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segunda-feira, 17 de março de 2014

OS CORTES NA USAF (M1477 - 92PM/2014)

F-15C de Portland, Oregon     Foto: John Hughel/USAF

A 10 de março, a Força Aérea dos EUA (USAF) revelou planos específicos para cortar nas suas frotas de aeronaves nos próximos cinco anos.

Os planos para cortar 50 F-15C começam já no Ano Fiscal 2015, com consequências nas frotas ativas. 21 F-15C fora dos EUA serão retirados, juntamente com dois da base aérea de Nellis, Nevada.
Os cortes na Guarda Aérea Nacional (ANG) começam todos no Ano Fiscal 2016, com o maior impacto a acontecer no Oregon, que perderá 15 Eagles. Três F-15C serão também abatidos ao serviço na Califórnia, Massachusetts, Flórida e Luisiana. Estes cortes, descritos no pedido para o orçamento de 2015, vêm com os planos da USAF para cortar as frotas inteiras de A-10 e U-2. Contudo, como a poupança com essas frotas não era suficiente, obrigou a que cortes adicionais fossem planeados.

A-10C "Warthog" da USAF         Foto: William Greer/USAF

"Adicionalmente ao desinvestimento na frota, tivemos que tomar a difícil descisão de reduzir o número de caças táticos, aviões de comando e controlo, ataque eletrónico e meios de transporte aéreo, para podermos reequilibrar a USAF em termos de tamanho a ser suportado pelos níveis de financiamento esperados" disse o Chefe de Estado Maior da USAF, Gen. Mark Welsh num comunicado. "Sem estes cortes não vamos ser capazes de recuperar os níveis de prontidão necessários".

O anúncio de reestruturação também inclui planos para retirar a frota de Predator, num total de 84 VANTs. Outras bases verão os seus Predator substituidos pelo mais recente Reaper entre 2015 e 2017.

A eliminação do A-10 de serviço ativo, que enfrenta alguma oposição política, começará em 2015, com a ANG de Idaho a transitar para o F-15E. As unidades que operam o A-10 em Osan (Coreia do Sul), Moody, Davis Monthan e Eglin serão extintas. Outras unidades serão convertidas para outras aeronaves, nomeadamente KC-135 em Selfridge (ANG), F-16 em Whiteman (USAFR), Davis Monthan (USAFR) e Fort Wayne (ANG) e C-130J em Martin State (ANG).

Todos os cortes terão que ser sancionados  pelo Congresso, como parte do orçamento do Ano Fiscal 2015.

Fonte: Air Force Times
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro






terça-feira, 7 de janeiro de 2014

MARINHA ESPANHOLA RETIRA UM QUARTO DA FROTA HARRIER (M1365 - 02PM/2014)

AV-8B Harrier da Marinha espanhola

Os cortes no orçamento obrigaram a Armada Espanhola a retirar prematuramente de serviço o porta-aviões Príncipe das Astúrias, mas também um quarto da frota de aviões Harrier.

Quatro dos 16 Harrier serão por isso abatidos ao serviço, face à falta de fundos para os modernizar e ao seu alto custo de manutenção. Trata-se dos aparelhos mais antigos, os quatro AV-8B Harrier que não tinham sido modernizados para o padrão AV-8B Harrier II Plus, que dispõe d e novo radar, entre outras melhorias. A frota de Harrier - o avião em uso no navio de ataque anfíbio Juan Carlos I - fica por isso reduzida a uma dúzia de unidades (mais um bilugar de treino), cuja via operacional está prevista terminar em 2020. A partir de então, a Espanha terá que encontrar um substituto, se quiser continuar a dispor de aviação de ataque embarcada, coisa que não está por enquanto garantida, uma vez que o único candidato a poder operar nas mesmas condições ao dia de hoje é o F-35B, que custa preços proibitivos.

Também a Força Aérea Espanhola (Ejército del Aire) corre o risco de perder uma das suas capacidades: o reabastecimento estratégico em voo. Um dos Boeing 707 que desempenhava esta função foi retirado de serviço e o outro restante está previsto seguir igual destino dentro de dois anos.

Jà em 2013, a NATO advertiu entre outros países a Espanha, uma vez que os cortes orçamentais têm ameaçado a operacionalidade das suas Forças Armadas, segundo os standards da Aliança Atlântica. O aviso centrou-se principalmente na Força Aérea, em que as 180 horas de voo mínimas estabelecidas para os pilotos não têm estado a ser cumpridas, situando-se antes pelas 100 horas anuais, o que dá umas parcas 8 a 9 horas por mês.

O recurso ao treino em simuladores tem custos inferiores, mas tem também limitações e pode provocar a perda de rotinas de voo, com todos os perigos que isso acarreta.


Fonte: SpanishPeople.com e Confidencial Digital
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

JAVALIS À BEIRA DE EXTINÇÃO? (M1160 - 256PM/2013)


Aeronaves mais antigas e de missão única podem estar a caminho da sucata, de acordo com o Secretário da Força Aérea dos EUA (USAF): "está tudo em cima da mesa" disse Eric Fanning na passada segunda-feira. "Estamos a tentar proteger alguns dos programas principais, mas estamos a olhar com mais atenção para frotas de missão única".
Desde junho passado, quando o Chefe de Estado Maior da USAF Gen. Mark Welsh se referiu em público pela primeira vez à possibilidade de retirar de serviço frotas inteiras, como meio de fazer frente aos cortes orçamentais, previstos para os próximos anos, que os A-10 surgiram na linha da frente: existem duas variantes em serviço na USAF, o que encarece toda a logística dos aparelhos, além de que ao retirar a frota, não seria necessário substituir as asas nem modernizar as unidades mais antigas. 
Falou-se então também no bombardeiro estratégico B-1B e fala-se agora também nos reabastecedores KC-10 e F-15C.
A lógica subjacente, é a de retirar aeronaves de missão única, favorecendo novos programas de armas, tais como o F-35 (caça multi-funções) e o KC-46 (novo reabastecedor). A vontade conhecida nos EUA, de criar um novo bombardeiro estratégico, coloca também a espada sobre o B-1B.
É que retirando uma frota inteira, poupa-se muito mais do que retirando o mesmo número de aeronaves em várias frotas.

Contudo, principalmente o A-10 Thunderbolt II, também conhecido como Warthog (javali africano), tem levantado uma onda de protestos e críticas, caso uma decisão venha a ser tomada no sentido de retirar completamente o famoso avião de apoio aéreo aproximado, tão querido pelas tropas no terreno nas diversas campanhas no Iraque e Afeganistão, por exemplo. Argumentos como a incapacidade do F-35 para realizar a missão do A-10 com a mesma efetividade, ou tão simples como "não se pode empastelar eletronicamente um canhão" (aludindo ao poderoso canhão Gatling de 30mm do A-10), vêm sendo repetidos pelos defensores do mítico Warthog.
Por outro lado, fontes no Exército dos EUA, falam do interesse em ficar com os A-10, caso estes sejam alienados pelas USAF.

De resto, todas as frotas na linha de fogo, apresentam vantagens e desvantagens ao ponderar a sua retirada: os F-15C por deixarem a defesa aérea entregue completamente aos pouco numerosos (e algo polémicos) F-22 Raptor até à entrada em serviço operacional do F-35, os KC-10 por ser uma frota ainda relativamente recente e o B-1 por deixar o bombardeamento estratégico para os lentos e poucos B-2 ou antigos B-52.

A decisão, ainda por tomar,  não é por isso fácil e na equação entrará também em consideração os lugares de trabalho relacionados com cada uma das frotas.
Relativamente a novos programas, o concurso para aquisição de um novo helicóptero de busca e salvamento de combate (CSAR), está em sério risco de ser anulado, recaindo a escolha em novas unidades HH-60 Pave Hawk em números reduzidos apenas para substituir as perdas.

No final, o Congresso dos EUA terá a palavra e como tal, a decisão será muito mais política, do que técnica.




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