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terça-feira, 23 de março de 2021

NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS: B-2 NOS AÇORES [M2239 - 27/2021]


Já diz o ditado popular "não há duas sem três" e isso mesmo provaram os bombardeiros B-2 Spirit da  509ª Bomb Wing da USAF, nesta segunda-feira 22 de Março de 2021, com a terceira escala realizada no espaço de uma semana, na Base Aérea nº4, nas Lajes, Açores. 

Tal como anteriormente, as aeronaves stealth realizaram troca de tripulações e reabastecimento "a quente" (hot pit refueling - com os motores em marcha), para prosseguir depois com a missão.

A Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) da USAF vem realizando uma série de missões na Europa e Médio Oriente, com integração de diferentes frotas e países. 

Na missão do passado dia 19 de Março, a parelha de B-2 que passou pelas Lajes, realizou uma missão de complexidade especialmente elevada, ao integrar com dois bombardeiros B-1B Lancer da 7ª Bomb Wing da USAF, destacados em Orland, na Noruega e quatro caças F-35A Lightning II noruegueses, destacados na Islândia, ao largo da costa deste país insular nórdico. Tratou-se de uma missão iniciada em três bases diferentes e em dois continentes, que juntou além disso, aeronaves de 4ª e 5ª geração, tendo isso mesmo sido realçado pelo Gen. Jeff Harrigian, comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa-Força Aérea de África e Comando Aéreo Aliado da NATO: “Executar esta missão não é coisa pouca”, disse a propósito. “Integrar aeronaves de quarta e quinta geração ao lado dos nossos aliados noruegueses, é uma capacidade estratégica crítica para o sucesso futuro das operações da NATO.”

A USAF ainda não revelou detalhes sobre esta última missão de dia 22 de Março. As fotos desse dia entretanto, são da autoria do João Toste, com a qualidade a que sempre nos habituou.







domingo, 27 de setembro de 2020

COMPRA DE NOVO CAÇA VENCE REFERENDO NA SUIÇA [M2182 – 100/2020]

Os F-5E Tiger II da FA Suiça estão já em fim de vida 

Por uma margem de apenas alguns milhares de votos, a Suíça disse "sim" à multimilionária compra de novos caças para a sua Força Aérea.

Cerca de 50,1% dos eleitores aprovaram a compra de 6000M CHF (6,490 M USD) este domingo 27 de Setembro de 2020. Com quase 60%, a participação foi a maior desde 2016.

Depois de semanas de sondagens mostrando aceitação relativamente clara para a compra dos caças, a vitória por margem mínima do sim foi uma surpresa, com nenhum dos lados esperando um resultado tão apertado. Stefan Holenstein, presidente da Associação de Oficiais da Suíça, disse que foi "completamente inesperado" e que os defensores da compra esperavam um resultado muito mais claro.

O analista Urs Bieri disse à televisão pública suíça SRF que o custo de aquisição pode ter desempenhado um papel maior do que o esperado na formação da opinião pública. Uma sondagem recente feita pelo seu instituto de pesquisa GfS Bern estimou a aprovação da compra em cerca de 58%. 

F/A-18 Hornet da Força Aérea Suíça

A Força Aérea pode agora prosseguir com a compra de uma nova frota que substituirá os antigos F-5 Tiger e F/A-18 ainda em uso na Força Aérea Suiça. O contrato para o novo modelo será firmado posteriormente pelo governo e parlamento, estando quatro fabricantes atualmente em competição: Lockheed-Martin (F-35), Boeing (F/A-18E/F Super Hornet), Dassault (Rafale) e Eurofighter (Typhoon). Em Junho transacto os quatro modelos estiveram mesmo em avaliação operacional na base aérea de Payerne.

O "Grupo por uma Suíça sem Exército" (GSoA), que liderou a campanha contra a compra juntamente com grupos políticos de esquerda, já anunciou que lançará uma iniciativa popular para desafiar qualquer modelo que o governo escolher.

Como parte do pacote, a indústria suíça também beneficiará de um chamado acordo de compensação - um sistema de compensação que obriga a empresa envolvida no negócio a fazer pedidos a empresas suíças no valor de 60% do valor do contrato.

Ao contrário da  rejeição  em 2014 de uma compra de 3000M CHF  dos caças Gripen suecos, desta vez as  pesquisas  apontavam um sucesso mais claro.

Os JAS39 Gripen suecos chegaram a participar no famoso festival aéreo de Axalp em 2013 mas a compra não se viria a concretizar

Analistas do referido instituto de pesquisa GfS Bern, disseram num relatório de duas semanas atrás, que em 2014 a questão era vista como menos urgente, enquanto os defensores desta vez argumentaram que a rejeição deixaria o país incapaz de defender o seu espaço aéreo em 2030. No entanto, desde então houve já algumas polémicas pela falta de prontidão da defesa aérea do país.

As Forças Armadas - uma instituição importante da Suíça não-membro da NATO - não poderiam, portanto, cumprir o seu mandato de proteger o país, defendiam os apoiantes da compra, que incluíam o governo e uma maioria do parlamento.

Na prática, a Suíça tem poucos inimigos e não combate guerras há séculos. Mas o governo argumentou que a Força Aérea é vital para se manter independente e soberana, mesmo que um ataque aéreo total seja improvável.

Também aumentou o terrorismo e novas incertezas geopolíticas. “A Europa e o mundo ficaram mais instáveis”, e o exército precisa estar pronto para enfrentar qualquer ameaça desconhecida que apareça nos próximos 30 a 40 anos", escreveu o governo no caderno de votação oficial.



domingo, 11 de janeiro de 2015

PRIMEIROS F-35 DA USAFE FICARÃO EM LAKENEATH (M1759 - 02AL/2015)

F-35. Foto: USAF

No âmbito de uma reorganização das unidades da USAF na Europa, o Pentágono planeia instalar duas esquadras, com 24 aeronaves F-35 cada, na Base Aérea (RAF) de Lakeneath, no leste da Inglaterra, onde hoje estão igualmente duas esquadras com aviões F-15C e E.
Os responsáveis militares norteamericanos dizem que Lakenheath, Inglaterra e o F-35 são perfeitos para operar as aeronaves "top" da 5ª geração e assegurar uma presença forte da USAF no velho continente.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

BOEING E LOCKHEED MARTIN UNIDAS PARA O NOVO BOMBARDEIRO DA USAF (M1231 - 310PM/2013)

B-1B Lancer uma das atuais frotas de bombardeiros estratégicos da USAF  Foto: Adrian Cadiz/USAF

A Boeing e a Lockheed Martin emitiram esta tarde um comunicado conjunto, dando conta de que irão concorrer em conjunto para apresentar um projeto para o novo bombardeiro estratégico da Força Aérea dos EUA (USAF). A Boeing será o membro principal do consórcio, tendo a Lockheed Martin como primeiro associado.
Para este importante programa, Boeing e Lockheed Martin representam quase dois séculos de experiência acumulada no projeto, desenvolvimento e teste de aeronaves para clientes na área da defesa por todo o mundo. Ambas as empresas possuem ainda extensa experiência em integrar tecnologia comprovada e equipas de trabalho especializadas em larga escala, de modo a poder atingir as exigências da USAF em custos e requisitos.

Em separado, ambas as companhias encontram-se já a desenvolver as duas maiores prioridades da USAF atuais: o reabastecedor KC-46 (Boeing) e o caça F-35 (Lockheed Martin), tendo já colaborado no passado no programa F-22, o único caça de 5ª Geração operacional no mundo, atualmente.
São ainda responsáveis por programas fulcrais nas capacidades da USAF, como os bombardeiros F-15E Strike Eagle, B-1B Lancer e os caças F-117 e F-16. 
O consórcio acredita conseguir produzir soluções únicas e a preços acessíveis, que não seriam possíveis sem trabalhar em conjunto.

O Pentágono assumiu a necessidade de desenvolver um novo bombardeiro estratégico nos próximos anos, com a crescente envelhecimento da frota atual, constituída por B-52, B-1B e B-2, cuja aeronave mais recente foi desenhada há 30 anos atrás. Por outro lado, o emergir de novas potências como a China, com tecnologia avançada em desenvolvimento.
A USAF tem 6000 M USD reservados para o desenvolvimento do novo bombardeiro de longo raio de ação, entre 2013 e 2017. As previsões são para adquirir entre 80 a 100 unidades, com capacidade de operação inicial prevista para 2025.

Fonte: Boeing/Lockeed Martin e Defense Update
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


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