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sexta-feira, 21 de março de 2014

TUCANO E SUPER TUCANO PARA MOÇAMBIQUE (M1483 - 310PM/2013)

Embraer EMB-314 Super Tucano da Força Aérea Brasileira

Moçambique poderá comprar aviões de ataque Super Tucano e um simulador de manobras navais ao Brasil, disse hoje, em Maputo, o ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, depois de um encontro com o seu homólogo moçambicano Agostinho Mondlane.

Segundo Celso Amorim, que falava durante uma conferência de imprensa sobre o encontro bilateral na área da Defesa que os dois países promoveram hoje, Moçambique poderá contar com "financiamento a médio e longo prazo" do Brasil para adquirir três aviões Super Tucano (Embraer EMB-314).

"Se Moçambique confirmar o interesse que foi manifestado no passado de adquirir três aviões de ataque, que são relativamente caros, eles terão que ser vendidos, mas há possibilidade de financiamento a médio e longo prazo", afirmou o ministro brasileiro.

Avançando que estas aeronaves estão a ser compradas pelos Estados Unidos para missões militares no Afeganistão, Celso Amorim falou ainda da possibilidade de Moçambique vir a adquirir um simulador naval ao Brasil.

Embraer EMB-312 Tucano da Força Aérea Brasileira

Sobre a promessa brasileira de doação de três aviões de treino Tucano (Embraer EMB-312) a Moçambique, que o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou, o ministro brasileiro referiu que a proposta já foi aprovada pelo executivo liderado pela Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, faltando o aval do Congresso Nacional do país.

"Prometemos e vamos cumprir a doação de três aviões Tucano, que são aviões de treino brasileiros. A parte que tinha que ser realizada dentro do executivo brasileiro já foi [efetuada], agora depende apenas da aprovação do Congresso Nacional", disse Celso Amorim.

O anúncio da doação destes equipamentos causou polémica no Brasil, uma vez que foi feito numa altura em que Moçambique já se encontrava mergulhado numa crise político-militar, provocada por diferendos, ainda não resolvidos, entre a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Governo de Maputo.

Os confrontos já provocaram dezenas de mortes, incluindo civis, sobretudo no centro de Moçambique.

No que se refere à área de cooperação em Defesa, Agostinho Mondlane classificou o Brasil como um dos "parceiros mais importantes" de Moçambique.

"Moçambique tem vindo a trabalhar com vários parceiros e, na área da Defesa, um dos parceiros mais importantes é o Brasil, que tem estado a trabalhar connosco na capacitação dos nossos homens", disse o recém-empossado ministro moçambicano, que substituiu Filipe Nyussi, candidato presidencial da Frelimo, no poder, às eleições de outubro.

O ministro brasileiro considerou ainda que "as necessidades de proteção e defesa dos recursos naturais em Moçambique são muito grandes", referindo-se ao reforço de cooperação que os dois países pretendem empreender.
Fonte: Lusa
Adaptação: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 12 de março de 2014

BRASIL MODERNIZA PORTA-AVIÕES E CONSTROI OUTRO (M1466 - 81PM/2014)

NAe São Paulo da Marinha Brasileira      Foto:NetMarine


A afirmação é de Celso Amorim, ministro da Defesa brasileiro, adiantando ainda que "a ideia é que possa ser construído no Brasil, provavelmente com base noutro já existente, dentro de 15 anos e com um sócio estrangeiro". Amorim também especificou que, entretanto, o porta-aviões "São Paulo" será submetido a atualizações. 

A notícia de que o Brasil estaria a considerar operar dois porta-aviões num futuro a médio prazo, circulava já com alguma insistência em vários círculos. Para já, a intenção parece ser operar o São Paulo, pelo menos até que o novo porta-aviões esteja pronto.

O NAe São Paulo, navio-almirante da Marinha Brasileira, com 265m de comprimento e deslocando 33.000 ton. foi adquirido à França em 2000, tendo entrado ao serviço inicialmente em 1960. Vários incidentes nos últimos anos, incluindo incêndios e princípios de incêndios a bordo, têm relegado o navio quase sempre ao estaleiro ou atracado no porto, contando pouco tempo de operacionalidade desde que enverga a bandeira brasileira. por detrás do seu reduzido preço de compra (cerca de 12M USD), escondia-se uma fatura muito maior para recapacitação e  modernização antes da sua incorporação ativa na Marinha Brasileira, onde se esperava que duplicasse a velocidade e capacidade de transporte de aeronaves do seu antecessor, o "NAe Minas Gerais".

Em julho de 2010 o NAe São Paulo regresssou ao ativo, revitalizado com algumas melhoras que custaram algumas dezenas de milhões de dólares. Tubagens de água, vapor e combustível foram substituídas, o convés de voo recebeu novo recobrimento, realizaram-se obra estruturais nas cobertas internas e externas, nas catapultas e nos elevadores.  A propulsão teve uma revisão profunda, incluindo o eixo que foi a causa da última avaria prolongada. O sistema de ar-condicionado foi já revisto também.
Os três lançadores de mísseis Simbad de defesa aérea são dados como operacionais.

Fonte: Defensa.com
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

BRASIL: COMUNICADOS DOS FABRICANTES DERROTADOS NO F-X2 (M1331 - 392PM/2013)

Dassault Rafale

Declaração de imprensa da Dassaul Aviation, preterida para a Saab, no concurso F-X2 para a aquisição de um caça avançado da Força Aérea Brasileira:

"Durante 15 anos no Brasil, a Dassault Aviation e os seus parceiros (Grupo Safran) e Thales, agrupados no GIE RAFALE International, fizeram a promoção do Mirage 2000 no concurso FX e posteriormente do Rafale no F-X2, entusiasmados pela vontade de cooperar a longo prazo com aindústria brasileira, em particular a Embraer. As transferências de tecnologia sem restrições e as parcerias científicas, técnicas e industriais pedidas pelo Brasil, estavam entre os pontos fortes da oferta da GIE Rafale International, com o apoio das autoridades francesas.

Lamentamos a escolha pelo Gripen, equipado de numerosos equipamentos de origem terceira, nomeadamente americana. Não pertence à mesma categoria que o Rafale: monomotor e mais ligeiro, o Gripen não é equivalente em termos de performances e por isso de preço. Esta lógica financeira não leva em conta nem a razão custo/eficácia favorável ao Rafale, nem o nível de tecnologia oferecida."

Boeing F/A-18E Super Hornet

Já a Boeing comentou a decisão de Brasília nos seguintes termos:

"A Boeing está ciente sobre o anúncio do governo brasileiro de que o caça F/A-18E/F Super Hornet não foi selecionado para participar das negociações contratuais da concorrência F-X2. Embora decepcionante para a Boeing, a decisão, de forma alguma, diminui o comprometimento da empresa em expandir sua presença, ampliar suas parcerias e apoiar as necessidades do Brasil em termos de segurança. Nas próximas semanas, nós trabalharemos com a Força Aérea Brasileira (FAB) para entender melhor sua decisão. Nossa participação na concorrência F-X2 ofereceu a oportunidade de estabelecer parcerias importantes e colaboração com a indústria e o governo brasileiro, as quais continuaremos a expandir independentemente da decisão do F-X2".


Tradução: Pássaro de Ferro



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MINISTRO DA DEFESA BRASILEIRO: F-X2 É PARA CONTINUAR (M1292 - 361PM/2013)




Em entrevista  ao jornal Folha de S. Paulo, o Ministro da Defesa brasileiro Celso Amorim respondeu a todas as perguntas incómodas e temas quentes da atualidade militar do país e da aviação em particular, como o programa de aquisição do novo caça para a FAB F-X2, a retirada dos Mirage 2000, o fim de vida dos Hercules e outras hipóteses ventiladas na comunicação social brasileira.

O Pássaro de Ferro transcreve seguidamente os excertos relacionados com a aviação:


"O que está faltando para ser encerrado o programa da compra dos caças? O chamado F-X2?
Eu estou muito confiante de que vai ter um bom andamento, mas quanto menos eu falar dele melhor.

Pelo que entendi o sr. já disse até que o Brasil poderia negociar uma parceira de construção de caças de quinta geração com a Rússia, me corrija se eu estiver errado. A Rússia que está desenvolvendo esses modelos de quinta geração. Houve alguma evolução aí nessa área?

Olha, isso é uma possibilidade para o futuro. Volto a insistir, nós não podemos ter todos os ovos em uma única cesta. Nós não sabemos o que é o futuro do mundo. Nós gostamos de pensar que o mundo é uma coisa certinha, de que todo mundo vai se comportar sempre de uma mesma maneira, mas não é assim. Veja bem, eu sou de uma geração que viu a Guerra Fria. A Guerra Fria acabou, não existe mais bipolaridade, existe multipluralidade de informação, o mundo mudou muito e eu não sei nesse mundo novo, cheio de incertezas, o que vai acontecer. Então eu tenho que ter uma diversificação. Eu acho que isso é essencial para a segurança do Brasil. Então, sobre esse aspecto é que, digamos, nós estamos abertos a uma cooperação para um caça de quinta geração com qualidades que o de quarta e meia, com dizem, não terá, com a Rússia e com, eventualmente, outros. Não é só com a Rússia. A Rússia sugeriu essa hipótese também. É uma hipótese que nós temos que considerar. De qualquer maneira isso é uma coisa que ainda terá que ser para o futuro porque de imediato nós temos que preencher a necessidade que existe hoje. Essa necessidade de hoje nós vamos ter que preencher ainda com os caças de quarta geração. Eles dizem quarta e meia porque eles já estão um pouco melhorado. E é isso que nós estamos tratando de fazer.

Ainda que seja para o futuro, o caça de quinta geração, uma coisa está entrelaçada com a outra. Se fosse possível esse acordo com a Rússia, os caças de quinta geração, o desenvolvimento deles
Hoje o Brasil é um Bric, né? O Brasil participa de vários O Brasil tem essa vantagem, o Brasil não é de nenhuma aliança militar, nem com os Brics, obviamente, nem com nenhuma outra. Então o Brasil tem a liberdade de ter um avião com um, de ter um sistema antiaéreo com outro, de procurar fazer um submarino com terceiro e com isso ele vai aprendendo mais. Porque se você tem só uma único fornecedor, você fica na mão dele, em todos os sentidos, económico e tecnológico.

Tem uma especulação aí no mercado sobre o seguinte, por que eu perguntei do caça de quinta geração dos especialistas: uma solução intermediária acertando, eventualmente, para o futuro sobre essa parceria de caças com a Rússia, o Brasil poderia, eventualmente fazer leasing de caças russos

Não está em consideração.

Não?
Não está em consideração.

Não há essa hipótese?

Não há essa hipótese, tanto quanto eu saiba. 

Parece que o ministro [da defesa da Rússia] Sergei Shoigu... 
Eles gostariam que a gente fizesse um leasing, mas isso não nos dá nada porque nós queremos ter...Veja bem...

Seria cancelado o F-X2, é isso?
É óbvio que nós não faremos isso. O F-X2 vai se realizar.

Vai ser comprado, não vai ter essa história de leasing então?
Não.

Qual é o cronograma do F-X2? Porque isso já tem mais de uma década, bem mais de uma década já. Qual é a sua expectativa realista, vamos dizer assim?
A minha expectativa realista, eu sou sempre muito otimista, porque eu acho que otimismo faz parte da descrição do homem público, porque senão ele tem outros objetivos. Eu como não tenho nenhum outro, sou otimista. Portanto, a minha expectativa é para que algo muito breve ocorra.

O sr. acha que dentro do governo da presidente Dilma Rousseff que termina em dezembro do ano que vem, no mandato atual da presidente Dilma, o Brasil vai ter concluído esse programa de compra dos caças?
Olha, veja bem. Entre uma decisão final para comprar determinado caça e a chegada dele no Brasil levará algum tempo. Eu creio que a decisão final será tomada bem antes disso.

A presidente tem falado para o sr. que vai tomar essa decisão?
Minhas conversas com a presidenta são, do meu ponto de vista, totalmente privadas. Se ela quiser conversar a esse respeito ela pode, eu não.

Em que medida esse episódio aí da espionagem, da NSA, acabou afastando um pouco a possibilidade da Boeing vencer essa concorrência dos caças?

Eu devo dizer o seguinte: tanto quanto eu sei, a decisão sobre esse tema será técnica. Técnica levando em conta os elementos de performance, transferência de tecnologia, inclusive acesso a código fonte, e preço. Três elementos. Ficaram três países na concorrência. Caças de três países, eu quero dizer. Quanto a isso não há recuo mais, são esses três mesmo.

Ou há ainda possibilidade de haver até revisão disso?
Você sabe que eu filosoficamente não gosto de falar em coisas absolutas, mas eu não vejo nenhuma possibilidade de revisão disso. Não vejo, não está no horizonte, não está nas considerações.
(...)

O sr. falou dos Hercules que estão chegando aí ao final do ciclo de vida útil deles. Os caças Mirage também, parece que no final de ano terão que ser aposentados, é isso? Haverá um buraco aí entre a aposentadoria dos caças e a chegada dos novos, o que vai se fazer nesse hiato?

Há duas coisas que eu tenho que lhe dizer. Primeiro, os nossos caças mais antigos foram todos modernizados, que é claro que não é a mesma coisa, mas eles têm, digamos, uma aviónica moderna, uma capacidade de tiro modernizada, então nós não vamos ficar desprotegidos. A segunda coisa que eu quero dizer é que eu não sei qual caça que vai ser escolhido, mas qualquer um deles, todos eles ofereceram soluções intermediárias também enquanto não ficar pronto o primeiro caça que for encomendado. Então nós estaremos --claro que não tão bem protegidos como gostaríamos--, mas não vamos ficar pior do que estávamos com o Mirage, que aliás já se tornou caríssimo, cuja manutenção se tornou muito cara.

Ou seja, o fornecedor desses caças vai oferecer uma solução de transição aí para que o país não fique sem esse equipamento no período em que os novos não chegam?
Isso, seguramente. Os novos, em relação aos quais a ideia é progressivamente produzi-los no Brasil, numa proporção crescente. É preciso também que isso fique... é muito importante. É muito diferente dos caças do passado, que vinham prontos."


Entrevista completa da Folha de S.Paulo em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2013/11/1377119-leia-a-transcricao-da-entrevista-de-celso-amorim-a-folha-e-ao-uol.shtml

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

BRASIL DOA AVIÕES DE PATRULHA MARÍTIMA A CABO VERDE (M1278 - 348PM/2013)

Embraer P-95 Bandeirulha

O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, efetua uma visita de dois dias a Cabo Verde, visando o reforço da cooperação entre os dois países nas áreas de defesa e segurança.

Com esta deslocação a Cabo Verde, iniciada segunda-feira (18), o governante brasileiro vem dar sequência aos contactos iniciados aquando da visita ao Brasil, em março do ano passado, do seu homólogo cabo-verdiano, Jorge Tolentino.

No decorrer desta visita, que começou pela ilha de São Vicente, onde estão sedeados a 1ª Região Militar e o Comando da Guarda Costeira do arquipélago, Celso Amorim assistiu à abertura oficial do Núcleo de Missão Naval do Brasil em Cabo Verde, criado recentemente pelo Governo brasileiro com o propósito apoiar a  modernização da Guarda Costeira cabo-verdiana.

As duas partes acertaram durante esta visita os aspetos da cooperação nas áreas da defesa e segurança entre Cabo Verde e o Brasil, tendo na altura o ministro brasileiro da Defesa garantido que o seu Governo pretende ajudar no aumento da segurança na região do Atlântico onde o arquipélago está situado, contribuindo com isso "para a paz e a segurança no Atlântico".

O Brasil deverá dar igualmente apoio técnico e científico a Cabo Verde para o levantamento da sua plataforma continental, uma tarefa que a Marinha brasileira já fez na Namíbia e está a trabalhar no mesmo sentido com Angola.

Na altura, o ministro brasileiro da Defesa, manifestou também a intenção do seu Governo de doar a Cabo Verde, dois aviões para auxiliar no patrulhamento da zona marítima do arquipélago.

Ele ressaltou, porém, que o processo de doação depende de aprovação do Congresso Nacional (Parlamento), além de preparação dessas aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB) para desempenhar essa missão. 


Nota do PF: As aeronaves em questão deverão ser os Embraer P-95 Bandeirulha, baseado no EMB-110 Bandeirante


Fonte: Portugal Digital


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