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sábado, 6 de dezembro de 2025

BLACK HAWK PARA EMERGÊNCIA MÉDICA APROVADOS PELA UE

Sikorski UH-60 Black Hawk da Esquadra 551 da FAP
A compra de quatro helicópteros Black Hawk adicionais para a Força Aérea Portuguesa (FAP), anunciada pelo ministro da Defesa Nuno Melo, no Parlamento há cerca de um mês atrás, recebeu aprovação da União Europeia. A revelação foi feita na reportagem transmitida ontem 5 de dezembro de 2025 no programa Exclusivo, da TVI.

A incerteza pairava sobre a fonte de financiamento até esta quinta-feira, quando o Ministério da Defesa Nacional (MDN) confirmou que Bruxelas aprovou a canalização de verbas remanescentes do PRR, para este fim.

O MDN e a FAP enfrentam, ainda assim, uma corrida contra o tempo, para concretizar a aquisição destes quatro helicópteros Sikorsky UH-60 Black Hawk, com capacidade para a realização de missões de emergência médica. O sucesso da operação é crucial para evitar a perda dos fundos comunitários provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no valor de 32M EUR.

Apesar da garantia do financiamento agora conseguida, o processo legal e contratual ainda carece no entanto de formalização, além da concretização da compra até ao prazo inflexível de 31 de agosto de 2026.

Fontes oficiais da FAP indicam que já foi realizada uma consulta informal à ACE Aeronautics, LLC – a empresa que forneceu os últimos aparelhos – para confirmar a disponibilidade de células que possam ser entregues dentro deste período. A ausência de aeronaves disponíveis no mercado inviabilizaria a candidatura e resultaria na consequente perda das verbas.

A Esquadra 551 - "Panteras" da FAP recebeu até ao momento cinco, de nove helicópteros Black Hawk, também eles financiados pelo PRR, em dois lotes distintos. A presente aquisição elevará o número total para treze aparelhos.

A revelação da intenção de compra deste terceiro lote de helicópteros Black Hawk para a Força Aérea, recebeu inúmeras críticas inesperadas, desde alegada impossibilidade de aterrar nos heliportos hospitalares nacionais, à falta de condições para o transporte de doentes, incluindo até o ruído (!).

Argumentos na sua grande maioria a roçar o absurdo, sobretudo tendo em conta que se trata do mesmo tipo de aparelhos que durante o verão passado realizaram inúmeras missões de emergência médica, enquanto a empresa concessionária dos transportes aéreos para o INEM, não conseguiu assegurar os serviços. Já para não referir que o Black Hawk é o helicóptero padrão de inúmeras forças armadas por todo o mundo, para a realização de resgates e evacuações médicas de combate, com enorme sucesso.

Segundo a  Força Aérea, os Black Hawk podem operar em 24 heliportos hospitalares e 112 locais próximos de unidades de saúde. Mesmo a ANAC acabaria por esclarecer que o parecer que classificava os Black Hawk como inadequados para a maioria dos heliportos hospitalares, se referia a "voos civis, e não militares".

Acresce ainda dizer que os Black Hawk da Esquadra 551, têm por missões primárias o combate a incêndios rurais e a mobilidade aérea, podendo realizar transportes médicos em complemento aos meios do INEM, tal como sucedeu entre julho e outubro do corrente ano, ou sempre que necessário, como em situações de catástrofe ou de algum modo anómalas. 

Fica portanto por confirmar agora, a disponibilidade de helicópteros no mercado, que possam ser entregues até ao final de agosto de 2026, para que o aumento da frota de Black Hawk da FAP seja concretizado.



sexta-feira, 11 de julho de 2025

BLACK HAWK DA FORÇA AÉREA PARA AS EMERGÊNCIAS MÉDICAS 24H

UH-60A Black Hawk da Esquadra 551 da Força Aérea Portuguesa agora disponibilizado para transporte aeromédico 24h por dia       Foto: MDN
A Força Aérea Portuguesa irá reforçar o número de aeronaves dedicadas a missões de emergência médica, com capacidade de operação contínua, 24 horas por dia. Esta medida representa um avanço significativo na resposta nacional a situações críticas de saúde, a adicionar aos meios da Força Aérea já atribuídos temporariamente a esta missão.

Ministros da Saúde e Defesa com o General CEMFA e tripulação do Black Hawk, na apresentação do helicóptero e kit médico, visível dentro do aparelho    Foto: MDN

A apresentação do helicóptero UH-60A Black Hawk da Esquadra 551, para esse efeito, teve lugar ontem, 10 de julho, na Base Aérea nº 8, em Ovar, durante uma cerimónia que contou com a presença do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, bem como do General Cartaxo Alves, Chefe de Estado Maior da Força Aérea (CEMFA), entre outras individualidades. 

Na ocasião, foi igualmente apresentado o kit de última geração para emergência médica, da United Rotorcraft, que irá equipar o helicóptero, e que foi transportado desde Denver, nos EUA no início do mês, por um KC-390 da Esquadra 506.

Rota do KC-390 n/c 26901 no dia 1 de julho transportando o kit médico para a frota UH-60   Imagem: ADSB Exchange

Com a disponibilização por parte da Força Aérea, de mais um helicóptero para emergências médicas, o país passa a contar com quatro aeronaves da Força Aérea operacionais para missões de transporte médico de emergência disponíveis 24h por dia: dois helicópteros (UH-60 Black Hawk e EH101 Merlin) e dois aviões (Falcon 50 ou 900 e C295M), ao qual se adicionam ainda dois helicópteros AW119 Koala, muito embora estes últimos sem capacidade para operações noturnas. Os meios estão distribuídos pelas bases em Ovar, Montijo, Figo Maduro e Beja.

Estas medidas têm vindo a ser tomadas na sequência de atrasos na formação de pilotos para os helicópteros contratados pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), levando a um esforço conjunto dos ministérios da Defesa e da Saúde por uma solução com recurso aos meios da Força Aérea, para assegurar provisoriamente o serviço desde 1 de julho de 2025, até que a empresa adjudicatária do INEM, Gulf Med esteja em condições de o fazer.

Nuno Melo em declarações à imprensa na cerimónia de apresentação do helicóptero    Foto: MDN

Apesar da limitação de alguns helicópteros militares não poderem aterrar nos heliportos hospitalares nacionais, situação largamente discutida nos últimas dias, o ministro da Defesa, ainda na véspera da apresentação do helicóptero, à margem de uma cerimónia no Centro de Apoio Social das Forças Armadas, apontou o desafio futuro como sendo de “infraestruturas”, que deverão ser adaptadas para acomodar aeronaves pesadas em situações de emergência complexa: "se Portugal de repente tiver uma catástrofe, os transportes têm que ser feitos em helicópteros pesados, não em helicópteros ligeiros. E se os nossos hospitais, os nossos estabelecimentos de socorro, não estiverem dotados de infraestruturas que permitam receber todo o tipo de aeronaves que prestam socorro, o problema não é das aeronaves, o problema é mesmo dessa capacidade [das infraestruturas] que é muito fundamental”. Nuno Melo assegurou ainda que o Governo estará por isso atento a esta situação, que será para rever em breve.

Cauda do Black Hawk n/c 29804     Foto: MDN

Rejeitando críticas recentes sobre alegadas demoras no transporte de doentes, pelos serviços prestados pela Força Aérea, nomeadamente uma situação de transporte de um doente de Castelo Branco para Coimbra, que levou cerca de 2h15m, embora algumas notícias veiculadas tenham falado em "mais de 6 horas", Nuno Melo aproveitou para esclarecer que a Força Aérea tem cumprido as suas missões “com êxito”, destacando a atuação do ramo das Forças Armadas como desinteressada, motivada exclusivamente pelo compromisso com o socorro público e não por qualquer benefício económico.




domingo, 10 de novembro de 2024

SUÉCIA ESCOLHE O C-390 [M2564 - 88/2024]

C-390 nas cores suecas       Ilustração: Embraer

A Embraer anunciou em nota de imprensa ao final do dia 9 de novembro de 2024, a escolha do avião de transporte multifunções C-390 Millennium por parte da Suécia:

"O Ministério da Defesa da Suécia anunciou hoje a escolha do Embraer C-390 Millennium como a nova aeronave de transporte tático do país. Essa decisão estratégica de mais um país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN-NATO) marca a primeira aquisição do C-390 no norte da Europa, ressaltando o compromisso da Suécia em aprimorar suas capacidades de defesa com aeronaves de última geração.

“A Embraer sente-se honrada com a escolha da Suécia. Depois de vários países pertencentes à União Europeia e à NATO selecionarem o C-390, essa decisão confirma o facto de que a nossa aeronave multimissão representa um tremendo avanço de capacidade operacional em relação às aeronaves de transporte tático da geração anterior”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “A aeronave está a ser reconhecida, gradualmente, pelas Forças Aéreas mais avançadas do mundo, como a Força Aérea Sueca. Essa seleção incentiva-nos a oferecer aos nossos clientes o transporte tático de que necessitam para realizar as suas missões mais desafiadoras com versatilidade, confiabilidade e desempenho inigualáveis”.

A Embraer tem uma parceria de longa data com a Suécia, que será ampliada com a seleção do C-390. A empresa está pronta para apoiar as Forças Armadas Suecas com a finalidade de atender aos exigentes requisitos de seu processo de aquisição, uma vez que esta decisão representa um novo capítulo nas relações Brasil-Suécia.

A escolha do C-390 está alinhada com uma tendência crescente entre os países membros da União Europeia e da NATO que reconhecem a eficácia da aeronave para atender às necessidades de defesa atuais e futuras. A Suécia é a sexta nação europeia a escolher a aeronave, juntamente com Áustria, República Checa, Hungria, Holanda e Portugal. A aquisição do C-390 pela Suécia não apenas reforçará a defesa nacional, mas também aumentará a interoperabilidade com as forças aliadas, ao mesmo tempo que se beneficiará das sinergias presentes na Europa em termos de instalações de treino, suporte e logística.

O C-390 também foi adquirido pelo Brasil e pela Coreia do Sul. Desde a sua entrada em serviço com a Força Aérea Brasileira, em 2019, e na Força Aérea Portuguesa, em 2023, a frota em operação acumulou mais de 15.000 horas de voo, disponibilidade operacional em 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando produtividade excepcional na categoria."

Antes, já o Ministério da Defesa sueca havia de igual modo tornado público o acordo, também num comunicado sobre o tema:

"Durante reunião de ministros da Defesa no Brasil hoje [9 de novembro], Pål Jonson assinou uma carta de intenções relativa à ampliação da cooperação na área de aviação. A carta de intenções significa que se inicia o processo de aquisição do C-390 como uma nova aeronave de transporte militar para as Forças Armadas Suecas.

'Isso significa que podemos dar um passo tão esperado e iniciar o processo de substituição das nossas atuais aeronaves de transporte pelo sistema de aeronaves C-390. Agora podemos começar o trabalho para garantir a necessidade operacional de uma capacidade de aviação de transporte tático de longo prazo', afirmou o Chefe do Estado-Maior da Defesa, Tenente-General Carl-Johan Edström.

O atual avião de transporte militar das Forças Armadas, o C-130 Hercules, é antigo e apresenta problemas de acessibilidade. Esta aeronave serve as Forças Armadas há mais de 50 anos e o processo de substituição do sistema já está em andamento há muito tempo. A carta de intenções assinada é, portanto, uma mensagem de boas-vindas, pois foi importante conseguir um substituto.

'É muito gratificante que nos aproximemos agora de uma solução de longo prazo e o C-390 é uma plataforma altamente qualificada e com grande potencial de desenvolvimento. Agora estamos totalmente focados em implementar esta capacidade absolutamente basilar o mais rapidamente possível', disse o Chefe da Força Aérea, Major General Jonas Wikman.

A declaração de intenções assinada visa fortalecer as relações bilaterais de longo alcance entre a Suécia e o Brasil na área de aeronaves de transporte tático e aeronaves de combate."

Atualização 10/11/2024 -14h30

Fontes não oficiais referem uma encomenda inicial de quatro aeronaves, com opção de mais duas.



terça-feira, 22 de novembro de 2022

MOÇAMBIQUE ADQUIRE AVIÕES DE TRANSPORTE PARA AS FORÇAS ARMADAS [M2363- 79/2022]

CN265M das Forças Armadas de Defesa de Moçambique    Foto via @DefesaNoticias

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) adquiriram recentemente dois aviões de transporte, para ampliar a capacidade de prontidão no combate ao terrorismo, no norte do país.

A notícia foi veiculada nas redes sociais e comunicação social local durante a passada semana. Trata-se de um CN235M e um L-410, adquiridos através da empresa sul-africana Paramount, que tem já colaborado com as forças moçambicanas em ocasiões anteriores, e em diversos campos.

As aeronaves têm capacidade para 30 e 17 lugares respetivamente, e segundo o Comandante da Força Aérea, MGen. Cândido Tirano, destinam-se ao segmento de Operações Militares e transporte de cargas, com possibilidade de utilização também por forças especiais, nomeadamente tropas paraquedistas. Ambos os aviões têm capacidade STOL (descolagem e aterragem curta) e de operar em pistas não preparadas.

Let L-410 também adquirido à Paramount por Moçambique      Foto via @DefesaNoticias

A Paramount, que segundo o sítio internet Carta de Moçambique, facultou já às FADM veículos blindados Marauder e helicópteros Mi-8/17, Mi-24 e Gazelle, é também responsável pela manutenção dos aviões agora fornecidos e treino de tripulação. Segundo a mesma publicação digital, o CN235M pertenceu anteriormente às Forças de Defesa do Botswana e Força Aérea de Madagáscar, além de outros registos civis, antes de receber as cores moçambicanas.

Notícias não confirmadas dão conta de que o Paramount Group está também, ou esteve a operar uma aeronave de Informação, Vigilância e Reconhecimento não armada, Mwari, ao serviço de Moçambique, nas ações de contrainsurgência na província de Cabo Delgado. O Mwari é um avião destinado a conflitos de baixa intensidade, para reconhecimento e/ou ataque leve.









sábado, 13 de março de 2021

KC-390 TRANSPORTA HOSPITAL DE CAMPANHA DE MANAUS PARA PORTO ALEGRE [M2232 - 20/2021]

Na madrugada desta sexta-feira 12 de Março de 2021, as Forças Armadas transferiram, de Manaus para Porto Alegre, um hospital de campanha. A rapidez da operação, que atendeu solicitação do Governo do Rio Grande do Sul, foi resultado de esforço logístico integrado, permitindo que, num curto espaço de tempo, o hospital de campanha fosse desmontado em Manaus e transportado para Porto Alegre, onde já está a ser montado. Viajando em aviões da Força Aérea, literalmente do norte ao sul do Brasil, o hospital percorreu mais de 3000 km. 

O transporte de um dos módulos do Hospital de Campanha do Exército Brasileiro (H CMP) foi realizado numa aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB). O módulo destinado à capital gaúcha adicionará novas camas de UCI e clínicos. O H CMP será instalado anexo ao Hospital Restinga e Extremo-Sul, para atendimento aos pacientes com COVID-19. 

O Hospital de Campanha é uma unidade móvel e conta atualmente com dois módulos, sendo que um permanecerá em Manaus (Amazonas), em apoio à população local.

A FAB e a nova frota KC-390 Millennium vêm desempenhando várias ações destinadas ao combate do novo Coronavírus no Brasil, como o transporte de materiais médicos, oxigénio, vacinas e pacientes.

O KC-390 n/c 2855, um dos quatro atualmente operacionais na FAB, descolou da capital amazonense com a estrutura que pesa aproximadamente 8,4 toneladas e aterrou na Ala 3, em Canoas (Rio Grande do Sul), às 4h30 da manhã (Horário de Brasília). O transporte e a montagem dessa instalação será realizado via terrestre por militares do Exército Brasileiro e tem como objetivo atender prontamente à solicitação do Governo do Estado do Rio Grande do Sul por mais leitos hospitalares.

"No momento em que verificamos um aumento cinco vezes maior dos casos de COVID-19 em relação aos picos anteriores, o que demonstra que vivemos uma nova epidemia, a ação do Comando Militar de auxiliar o nosso Estado com o hospital de campanha, e da Aeronáutica no transporte de todos os equipamentos, torna-se essencial na busca por atender a população e salvar vidas", disse a Secretária da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann.

A Coronel Médica Ocilene Vargas Pereira, Comandante do Hospital de Campanha, explica que a estrutura permite que os leitos clínicos sejam transformados em UCIs. "A característica do H CMP é a rápida mobilidade. A área é perfeita, um terreno sólido, que tem proximidade do hospital para prestar todo apoio necessário", disse.

O primeiro KC-390 Millennium entrou ao serviço na FAB em Setembro de 2019, estando atualmente quatro aeronaves operacionais na Ala 2 em Anápolis, Goiânia, de um total de 28 aeronaves encomendadas.

Portugal adquiriu cinco KC-390 para substituir a frota C-130 Hercules na Força Aérea Portuguesa, em contrato celebrado em 2019. Embora a primeira entrega esteja prevista apenas para 2023, o primeiro voo deverá acontecer ainda antes do final de 2021.


Fonte: FAB com adaptação do Pássaro de Ferro
Fotos: Daniela Etchart / Ala 3


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

KC-390 NO ABASTECIMENTO DE OXIGÉNIO A MANAUS [M2218 - 5/2021]

O transporte do depósito de oxigénio de grandes dimensões no KC-390      Foto: FAB

Um dos KC-390 Millenium da Força Aérea Brasileira (FAB), transportou um depósito com grande capacidade de oxigénio líquido de Belém, no Pará, para Manaus, no Amazonas, Brasil, nesta segunda-feira 2 de fevereiro de 2021. 

O equipamento pesava cerca de 17 toneladas, para um volume de 6047 m³ de oxigénio líquido. Com as perdas consideradas no transporte, o oxigénio assim disponibilizado aos hospitais é capaz de abastecer cerca de 580 garrafas de oxigénio de tamanho padrão.

Trata-se de um voo inédito, realizado após testes, que permitiu o transporte de um grande volume num curto espaço de tempo (cerca de duas horas de voo). Tal quantidade levaria aproximadamente seis dias para ser deslocada de embarcação. 

Após este primeiro voo, existe a previsão de dois voos diários para abastecer o estado do Amazonas com cerca de 15.000 litros de oxigénio líquido por dia. O transporte da carga foi realizado em parceria entre a FAB e a empresa White Martins. Esta ação faz parte de um universo de diversos esforços logísticos para auxiliar os pacientes deste estado brasileiro, bastante afetado pela pandemia de Covid-19. 

A FAB tem atualmente quatro KC-390 Millennnium operacionais, de um total de 28 encomendados. Portugal foi o segundo cliente do modelo, com cinco células encomendadas, e a primeira entrega prevista para 2023. A Hungria é para já o segundo país europeu e da NATO a optar pelo cargueiro militar da Embraer, com uma encomenda de dois aviões.





terça-feira, 6 de agosto de 2019

VALORES DO PROGRAMA KC-390 [M2051 - 38/2019]

O Embraer KC-390 que irá voar com as cores portuguesas a partir de 2023

Na sequência da decisão de aquisição dos aviões de transporte militar Embraer KC-390, deliberada no Conselho de Ministros do passado dia 11 de Julho de 2019, foi publicado em Diário de República a 29 do mesmo mês, a Resolução nº120/2019, que aprova as despesas relacionadas com o referido Programa.

No documento é por isso assim possível saber com mais pormenor os sub-programas que constituem o Programa global de aquisição do KC-390, bem como as verbas alocadas a cada um, repartidas do seguinte modo:

1 — Autorizar a despesa com:
a) A aquisição de cinco aeronaves KC -390, com a calendarização de entrega prevista no anexo I
da presente resolução e que dela faz parte integrante, e de um simulador de voo, ao consórcio constituído por Embraer, S. A., e Embraer Portugal, S. A., até ao montante máximo de €606.158.571,00 a que acresce imposto sobre o valor acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor;
b) A contratação dos serviços de sustentação logística das aeronaves e do simulador de voo,
ao consórcio constituído por Embraer, S. A., e Embraer Netherlands B. V., até ao montante máximo
de € 109.817.204,00, a que acresce IVA à taxa legal em vigor;
c) A aquisição dos equipamentos de guerra eletrónica (EW Suite) para as aeronaves KC -390, à
Elbit Systems EW and Sigint — Elisra, até ao montante máximo de € 44.969.053,00, a que acresce
IVA à taxa legal em vigor.

2 — Autorizar a realização de despesas, não incluídas no número anterior, necessárias à plena
concretização do programa de aquisição e sustentação das aeronaves KC -390, até ao montante
máximo de € 66.388.172,00, a que acresce IVA à taxa legal em vigor, nomeadamente:
a) A aquisição à International Aero Engines AG (IAE) dos serviços de sustentação logística
dos motores;
b) A aquisição ao Governo dos Estados Unidos da América (EUA) dos equipamentos a fornecer pelo Estado Português à Embraer para instalação nas aeronaves (Government Furnished
Equipment — GFE);
c) A aquisição dos equipamentos de apoio no solo (Ground Support Equipment — GSE) e
demais equipamentos específicos não incluídos nos contratos a que se refere o n.º 1, necessários
à execução dos vários elementos de missão;
d) A aquisição da infraestrutura SI/TIC para suportar os sistemas de treino e apoio à missão;
e) A construção e ou adaptação das infraestruturas necessárias à sua operação a partir da
Base Aérea n.º 6; e
f) As demais despesas indispensáveis ao acompanhamento e fiscalização do programa.


O número 3 do documento refere ainda que as verbas referidas nos números anteriores são provenientes da Lei de programação Militar.


Tal como havíamos já noticiado, as aeronaves serão entregues ao ritmo de uma por ano, entre 2023 e 2027, patente no anexo I do documento, conforme referido acima.


Os encargos financeiros serão repartidos por 12 anos, entre 2019 e 2030, de acordo com o seguinte quadro:



quinta-feira, 11 de julho de 2019

OFICIAL: PORTUGAL COMPRA KC-390 [M2045 - 32/2019]



No comunicado do Conselho de Ministros de hoje, 11 de Julho de 2019 pode ler-se:

"O Conselho de Ministros aprovou hoje a aquisição de cinco aeronaves KC-390, assim como a contratação dos serviços de sustentação logística das aeronaves e do simulador de voo e a aquisição dos equipamentos de guerra eletrónica.

A aquisição das aeronaves KC-390 e de um simulador de voo, e respetiva sustentação logística, com as configurações e especificações técnicas, operacionais e logísticas definidas pela Força Aérea, permitirá reforçar as atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos, incluindo-se, também, as capacidades adicionais de reabastecimento em voo e de combate a incêndios florestais, o que possibilita que Portugal disponha de aeronaves com funções de duplo uso (civil e militar), que respondem a necessidades permanentes do país.

As características únicas da aeronave KC-390 estabelecem um novo padrão para o transporte militar estratégico, até aqui apenas possível de assegurar com aeronaves quadrimotores, de superiores dimensões e capacidades, constituindo-se assim, nesta classe, como a solução que satisfaz integralmente os requisitos definidos pelo Estado Português, bem como os exigidos para participação nas operações militares que poderão decorrer das alianças de que Portugal faz parte".

O negócio está avaliado em 827M EUR, com a primeira entrega esperada para Fevereiro de 2023, após o que o ritmo de entregas deverá ser mantido em uma nova aeronave por ano até 2027. A manutenção incluída no contrato é para os primeiros 12 anos de operação.

Os KC-390 substituirão os C-130H Hercules atualmente ao serviço da Força Aérea Portuguesa na Esquadra 501 - Bisontes. A Força Aérea, juntamente com o Ministério da Defesa e o Ministério da Administração Interna, estudam contudo ainda a possibilidade de manter a frota de C-130 operacional para o combate a incêndios, mesmo após a entrada em serviço do KC-390.




sexta-feira, 3 de maio de 2019

APROVADA LEI DE PROGRAMAÇÃO MILITAR 2019-2030 [M2035 - 22/2019]

Com a aprovação da LPM a aquisição do Embraer KC-390 pode agora avançar

A Lei hoje aprovada na Assembleia da República, definirá a estratégia de investimento, equipamento e transformação das Forças Armadas Portuguesas para os próximos 12 anos. Isto significa, que finalmente alguns programas de fundo onerosos, tal como a substituição da frota C-130 Hercules pelo KC-390, poderão finalmente avançar.

Segundo comunicado do Ministro da Defesa Nacional no dia de hoje 3 de Maio de 2019, estes projectos reforçarão a capacidade das Forças Armadas para responder às necessidades da Diáspora portuguesa, para cuidar da soberania e coesão nacionais, tanto no que diz respeito à sua área de exercício de busca e salvamento, como no que concerne a responsabilidade de jurisdição, decorrente da futura extensão da plataforma continental. Permitirão, também, fazer face às ameaças actuais e futuras, num contexto em que o maior grau de imprevisibilidade introduz maiores incertezas. Ainda segundo o MDN, esta Lei gera valor económico, tecnológico e emprego, promovendo a investigação e a inovação.

A Lei de Programação Militar (LPM) é o principal instrumento financeiro plurianual para o investimento público na Defesa e nas Forças Armadas. Trata-se da fonte primordial de equipamento, de desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa Nacional, e de apoio para a Investigação e Desenvolvimento, com impacto directo nas capacidades militares necessárias para a prossecução das múltiplas missões das Forças Armadas.

A nova LPM prevê uma dotação global de 4740M EUR, superior em 1580M EUR à actual LPM, correspondendo por isso a um acréscimo de 50%.

Relacionados com a aviação, estão incluídos vários programas de reequipamento ou modernização, havendo a destacar:

-cinco aeronaves de transporte aéreo estratégico e táctico (827M EUR)
-cinco helicópteros de evacuação (53M EUR)
-substituição de aeronaves de instrução básica (2,5M EUR)
-UAVs de vigilância Classe 2 e 3 (37M EUR)
-um navio polivalente logístico (150M EUR)

As aeronaves de transporte estratégico e táctico serão, ao que tudo indica, os KC-390 que aguardavam apenas pela aprovação da LPM, para a assinatura do contrato com a Embraer, atingido que está o acordo entre as partes.

Os helicópteros de evacuação estão definidos como sendo de médio porte. Pelo valor unitário atribuído e contactos exploratórios com a Leonardo - actual fornecedor das restantes frotas de helicópteros das FAs - poderá ser do tipo AW139. Destinam-se à utilização em campo de batalha, para transporte e apoio a tropas no terreno.


O histórico DHC-1 Chipmunk poderá finalmente estar de saída

As aeronaves de instrução básica de pilotagem a adquirir, destinam-se a substituir a frota DHC-1 Chipmunk, ao serviço da Academia da Força Aérea e deverão ser "quase ultra-ligeiras", ainda por definir.

Os UAVs (aeronaves não-tripuladas) serão de Classe 2 (acima de 150 kg) e 3 (acima 600kg) e destinam-se a complementar ou substituir as aeronaves P-3C e C295M no patrulhamento e vigilância marítima.

O navio polivalente logístico, é um sonho antigo das FAs portuguesas, previsto já em várias LPMs anteriores, mas nunca executado. Permite, entre outras valias, o transporte e operação de helicópteros.

A LPM inclui ainda verbas para modernização nas frotas Falcon 50, TB-30 Epsilon, P-3C Orion e C-130H. De notar que a actualização de sistemas da frota F-16, terá que ser financiada parcialmente pela alienação de parte da frota, dado que os 202M EUR previstos na LPM, não são suficientes para a assegurar até 2030.

De fora, ficou dotação para a futura substituição dos caças F-16, eventualmente dependente de negociações com os EUA, no âmbito da utilização da base aérea das Lajes.
Outra ausência notória relaciona-se com a instrução avançada de pilotos de caça, actualmente realizada nos EUA, mas em condições pouco satisfatórias para as necessidades da FAP. Neste caso, a contratação de horas de instrução através de uma empresa particular, poderá ser a solução a adoptar, não implicando por isso a aquisição de aeronaves.

No geral, a Lei hoje aprovada na Assembleia da República, respeita o documento que o Conselho de Ministros aprovou e que o Ministro da Defesa apresentou, a 23 de Janeiro, no Plenário da Assembleia da República. Houve contudo ainda alguns ajustamentos, decorrentes da negociação com as diferentes forças partidárias, que ditaram por exemplo uma estratégia diferente, relativamente ao navio polivalente logístico, cujo programa previa inicialmente 300M EUR para a sua construção.
Este valor aparece no documento definitivo com apenas 150M EUR, tendo a diferença de verbas sido aparentemente redistribuída em 25M EUR para projectos cooperativos europeus, 5M EUR para o programa de ciberdefesa e uma consagração de 120M EUR para a modernização das fragatas da Classe Vasco da Gama.

Projecto do NPL Adamastor


A lógica associada a esta opção, tem a ver, por um lado com a priorização da manutenção de capacidade das fragatas, para assegurar a soberania dentro daquilo que virá a ser o alargamento da plataforma continental portuguesa e por outro, com a expectativa do aparecimento no mercado, durante o primeiro quadriénio da LPM, de algum navio em segunda mão que permita uma aquisição a valores mais baixos do que orçamentado para a construção de um navio de raiz.
Caso este objectivo não se concretize, as verbas em falta para a conclusão do programa, deverão ser asseguradas por meios de financiamento alternativos, ou por uma LPM ulterior.




terça-feira, 27 de maio de 2014

KC-390: OGMA ENTREGA FUSELAGEM CENTRAL (M1599 - 174PM/2014)

KC-390       Imagem: Embraer

A OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal entregou mais uma fuselagem central destinada à nova aeronave de Transporte Militar da EMBRAER, o KC-390. Com a dimensão de 10,5 metros este é um dos vários elementos do novo avião que estão a ser fabricados em Portugal.

Para além da Fuselagem central, a OGMA é também responsável pela fabricação e montagem dos SPONSONS direito e esquerdo, ou seja, conjuntos com cerca de 12 metros de dimensão que compõem a carenagem do compartimento do trem de aterragem. Estas peças são fabricadas em material compósito e ligas metálicas.

Nas instalações da OGMA são, ainda, fabricados e montados os  lemes de profundidade para esta aeronave de transporte tático militar que deverá realizar o primeiro voo no final de 2014.

O envolvimento da OGMA neste projeto reflete a confiança na indústria aeronáutica portuguesa. Além das equipas de produção, estão diretamente envolvidos nas atividades de industrialização deste projeto, cerca de 50 técnicos altamente qualificados, com competências que envolvem a engenharia, planeamento, qualidade, compras e logística.


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