12.000 h (combate típico) e 18.000 h (treinamento típico)
Canópia: Resistente ao impacto de pássaros de 1,8 kg a 555 km/h

Armamento

Metralhadoras: (2x) FN Herstal M3P de 12,7 mm (.50 in) (internas nas asas)
Canhões: (1x) pod de canhão GIAT M20A1 de 20 mm (sob a fuselagem)
Foguetes: (4x) pods de lança-foguetes LM-70/19 de 70 mm
Bombas: Mk 81 ou Mk 82 (emprego geral); BLG-252 (lança-granadas); Lizard ou Griffin (guiadas por laser)
Mísseis ar-ar: (2x) AIM-9L; MAA-1 Piranha (homologado); Python 3 ou Python 4
Mísseis ar-superfície: (2x) AGM-65
Estações de armas: 5 pontos fixos (dois em cada asa e um sob a fuselagem)

Propulsão

Motor: 1 turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-68C de 1.600 shp de potência, controlado por computador FADEC (Full Authority Digital Engine Control)
Hélice: 1 hélice Hartzell pentapá de 2,38 m de diâmetro

Sistemas e equipamentos

Cockpit blindado
CMFD / HUD / UFCP / HOTAS
OBOGS (sistema de geração de oxigénio)
Rádio V/UHF M3AR Série 6000 (sistema datalink de transmissão e receção de dados seguro)
FLIR AN/AAQ-22 StarSAFIRE II (sensor ótico e infravermelho)
NVG ANVIS-9 (óculos de visão noturna)
CCIP / CCRP / CCIL / DTOS (sistemas de controlo de tiro)
HMD (visor montado no capacete) (opcional)
Laser Range Finder (telemetro laser) (opcional)
Chaff & flare (sistema de contramedidas de desfesa) (opcional)
Sistema de treino virtual de armamentos e sensores
Câmara e gravador de vídeo digital
Stormscope WX-1000E (sistema de mapeamento meteorológico)
INS / GPS (sistema integrado de navegação)
Piloto automático
Assento ejetável Martin-Baker Mk 10LCX zero/zero
Freio de mergulho
Ar condicionado
Farol de busca 

Fonte: Embraer 

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