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sábado, 24 de janeiro de 2026

50 ANOS DA FORÇA AÉREA NACIONAL DE ANGOLA

Caça Sukhoi Su-30

A Força Aérea Nacional (FAN) de Angola assinalou o 50.º aniversário com um ato central na Base Aérea do Rocha Pinto, em Luanda, reafirmando o seu compromisso estratégico com a defesa da soberania e a integridade do espaço aéreo angolano. Sob o lema “Força Aérea 50 anos na defesa do espaço aéreo nacional, preservando as conquistas alcançadas”, as celebrações destacaram o processo de reequipamento e a modernização técnica como eixos prioritários para as próximas décadas.

K-8 de instrução de pilotagem

Durante a cerimónia, o Comandante da FAN, General Virgílio da Cunha, apresentou a visão estratégica da corporação, sublinhando a necessidade de adaptação aos desafios do atual contexto global. O General de Aviação Altino dos Santos, que presidiu ao ato, enfatizou que a modernização da força deve ser acompanhada pela valorização contínua do “fator homem”, através da formação especializada e do reforço da ética militar, garantindo uma força preparada tecnologicamente e alinhada com os padrões internacionais.

Reportagem de 10 min. da TPA sobre as comemorações do 50º aniversário da FAN 

Em mensagem oficial, o Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) reiterou o firme compromisso do Executivo em prosseguir com o investimento no capital humano e na inovação científica. O Chefe de Estado destacou o papel determinante da FAN na manutenção da paz e na estabilidade social, descrevendo o ramo como um pilar essencial para a segurança interna e para o apoio a missões humanitárias e de proteção civil.

O evento comemorativo incluiu um desfile dos meios aéreos ao serviço da FAN, nomeadamente helicópteros AW109, AW139, Mi-171, aviões de transporte Ma-60, An-72 e Il-76, transporte e patrulhamento marítimo C295, de instrução K-8 e culminando com a passagem de uma formação de caças Su-30

Lembramos que no passado dia 16 de janeiro, o Ministro da Defesa angolano esteve em Beja para conhecer de perto o KC-390 em operação na Força Aérea Portuguesa, aeronave que Angola considera adquirir para a Arma Aérea das suas Forças Armadas.

Durante a visita do Presidente da República angolano a Brasília em 2025, a informação veiculada dava conta do interesse na aquisição de três exemplares do avião multimissão da Embraer.





sexta-feira, 30 de maio de 2025

COMEMORAÇÕES DO 73º ANIVERSÁRIO DA FAP NA FIGUEIRA DA FOZ - Programa atualizado [M2619 - 42/2025 ]


A Força Aérea Portuguesa apresentou ontem 29 de maio de 2025, o programa completo das comemorações do 73º aniversário da instituição, numa sessão realizada na Câmara Municipal da Figueira da Foz, município onde se realizará a maioria das atividades.

Entre 28 de junho e 6 de julho, serão assim levadas a cabo  um conjunto de atividades militares, científicas, culturais, lúdicas e desportivas, com o objetivo de dar a conhecer as capacidades aeroespaciais da Força Aérea e também promover uma aproximação à comunidade local.

Momentos musicais, concertos, provas desportivas, seminários, exposições, batismos de voo, cerimónias militares e exibições aéreas, irão decorrer de acordo com o programa na foto de capa (clicar para abrir em tamanho maior).

Programa repartido por atividades:








domingo, 24 de novembro de 2024

PR E DEFESA NA BA8 [M2565 - 89/2024]

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas visitou a Base Aérea nº8, sita no concelho de Ovar, na passada sexta-feira 22 de novembro. A ocasião foi proporcionada pela aproximação do primeiro aniversário da elevação desta infraestrutura da Força Aérea Portuguesa (FAP), do estatuto de Aeródromo de Manobra a Base Aérea, a 24 de novembro de 2023.

A visita foi conduzida pelo CEMFA, General Cartaxo Alves, que com o Comandante da BA8, Coronel Sérgio Estrela, receberam igualmente o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, além de outras individualidades militares e representantes das autoridades locais.

Do evento fez parte uma breve alocução por parte do Comandante da Unidade, bem como a apresentação e visita às obras em curso na Base, que irão proporcionar melhores condições para o desempenho das missões atribuídas à Esquadra 551, que completa igualmente um ano sobre a sua reativação.



A terminar a visita, a apresentação do helicóptero UH-60A Black Hawk, que equipa os "Panteras", pelo Major Fernandes, foi o ponto alto do evento, bem como uma breve demonstração de capacidades do aparelho.


O helicóptero UH-60 Black Hawk, tem como missão primária o combate aéreo de incêndios rurais e à projeção de forças no terreno, permitindo o transporte de uma equipa de 12 bombeiros totalmente equipados e até 2950 litros de água por largada. Tem autonomia de voo de 2h30, e um raio de ação de 555 km, para uma velocidade máxima de 314 km/h.


Atualmente com ainda apenas dois UH-60A, a Esq. 551 irá receber mais quatro helicópteros deste modelo até ao final de 2025, e mais três do modelo UH-60L até junho de 2026.

Dado que a exigente missão de combate a incêndios exige um mínimo de 100 horas de voo de experiência às tripulações, apenas em 2026 a Esq.551 irá começar a realizar operações reais de combate direto aos incêndios rurais.





sábado, 22 de junho de 2024

DAKOTAS SOBRE FRANÇA - Comemorações dos 80 anos do Dia D [M2502 - 47/2024]


No dia 11 de junho teve lugar o evento "Daks over LFA", em La Ferte-Allais, França, onde foi possível ver e fotografar três dos C-47s que voaram desde os Estados Unidos, para participar das celebrações do 80º aniversário do Dia D sobre a Normandia. 



Os fundos arrecadados com a sessão de fotos também foram destinados ao financiamento dos voos das aeronaves, uma vez que só é possível manterem-se a voar com doações. Estiveram presentes duas aeronaves veteranas do Dia D, os C-47 "Thats All, Brother" e "Placid Lassie", e um DC-3, da Western Air Lines, que embora nunca tenha efetuado missões de guerra, recibos e documentos mostraram que aparentemente operou em contratos de carga militar durante o conflito. 

O DC-3 da Western Airlines

As aeronaves realizaram a travessia do Atlântico Norte pela "Rota Blue Spruce", ie: Canadá-Gronelândia-Islândia-Escócia. Os voos ocorreram aproximadamente entre 20 e 25 de maio, com algumas das aeronaves voando um total de cerca de 42 horas. Suportar condições muito frias em voos de 3-4 horas foi apenas uma prova da dedicação das equipas e voluntários, para poder trazer estas honrosas joias veteranas, de volta à Europa.

"Thats All, Brother"

O "Thats All, Brother" terminou a construção a 7 de março de 1943, na fábrica da Douglas Aircraft em Oklahoma City, Oklahoma, EUA. No dia 8 de março de 1944, foi entregue à USAAF no Baer Army Airfield em Indiana. A 16 de abril de 1944 partiu para a Inglaterra, com o Comando de Transporte Aéreo. Nas últimas horas do dia 5 de junho de 1944, o C-47 "Thats All, Brother" descolou e foi a aeronave líder da principal invasão aerotransportada de 821 Skytrains, no que viria a ser conhecido como Dia D, o início do fim da Segunda Guerra Mundial. Às 00:48, a luz verde foi dada pelo Tenente Coronel John M. Donalson, o piloto comandante e Comandante do 438º Grupo de Transporte de Tropas e assim começou a invasão da França. Os 821 Skytrains voaram em formação em V de 9 aeronaves que formaram uma linha sólida de C-47s que durou 5 horas. Com o "Thats All, Brother" na liderança desse massivo assalto aerotransportado, acabaram lançando 13.000 paraquedistas atrás das linhas inimigas sobre a Normandia. Retornou em segurança e foi a primeira aeronave a regressar, após o lançamento dos paraquedistas. A aeronave continuou a participar das seguintes operações: Operação Dragoon (15 de agosto de 1944), Operação Market Garden nos Países Baixos (17 a 25 de setembro de 1944), Operação Varsity (24 de março de 1945 a 2 de maio de 1945), até que a 4 de agosto de 1945 retornou aos EUA. A Força Aérea Comemorativa restaurou o "Thats All, Brother" na sua configuração original, para trazê-la ao 75º aniversário do Dia D em 2019. Voaria novamente desde San Marcos, Texas, até à Europa, para celebrar o 80º aniversário do Dia D.

"Placid Lassie"

O "Placid Lassie" foi completado em julho de 1943 na Douglas Aircraft Company em Long Beach, Califórnia. Foi atribuído ao 74º Esquadrão de Transporte de Tropas, 434º Grupo de Transporte de Tropas em agosto de 1943 e voou para a Europa pela Rota do Atlântico Sul, no final de setembro de 1943, chegando a Inglaterra em 18 de outubro de 1943. Durante o inverno, tomou parte no treino de paraquedistas em Inglaterra. No dia 6 de junho de 1944, às 02:00, o "Placid Lassie" descolou com o resto do 74º Esquadrão de Transporte de Tropas, rebocando planadores, transportando 155 homens e carga para a 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA. Às 21:00 descolou novamente, rebocando outro planador para a Normandia. Por vários dias após a invasão do Dia D, voou múltiplas missões de reabastecimento para a 101ª em França. O "Placid Lassie" passou 18 meses, a partir de outubro de 1943, na Inglaterra e na Europa e participou das seguintes operações: Operação Neptuno (6 de junho de 1944), Operação Market Garden nos Países Baixos (17 a 25 de setembro de 1944), Operação Repulse em Bastogne (23 a 26 de dezembro de 1944) e Operação Varsity (24 de março de 1945 a 2 de maio de 1945). Retornaria aos EUA, conhecendo vários proprietários até 2000, quando foi deixado ao abandono. Foi resgatado em janeiro de 2010, para ser restaurado para o 75º aniversário do primeiro voo do DC-3. A venda foi realizada em maio e um feito notável foi alcançado para prepará-lo para o EAA Oshkosh Airventure. A restauração ocupou sete semanas de trabalho de mais de 17 horas, 7 dias por semana, para deixá-lo pronto e restaurado. Foi-lhe dado inicialmente o nome "Union Jack Dak", quando após algumas pesquisas se descobriu que era na verdade um C-47 que havia participado na II Guerra Mundial. Foi então que o seu operador de rádio original da época da guerra, Ed Tunison, que ainda estava vivo, foi levado ao 70º aniversário do Dia D, para se reunir com a sua aeronave e informou os proprietários que o "Union Jack Dak" era na verdade conhecido como "Placid Lassie" durante a guerra.

Além dos C-47 Dakota Aliados, o evento contou ainda com a participação de um Ju-52 "inimigo"





Texto e fotos: Andrew Timmerman



sexta-feira, 20 de junho de 2014

62 ANOS DA FORÇA AÉREA PORTUGUESA (M1625 - 72AL/2014)


A Força Aérea celebra entre os dias 20 de junho e 1 de julho, nas regiões de Lisboa e Sintra, as comemorações do seu 62º Aniversário.
Os 62 anos de existência e atividade são assinalados com diversas atividades, exposições temáticas e de fotografia, uma cerimónia militar e concertos da Banda de Música da Força Aérea. Em exposição estarão também algumas aeronaves, de entre as quais se destaca o F-16, que celebra em 2014 vinte anos de operação ao serviço da Força Aérea Portuguesa.
As atividades prosseguem com os Dia de Base Aberta, no qual as bases aéreas estarão abertas ao público, com datas e programas que pode consultar no sítio da Foraça Aérea Portuguesa.

Fonte: FAP



sexta-feira, 9 de julho de 2010

COMEMORAÇÕES DO 58º ANIVERSÁRIO DA FORÇA AÉREA - MADEIRA - 5 (M396-22PM/2010)












Como saberão todos os que frequentam este ciberespaço, a Força Aérea comemorou durante as duas últimas semanas no arquipélago da Madeira, os seus 58 anos enquanto ramo independente das Forças Armadas. O facto de ser o benjamim (os outros dois ramos existem não há décadas mas há largos séculos!) não ofusca que seja hoje em dia a arma aérea o primeiro ramo a actuar em conflitos, acções humanitárias e demais missões, fruto da flexibilidade e rapidez que inegavelmente proporciona.

Seja como elemento de ataque, seja como de defesa, a nível global e desde a II Grande Guerra as expressões "morte vinda dos céus" e "ajuda vinda dos céus" ilustrando essas duas funções, ganharam uso comum. No transporte de tropas pára-quedistas, nas evacuações de retaguarda, no ataque a alvos específicos, na defesa das tropas em terra ou navios no mar, os meios aéreos estabeleceram-se como primordiais.

Legitimando esta importância já então visível, a 1 de Julho de 1952 a Força Aérea aglutinou os meios aéreos até então atribuídos aos outros ramos e constituiu-se independente.

Utilizando durante largos anos meios algo ultrapassados, fruto da exiguidade de verbas e alguns embargos políticos, não deixou nunca de cumprir as funções atribuídas, assentando então muitas das suas capacidades mais no engenho e abnegação do elemento humano que nas máquinas utilizadas.

Com o fim das guerras ultramarinas, soube reestruturar-se e ajustar-se a novas realidades regionais e mundiais, aligeirando estruturas e potenciando recursos.

No ano do Senhor de 2010, e no seguimento da inauguração do AM3 (Aeródromo de Manobra nº3 ) no Porto Santo em 2009, fecha-se assim um ciclo, ao inaugurar a estação de radar na Madeira, passando  o país a exercer a legítima soberania em todos os céus nacionais.

Seriam estes dois factos a justificação próxima para as comemorações do aniversário no arquipélago da Madeira, no seguimento também, de uma política de aproximação da Força Aérea das populações que serve em todos os pontos do território português.

As comemorações, serviram ainda e mais uma vez, à semelhança de eventos semelhantes em anos recentes, como exercício militar, pondo à prova e treinando as capacidades de operação e mobilização de meios da Força Aérea, tendo sido este o maior exercício aéreo alguma vez realizado na região.

Num ano especialmente difícil em termos de evacuações sanitárias e acções humanitárias (naufrágios, cheias, terramotos...) ficou bem patente a importância dos meios aéreos nestas situações e o acerto no esforço de modernizar os meios disponibilizáveis.

A Força Aérea Portuguesa tem por isso hoje, talvez pela primeira vez na sua história, meios perfeitamente actuais e capazes de cumprir as suas missões, ao mesmo nível senão melhor que as suas congéneres.

Quando há uma década atrás havia descontentamento público entre os profissionais da Força Aérea, que levou a uma sangria de muitos desses militares, o reapetrechamento e reestruturações levadas a cabo, têm como consequência não só uma melhoria nos serviços prestados ao país e no potenciamento das verbas atribuídas, mas também o regresso do bem-estar, a quem gosta que o seu trabalho seja útil e valorizado pela pátria que serve.

Longe de estar o trabalho terminado com este ciclo, fica a certeza de estar no caminho certo.



NOTA: Em próximo artigo a passagem dos meios da Força Aérea pelo Porto Santo

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