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quinta-feira, 13 de junho de 2024

F-35 SUBSTITUI F-16 MLU NA CAPACIDADE NUCLEAR DOS PAÍSES BAIXOS [M2498 - 43/2024]

F-35A Lightning II da Real Força Aérea Neerlandesa

A Real Força Aérea Neerlandesa (RNLAF) cumpriu mais uma etapa na transição do F-16 para o F-35. A 1 de junho de 2024, o novel caça de 5ª Geração assumiu totalmente o papel nuclear dos Países Baixos para a NATO, substituindo o F-16 MLU nessa função, segundo informou a Ministra da Defesa neerlandesa, Kajsa Ollongren, no dia 31 de maio de 2024, à Câmara dos Representantes.

Os Países Baixos são um dos membros da NATO que contribuem com aeronaves de dupla capacidade para a dissuasão nuclear da Aliança, sendo nesse contexto, o primeiro país europeu a fazer a transição para o F-35, quando os EUA haviam anunciado a certificação operacional dos seus F-35, já a 12 de outubro de 2023.

A transição neerlandesa do F-16 para o F-35 no papel nuclear dentro da NATO foi contudo iniciada há vários anos, culminando com um processo abrangente de testes e certificação do F-35 nessas funções, nos Países Baixos, nos últimos tempos. Tal como os F-16 agora substituídos nessas funções, a Esquadra de F-35 com capacidade dupla (convencional e nuclear) ficará sedeada na base aérea de Volkel.


Botão de largada de armas nucleares nos F-16 MLU       Foto: Autor desconhecido 

Segundo nota de imprensa do Ministério da Defesa neerlandês, esta transição "reafirma o compromisso a longo prazo dos Países Baixos com a dissuasão nuclear da Aliança". Considerando ainda que a "dissuasão nuclear da NATO é essencial para a segurança da Aliança e, portanto, também para a segurança dos Países Baixos" e acrescentando que os "objectivos fundamentais da capacidade nuclear da NATO são preservar a paz, prevenir a coerção e dissuadir a agressão".




sábado, 15 de abril de 2017

F-16 NUCLEAR (M1890 - 27/2017)

A B61-12 a vermelho sob a asa do F-16C da 422th FTE       Foto: Brandi Hansen/USAF

Apesar de ser uma característica pouco conhecida, o F-16 tem de facto armas nucleares na sua panóplia de armamento.
Num momento em que se anuncia nos EUA o programa de extensão de vida do F-16, bem como na possibilidade de substituir a frota de F-15C pelos F-16 modernizados para as funções de superioridade aérea, foi testado também o lançamento da última versão da bomba nuclear de queda livre a B61-12 a partir de um F-16C.

A largada da bomba inerte B61-12, foi realizada no dia 14 de Março de 2017, mas apenas na passada quinta-feira, 13 de Abril foi revelado o teste, que decorreu no Campo de Teste e Treino de Nellis, Nevada.

O teste foi realizado dentro do programa de extensão de vida da bomba B61, que inclui modernizações da parte nuclear e dos componentes não-nucleares. A largada com sucesso a partir de um F-16C da Esquadra 422 de Teste e Avaliação da base aérea de Nellis, permitiu demonstrar tanto a capacidade da plataforma para o lançamento da arma, como testar os componentes não-nucleares da bomba, incluindo o sistema de armamento e controlo de fogo, radar-altímetro, motores foguete anti-rotação e computador de controlo de armas.

O novo modelo B61-12 irá substituir quatro versões diferentes anteriores actualmente no arsenal dos EUA, permitindo uniformizar a produção e a logística deste tipo de arma. A continuidade do modelo assegura a capacidade nuclear estratégica aérea para bombardeiros e aviões multi-role compatíveis da NATO, nomeadamente B-2A, B-21 (futuro), F-15E, F-16C/D, F-16 MLU, F-35 e Tornado.








terça-feira, 19 de março de 2013

B-52 SOBRE A PENÍNSULA COREANA (M917 - 80PM/2013)

Boeing B-52 Stratofortress em reabastecimento aéreo    Foto: Christopher Bush/USAF
Na sequência das ameaças nucleares da Coreia do Norte à sua congénere do Sul, os EUA confirmaram prontamente o seu apoio ao sistema anti-míssil dos seus aliados de longa data. 
As medidas contudo, não se limitaram a meras ações defensivas, como revelou o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, fazendo menção aos bombardeiros estratégicos B-52, de capacidade nuclear, que têm sobrevoado a península Coreana, integrados num exercício conjunto dos dois países.
Apesar de oficialmente em missões de treino, a presença dos B-52 é um sinal claro do empenhamento americano em marcar uma posição relativamente às ameaças de Pyongyang. Isso mesmo foi confirmado por um alto funcionário do Pentágono, que reafirmou ainda o empenhamento dos EUA em travar a Coreia do Norte, apesar dos fortes cortes em curso na Defesa.
Do lado de Seoul, a presença dos B-52 é considerada pelo Ministério da Defesa como "um sinal de que o guara-chuva nuclear norte-americano pode ser fornecido quando necessário", adiantando ainda que os B-52 carregam misseis ar-solo com 3000 km de alcance e acredita-se que ogivas nucleares".
Já os norte coreanos acusam os exercícios militares em curso de serem um obstáculo ao desenvolvimento económico da Coreia do Norte e por isso "um estado de hipertensão instalou-se nestas terras".

Canhão anti-aéreo Phalanx no contratorpedeiro USS Lassen durante o exerc. Foal Eagle  Foto:Ricardo Guzman/US Navy
 Um Super Lynx Mk.99 sul coreano aterra no contratorpedeiro ROKN Yul Gok Yi I   Foto:Ricardo Guzman/US Navy

O exercício Foal Eagle tem vindo a decorre desde o início do mês, tendo os B-52 voado a partir da base aérea de Andersen na ilha de Guam no Pacífico ocidental.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

F-86 NUCLEAR (M803 - PM152/2012)


 
O F-86F na versão 35 NA trazia equipamento para interdição nuclear mas, desativado.
Devo dizer que nunca treinámos essa manobra mas, segundo a T.O. (Technical Order) que ainda recordo, esta manobra seria complexa e estranha. Tenho medo que a minha memória me pregue uma partida mas, do que julgo lembrar-me, conquanto não tenha certezas, era o seguinte:
A aproximação ao objectivo seria em voo rasante, em velocidade elevada. Sobre o objetivo, iniciava-se uma subida para meio "oito cubano" mas, ao passar-se com o nariz na vertical a subir, largar-se-ia a "ameixa nuclear". Continuar-se-ia a manobra mas, na descida apontava-se para o solo em alta velocidade para "fugir" rapidamente dos efeitos do rebentamento.
A razão para a largada da bomba a subir era, exatamente, para permitir aumentar o tempo da manobra de fuga.
Mais tarde, numa das alterações dos sistemas de comunicações do avião, esse equipamento foi retirado.


Texto: Cap (Ref) Fernando Moutinho

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

IRÃO - O QUE SE SEGUE? (M605-16PM/2012)



O porta-aviões USS Carl Vinson mantém-se no médio oriente como parte da 5ª frota da US Navy                                    Foto: US Navy/Carlos Vazquez II

Dois F/A-18 Hornet descolam do USS Carl Vinson sob  avigilância do USS Momsen, destroyer que integra o grupo de apoio ao porta-aviões no Mar Arábico   Foto: US Navy/George Bell

A questão nuclear iraniana não é de agora. Conta já um imensa série de episódios entre a Comunidade Internacional e o governo de Teerão, numa espécie de jogo do "gato e do rato" que dura já uma década. 
Se poucos acreditam que o ensejo de possuir tecnologia nuclear seja puramente o de produzir energia a baixos preços, já o verdadeiro estado de desenvolvimento dessa tecnologia é uma incógnita fora dos meios restritos de Teerão. 
E é precisamente essa ignorância um dos trunfos que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad vai jogando, aliando-a à memória da guerra dos EUA no Iraque em 2003 e às "armas de destruição maciça" que afinal não passaram de fantasmas. 
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) de novembro de 2011 no entanto, concluiu num relatório inédito, que estiveram a ser desenvolvidas ações para a produção de um engenho explosivo nuclear em solo iraniano. 
Desde então as sanções financeiras e económicas do mundo ocidental não se fizeram esperar, congelando ativos do Irão no exterior e embargando as vendas de petróleo. Já em dezembro a queda de um UAV de vigilância americano RQ-170 Sentinel, em território persa, causou embaraço em Washington e foi troféu de exibição em Teerão.


O RQ-170 Sentinel capturado no Irão foi exibido na televisão estatal  

Por outro lado, Israel que há já vários anos vem colocando a hipótese de um ataque unilateral às instalações nucleares iranianas, garantindo serem as ameaças de retaliações iranianas um mero bluff, ainda não o fez, quiçá refreados pelo Tio Sam.   
Entretanto cientistas iranianos ligados ao programa nuclear foram assassinados, sem que a autoria dos ataques tenha sido reivindicada. As ameaças iranianas subiram de tom. Jogando com as eleições nos EUA em 2012 e com a memória da crise do petróleo que despoletou em 1979, o Irão propõem-se dar a volta ao texto: efetua exercícios navais no Estreito de Ormuz, chega a proibir os EUA de transitar por aquele importante canal de circulação e impõe do seu lado um embargo na venda do petróleo a nações consideradas hostis. 

Grupo de proteção do porta-aviões USS John Stennis em exercícios defensivos  Foto: US Navy/Kenneth Abbate

Passagem do porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo Estreito de Ormuz     Foto: US Navy/Christopher Johnson

Apesar da passagem ser considerada de "rotina" pelos EUA, não houve lugar a facilitismos                                           Foto: US Navy/Christopher Johnson

Numa demonstração de força velada, aproveitando o render de um dos porta-aviões em destacamento no Golfo Arábico, os EUA transitaram já em 2012 com todos os poderosos meios de apoio aos porta-aviões USS Abraham Lincoln e Carl Vinson sem que qualquer ameaça real tenha surgido.
De igual modo, o Irão destacou meios navais no Mediterrâneo, o que nunca havia sucedido durante o atual regime (desde 1979), numa clara provocação a Israel e Europa, à qual mantém o seu embargo de petróleo.
Numa visita da AIEA entre 20 e 21 de fevereiro de 2012, cujos inspetores não foram autorizados a visitar as instalações da central de Parchin, manteve-se mais uma vez o impasse, agora e cada vez mais agravado.

O porta-aviões Abraham Lincoln (dir) rende no Mar Arábico o John Stennis (esq)  Foto: US Navy/Colby Neal

Para já os preços do petróleo dispararam, os EUA mantêm dois porta-aviões na região e Israel está, como de costume, de sobreaviso.
Enquanto alguns questionam uma vez mais, o direito de intervenção do Ocidente num país soberano, a alternativa é o espectro de uma Guerra Fria numa zona de ideologias radicais e regimes políticos instáveis.
O que se segue?

Céus de tempestade de novo no Mar Arábico?          Foto: US Navy/James Evans

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