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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

F-16 DE AVIANO EM PATRULHA NATO NA BULGÁRIA [M2183 – 101/2020]


A NATO destacou recentemente seis caças F-16C da Força Aérea dos Estados Unidos habitualmente estacionados em Aviano, Itália para iniciar a patrulha aérea do espaço aéreo da Bulgária, já a partir de hoje, 28 de setembro de 2020. 
 As missões de policiamento aéreo da NATO são projetadas para proteger o espaço aéreo dos Aliados. 
Os caças habitualmente destinados ao policiamento aéreo, apresentam um elevado estado de prontidão e em escassos minutos procedem a operações  interceção, identificação e condução de  aeronaves militares ou civis que estiverem em perigo ou não, que representem ou não ameaça, levando-as a seguirem os regulamentos de voo internacionais, sobretudo se se aproximarem do espaço aéreo soberano de qualquer país da Aliança Atlântica.


A missão de quatro semanas terá o seu centro de operações aéreas na Base Aérea de Graf Ignatievo. Os caças norte americanos repartirão assim as responsabilidades de patrulha aérea com os velhos Mig-29 búlgaros, que se aprestam para passar à história - pelo menos uma parte deles... - assim que os novos F-16 cheguem.
Recorde-se que a arma aérea de Sófia está em processo de modernização, aguardando-se a chegada dos F-16 Block 70 que foram contratualizados pelo governo búlgaro à norte americana Lockheed Martin. Recorde-se, igualmente, que a dada altura do processo, Portugal chegou a propor negócio com F-16MLU modernizados.



segunda-feira, 6 de abril de 2020

F-16 DA BULGÁRIA AVANÇAM [M2115 – 33/2020]

Lockheed Martin F-16V Viper    Ilustração: Lockheed Martin

A 2 de Abril de 2020, a Lockheed Martin recebeu um contrato no valor de 512M USD, para o fabrico de oito F-16 Bloco 70, destinados à Força Aérea da Bulgária. Os caças destinam-se a substituir finalmente a frota MiG-29 em actividade desde os tempos do Pacto de Varsóvia.

Após um longo caminho, que chegou a contemplar os F-16 que Portugal acabaria por vender à Roménia, com inúmeros avanços, retrocessos e reviravoltas, o processo de renovação da aviação de caça búlgara, parece finalmente ter chegado ao fim. Portugal chegaria mesmo a apresentar uma proposta para o fornecimento de F-16MLU a modernizar na OGMA, que perdeu então para a os suecos com JAS39 Gripen C/D novos. Por entre eleições e pressões políticas dos mais diferentes quadrantes, este concurso seria mais tarde anulado, tendo sido emitido novo pedido de propostas (Request For Proposals - RFP) a 2 de Julho de 2018.

MiG-29 búlgaro e F-16 da USAF  no exercício Thracian Star 2014      Foto: USAF

Responderam positivamente a 1 de Outubro de 2018, os EUA (com F-16 e F-18 novos), Suécia (Gripen C/D novos) e Itália (Typhoon usados). França, Alemanha, Israel e Portugal não apresentaram nova proposta desta vez.

A 10 de Julho de 2019, o Conselho de Ministros de Sófia aprovou finalmente o pré-acordo com os EUA, para a primeira fase do programa de renovação de caças da sua Força Aérea, a incluir seis F-16V monolugares e dois bilugares, no valor de 1250M USD, pagos a 12 de Agosto do mesmo ano.

O custo unitário por célula de F-16V rondará assim os 64M USD. A diferença entre o valor total do contrato com a Lockheed Martin e a verba consagrada para a primeira fase, está destinada à aquisição de armamento, equipamento auxiliar, logística e ao programa de acompanhamento, treino e assistência técnica.

A segunda fase, que inclui outros oito F-16V, prevê pagamentos parcelares e segundo o Ministério da Defesa búlgaro, deverá ser consideravelmente mais barata, uma vez que a maior parte dos equipamentos auxiliares serão adquiridos na primeira fase.

Os trabalhos de construção e montagem dos caças serão levados a cabo em Forth Worth, Texas e Greenville na Carolina do Sul, EUA, estando a última entrega prevista até 31 de Janeiro de 2027.

Depois do Barém e Eslováquia, a Bulgária irá tornar-se o terceiro utilizador de F-16V novos. A versão pode, no entanto, ser também aplicada a aeronaves já em operação, através de kits de modernização, semelhantes ao processo MLU, tal como tem vindo já a fazer Taiwan com a sua frota de F-16A/B e irão fazer Marrocos, Grécia, Coreia do Sul e Singapura com F-16C/D.

Já a Croácia, que tinha a decorrer um concurso para aquisição de caças destinados a substituir o seus MiG-21, tendo solicitado propostas para F-16V e Gripen novos, além de Rafale, Typhoon e F-16 usados, adiou o prazo das respostas de 7 de Maio, para data a definir, devido à pandemia causada pelo COVID-19.


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

TREZE ANOS DE F-16MLU NA FORÇA AÉREA - Uma sorte ter este avião! [M1854 - 34/2016]

O F-16 MLU 15133 foi a primeira aeronave deste padrão a integrar a Força Aérea Portuguesa, em setembro de 2003. 
(Foto de arquivo - Março de 2004)

Completam-se neste mês de setembro, 13 anos sobre a entrada ao serviço efetivo do primeiro F-16 MLU na Força Aérea Portuguesa, através do "Núcleo MLU da Esquadra 301" que funcionou durante algum tempo na Esquadra 201, núcleo esse que preparou o inicio da operação em pleno,  algum tempo mais tarde, depois da Esquadra 301 - Jaguares ter deixado de voar o Alpha Jet e ter sido transferida de Beja para a BA5 - Monte Real.
Tratou-se do aparelho 15133, cujo historial pode ser seguido aqui.
Volvido este tempo, pode afirmar-se, consubstanciando o título desta edição, que é uma sorte a Força Aérea poder contar com esta magnífica plataforma de armas, mantendo-a com garbo e notório zelo na ponta da lança da sua força, com os resultados de eficácia e proficiência conhecidos.
O padrão MLU significa que temos e mantemos uma plataforma atualizada e pronta a disponibilizar as suas capacidades nos diversos locais - "teatros" como é vulgar dizer-se - onde é necessária força e/ou projeção de força, enquadrada num puzzle geoestratégico internacional crescentemente intrincado e de complexa gestão.
Exemplos disso são as missões no Báltico (já por três vezes...), na Islândia e onde os exercícios e ações no âmbito da NATO assim o determinem; ou "simplesmente" assegurando o patrulhamento e segurança do espaço aéreo sobre jurisdição nacional.

Parelha de F-16 MLU já com as cores da Força Aérea Romena (Foto: Marco Casaleiro)
Os F-16 MLU estão, presentemente, em pleno uso das suas capacidades. O sucesso do programa MLU em Portugal já fez com que a Roménia adquirisse 12 aparelhos considerados "não essenciais" para as necessidades nacionais, num negócio / programa público e,  na sequência do sucesso deste programa de aquisição, a Bulgária tenha já manifestado interesse em adquirir a Portugal, aparelhos F-16MLU modernizados pelo "know-how" português que, na Base Aérea de Monte Real e ao longo de mais de 20 anos se foi consolidando até ser a referência que é, reconhecida pela Lockheed Martin!
Mas, recordemo-nos, e voltando aos MLU nacionais e à realidade portuguesa, que os F-16 já tem 23 anos na Força Aérea e o próprio avião e o seu conceito cruzaram já as quatro décadas. Num futuro que já não está longe, o potencial das aeronaves e das atualizações vai esgotar-se, quanto mais não seja pela ordem natural das coisas...

O F-16 MLU 15133, fotografado durante o Real Thaw 2016. (Foto: André Carvalho)
 
Seguramente que a frota nacional de F-16 ainda tem muito para disponibilizar e bem, mas na passagem implacável  do tempo, algures nesse céu, uma pergunta surgirá, por isso, natural:
E depois do F-16 MLU, quem se seguirá na Força Aérea Portuguesa como aeronave ponte da lança?
O futuro é já amanhã. 
Edição: António Luís/Pássaro de Ferro


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