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domingo, 6 de abril de 2025

FICÇÃO - "ÉPOCA DE CAÇA" (Parte II) [M2602 - 26/2025 ]

SU-33 - Imagem via Wikimedia Commons

Nota prévia: Este conto é obra de ficção e foi escrito em 2013. Qualquer semelhança com factos, pessoas ou situações é mera coincidência.

Ler  Parte I 

Algures sobre o Ártico (continuação)

Cavaleiros dos tempos modernos, os pilotos de caça controlavam equipamento de grande poder destrutivo. Tal facto fazia do seu treino um processo longo e penoso, de onde apenas os melhores emergiam para a vida operacional. No entanto continuavam a ser tão humanos como os civis que haviam jurado defender. E o ser humano é um animal sinistro.  
Subitamente um dos Su-33 saiu da formação, curvando para a direita, descrevendo um arco que o fez dar meia volta, passando a mil metros da asa do Gripen de Paulo. Ativara o seu radar em modo militar, varrendo ambos os caças da OTAN, procurando ângulos de ataque. Provavelmente estaria só a testar a paciência dos portugueses, a ver se cediam. 
E provavelmente Paulo não estaria num dos seus dias. Em vez de manter a cabeça fria, como seria o seu dever, empurrou instintivamente o manípulo de controlo da velocidade para diante, puxado por algum instinto ancestral. Acelerou furiosamente enquanto torcia o nariz da aeronave para a direita, descrevendo uma curva violenta que quase colocou o Gripen de cabeça para baixo. Passou a uma distância nada razoável da barriga do caça russo. 
Quando a dor no peito suavizou, e a visão se afastou do estreito túnel a que os nove Gs de carga de gravidade a haviam sujeitado, o jovem piloto procurou o seu adversário contra o céu que clareava rapidamente. Viu o Su-33 a curvar para cima, num arco suave, o piloto russo provavelmente a tentar perceber o que se passara. O radar continuava em modo militar e avisos sonoros ecoavam dentro do capacete de Paulo. Colocou também o seu radar em modo de combate, iluminando o Flanker com o poder de baixa frequência do potente sensor. 
O adversário reagiu curvando para a sua direita, apontando o nariz para o mar, numa descida veloz dos céus ainda salpicados de cintilantes estrelas. Para Paulo não havia dúvidas, o russo queria um combate. E um combate teria. 
As aeronaves ainda seguiam a velocidades relativamente baixas, pelo que o russo decidiu usar as capacidades de manobra impressionantes do seu caça nesse tipo de confrontos. 
Ato contínuo, o Su-33 deixou a asa esquerda pender para baixo e, já a voar de lado, curvou violentamente para trás, desaparecendo do lado esquerdo do Gripen que entretanto descera atrás de si. Incapaz de acreditar nas forças de gravidade a que aquele russo se sujeitara Paulo obrigou-se a agir, ou o bandido ficaria em posição de disparar. Curvou para a direita, inclinando o avião de modo a fazer um arco apertado, numa manobra bem mais suave do que a efetuada pelo seu adversário. Apanhou-o a curvar na sua direção. 
Algo primordial ainda se movia dentro dele, algo tão antigo como o Homem e que sabia ser uma parte integral do seu ser. Era como se fosse um cão de caça a quem o dono soltara a trela, besta arcana aos comandos de uma máquina avançada. Não fora treinado durante tantos anos para acabar os seus dias atrás de uma secretária. Iria mostrar o tipo de homem que realmente era.
Um caçador!
Ignorando as ordens cuspidas por Pires, Paulo lançou-se na direção do Su-33. O russo apercebeu-se da manobra e estabilizou a aeronave, sem, no entanto, deixar de voar de lado. Os dois caças cruzaram-se a quinhentos quilómetros por hora, o rugido dos motores de jacto no seu encalço. Paulo conseguiu prever o que ia suceder a seguir. Não queria entrar num confronto de agilidade com o russo. Embora ambos os aviões estivessem mais ou menos ao mesmo nível o risco era demasiado elevado. E ainda não conseguira perceber o quão bom era aquele adversário ao certo.
 
Gripen - Imagem via Wikimedia Commons

O Gripen estava equipado com dois mísseis de busca térmica AIM-9L, armas mais antigas do que a própria aeronave e de capacidades limitadas. Mas isso era um facto que não o preocupava muito. Queria mesmo era encontrar um ângulo para usar o canhão de 27 milímetros montado sob o nariz. Isso sim seria algo digno de nota!
Puxou a manche de controlo para si e fez o nariz do Gripen subir, lançando o caça na direção das estrelas. Manteve-o assim por uns instantes e depois cortou alguma potência ao motor. O caça caiu para trás, como se fizesse um salto mortal. O nariz pendeu para baixo e agora Paulo caía a pique, de cabeça para baixo. 
Endireitou o avião e procurou o russo. Ele também já endireitara a sua aeronave e voava numa direção perpendicular à sua. Paulo deixou-o passar diante do seu nariz e depois curvou para esquerda. 
Voando agora na direção do Sol nascente Paulo avaliou a sua situação. O Su-33 estava um pouco mais abaixo da sua posição e perfeitamente à sua frente. 
Tinha-o na mira! 
E então lembrou-se de que tinha as armas ativadas. O homem a bordo daquele caça devia estar a suar em bica agora! O indicador de Paulo dançou descuidadamente diante do gatilho. 
Seria tão fácil… 
- Rocha! O que pensa que está a fazer? – A voz de Pires conseguiu finalmente alcançar a consciência de Paulo.
- Estava só a gozar, capitão. 
Subitamente consciente da realidade da situação Paulo deixou a adrenalina escoar-se e levou uma mão ao painel de instrumentos para desligar as armas. Depois afastou-se, deixando o caça russo seguir a sua trajetória. Procurou o outro Gripen, uma forma cinzenta contra o céu cada vez mais claro. Em poucos instantes a sua aeronave estava na sua devida posição atrás do avião do capitão. Entretanto os russos reuniram-se e voaram para longe. 
- Aqueles já não voltam tão depressa! – Paulo sabia que estava acabado, que ia enfrentar a justiça pelo que fizera, mas não conseguia afastar a exaltação do momento. 
- Qual foi a tua ideia? Estás interessado em começar uma guerra ou assim? 
- Não, meu capitão.
- És burro, então? Que raio te passou pela cabeça? 
- Só… Só quero mostrar do que sou capaz. 
- Depois disto quero ver é se vais alguma vez voltar a pilotar um caça da República Portuguesa! Mal cheguemos à base voltas para casa! 
Obviamente que Paulo se sentia desgostoso. Fizera asneira, e fora bem grave. Mas, por uma vez, sentira o verdadeiro combate. E descobrira que, para ele, uma vez não chegaria… 
Fim

Ligação à página do autor, para mais trabalhos, aqui.

Texto: ©Francisco Duarte
Edição: Pássaro de Ferro

sábado, 5 de abril de 2025

FICÇÃO - "ÉPOCA DE CAÇA" (Parte I) [M2601 - 25/2025 ]


Nota prévia: Este conto é obra de ficção e foi escrito em 2013. Qualquer semelhança com factos, pessoas ou situações é mera coincidência.


Algures sobre o Ártico

- Temos dois bandidos, direção 1-1-7. Confirme Açor Um.
- Açor Um confirma. Comando confirma vetor de interceção?
- Confirmado. Não tome medidas hostis, apenas os faça dar meia-volta. 
- Deve ser fácil, Comando. Açor Um terminado. 
O Tenente Paulo “Wanderer” Rocha observou o caça diante de si durante a curta troca de palavras. Ele era o Açor Dois naquela missão pelo que era o Capitão Diogo “Spark” Pires quem dava as ordens, ele próprio sendo instruído pelo controlo de missão em Helsínquia. 
Não que a cadeia de comando incomodasse Paulo de algum modo, ao contrário do que sucedia com o facto de estar ali a voar com aquele capitão, uma nódoa da Força Aérea Portuguesa na sua opinião. Ordens eram ordens e o planeamento de missão assim o determinava, mas não era obrigado a gostar da situação. Foi com descontentamento que ouviu a voz de Pires a dirigir-se-lhe no canal de comunicação. 
- Rocha, segue na minha cauda e não me largues. Nada de números de circo desta vez. 
- Nada de acrobacias, certo. 
- Falo a sério, tenente! 
- Certo, capitão. Açor Dois confirma. 
- Entendido. Mete a pós-combustão e vamos ver quem veio brincar hoje. 
Paulo viu a chama vermelha na cauda do avião diante de si, sinal da injeção direta de combustível na tubeira de escape do motor de jacto. Pires ativara a pós-combustão e ia entrar em velocidade supersónica. Sem perder tempo Paulo imitou o capitão. Os dois caças aceleraram sob o céu escuro e estrelado do Ártico. 
Não difícil adivinhar quem teriam pela frente. Russos, certamente, fazendo mais algum voo sobre o espaço aéreo da OTAN, esperando aborrecer alguém em Bruxelas. Desde que a Rússia havia vindo a fortificar o seu poderio militar e influência política ao longo dos últimos vinte anos que aquelas intercepções se tornavam cada vez mais comuns. Pelo menos, Paulo tinha a certeza de que iriam conseguir lidar com o que quer que encontrassem. 
As elegantes formas em delta que ambos os pilotos portugueses faziam deslizar nos ares eram Saab JAS-39E Gripen, caças ligeiros de fabrico sueco, dos melhores do mundo. A Força Aérea Portuguesa conseguia pôr as mãos em quatro daqueles pássaros de metal através dos acordos que Lisboa tinha com a empresa Embraer do Brasil, que colaborava com a Saab no seu fabrico. Desejoso de os testar o governo português colocara-os numa das missões da OTAN para patrulha do espaço aéreo islandês, vitais uma vez que a Islândia não possuía força aérea própria. 
Sabendo que tinha um caça poderoso nas suas mãos, bastante superior ao F-16AM que pilotara durante a maior parte da sua carreira, Paulo sentia-se confiante. Contudo algo o incomodava por dentro. Algo que o levara a alistar-se na Força Aérea e que o movera durante a desilusão que fora a maior parte da sua vida militar. Algo que veio ao de cima assim que ele e o capitão viram os dois caças russos, silhuetas negras contra o nascer do Sol. 
- Estou a ver os bandidos, Comando. – Sinalizou Pires – Creio que são dois Flanker-D. Vou-me aproximar para confirmar. 
- Afirmativo Açor Um. Prossiga com cautela. 
Pires falou então diretamente para Paulo. 
- Estão-nos a varrer com os radares. Fica alerta. 
- Já reparei. – Como podia ele ignorar os avisos sonoros que despontavam pelos auscultadores e as miríades de luzes de alerta que iluminavam o painel de comando? Felizmente que os russos só deviam estar ali para incomodar, senão já os teriam riscado do céu há muito. Claro que não eram apenas os russos quem fazia ameaças silenciosas ali uma vez que também os portugueses os varriam com os seus próprios radares. 
Os dois Gripen enfeitados com a cruz de Cristo descreveram um arco, primeiro para sul e depois para leste, de modo a intercetarem os caças russos. Eles não mudaram de rota, permitindo que os portugueses se aproximassem por trás e por cima. Olhando para lá da sua ampla carlinga transparente Paulo observou bem os bandidos. Estavam a cerca de mil metros de distância, duzentos metros abaixo dos Gripen. 
Eram grandes para caças, cada um deles com duas enormes empenagens verticais ornamentadas com estrelas vermelhas, ladeando dois poderosos motores a jacto. Tinham asas largas, de flecha acentuada, e suaves linhas aerodinâmicas. As aletas dos lados do nariz e as carlingas curtas não davam espaço para dúvidas. Eram dois Sukhoi Su-33 Flanker-D, caças navais russos de longo alcance. 
Os dois pares de caças mantiveram as suas posições, aceitando calmamente a presença uns dos outros. 
- Vou entrar em contacto com eles. Mantém a tua posição, Rocha. 
- Afirmativo. – Paulo inspirou fundo. A cada instante que passava a sua vontade tornava-se cada vez mais forte. Pensou se não seria daquela vez que cumpriria o seu sonho de finalmente vencer num verdadeiro duelo sobre os céus, homem contra homem em velozes máquinas de guerra. Por isso se tornara piloto de combate. Mais uma vez a sua oportunidade seria roubada pelas burocracias da realidade. Ele sabia que os russos queriam testar os aviadores ocidentais, ver o quão nervosos eram realmente. Mas ainda assim... 
- Daqui Açor Um comunicando com caças não-identificados, por favor respondam. – Não houve nenhuma resposta, falada ou visual, por parte dos bandidos, que simplesmente seguiam em frente. Provavelmente também não teriam grande simpatia pelo Pires. – Rocha. Vou colocar-me ao lado deles. Mantém a tua posição.
O Gripen deslizou suavemente sobre o impulso do seu poderoso motor a jacto, colocando-se a par com o caça que liderava a formação russa. Da sua posição privilegiada, Paulo conseguia observar o quão pequeno e frágil o caça sueco parecia junto da enorme máquina russa. Pires voltou a tentar.
- Daqui Açor Um comunicando com caças não-identificados, desçam os trens de aterragem se me conseguem ouvir. – O pedido era tão visualmente óbvio como útil, uma vez que descer o trem de aterragem normalmente desligava os sistemas de armas das aeronaves. Obedecer demonstraria que os russos não tinham intenções hostis. Pires repetiu o pedido. A falta de resposta dos bandidos estava a deixá-lo nervoso. Paulo apertou com mais força o comando da velocidade. Numa ocasião semelhante, uma semana antes, havia descido sobre os caças russos para os espevitar, o que lhe valera uma reprimenda. Mas não podia voltar a fazer asneiras. Não hoje… 

(Continua)


Texto: ©Francisco Duarte
Edição: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 20 de maio de 2021

CROÁCIA ESCOLHE RAFALE [M2256 - 44/2021]


Segundo a imprensa local, o Governo croata decidiu-se pela compra de uma dúzia de caças Rafale F3, para substituir a envelhecida frota de MiG-21 da sua Força Aérea, em decisão tomada hoje me Conselho de Defesa. A decisão deverá ser anunciada oficialmente pelo Governo no Dia das Forças Armadas. 

De acordo com as informações disponíveis, a Croácia deverá pagar um pouco abaixo de 1000M EUR pelo pacote, que inclui células com até 10 anos, treino e armamento. Após a decisão oficial do governo de aceitar a oferta francesa, seguir-se-ão as negociações do contrato.

Aparentemente o negócio será portanto, feito em moldes semelhantes à Grécia, que também recentemente adquiriu células de Dassault Rafale, usadas pelo Armée de l'Air francês.

Além dos Rafale franceses em segunda mão, a Croácia recebeu ofertas de F-16 Block 70 novos dos EUA, Gripen C/D novos da Suécia e  F-16 Block 30 usados de Israel.

O presidente Zoran Milanovic disse pouco depois que o Governo não havia recebido ainda uma recomendação sobre o tipo de aeronave a ser comprada, mas esperava "que ele e o primeiro-ministro se entendessem bem". Questionado se sabia que modelo de avião estávamos comprando, ele respondeu "Sem comentários".

A ser assinado ainda este ano o contrato, a França estará em posição de entregar os seis primeiros aviões em 2024 e os seis restantes um ano depois. Já o presidente Milanović, por outro lado, disse que os aviões devem chegar à Croácia até 2024, o mais tardar.




domingo, 27 de setembro de 2020

COMPRA DE NOVO CAÇA VENCE REFERENDO NA SUIÇA [M2182 – 100/2020]

Os F-5E Tiger II da FA Suiça estão já em fim de vida 

Por uma margem de apenas alguns milhares de votos, a Suíça disse "sim" à multimilionária compra de novos caças para a sua Força Aérea.

Cerca de 50,1% dos eleitores aprovaram a compra de 6000M CHF (6,490 M USD) este domingo 27 de Setembro de 2020. Com quase 60%, a participação foi a maior desde 2016.

Depois de semanas de sondagens mostrando aceitação relativamente clara para a compra dos caças, a vitória por margem mínima do sim foi uma surpresa, com nenhum dos lados esperando um resultado tão apertado. Stefan Holenstein, presidente da Associação de Oficiais da Suíça, disse que foi "completamente inesperado" e que os defensores da compra esperavam um resultado muito mais claro.

O analista Urs Bieri disse à televisão pública suíça SRF que o custo de aquisição pode ter desempenhado um papel maior do que o esperado na formação da opinião pública. Uma sondagem recente feita pelo seu instituto de pesquisa GfS Bern estimou a aprovação da compra em cerca de 58%. 

F/A-18 Hornet da Força Aérea Suíça

A Força Aérea pode agora prosseguir com a compra de uma nova frota que substituirá os antigos F-5 Tiger e F/A-18 ainda em uso na Força Aérea Suiça. O contrato para o novo modelo será firmado posteriormente pelo governo e parlamento, estando quatro fabricantes atualmente em competição: Lockheed-Martin (F-35), Boeing (F/A-18E/F Super Hornet), Dassault (Rafale) e Eurofighter (Typhoon). Em Junho transacto os quatro modelos estiveram mesmo em avaliação operacional na base aérea de Payerne.

O "Grupo por uma Suíça sem Exército" (GSoA), que liderou a campanha contra a compra juntamente com grupos políticos de esquerda, já anunciou que lançará uma iniciativa popular para desafiar qualquer modelo que o governo escolher.

Como parte do pacote, a indústria suíça também beneficiará de um chamado acordo de compensação - um sistema de compensação que obriga a empresa envolvida no negócio a fazer pedidos a empresas suíças no valor de 60% do valor do contrato.

Ao contrário da  rejeição  em 2014 de uma compra de 3000M CHF  dos caças Gripen suecos, desta vez as  pesquisas  apontavam um sucesso mais claro.

Os JAS39 Gripen suecos chegaram a participar no famoso festival aéreo de Axalp em 2013 mas a compra não se viria a concretizar

Analistas do referido instituto de pesquisa GfS Bern, disseram num relatório de duas semanas atrás, que em 2014 a questão era vista como menos urgente, enquanto os defensores desta vez argumentaram que a rejeição deixaria o país incapaz de defender o seu espaço aéreo em 2030. No entanto, desde então houve já algumas polémicas pela falta de prontidão da defesa aérea do país.

As Forças Armadas - uma instituição importante da Suíça não-membro da NATO - não poderiam, portanto, cumprir o seu mandato de proteger o país, defendiam os apoiantes da compra, que incluíam o governo e uma maioria do parlamento.

Na prática, a Suíça tem poucos inimigos e não combate guerras há séculos. Mas o governo argumentou que a Força Aérea é vital para se manter independente e soberana, mesmo que um ataque aéreo total seja improvável.

Também aumentou o terrorismo e novas incertezas geopolíticas. “A Europa e o mundo ficaram mais instáveis”, e o exército precisa estar pronto para enfrentar qualquer ameaça desconhecida que apareça nos próximos 30 a 40 anos", escreveu o governo no caderno de votação oficial.



segunda-feira, 31 de agosto de 2020

B-52 SOBREVOAM OS PAÍSES DA NATO - [M2172 – 90/2020]

B-52 escoltado por um F-16 português, sobre território nacional. Foto: FAP

Numa demonstração de poder aéreo da NATO, seis bombardeiros estratégicos B-52H Stratofortress da Força Aérea dos EUA (USAF), quatro na Europa e dois na América do Norte, reuniram-se a outras aeronaves da aliança atlântica no sobrevoo de todos os trinta países membros, em 28 de agosto de 2020.

Cortesia: AC

B-52 + Typhoon Alemão. Foto: Xavier NavarroU.S. Air Force

B-52 + F-16M da Bélgica. Foto: Bart Rosselle

B-52 + CF-18 do Canadá. Foto: FA Canadá

B-52 + F-16M da Dinamarca. Foto: Burt Traynor/U.S. Air Force

B-52 + Mirage 200 da França e Typhoon da Alemanha. Foto: Xavier Navarro/U.S. Air Force

B-52 + F-35A da Noruega. Foto: Burt Traynor/U.S. Air Force

A missão, apelidada de Allied Sky, está a ser anunciada como uma extensão da mais recente implantação regular da Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) na Europa. 

B-52 + Mig-29 da Polónia. Foto: Xavier Navarro/U.S. Air Force

B-52 + JAS-39 Gripen da República Checa. Foto: FACheca

B-52 + Mig-21 e F-16M da Roménia. Foto: FA Roménia

Atualmente, seis B-52Hs com capacidade nuclear, da 5ª Ala de Bombareiros da Base Aérea de Minot, Dakota do Norte, estão a operar a partir base aérea da RAF/Fairford em Gloucestershire, Inglaterra. 

Como membro efetivo da NATO, Portugal foi obviamente sobrevoado pelos B-52, devidamente acompanhados pelos caças F-16M de Monte Real.

sábado, 31 de março de 2018

CROÁCIA COMPRA F-16 ISRAELITAS (M1961 - 21/2018)

F-16D Barak israelita

O Governo croata confirmou na quinta-feira 29 de Março de 2018, a aquisição de uma dúzia de caças F-16 a Israel, confirmando a recomendação do Conselho de Defesa do país, que avaliou as propostas recebidas.

A proposta israelita superou a competição de EUA, Grécia e Suécia, que responderam ao concurso lançado em 2017, pelo país da antiga da antiga federação jugoslava, para substituição da esquadra de MiG-21 da Força Aérea local.

O negócio está avaliado em 500M USD, a pagar ao longo de uma década. A proposta inicial contemplaria o modelo A/B "Netz", retirado de serviço da IDF no início de 2017, que entretanto teria sido melhorada para o modelo C/D "Barak", para poder superar a competição, principalmente da Suécia, que propôs Gripen C/D novos por 700M EUR.

Os EUA propuseram igualmente F-16V novos, mas por cerca de 1700M USD. A oferta grega de F-16C/D usados terá sido a mais barata, mas não conseguiu bater a globalidade da oferta de Telavive, que incluía um pacote de contrapartidas económicas na área da Defesa, com a investimentos avultados de empresas israelitas na Croácia, além de simuladores de voo e treino inicial de pilotos e mecânicos.

Os F-16 deverão ser entregues entre 2020 e 2022.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

F-16 PROCURAM-SE (M1866 - 03/2017)

Um dos F-16 vendidos por Portugal à Roménia

Os últimos meses têm visto um aumento da procura por células F-16, no mercado internacional. E curiosamente as versões mais antigas A/B.

Depois da Roménia ter oficializado o interesse em mais 12 Vipers, no seguimento da aquisição de outros tantos a Portugal, também a Bulgária reiterou em Dezembro, considerar o mesmo tipo de caça para substituir os seus MiG-29.
O interesse Búlgaro é já antigo, tendo o país ainda chegado a manifestar interesse no lote de células portuguesas, que acabariam vendidas à Roménia face ao estado mais adiantado das negociações com Bucareste. Agora, a 9 de Dezembro de 2016,  o Parlamento búlgaro aprovou já uma verba de cerca de 800M USD, destinada à aquisição de 8 caças "novos ou em segunda mão". Portugal e EUA foram inquiridos acerca da disponibilidade para fornecer F-16, passando neste caso o negócio pela modernização em Portugal, de células vindas dos EUA. Segundo garantia do ministro da Defesa português, a actual frota nacional de 30 F-16 é para manter no inventário da FAP.
Mas desta vez, os F-16 contam com concorrência, tendo à Itália sido igualmente solicitada informação acerca do Typhoon e à Suécia do Gripen.


E se o interesse deste dois potenciais compradores não é novo, a novidade é mesmo a Polónia, que a eles se junta no mercado internacional, na busca de células disponíveis de F-16A/B. Segundo notícia veiculada na imprensa daquele país, o Ministério da Defesa estará a ponderar a aquisição de até 96 células, para posterior modernização a nível doméstico.
As razões apontadas para esta escolha são várias, começando pela necessidade de substituição dos vetustos Su-22, mas também os MiG-29 de fabrico russo, entretanto modernizados. Quando a aquisição do F-35 se afigura demasiado cara para o orçamento da Força Aérea local, a modernização de células antigas de F-16 surge como uma opção apetecível. A FA Polaca opera já 48 F-16 modelos C/D recentes e de fábrica, mas estima que os modelos A/B modernizados fiquem por cerca de 30% do valor dos novos. Não é contudo ainda claro o tipo de upgrade pretendido, se similar ao MLU europeu ou a versão V mais avançada.

Na verdade, o elevado preço e incertezas que tem enfrentado o programa F-35, criou um fosso de mercado para os utilizadores que não possam ou não queiram despender verbas tão elevadas, que tem permitido por exemplo, ao acessível caça sueco Gripen estabelecer-se.
E se a Lockheed Martin pretendia numa primeira fase vender o F-35 aos actuais utilizadores de F-16 ou outras frotas da mesma geração, acabaria por desenvolver a versão V,  para F-16 novos ou como upgrade de células antigas.

Coreia do Sul, Taiwan e Singapura, apesar de não estarem a adquirir novas células, estão em fase de modernização das suas frotas de F-16, para um padrão idêntico ao modelo V. Vários outros operadores de F-16 por todo o mundo consideram as mesma possibilidade, em detrimento da aquisição de um novo modelo.

Num âmbito diferente, pelo menos duas companhias privadas que prestam serviços de aviação de combate - vulgo "agressores" - têm sido apontadas como compradoras de células A/B de F-16. A Discovery Air Defence estará na primeira linha para conseguir a autorização de Washington para operar o modelo que, ao contrário dos operadores militares, terá um mínimo de equipamentos electrónicos e armamento de que não necessita, de modo a tirar o máximo proveito das suas reconhecidas capacidades aerodinâmicas.
Este tipo de oferta privada, permite às Forças Aéreas poupar tanto em horas de voo nos seus caças de primeira linha, como no orçamento de Defesa, ao utilizar os serviços externos apenas quando necessário.

O F-16 está por isso ainda para voar, por muitos e muitos anos.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

REINO UNIDO REFORÇA SISTEMA DE MÍSSEIS NAS FALKLANDS (M1767 - 10PM/2015)

Sistema FLAADS da MBDA

O Ministério da Defesa britânico está empenhado em reforçar a proteção antiaérea nas ilhas Falklands com um novo sistema de mísseis da MBDA, no valor de 228M GBP, de potenciais ameaças argentinas.

O equipamento militar argentino é praticamente o mesmo da guerra que opôs os dois países em 1982, devido por um lado aos embargos que se sucederam à guerra e às crises financeiras que se têm sucedido no país sul-americano. Recentemente contudo, e após revelada a intenção por parte dos argentinos, de adquirir caças Gripen de última geração, fabricados no Brasil, o Reino Unido fez saber que bloquearia toda a tecnologia britânica que equipa os caças. Foi após este episódio que surgiu a notícia da intenção de aquisição dos Su-24 pela Argentina à Rússia, o que foi entendido no Reino Unido como um risco sério à sua soberania, no arquipélago também designado por Malvinas.

O sistema móvel de lançamento de mísseis FLAADS

O sistema FLAADS (Future Local Area Air Defence System) de mísseis terra-ar, é baseado em unidades móveis e é o pretendido para substituir as baterias de mísseis Rapier atualmente em uso nas Falklands, muito eficientes, mas já algo ultrapassados.
Já os mísseis FLAADS, de que o Reino Unido financiou o desenvolvimento, conseguem atingir velocidades da ordem dos 1000 m/s, sendo capazes de garantir proteção contra aeronaves supersónicas e mísseis de cruzeiro, mas não estarão operacionais antes de 2016.




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BRASIL COMPRA MÍSSEIS RUSSOS E NEGOCEIA CAÇAS (M1216 - 298PM/2013)


Sukhoi Su-35   Foto: Sukhoi Company

No rescaldo da visita do Ministro da Defesa russo ao Brasil, apenas o contrato previsto para a aquisição de baterias de mísseis antiaéreos Pantsir-S1 e lançadores Igla-S é certo.
Segundo o ministro brasileiro Celso Amorim (Defesa), nada impede contudo a participação brasileira no projeto do Sukhoi T-50 sugerida pela Rússia, tal como o Pássaro de Ferro noticiou, um caça de 5ª Geração que tem cinco protótipos a voar atualmente e que servirá de base para um modelo a ser produzido em conjunto com a Índia. Entretanto, o gigante sul-americano poderia receber caças Sukhoi Su-35 para substituir os Mirage 2000 e participar da produção do novo modelo T-50.
Amorim fez o comentário após a reunião com seu homólogo Sergei Shoigu. Reafirmou que o processo para comprar caças de geração atual, o F-X2, segue com três concorrentes: o americano F/A-18, o francês Rafale e o sueco Gripen NG. Os russos não fizeram ofertas formais do seu modelo atual, que ficou de fora do F-X2, o Sukhoi Su-35, mas segundo informações obtidas pela Folha de S.Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu uma consulta informal para receber uma espécie de "pacote".

Pela oferta, o Brasil receberia Su-35 para substituir os seus Mirage 2000 que serão retirados no fim do corrente ano, servindo enquanto o T-50 não atingir capacidade operacional, o que deve ocorrer só após 2016. O novo caça só deverá ter produção comercial no fim da década.
No encontro com Amorim, Shoigu falou genericamente que poderia fazer leasing de equipamento militar russo. Isso foi lido com uma senha para a solução intermediária.

A compra de novos caças para a FAB arrasta-se desde 2001. O F/A-18 tinha superado o Rafale no favoritismo, mas o escândalo da espionagem americana travou o negócio politicamente. A ampliação da cooperação com a Rússia ocorre no momento em que a relação Brasil-EUA está abalada.

O T-50 é o projeto de caça de 5ª Geração em desenvolvimento, em estado mais avançado no mundo. Só os EUA têm um avião deste tipo hoje em condições operacionais, o F-22. A denominação é genérica e indica a adoção de itens como alto índice de informatização e capacidade de voo furtivo, (stealth) chamado "invisível ao radar". A sua maior vantagem, é a abertura da Rússia a cooperações -os EUA não vendem o F-22.

Para que a negociação ande, os russos deverão melhorar seu serviço de pós-venda. Segundo a Folha apurou, a delegação de Shoigu recebeu reclamações pelas peças sobressalentes e manutenção dos helicópteros de ataque Mi-35 de fabrico russo em uso na FAB.

O facto de ter sido dado o próximo passo para a compra de baterias antiaéreas Pantsir-S1, um produto de alta tecnologia, indica que o Brasil deu um voto de confiança a Moscou.

Amorim ressaltou que a ideia não é a compra em si, mas a capacitação tecnológica. A previsão é de que uma empresa brasileira, que poderá ser a Odebrecht Defesa, venha a produzir a arma. O contrato deverá ser assinado em meados de 2014. Prevê a compra de três baterias mais duas de lançadores Igla-S. O negócio está orçado em 2000 M BRL.

Fonte: Folha de S.Paulo via FAB
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ARTIC CHALLENGE NA NORUEGA (M1174 - 267PM/2013)

F-15C Eagle da USAFE

Está a decorrer desde 16 de setembro na Noruega, na base de Orland, a primeira edição do exercício Artic Challenge, que reúne mais de 60 aeronaves de cinco países diferentes: F-16 noruegueses, Gripens suecos, F/A-18 finlandeses, Typhoons britânicos e F-15C e E e KC-135 americanos.


F/A-18 Hornet finlandeses

O exercício inclui treino conjunto de planeamento estratégico e simulação de guerra tática, praticando manobras em voo e comunicação de estratégias entre todos.

"A (nossa) Força Aérea tem tido, a espaços, a necessidade de treinar cenários maiores, com mais aeronaves, e isso é difícil na Noruega, apenas com os nossos aviões à disposição" disse a propósito o Cor. Baid Solheim, comandante da base aérea de Bodo. "Antes dos exercícios multi-nacionais, tínhamos de realizar destacamentos no estrangeiro para poder voar contra outros tipos de aeronaves. Agora podemos voar diretamente desde Bodo. Nesse aspeto tornou-se bastante eficiente relativamente a custos".

F-16AM noruegueses

O exercício Artic Challenge centrou-se em juntar no ar, as nações escandinavas, os EUA e Reino Unido, desafiando os pilotos a reagir rapidamente e trabalhar em conjunto, de modo a atingir objetivos comuns. Durante as fases de maior envolvimento, espera-se que mais de 60 aeronaves tomem parte nos cenários de combate idealizados.

F-15C Eagle  da USAFE

"Durante o exercício, iremos enfrentar praticamente todos os cenários que se podem encontrar em qualquer guerra ou conflito" disse o Maj. Rich Stringer, oficial de operações da 494 FS da USAFE. As aeronaves irão mudando como agressores e serão testadas na sua resposta a uma variedade de cenários, segundo informou Stringer.
"Estes exercícios proporcionam aos EUA e forças NATO (e parceiros regionais) uma oportunidade de integrar as suas operações ao nível estratégico e tático, com um elevado nível de realismo, que não poderia ser obtido de outro modo, treinno em voo" disse o Cap. Timothy Gerne, oficial de oeprações da 100Th Air Refueling Wing da USAFE no exercício. "Similar ao Red Flag na tipologia de missões, grande número de aeronaves participantes e de países envolvidos, os benefícios de ser realizado localmente (na Europa), permite-nos e aos nossos aliados focar os recursos nas operações".


Além de voar com os aliados, os aviadores da Royal Air Force de Mildenhall, combinaram o exercício com um destacamento simulado, o que permitiu testar muitos dos meios da USAFE, incluindo transporte aéreo, médico, e serviços legais e financeiros.

F-15E Strike Eagle da USAFE

O exercício Artic Challenge irá decorrer até 26 de setembro, culminando com um cenário final que por à prova a capacidade dos pilotos em operar numa força diversificada.

OS F-15C Eagle com as marcas de cauda de Lakenheath

Fonte: USAFE
Fotos: Christopher Mesnard
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A SAAB E O BRASIL (M584 - 4PM/2012)

Um Saab JAS-37 Gripen efetua largada de flares de autodefesa

Que o Brasil é um dos países atualmente com maior pujança económica e no desenvolvimento a nível mundial, não é novidade. E a Saab sabe disso.
Assim, quando a sua "irmã" construtora de automóveis declara falência, a fabricante de aeronaves e sistemas de defesa investe bem forte no mercado brasileiro.
Além do concurso para aquisição de 36 aviões de combate para a Força Aérea ainda a decorrer, a Saab aposta ainda em três programas mais:  Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron - Radares e sistemas de comunicação), Sistema de Gerenciamento da Amazónia Azul (Sisgaaz - sistema integrado de comunicação para patrulha marítima) e o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (ProSuper - aquisição de 11 navios patrulha). A Saab não está sozinha na corrida como é lógico, mas tem como principal trunfo o facto de se propor exportar a sua tecnologia, transferindo-a integralmente para o Brasil.

No caso do Gripen, uma grande parte do trabalho de desenvolvimento ficaria a cargo da indústria brasileira. A tecnologia do Gripen produzida no Brasil não seria produzida em nenhum outro lugar do mundo, o que significa que os sistemas do Gripen feitos no país, seriam incorporados em todos os novos caças Gripen fabricados. Segundo a Saab, a proposta oferece uma compensação económica e financeira equivalente ao valor do contrato. O programa de compensação ou contrapartida transferirá know-how e tecnologias avançadas e exclusivas às correspondentes partes institucionais e industriais do Brasil, com o objetivo de desenvolver capacidades no País. O compromisso assumido com o setor aeroespacial brasileiro inclui a opção de fabricar peças e conjuntos do Gripen NG, bem como a montagem final da aeronave no Brasil.

Em combinação com o programa de Cooperação Industrial, o programa do Gripen para a FAB tornará o país completamente independente, até 2020, da necessidade de comprar uma aeronave de combate a outros países, transformando-se mesmo num país exportador de aviões, tal como a Suécia.

O conceito de manutenção foi também desenvolvido de modo a atender às exigências e à capacidade da indústria brasileira e da FAB, através do estabelecimento de um centro de manutenção do Gripen NG no Brasil para garantir autonomia nacional e o uso extensivo da infraestrutura brasileira existente, garantindo reduções de custos e comunalidade.

A marca escandinava sublinha ainda os baixos custos do Gripen durante toda a sua vida útil, apresentando um Custo de Ciclo de Vida muito menor que o seu concorrente mais próximo também monomotor, além de operar a um custo que é apenas uma fração do dos seus concorrentes bimotores (Rafale e Super Hornet). O custo horário de operação do Gripen é anunciado pela Saab como sendo inferior a 4000 USD.

O Gripen NG (New Generation) oferecido ao Brasil é uma espécie de Gripen Upgraded, que teve correções dos pontos fracos que se lhe apontavam, como a falta de potência do motor e falta de aviónicos de última geração. O Gripen NG tem por isso o novo motor Volvo Aero RM12 (versão sueca do GE F414-400 que equipa o concorrente F/A-18E), maior capacidade de combustível, maior capacidade de carga de armamento e novos sistemas eletrónicos.

Ao contrário dos seus irmãos mais velhos (Draken e Viggen) que não tiveram grande sucesso nas exportações, o Gripen ameaça tornar-se um caso sério de popularidade, estando em utilização já em seis países e três continentes.

O mundo (e seguramente a Saab) sustém a respiração, até ao anúncio do vencedor do concurso que poderá tornar a Força Aérea Brasileira no sétimo usuário do Gripen e o primeiro do continente Americano.


Fonte: Saab

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