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sexta-feira, 18 de julho de 2025

FORÇA AÉREA IRÁ TRANSFERIR OPERAÇÕES DO AT1 DE FIGO MADURO PARA O MONTIJO

Falcon 50 da FAP na placa de estacionamento de aeronaves do atual AT1 em Figo Maduro

Face às limitações estruturais do Aeroporto Humberto Delgado (AHD) e à crescente procura de passageiros, o Governo aprovou, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 66/2024, a construção do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), a localizar-se no Campo de Tiro de Alcochete (futuro Aeroporto Luís de Camões) que substituirá integralmente o AHD, cuja operação cessará gradualmente após 2030.

Até lá, serão implementadas medidas transitórias para reforçar a capacidade de movimentos civis no AHD até aos 45M passageiros por ano, o que irá envolver a construção de uma nova zona com mangas e novos taxiways, num investimento estimado em 300M EUR. 

Esta ampliação irá implicar a desafetação do domínio público militar, da área do Aeródromo de Trânsito n.º 1 (AT1) da Força Aérea Portuguesa (FAP). 

O AT1 contudo, é considerada "uma infraestrutura crítica para operações militares, transporte de altas entidades do Estado Português e a receção dos seus homólogos em aeronaves de Estados estrangeiros, o apoio a operações militares e ao transporte das Forças Nacionais Destacadas, o transporte de órgãos e evacuações aeromédicas, bem como outros serviços humanitários e estratégicos". 

Por essa razão, a Resolução n.º 201/2023, conjugada com a n.º 67/2024, determina a transferência da atividade do AT1 para a Base Aérea n.º 6 (BA6), no Montijo, considerada a solução mais adequada, "devido à sua localização estratégica e à menor complexidade de adaptação operacional".

A concretização desta transferência exige, no entanto, obras de requalificação na BA6, que permitirão à Força Aérea manter a operacionalidade e cumprir as suas missões, representando também uma "melhoria significativa das condições na base aérea".

Com a entrada em funcionamento do NAL, as pistas 07/25 da BA6 deixarão de ser utilizáveis, sendo necessário "adaptar as pistas 01/19 da BA6 com as características físicas, ajudas de rádio à navegação aérea e com sistemas de iluminação equivalentes às existentes nas pistas 07/25, para possibilitar a operação ininterrupta das frotas atribuídas à BA6, bem como garantir a continuidade das operações aéreas militares após abertura do NAL".

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 110/2025, publicada ontem 17 de julho de 2025 em Diário de República, autoriza por isso a realização de despesa pela FAP referente à adaptação e construção nas infraestruturas, edifícios e áreas da BA6 necessárias para acomodar a realização das operações atualmente realizadas no AT1, até ao montante máximo de 30M EUR, a despender entre 2025 e 2028.

O documento estabelece ainda a data de 31 de dezembro de 2028, como limite para a transferência gradual das operações atualmente realizadas no AT1, para a BA6.

Está previsto posteriormente, e assim que o Novo Aeroporto de Lisboa estiver plenamente funcional, relocalizar o AT1 junto ao Aeroporto Luís de Camões, à semelhança do que acontecia até agora no Humberto Delgado.




domingo, 29 de setembro de 2024

FORÇA AÉREA RETIRA CIDADÃOS PORTUGUESES DO LÍBANO [M2533 – 77/2024]

 
KC-390 empenhado na ponte aérea entre Lanarca e Lisboa

A Força Aérea Portuguesa mobilizou duas aeronaves para o repatriamento dos cidadãos portugueses que manifestaram interesse em deixar o Líbano, na sequência do agravar da violência entre o Hezbollah e Israel. O plano de segurança foi solicitado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Ministério da Defesa Nacional.

A operação foi realizada em duas fases, com o transporte, no dia 27 de setembro, de 28 passageiros (dos quais oito crianças) entre Beirute (Líbano) e Lanarca (Chipre)  num Falcon 50 da Esquadra 504 - Linces. 

Falcon 50 à chegada a Lanarca com o KC-390 já visível no solo

Reabastecimento do KC-390 dos "Rinocerontes" em Lanarca

A operação ficaria concluída ao final do dia de ontem, 28 de setembro, com um KC-390 (n/c 26902) da Esquadra 506 - Rinocerontes, a transportar um total de 44 passageiros entre Lanarca e Lisboa. 

Embarque dos 44 passageiros no KC-390 em Lanarca, Chipre

Acondicionamento de bagagens pelo loadmaster dos "Rinocerontes"

Distribuição de víveres durante o voo Lanarca- Lisboa a bordo do KC-390 da Esquadra 506 da FAP



Chegada ao AT1 em Figo Maduro ao final do dia de ontem

Já o  Falcon 50 (n/c 17401) dos "Linces" empenhado na mesma missão, regressou a Portugal quase em simultâneo, aterrando no Aeródromo de Trânsito nº1, pelas 20h43.

Fotos: FAP







sexta-feira, 12 de maio de 2023

FALCON 900 NAS CORES DA FAP [M2405 - 37/2023]

O novel Falcon 900 da Esquadra 504 da FAP durante a cerimónia do 45º aniversário do AT1       Foto: FAP
Durante a cerimónia do 45º aniversário do Aeródromo de Trânsito nº 1 em Figo Maduro, Lisboa, realizada no dia 5 de Maio, foi possível observar dentro do hangar daquela unidade da Força Aérea Portuguesa,  a mais recente aeronave da Esquadra 504 - Linces: um Falcon 900.

O avião, anteriormente pertença da empresa Omni, transitou para o Estado Português, para "regularização parcial das respetivas dívidas perante o Estado, através da Parvalorem, SA, a 23 de Fevereiro, pelo Despacho nº2936/2023, no qual pode ler-se:

1 - A aeronave Dassault Falcon 900B, S/N 135, que possuiu a matrícula civil CS-DTP, propriedade do Estado Português, sob a gestão direta da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, é afeta a título definitivo ao Ministério da Defesa Nacional, através da Força Aérea, que a aceita, livre de quaisquer ónus ou encargos que possam limitar a sua plena utilização, nos termos do Certificado de Transferência de Propriedade que se anexa.

2 - Com a afetação referida no número anterior é transferida a gestão daquela aeronave da Direção-Geral do Tesouro e Finanças para a Força Aérea, que passa a ser a entidade responsável pela referida gestão e por todos os encargos associados à manutenção daquela aeronave até ao fim da vida útil da mesma.

3 - Com a afetação à Força Aérea, a referida aeronave passa a integrar o domínio militar, sendo, pelo tanto, a Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN) a entidade responsável pela emissão do respetivo certificado de aeronavegabilidade após a correspondente inserção no registo militar.

4 - No prazo de 60 dias a Força Aérea Portuguesa deve atualizar e aumentar ao seu inventário o bem objeto do presente despacho. (...)

Ainda segundo o mesmo Despacho,  prevê-se "a sua utilização para o cumprimento de missões de transporte aéreo geral e especial e evacuações aeromédicas."

O Falcon 900 n/c 27404 em fundo e a cauda do Falcon 50 n/c 17401 também dos "Linces" à esquerda   Fotos: FAP

A Força Aérea referiu a propósito, em notícia no seu sítio de internet a 26 de Fevereiro, que a "aeronave (...) rececionada está em fase de aprontamento operacional, prevendo-se que em breve comece a ser operada pelos Linces." Na foto então divulgada, não apresentava contudo ainda a pintura a utilizar pela Força Aérea, e poucas vezes foi vista a voar ainda desde então, razão pela qual as imagens divulgadas da cerimónia no AT1, foram uma ocasião soberana para poder ver o Falcon 900 da FAP com a simbologia e matrícula da FAP.

É assim possível notar agora, que a aeronave manteve as linhas longitudinais azul e cinza que usava na Omni, ficando (pelo menos por enquanto) com um esquema algo diferente da frota Falcon 50, pese embora tenham sido adicionadas a Cruz de Cristo, Bandeira Nacional, matrícula 27404 e "FORÇA AÉREA PORTUGUESA", na fuselagem imediatamente atrás da porta do aparelho.

O Falcon 900 mantém por enquanto as linhas azul e cinza com que vinha da Omni     Foto: FAP

Esquema de pintura standard da frota Falcon 50      Foto: FAP
A Esquadra 504 conta por isso agora com três Falcon 50 e um Falcon 900, não havendo ainda contudo, informação de quando começará a operar regularmente este último.


Agradecimentos: Portugal Intel Radar



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

FALCON 900 COM CALLSIGN DA ESQUADRA 504 DA FAP - atualizado 25/02/2023 [M2380 - 12/2023]

Falcon 900B matrícula CS-DTP no Porto Santo em 2016 fotografado por Paulo Brito

O Falcon 900 de matrícula CS-DTP, da empresa de aviação Omni, que esteve envolvido no famoso caso de tráfico de droga a partir do Brasil em Fevereiro de 2021, foi captado ontem, 23 de Fevereiro de 2023, no radar virtual ADSB Exchange, a realizar o trajecto de Tires, onde se encontrava, para o aeroporto de Lisboa.


Esta aeronave encontrava-se hipotecada à entidade pública Parvalorem, como garantia de uma dívida de 17M EUR ao extinto BPN. O Correio da Manhã viria a noticiar posteriormente o interesse do Estado em tomar posse deste  mesmo Falcon 900, alegadamente para juntar à frota de Falcon 50 da Esquadra 504 da Força Aérea Portuguesa, utilizada no transporte de VIPs, evacuações médicas urgentes e transporte de órgãos.

A Esquadra 504, apesar de oficialmente sediada na Base Aérea nº 6 no Montijo, opera as suas aeronaves a partir do Aeródromo de Trânsito nº 1 em Figo Maduro (junto ao aeroporto de Lisboa), para onde se dirigiu ontem o Falcon 900 da Omni. Embora apresentando ainda a matrícula civil CS-DTP no radar ADSB, o pormenor que leva a crer que o processo de transferência para a FAP esteja em curso, é o callsign "LINCE01", típico da Esquadra 504 "Linces".

Emblema da Esquadra 504 - Linces

Actualização 25/02/2023

Ainda antes do final do dia de ontem, o Ministério da Defesa confirmou o negócio do Falcon 900, no valor de 4,8M EUR. Este valor é decorrente de avaliação por avaliador independente e será abatido à dívida da Omni à Parvalorem. De igual modo a Força Aérea inspecionou e testou previamente o aparelho, que irá agora juntar-se à frota Falcon 50, tal como o Pássaro de Ferro havia referido.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

AJUDA ALEMÃ À COVID-19 CHEGA A LISBOA EM A400M DA LUFTWAFFE [M2218 - 6/2021]

Foto: Ministério da Defesa

Foto: Ministério da Defesa

O Ministro da Defesa Nacional e a Ministra da Saúde agradeceram a disponibilidade da Alemanha em apoiar Portugal no combate à pandemia.

A equipa alemã de profissionais de saúde militares, chegou a bordo de um A400M da Luftwaffe ao Aeródromo de Trânsito nº1 em Lisboa, ao início desta tarde, e foi recebida pelos ministros João Gomes Cravinho e Marta Temido, acompanhados pelo embaixador da Alemanha em Portugal, Martin Ney. 

Foto: Ministério da Defesa

A Alemanha disponibilizou além dos 26 profissionais de saúde, entre os quais 8 médicos, 50 ventiladores e 150 bombas de infusão.


Fonte: Ministério da Defesa
Adaptação: Pássaro de Ferro





quinta-feira, 12 de março de 2020

F-16 NO AEROPORTO DE LISBOA [M2102 – 20/2020]

F-16 da FAP na chegada ao AT1 -  Lisboa                          Foto: FAP

Tal como o Pássaro de Ferro ontem divulgou num vídeo de Gonçalo Melo partilhado centenas de vezes nas redes sociais, o Aeroporto de Lisboa recebeu uma visita pouco habitual, de dois F-16 da Força Aérea Portuguesa.


Esta entidade revelou hoje no seu sítio de internet, mais pormenores acerca do motivo da visita, que se enquadra na preparação para o exercício Tiger Meet, a realizar no mês de Maio em Beja.

A acção teve por isso em vista a formação e treino prático na recepção de aeronaves F-16M, sendo dirigida aos militares da Unidade (Aeródromo de Trânsito nº1 - Figo Maduro) e civis do Aeroporto de Lisboa envolvidos neste processo.

A formação foi ministrada por Crew Chiefs da Base Aérea N.º 5 (Monte Real), com "o objectivo de garantir uma operação segura e formação adequada dos recursos humanos que possam interagir com estas aeronaves em caso de alternância."

Segundo Sérgio Miranda e João Reis, funcionários da área de Operações Aeroportuárias do Aeroporto de Lisboa a partilha de conhecimentos, resultante da acção de formação ministrada ontem pela Força Aérea, no Aeródromo de Trânsito N.º 1, sobre a recepção de aeronaves F-16 MLU no Aeroporto de Lisboa, é extremamente importante e fundamental para garantir a segurança das operações, divulgou ainda a Força Aérea na rede social Facebook.

Algumas das fotos da acção, divulgadas pela FAP:














 Fotos: FAP










sexta-feira, 12 de outubro de 2018

MONTIJO - ACORDO PELA REORGANIZAÇÃO DOS MEIOS DA FORÇA AÉREA (M2005 - 65/2018)

Estuário do Tejo e Base Aérea nº6, Montijo


A desmobilização parcial dos meios da Força Aérea Portuguesa da Base Aérea nº6, no Montijo, custará 115M EUR, a serem suportados integralmente pela ANA- Aeroportos de Portugal.
Incluirá a relocalização da Esquadra 751, que opera os helicópteros EH101 Merlin, para a BA1 em Sintra e da Esquadra 502 dos C295M para a BA11, em Beja.

Os Lynx da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, assim como a Esquadra 501 que operará futuramente os KC-390, continuarão a operar na BA6.

O acordo que terá já sido alcançado, segundo garante o jornal "Público", faz parte de um plano mais alargado, e que contempla ainda reajustes nas áreas utilizadas pela Força Aérea no aeroporto de Lisboa. Nomeadamente o  Aeródromo de Trânsito nº1, irá mudado de sítio e será convertido num verdadeiro "aeroporto de Estado", onde os Falcon 50 da esquadra 504 da FAP (transporte VIP) continuarão a operar. Já o hangar utilizado normalmente pelas Forças Nacionais Destacadas será deslocalizado para o Montijo, passando o embarque de tropas para o estrangeiro a realizar-se portanto, na margem Sul.

Sintra, passará a ser uma base essencialmente para os helicópteros militares, ao concentrar aí a frota EH101 Merlin e os novos AW119 Koala, que substituirão a curto prazo os Alouette III, até agora sedeados em Beja. Em Sintra ficará também a partir de 2021 o Centro Multinacional de Treino de Helicópteros da Agência Europeia de Defesa, caso a candidatura portuguesa seja vencedora.

A Beja, regressará depois de cerca de uma década em Sintra, a Esquadra 101, que opera os TB-30 Epsilon, de instrução básica de pilotagem.






domingo, 15 de julho de 2018

FORÇA AÉREA DA AUSTRÁLIA TRAZ BOEING 737 A LISBOA (M1984 - 44/2018)


Na sequência da recente passagem por Lisboa do Governador Geral da Austrália, Peter Cosgrove, surgiu a oportunidade - se não única, pelo menos rara - de fotografar um Boeing 737 da Real Força Aérea daquele país.
Ficam em registo, as belas imagens de Paulo Fernandes e Fernando Machado, que gentilmente nos cederam as fotos que obtiveram. 






sexta-feira, 23 de maio de 2014

FORÇA AÉREA NA GESTÃO DE TRÁFEGO AÉREO PARA A CHAMPIONS (M1592 - 167PM/2014)



O tráfego aéreo na zona da cidade de Lisboa vai registar no fim de semana de 23 a 25 de maio de 2014 um movimento recorde absoluto, superando os máximos registados na Expo 98, no Euro 2004 ou na Cimeira da NATO em 2010. Este recorde deve-se à final da Liga dos Campeões de futebol em Lisboa, no dia 24 de maio de 2014, que opõe Atlético e Real de Madrid.

A Força Aérea tem vindo a trabalhar em estreita cooperação com a ANA – Aeroportos de Portugal no sentido de proceder à otimização da gestão de movimentos no Aeroporto de Beja - situado no seguimento da Base Aérea N.º 11 (BA11) - e no Aeródromo de Trânsito N.º 1 (Figo Maduro, Lisboa).

No dia da final, o aeroporto de Lisboa acolherá 740 movimentos (aterragens e descolagens), quando o tráfego normal nesta altura, regista uma média diária de 425 movimentos. Na véspera e no dia seguinte à final estão previstos cerca de 650 movimentos diários na Portela.

Desses movimentos, apenas 80 aeronaves (entre elas 20 charters) ficarão estacionadas no Aeroporto de Lisboa, que já havia esgotado a sua capacidade para os dias 23, 24 e 25 de maio há algum tempo. Por esta razão, ficarão estacionadas em Beja entre 15 a 20 aeronaves, no Porto cerca de 60 e em Faro 35.

Cerca de 90% dos passageiros com destino ao Aeroporto de Beja chegam no sábado. Os voos não têm origem só em Espanha, uma vez que existem aeronaves com destino a Beja a chegar de vários pontos da Europa.

O Governo anunciou ter criado uma exceção às regras do ruído nos aeroportos comunitários entre a meia-noite e as seis da manhã, para permitir o escoamento de tráfego aéreo relativo à final da Liga dos Campeões.

Esta exceção vai permitir a circulação de aviões nas madrugadas dos dias 23, 24 e 25 de maio e foi divulgada pelos ministérios da Economia e do Ambiente em Diário da República.

Será aplicada ao aeroporto de Lisboa, mas também aos do Porto, Faro e Beja, não só para facilitar o escoamento do tráfego, mas também por razões de segurança. Estas exceções incluem apenas as aeronaves que transportem passageiros de ou para a final da Liga dos Campeões, sendo necessário fazer essa referência antes de obter permissão para voar, avisa a portaria.

Fonte: Força Aérea
Adaptação: Pássaro de Ferro

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