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sábado, 23 de agosto de 2025

LYNX DA MARINHA REGRESSA DE MISSÃO NATO COM FRAGATA BARTOLOMEU DIAS

Foto: SMR Rodrigues

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Realizou-se ontem, 22 de agosto de 2025, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, a cerimónia que assinalou o regresso da fragata NRP Bartolomeu Dias, após 116 dias de missão no âmbito da NATO, que o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou. A bordo seguiu o destacamento "Haddock", com um helicóptero Lynx Mk.95A (n/c 19201) da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (EHM).

Foto: SMR Rodrigues

O navio da Marinha Portuguesa largou da Base Naval de Lisboa a 28 de abril, com destino ao mar Mediterrâneo, onde integrou a iniciativa European Carrier Group Interoperability Initiative, no âmbito da Operação HIGHMAST, e participou no exercício multinacional MEDITERRANEAN STRIKE 25 (MEDSTRIKE 25).

Posteriormente, o navio foi incorporado na Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1), no contexto da Operação Brilliante Shield. Esta força constitui uma das componentes permanentes da NATO (Standing Naval Forces – SNF) e apoia a vertente naval da Allied Reaction Force (ARF), força conjunta de elevada prontidão, responsável pela segurança na zona norte do oceano Atlântico.

Durante o destacamento, o navio visitou sete portos em seis países europeus: Itália, França, Finlândia, Suécia, Reino Unido, Noruega e Dinamarca.

NRP Bartolomeu Dias à largada do porto de Aberdeen, Reino Unido a 13 de Julho

A cerimónia foi presidida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Vice-almirante Pedro Sousa Costa, e contou com a presença de familiares dos militares embarcados. Na sua intervenção, o Vice-almirante destacou o elevado desempenho da fragata e da sua guarnição, sublinhando que “se distinguiram não apenas pela eficácia operacional, mas também pela capacidade de representar Portugal com dignidade e prestígio”. 

Foto: Marinha Portuguesa

Dirigindo-se diretamente à guarnição, o Vice-almirante Sousa Costa enalteceu o profissionalismo demonstrado ao longo da missão, afirmando que “a Marinha Portuguesa e as Forças Armadas foram, uma vez mais, honradas com o desempenho exemplar, que soube interagir com os nossos Aliados com elevação e profissionalismo”. 

O NRP Bartolomeu Dias e a guarnição composta por 169 militares foram comandados pelo Capitão-de-fragata Elias Cagarrinho.

Foto: SMR Rodrigues

O destacamento da EHM, que integrou a missão, contribuiu para a versatilidade e alcance das operações realizadas, ampliando a capacidade operacional da unidade naval ao longo da missão.

Quatro Lynx MK95A da EHM estão por isso agora de novo no Montijo, aguardando-se a entrega do quinto e último (n/c 19203) a ser submetido aos trabalhos de modernização para o padrão A, na Leonardo em Yeovil, Reino Unido.

Foto: SAJ ETC Barbosa


terça-feira, 16 de julho de 2024

DESTACAMENTO "HADDOCK" DE LYNX DA MARINHA TERMINA TREINO NO REINO UNIDO [M2516 - 60/2024]

Lynx Mk.95A da EHM (n/c 19205) ostentando o emblema do destacamento Haddock   Foto: Marinha Portuguesa 

O destacamento "Haddock" da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (EHM) e o seu Lynx Mk.95A terminaram na semana passada o Fleet Operational Standards and Training (FOST) em águas britânicas, embarcados na fragata NRP D. Francisco de Almeida.

Envolvendo militares de diversas marinhas aliadas, quer na estrutura do FOST, quer com navios no mesmo treino, esta missão "reforçou os laços de cooperação com países como o Reino Unido, Países Baixos e a Noruega, promovendo um maior nível interoperabilidade, elementos críticos para enfrentar os atuais desafios de segurança marítima a nível internacional", pode ler-se na nota de imprensa da Marinha Portuguesa. Sendo a "experiência adquirida durante as seis semanas de treino fundamental, para elevar a capacidade do navio a novos patamares de performance no mar."

Fragata NRP D. Francisco de Almeida       Foto: Marinha Portuguesa

O FOST é um treino avaliado, sendo considerado o expoente máximo da preparação operacional de um navio de guerra, "representando também uma jornada que fortalece a coesão e o espírito de equipa das guarnições que o realizam".

O Portuguese Operational Sea Training (POST) é, ainda de acordo com a Armada, "um investimento vital na prontidão operacional do NRP D. Francisco de Almeida para qualquer tipologia de missão em qualquer ponto do mundo e em que cada membro da guarnição demonstrou um compromisso inabalável para com a segurança e a soberania de Portugal, espelhando a missão da Marinha Portuguesa."



quinta-feira, 12 de novembro de 2020

FRAGATA NRP CORTE-REAL EMBARCA LYNX ALEMÃO [M2203 - 121/2020]



A fragata Corte-Real embarcou esta semana uma aeronave Lynx MK88 da Marinha alemã e respetivo destacamento, constituído por 19 militares alemães, segundo pode ler-se em comunicado da Marinha Portuguesa.

​​​Esta cooperação pioneira entre as duas Marinhas, assenta na partilha de experiências e procedimentos inerentes à operação de duas plataformas distintas, permitindo alavancar a capacidade de atuação combinada das duas Marinhas, no quadro da Aliança Atlântica e do reforço e da segurança marítima europeia.


É a primeira vez que uma fragata portuguesa embarca um destacamento de helicópteros estrangeiro, tendo-se iniciado os preparativos para a concretização desta cooperação em meados de 2019, que incluíram conversações e visitas técnicas ao NRP Corte-Real. 


O destacamento de helicópteros alemão permanecerá integrado na fragata Corte-Real, como meio orgânico, até ao mês de dezembro, quando está previsto a embarcação portuguesa, navio-almirante na Força ​Naval Permanente da NATO, navegar nas águas frias do Mar da Noruega e a Norte do círculo polar Ártico. 

A frota de Lynx da Marinha Portuguesa, integrada há 25 anos nas fragatas da classe Vasco da Gama e há 11 anos nas fragatas da Classe Bartolomeu Dias, está em processo de modernização na Leonardo Helicopters (Reino Unido), prevendo-se que chegue a curto prazo a primeira aeronave modernizada, sobre a qual incidirá o processo de qualificação de pessoal e redefinição de procedimentos operacionais.

Fotos: Marinha Portuguesa


quarta-feira, 8 de abril de 2020

COVID-19 DITA REGRESSO A CASA DO PORTA-AVIÕES CHARLES DE GAULLE [M2116 – 34/2020]

Sobrevoo de F-35, F16 e Rafale ao Charles De Gaulle durante a missão Foch no Mar do Norte    Foto: Marine Nationale


O porta-aviões Charles de Gaulle da Marinha Francesa (Marine Nationale) está de regresso a casa mais cedo, após suspeita de vários casos de Covid-19 entre os seus tripulantes.

Cerca de quarenta marinheiros podem estar infectados com o novo Coronavirus abordo do Charles De Gaulle, de acordo com um comunicado de imprensa do Ministério das Forças Armadas francês divulgado nesta manhã:

"A bordo do porta-aviões Charles de Gaulle, actualmente destacado no Atlântico, como parte da missão Foch, cerca de quarenta marinheiros estão hoje sob observação médica. Demonstram sintomas consistentes com possível infecção pela Covid-19. Os primeiros sintomas apareceram recentemente."

A tripulação do Charles de Gaulle consiste em cerca de 2000 marinheiros.

Fragata portuguesa NRP Corte-Real vista do convés do Charles De Gaulle      Foto: Marinha Portuguesa


O porta-aviões, e respectivo grupo de combate, do qual faz parte a fragata portuguesa NRP Corte-Real, estão actualmente a navegar no oceano Atlântico, destacados na missão“Foch”, já de regresso ao Mediterrâneo. O porto do Charles de Gaulle é a Base Naval de Toulon, no sul da França.

A Marinha Francesa decidiu antecipar o retorno do porta-aviões a Toulon, originalmente previsto para 23 de abril. Uma equipa de triagem com equipamento de testes será enviada ainda hoje ao porta-aviões para investigar os casos e tentar impedir a propagação do vírus a bordo do navio.

Os marinheiros que demonstram sintomas são colocados em confinamentos isolados, como precaução em relação à restante da tripulação. Não houve para já agravamento dos doentes e a Marine Nationale garante que tudo está a ser feito para garantir a segurança dos tripulantes.
Entretanto, algumas medidas foram já tomadas, nomeadamente com a limpeza de áreas comuns duas vezes por dia, prestando atenção especial à desinfecção de rampas / manípulos / torneiras e desinfectando estações de trabalho, telefones e computadores compartilhados após cada uso;
O número de reuniões e participantes foi reduzido, as reuniões em certos espaços foram limitadas.
As máscaras são distribuídas como uma medida preventiva para todo o pessoal que pode apresentar sintomas (tosse em particular). Estes são monitorizados duas vezes por dia pelo pessoal médico.

Já durante o destacamento, pelo menos um caso de contaminação por COVID-19 foi relatado em Março, a bordo da fragata da Marinha Belga Léopold I, pertencente à escolta do Charles De Gaulle, tendo este navio entretanto regressado ao porto de origem de Zeebrugge.

Não há para já informação da Marinha Portuguesa acerca de casos positivos de COVID-19 na fragata NRP Corte-Real.

Até ao momento a epidemia mais séria por COVID-19 em embarcações militares, está a decorrer no porta-aviões da US Navy, USS Theodore Roosevelt, cuja gestão causou já a deposição do comandante do mesmo, bem como a demissão do secretário da Marinha dos EUA, havendo já casos reportados também a bordo do USS Ronald Reagan, USS Carl Vinson e USS Nimitz.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

OPERAÇÃO OCEAN SHIELD ATÉ 2016 (M1610 - 183PM/2014)

Fragata da Marinha de Guerra Portuguesa NRP Bartolomeu Dias com Lynx Mk.95 a bordo

Os ministros de Defesa da NATO decidiram na passada terça-feira 3 de junho, estender a operação anti-pirataria denominada Ocean Shield, até ao fim de 2016.

Desde agosto de 2009 que navios da NATO patrulham as águas da região do "corno de África", com oparte da Operação Ocean Shield. A missão pretende contribuir para o esforço internacional de combate à pirataria, ajudando também a construir capacidade nas marinhas regionais. A Ocean Shield trabalha em estreita proximidade com outras forças navais que patrulham o Oceano Índico, incluindo forças americanas e europeias.

Sendo parte de um largo esforço internacional a Operação Ocean Shield ajudou a reduzir significativamente as atividades de pirataria na região. Em 2011 os piratas capturaram 24 embarcações e a NATO registou 129 ataques de piratas ao largo da Somália. Em 2012 o número de ataques caiu para apenas 20 e nenhum navio foi capturado com sucesso pelos piratas desde maio de 2012, não havendo por isso atualmente qualquer navio mercante sob o controlo dos piratas somalis.

Apesar do sucesso, a pirataria continua a ser uma ameaça. A NATO considera que os piratas continuam a ter intenção  e capacidade de atacar navios mercantes e os navios militares da NATO continuam a detetar tentativas de captura de embarcações pelos piratas. Além do mais, as causas da pirataria na Somália continuam a persistir.

A Operação Ocean Shield ajuda a manter o tráfego marítimo numa das zonas mais movimentadas do globo. Cerca de 90% do comércio é transportado por mar, sendo que metade dessas transações passa pelo Oceano Índico. Em 2013 O Banco Mundial estimou os custos da pirataria para a economia mundial em 18.000M USD por ano. As operações da NATO anti-pirataria ajudam a reduzir esses custos.

Portugal já integrou a Operação Ocean Shield, com meios da Marinha (fragata e helicóptero Lynx) e Força Aérea (avião P-3 Orion).


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